Perguntas do paciente (8)
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Qual a importância da consistência na prática de mindfulness para pessoas com Transtorno de Personal
Qual a importância da consistência na prática de mindfulness para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A consistência na prática de Mindfulness é especialmente importante para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) porque ela atua diretamente nos principais desafios desse transtorno: instabilidade emocional, impulsividade, pensamentos automáticos negativos e dificuldades relacionais.
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Quais são os t ipos de Pensamentos Obsessivos ? .
Quais são os t ipos de Pensamentos Obsessivos ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária, repetitiva e persistente, causando desconforto, dúvida ou ansiedade. Eles são comuns no TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), mas também podem aparecer em outros quadros (ansiedade, depressão, TPB, etc.).
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Como posso identificar quais pensamentos são intrusivos, e quais pensamentos são normais ?
Como posso identificar quais pensamentos são intrusivos, e quais pensamentos são normais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diferenças entre pensamentos “normais” e pensamentos intrusivos
Pensamentos Normais
Fazem parte do fluxo natural da mente (lembranças, preocupações cotidianas, imaginação).
Geralmente estão alinhados aos valores e desejos da pessoa.
São passageiros: vêm e vão sem causar muito sofrimento.
Exemplo: “Tenho que pagar a conta amanhã” → você lembra, anota e segue a vida.
Pensamentos Intrusivos:
São involuntários, repetitivos e indesejados.
Costumam ser incompatíveis com os valores da pessoa (ex.: alguém carinhoso ter imagens agressivas).
Geram ansiedade, culpa, medo ou nojo, e a pessoa tenta resistir ou neutralizar o pensamento.
Criam sensação de perda de controle (“E se eu fizer isso sem querer?”).
Exemplo: “E se eu machucar meu filho enquanto cozinho?” → a pessoa sente pavor, apesar de nunca querer isso.
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. Como praticar a atenção plena para lidar com a ruminação da raiva?
. Como praticar a atenção plena para lidar com a ruminação da raiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Passos de atenção plena para lidar com a ruminação da raiva:
1. Reconhecer a raiva sem julgamento
Ao notar que está ruminando, pare e nomeie:
“Estou sentindo raiva.” ou “Minha mente está voltando ao que aconteceu.”
O simples ato de rotular já ajuda a reduzir a intensidade emocional.
2. Respiração consciente para criar espaço
Inspire fundo pelo nariz, conte até 4.
Segure por 1 a 2 segundos.
Expire lentamente pela boca, contando até 6.
Repita 3 a 5 vezes.
Isso acalma a resposta fisiológica da raiva (coração acelerado, tensão muscular).
3. Prática do “pensamento como nuvem”
Visualize o pensamento de raiva como uma nuvem passando no céu.
Diga a si mesmo: “É só um pensamento, não um fato.”
Isso ajuda a criar distância psicológica da ruminação.
4. Atenção ao corpo (grounding)
Foque nas sensações físicas atuais: os pés no chão, a cadeira apoiando seu corpo, o ar tocando a pele.
Essa âncora no presente impede que a mente volte para o “filme mental” da raiva.
5. Prática de compaixão dirigida
Quando a raiva envolve outra pessoa, experimente enviar mentalmente uma frase curta como:
“Que eu encontre paz.”
“Que essa pessoa também encontre paz.”
Não significa concordar ou perdoar de imediato, mas soltar o peso emocional.
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Quais são as diferenças entre pensamentos intrusivos e ruminantes no Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Quais são as diferenças entre pensamentos intrusivos e ruminantes no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ruminação da raiva pode aparecer em qualquer pessoa após conflitos ou frustrações, mas quando é frequente, intensa e difícil de controlar, pode estar relacionada a algumas condições de saúde mental.
Condições em que a ruminação da raiva é comum:
1. Transtornos de Humor
Depressão: a pessoa pode ruminar mágoas e injustiças, reforçando sentimentos de desamparo e ressentimento.
Transtorno Bipolar: em fases de irritabilidade ou depressivas, a ruminação pode intensificar a instabilidade emocional.
2. Transtornos de Ansiedade
Ansiedade generalizada pode incluir ruminações sobre conflitos passados, junto de preocupações futuras.
TOC: podem surgir obsessões ligadas a pensamentos agressivos, repetidos de forma intrusiva.
3. Transtornos Relacionados ao Controle de Impulsos e à Raiva
Transtorno explosivo intermitente: episódios de raiva desproporcional, muitas vezes antecedidos ou seguidos por ruminação intensa.
4. Transtornos de Personalidade
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): a ruminação é muito comum, especialmente ligada a rejeição, abandono e injustiça percebida.
Transtorno de Personalidade Narcisista: pode ocorrer ruminação de raiva diante de críticas ou feridas ao ego.
Transtorno de Personalidade Paranoide: a pessoa pode ruminar constantemente supostas ofensas ou perseguições.
5. TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático)
Situações de abuso, violência ou traumas podem gerar ruminação raivosa em relação ao agressor, à injustiça sofrida ou à própria vulnerabilidade.
Diferença importante
Raiva normal: surge diante de um evento específico, diminui com o tempo.
Ruminação da raiva patológica: persiste, volta repetidamente mesmo sem gatilho atual, prejudica sono, concentração, relações e qualidade de vida.
Em resumo: a ruminação da raiva pode ser um sintoma presente em vários transtornos (especialmente TPB, depressão e ansiedade), mas também pode aparecer isoladamente como um padrão de pensamento disfuncional aprendido. Avaliar frequência, intensidade, impacto no funcionamento diário e associação a outros sintomas ajuda a diferenciar.
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Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou
Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou que pensei que não amava mais meu namorado pq era tranquilo de mais, depois sonhei que estava apaixonada pelo meu amigo (senti nojo depois que acordei), agora depois que eu fui ver um filme com a minha amiga veio no meu pensamento "e se eu gostasse dela?", eu não sou nem bi e nem lésbica, achei isso estranho, pois ela sempre foi atenciosa, e ninguém pode ser atencioso que eu acho que já é algo pra ficar alerta, tentei deixar pra lá, mas sempre vem pra eu analisar esse pensamento, isso é tão exaustivo, sempre esses pensamentos nunca me deixam em paz e nem consigo me sentir melhor para meu namorado, ele é uma pessoa incrível, legal, leal e maravilhosa, não vejo uma vida sem ele. Esses pensamentos me parecem toc, mas não quero me autodiagnosticar, me ajudem por favor, esses pensamentos não param e nem se dissipam.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, que bom que você veio buscar ajuda, isso mostra coragem e vontade de entender o que está sentindo. O que você descreve realmente parece estar te causando muito sofrimento, especialmente porque os pensamentos parecem vir de forma intrusiva, repetitiva e contra a sua vontade, além de irem contra o que você acredita ou sente de verdade. Esse padrão pode sim estar relacionado a um quadro de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) — mais especificamente, um subtipo que chamamos de TOC relacional ou TOC com obsessões sobre orientação sexual e relacionamentos. Pensamentos que surgem do nada, causam angústia e fazem você duvidar dos seus sentimentos ou da sua identidade.
Tentativas de “analisar” ou “entender” esses pensamentos como forma de alívio — o que geralmente só aumenta a dúvida e o mal-estar.
Evitação ou repulsa após o pensamento (como sentir nojo depois do sonho).
Forte sentimento de culpa, medo de perder seu relacionamento ou de estar "se enganando. Psicoterapia com abordagem TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é a mais recomendada para TOC. Ela ajuda a lidar com os pensamentos de forma mais saudável e quebrar esse ciclo.
Evite responder ao pensamento, quanto mais você tenta provar ou refutar, mais preso você fica nele.
Não se autodiagnosticar é correto, mas o que você sente merece sim ser avaliado com seriedade por uma profissional especializada, de preferência com experiência em TOC.
Você não está sozinha nisso.
Muitas pessoas passam por esse tipo de pensamento obsessivo e sentem exatamente o mesmo desespero, culpa ou confusão. Mas há tratamento, e com o acompanhamento certo, você pode se sentir em paz novamente e reconectar com seu namorado de uma forma mais leve e verdadeira, sem o peso desses pensamentos. Um abraço, Andreza Cardoso
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Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?
Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existe uma diferença importante entre a euforia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e a hipomania, embora possam parecer semelhantes em alguns aspectos. A distinção está principalmente na duração, intensidade, contexto e padrões de funcionamento da pessoa. Euforia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)é mais reativa: normalmente ocorre em resposta a estímulos externos, como uma boa notícia, atenção recebida, ou idealização de alguém, tem curta duração: minutos a algumas horas.
É instável: muda rapidamente para estados opostos, como raiva, vazio ou tristeza intensa.
Vem acompanhada de impulsividade: a euforia pode levar a comportamentos arriscados, mas esses comportamentos estão mais ligados à instabilidade emocional do que a um aumento sustentado de energia. Autoimagem instável: o sentimento de euforia pode estar ligado a uma sensação momentânea de autoestima inflada, que pode se desfazer rapidamente.
Já a hipomania (como no Transtorno Bipolar tipo II)
Não depende de eventos externos: a mudança de humor é mais “autônoma”, sem uma causa identificável. Dura mais tempo: pelo menos 4 dias consecutivos (critério do DSM-5-TR).
Mais consistente: o humor elevado, expansivo ou irritável se mantém relativamente estável durante o episódio. Aumento de energia: além da euforia, há aumento de atividade dirigida a objetivos, necessidade reduzida de sono, maior autoestima/confiança, loquacidade.
Pode ter consequências funcionais: embora não cause prejuízos graves como a mania, pode levar a decisões impulsivas, gastos excessivos, comportamentos sexuais de risco etc.
Um abraço, Andreza Cardoso.
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O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c
O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O funcionamento intelectual limítrofe (também chamado de inteligência limítrofe) é caracterizado por um Quociente de Inteligência (QI) entre 70 e 84, ou seja, abaixo da média, mas sem atender aos critérios para deficiência intelectual (DI), cujo QI é inferior a 70.
ranstornos do Neurodesenvolvimento:
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)
Pessoas com TDAH podem ter QI limítrofe, embora o transtorno possa ocorrer em qualquer faixa de inteligência. Nesses casos, o prejuízo é ampliado, especialmente em aprendizagem e comportamento.
TEA (Transtorno do Espectro Autista)
É relativamente comum que pessoas autistas tenham QI abaixo da média. Quando o autismo é leve e o QI está na faixa limítrofe, os desafios adaptativos tendem a ser maiores.
Transtornos Específicos da Aprendizagem (dislexia, discalculia etc.)
A inteligência limítrofe pode dificultar ainda mais o diagnóstico e a intervenção, pois os sinais podem ser confundidos com dificuldades de aprendizagem isoladas.
Comorbidade entre TDAH e TEA
Sim, o QI limítrofe pode estar presente quando há comorbidade. Nesses casos, as dificuldades adaptativas, emocionais e comportamentais tendem a ser mais severas e persistentes.
Transtornos Mentais:
Transtorno Bipolar
Embora o transtorno bipolar em si não esteja ligado diretamente ao QI limítrofe, pessoas com QI limítrofe podem apresentar quadros bipolares, e o impacto da doença tende a ser maior sobre o funcionamento global.
Transtornos de Conduta e Transtornos de Personalidade
Há uma sobreposição com inteligência limítrofe, principalmente em contextos de vulnerabilidade social.
s consequências podem ser significativas, especialmente se não houver suporte adequado:
Desempenho escolar limitado, com risco de evasão ou reprovações.
Baixa autoestima, devido à comparação constante com pares.
Maior vulnerabilidade emocional, levando a sintomas depressivos ou ansiosos.
Menores oportunidades de inserção profissional qualificada.
Dificuldades em manter relações sociais saudáveis.
Com apoio psicoeducacional, treinamento de habilidades sociais, intervenções psicopedagógicas e suporte terapêutico, é possível minimizar o impacto e promover desenvolvimento mais funcional e adaptado.
Um abraço, Andreza Cardoso-Psicóloga
Perguntas frequentes
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Comecei a tomar amplictil com depakene a3dias e estou sentindo muita dor de cabeça por que?
Olá. Como vai? Pode haver relação com o início do tratamento. A cefaleia…