Perguntas do paciente (9)

  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    É muito importante que você continue buscando ajuda profissional. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é essencial para compreender o que está acontecendo e para que seja feito um diagnóstico adequado. Esses sintomas podem estar relacionados a um quadro de ansiedade, que em alguns casos pode evoluir para crises de pânico ou outros transtornos se não houver cuidado contínuo.

    O tratamento adequado permite entender melhor as causas dessas sensações, desenvolver estratégias de enfrentamento e recuperar a sensação de segurança e equilíbrio emocional. Buscar apoio é um passo importante para se sentir melhor e retomar o bem-estar.


  • Qual condição psiquiátrica está relacionada à síndrome disexecutiva?

    Qual condição psiquiátrica está relacionada à síndrome disexecutiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    A síndrome disexecutiva não é uma doença, mas um conjunto de dificuldades em funções como planejar, organizar e gerenciar o tempo. A condição psiquiátrica mais relacionada a ela é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

    No TDAH, a disfunção executiva é central. Os sintomas descritos no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), como a dificuldade de focar em tarefas, a impulsividade e a desorganização, são manifestações diretas dessa síndrome.

    Embora o TDAH seja o exemplo mais claro, a síndrome disexecutiva também pode ser observada em outros quadros, como na lentidão cognitiva da depressão ou na desorganização do pensamento na esquizofrenia.


  • Como a disfunção executiva se relaciona com doenças mentais crónicas?

    Como a disfunção executiva se relaciona com doenças mentais crónicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    Olá! Essa é uma pergunta excelente e toca em um ponto crucial da saúde mental. A disfunção executiva é, de fato, um dos pilares que sustenta muitas doenças mentais crônicas, e entender essa relação ajuda muito na busca por tratamento.

    Para explicar de forma simples, imagine que o nosso cérebro tem um "gerente" ou um "maestro" — essa é a nossa função executiva. Ela é a responsável por planejar o futuro, organizar tarefas, controlar impulsos, gerenciar o tempo e focar em objetivos. Quando essa função não opera bem, dizemos que há uma disfunção executiva.

    A relação com as doenças mentais é direta, pois a disfunção executiva não é uma doença em si, mas um sintoma ou uma característica central de muitos transtornos. Ela afeta a capacidade da pessoa de funcionar no dia a dia, e essa dificuldade acaba se tornando parte do próprio quadro clínico.

    Como a Disfunção Executiva se Manifesta em Doenças Crônicas

    O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), que é a nossa principal referência, não lista a disfunção executiva como um diagnóstico isolado, mas descreve sintomas que são, na verdade, manifestações dela em diversas doenças.

    Vamos a alguns exemplos práticos:

    Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Esse é o caso mais clássico. O TDAH é, em sua essência, um transtorno de disfunção executiva. A pessoa luta para iniciar tarefas, manter o foco, organizar ideias e controlar a impulsividade. Essa dificuldade de "gerenciar a si mesmo" é o que causa os maiores impactos na vida escolar, profissional e social.

    Depressão Maior: Frequentemente, a depressão não é apenas sobre tristeza. Muitas pessoas com depressão crônica relatam uma "neblina mental" ou uma lentidão cognitiva. Elas têm imensa dificuldade para tomar decisões, organizar os pensamentos, e até mesmo iniciar tarefas simples do dia a dia, como se levantar da cama. Isso é a disfunção executiva em ação.

    Transtorno do Espectro Autista (TEA): Indivíduos no espectro podem ter dificuldades significativas em habilidades de planejamento, flexibilidade cognitiva e transições. A rigidez de rotina e a dificuldade em se adaptar a mudanças, por exemplo, estão diretamente relacionadas a déficits em suas funções executivas.

    Em todos esses casos, a disfunção executiva age como um motor que alimenta as dificuldades. Sem a capacidade de planejar e organizar, a pessoa se sente sobrecarregada, e isso pode agravar os sintomas emocionais da doença.

    Por isso, na clínica, tratar uma doença mental crônica vai muito além de abordar a tristeza ou a ansiedade. É fundamental ajudar a pessoa a desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades de organização e planejamento, permitindo que ela volte a ter mais controle sobre sua vida.


  • O que são TOC e dificuldades de processamento sensorial? .

    O que são TOC e dificuldades de processamento sensorial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)
    É como se a mente ficasse "presa" em dois problemas:

    Pensamentos que não saem da cabeça (obsessões) - como medo exagerado de germes ou necessidade de simetria

    Comportamentos repetitivos (compulsões) - como lavar as mãos muitas vezes ou verificar portas várias vezes

    Essas condições podem aparecer juntas ou separadas. Um profissional pode ajudar a entender melhor cada caso e encontrar as melhores formas de lidar com isso.


  • O que são disfunções sensoriais no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    O que são disfunções sensoriais no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    No TOC, as disfunções sensoriais referem-se a uma hipersensibilidade ou desconforto intenso com estímulos físicos (como toque, sons, texturas ou até mesmo sensações internas do corpo). Por exemplo, alguém pode sentir uma urgência de lavar as mãos repetidamente não por medo de germes (uma obsessão clássica), mas porque a sensação de "não estar limpo" persiste, mesmo que logicamente saiba que está.

    Pela lente da TCC, isso acontece porque o cérebro interpreta essas sensações como "ameaças" ou "erros" que precisam ser corrigidos (compulsões). Um paciente pode descrever: "Sinto que algo está grudado na minha pele, mesmo vendo que não está".

    Estratégias como exposição gradual (tolerar a sensação sem a compulsão) e reestruturação cognitiva ("Essa sensação é desconfortável, mas não perigosa") costumam ser úteis. Se isso ressoa com sua experiência, um psicólogo especializado em TOC pode ajudar a identificar gatilhos e criar um plano personalizado — porque cada pessoa vivencia essas sensações de forma única.


  • Quais são as diferenças entre dissociação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e em outro

    Quais são as diferenças entre dissociação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e em outros transtornos mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    A dissociação é um fenômeno complexo que acontece em vários transtornos, mas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), ela costuma ter características específicas. Vamos entender as diferenças de forma clara:

    No TPB, a dissociação geralmente está ligada a reações intensas a emoções ou situações de estresse, como uma "fuga" momentânea da realidade. A pessoa pode descrever sensações de:

    "Sair do corpo" durante uma discussão;

    "Nada parece real" após um abandono percebido;

    Memórias "embaçadas" em crises.

    Já em outros transtornos, como TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), a dissociação aparece mais como revivências (flashbacks) ou entorpecimento emocional — uma proteção contra memórias dolorosas. No Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), por exemplo, há uma fragmentação mais profunda da identidade, com lacunas de memória e "partes" distintas da personalidade.

    Pela TCC, o trabalho no TPB foca em ancoragem no presente (técnicas sensoriais para "voltar ao corpo") e regulação emocional, enquanto em outros transtornos pode ser necessário abordar traumas ou integração de memórias.

    Se isso soa familiar, vale explorar com um profissional — porque identificar a raiz da dissociação é crucial para o tratamento certo. Cada transtorno exige estratégias diferentes, e a terapia pode ajudar a reconectar mente e corpo de forma segura.


  • O que os narcisistas sentem quando são ignorados pelas pessoas ?

    O que os narcisistas sentem quando são ignorados pelas pessoas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    Quando um narcisista é ignorado, geralmente sente uma mistura de raiva, frustração e insegurança. Como ele depende muito da atenção dos outros para se sentir importante, ser ignorado ameaça essa imagem de superioridade.

    Pela perspectiva da TCC, isso acontece porque ele tem pensamentos rígidos como: "Se não me notam, significa que não sou especial". Aí, pode reagir de formas previsíveis:

    Ficar obcecado em chamar sua atenção (mandando mensagens, aparecendo do nada).

    Descontar a raiva (fazendo críticas, tentando te deixar com culpa).

    Alternar entre atacar e seduzir (hoje te xinga, amanhã te elogia demais).

    No fundo, é uma tentativa desesperada de controlar como os outros o veem, porque ele não lida bem com a ideia de ser "esquecido". Claro, nem todo mundo que se irrita ao ser ignorado é narcisista — mas quando esse padrão é constante e intenso, pode ser um sinal.


  • Olá! Uma pessoa com transtorno do espectro autista pode ter também ansiedade social?

    Olá! Uma pessoa com transtorno do espectro autista pode ter também ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    Sim, uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode desenvolver ansiedade social, e isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as dificuldades sociais enfrentadas por alguém com TEA—como interpretar expressões faciais, manter conversas ou lidar com mudanças inesperadas—podem gerar preocupação excessiva, medo de julgamento e até evitação de situações sociais. Com o tempo, isso pode se tornar um quadro de ansiedade social.


  • Meu namorado disse que há um tempo atrás foi diagnosticado com transtorno bipolar,mais lendo a respe

    Meu namorado disse que há um tempo atrás foi diagnosticado com transtorno bipolar,mais lendo a respeito vi que os bipolares são frios,ele é totalmente o contrário,muito carinhoso...há possibilidade dele não ter esse tal transtorno bipolar?ou o bipolar tbm pode ser amoroso?Grata...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Andressa Pitrosky

    Ótima pergunta! O Transtorno Bipolar (TB) é frequentemente cercado de mitos, e um deles é a ideia de que pessoas bipolares são "frias". Na verdade, o TB não define a personalidade de alguém—ele está relacionado principalmente a alterações intensas de humor (entre episódios de depressão e mania/hipomania), mas não anula a capacidade de ser carinhoso, amoroso ou empático.


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