Perguntas do paciente (8)
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aborda a visão em túnel?
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aborda a visão em túnel?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,tudo bem! O que posso lhe informar é que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) entende a visão em túnel ,ou pensamento em túnel, como uma distorção cognitiva, uma forma de perceber a realidade de modo limitado e negativo. Nesse tipo de pensamento, a pessoa se concentra apenas nos aspectos ruins de uma situação, ignorando ou desvalorizando tudo o que é positivo ou neutro. Vou te passar um exemplo: Você pode receber diversos elogios no trabalho, mas acabar focando apenas em uma crítica, concluindo que “nada do que faz é bom o suficiente”.
Em resumo: A TCC ajuda a ampliar o olhar e equilibrar a forma como você percebe o mundo, o que reduz o sofrimento emocional e traz mais clareza e leveza no dia a dia. Se você esta percebendo que tem se sentido preso a pensamentos muito negativos ou tem dificuldade em ver o lado positivo das situações, com acompanhamento psicológico, é possível compreender melhor esses padrões, desenvolver novos modos de pensar e aprender a lidar com os desafios de forma mais saudável e realista.
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A visão de túnel é uma falácia lógica? .
A visão de túnel é uma falácia lógica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta!
A visão em túnel (ou pensamento em túnel) não é exatamente uma falácia lógica, mas sim uma distorção cognitiva, termo usado principalmente na psicologia,especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
A Falácia lógica é um erro de raciocínio formal ou argumentativo, ocorrendo quando alguém usa uma lógica incorreta para defender uma conclusão, por exemplo: “se algo deu errado uma vez, sempre dará errado”. Já a distorção cognitiva é um padrão de pensamento tendencioso que distorce a forma como a pessoa percebe a realidade, geralmente em direção negativa.
A relação entre os dois conceitos encontra-se no fato de que a visão em túnel pode levar a raciocínios falaciosos. Por exemplo, ao focar apenas nos erros e ignorar os acertos, a pessoa pode cair numa falácia da evidência incompleta, ou seja, tirar conclusões baseadas apenas em parte dos dados disponíveis.
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Como o ciúme de amizade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como o ciúme de amizade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme de amizade, em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), costuma estar muito ligado ao medo intenso de rejeição ou abandono. Relações de amizade, que para a maioria são fonte de afeto e segurança, podem despertar sentimentos de ameaça quando o outro se aproxima de alguém diferente, por exemplo. Essa vivência emocional é, na verdade, uma forma de proteger-se da dor antecipada de “perder o vínculo” ou de sentir-se substituído. Assim, o ciúme pode se manifestar por comportamentos de comparação, necessidade de reafirmação constante, interpretações negativas diante de pequenas mudanças de atenção ou até mesmo reações impulsivas de afastamento. Na terapia, trabalhamos para compreender essas emoções sem julgamentos, ajudando o paciente a reconhecer o medo por trás do ciúme e desenvolver formas mais seguras de se vincular. O objetivo é fortalecer o senso de identidade e de valor próprio, para que as relações possam ser vividas com mais confiança e menos medo de perda.
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: É possível ter uma vida autêntica com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
: É possível ter uma vida autêntica com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível.Ter TPB não significa estar condenado a viver apenas em função das crises ou do medo do abandono. A autenticidade nasce quando você consegue se reconhecer, acolher suas emoções e se permitir construir relações que façam sentido para você.
O processo não é fácil, mas com apoio terapêutico você pode aprender a compreender seus padrões emocionais, regular sentimentos intensos e desenvolver uma autoimagem mais estável. Aos poucos, vai ficando mais natural escolher caminhos que estejam alinhados com seus valores, e não apenas com a dor do momento.
O TPB não apaga quem você é. Pelo contrário, o autoconhecimento pode revelar ainda mais da sua essência e da sua capacidade de viver de forma genuína.
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Como posso escolher uma reação diferente e mais significativa em vez de seguir um impulso momentâneo
Como posso escolher uma reação diferente e mais significativa em vez de seguir um impulso momentâneo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Sei que, em alguns momentos, a intensidade da emoção pode fazer parecer impossível agir de forma diferente do impulso imediato. Mas uma estratégia é criar uma pequena pausa entre o que você sente e o que faz. Essa pausa pode ser de alguns segundos ou minutos — respirar fundo, beber um copo de água, sair do ambiente por um instante. Nesse espaço, você pode se perguntar: o que essa reação vai trazer para mim depois? ou há outra forma de expressar o que sinto sem me machucar ou machucar quem está perto de mim?
Com o tempo e a prática, você vai percebendo que é possível escolher respostas mais significativas, que estejam conectadas aos seus valores e não apenas ao momento de dor. Isso não significa eliminar os impulsos, mas aprender a ter mais opções de como lidar com eles.”
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Quais são os sinais de impulsividade excessiva? .
Quais são os sinais de impulsividade excessiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo a sua dúvida. A impulsividade, quando se torna excessiva, pode aparecer de várias formas no dia a dia. Alguns sinais que a gente costuma observar são, por exemplo: agir muito rápido sem pensar nas consequências, ter mudanças bruscas de humor que levam a atitudes repentinas, ou até se envolver em comportamentos de risco, como gastar demais, comer em excesso, dirigir de forma imprudente ou usar substâncias.
Também pode acontecer de surgir dificuldade em controlar explosões de raiva, terminar relações ou abandonar projetos de forma repentina, e em alguns casos até recorrer a atitudes que acabam trazendo dor para si mesmo.
Esses sinais não significam fraqueza. Eles mostram uma dificuldade real em lidar com emoções muito intensas e é justamente aí que o processo terapêutico pode ajudar, aprendendo juntos formas de colocar uma pausa antes de agir e construindo alternativas mais seguras para expressar o que você sente.
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Quais são as abordagens que ajudam a lidar com a névoa lúpica ?
Quais são as abordagens que ajudam a lidar com a névoa lúpica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A névoa lúpica pode ser uma das manifestações mais desafiadoras do lúpus, pois afeta diretamente a concentração, a memória e o raciocínio, trazendo uma sensação de confusão mental e cansaço. É importante lembrar que esses sintomas não significam fraqueza ou falta de esforço, eles fazem parte da própria condição e merecem cuidado e compreensão.
Através de abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é possível desenvolver estratégias práticas para lidar com as dificuldades cognitivas do dia a dia, organizar rotinas, melhorar o foco e reduzir o impacto emocional causado por essas mudanças. Já as abordagens de base psicanalítica ajudam a elaborar os sentimentos que surgem ao conviver com uma doença crônica, como frustração, medo ou perda de controle favorecendo o fortalecimento emocional e o autoconhecimento.
A escolha da abordagem terapêutica nomeu ponto de vista, deve ir ao encontro da forma como cada pessoa se identifica e se sente mais acolhida no processo. Como psicóloga que atua tanto com a Psicanálise quanto com a TCC, indico a integração dessas perspectivas, que oferece um acompanhamento que considera tanto o campo emocional quanto o desenvolvimento de recursos práticos para lidar com as demandas do dia a dia.
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Como as alterações neurocognitivas que podem afetar as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (
Como as alterações neurocognitivas que podem afetar as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando falamos em alterações neurocognitivas no TOC, estamos nos referindo a algumas diferenças na forma como o cérebro processa pensamentos, emoções e comportamentos.
Essas diferenças não significam que há algo “errado” com você, mas sim que o seu cérebro tende a funcionar de um modo mais atento aos detalhes, à segurança e à certeza.
Por conta disso, muitas pessoas com TOC acabam sentindo dificuldade em concentrar-se, porque os pensamentos intrusivos ocupam muito espaço mental. É como se a mente estivesse sempre tentando garantir que nada foi esquecido ou feito “da forma errada”. Também é comum sentir uma necessidade constante de revisar, confirmar ou repetir certas ações, o que pode gerar cansaço e ansiedade. Essas experiências têm relação com algumas áreas do cérebro envolvidas no controle de impulsos, na tomada de decisões e na sensação de “tudo está certo agora”. Quando essas regiões estão mais ativadas, pode ficar difícil interromper um pensamento obsessivo ou resistir a uma compulsão. Na terapia, trabalhamos justamente para ajudar você a reconhecer esses padrões e construir novas formas de lidar com eles. Através de abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é possível treinar o cérebro a responder de maneira mais equilibrada, reduzindo o peso desses pensamentos e o sofrimento que eles causam.
O processo não é rápido mas, com o tempo, o cérebro vai aprendendo que não precisa reagir a cada pensamento com tanta intensidade.
O objetivo é que você se sinta mais leve, no controle e com mais liberdade para viver a vida sem que o TOC dite o ritmo.
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Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
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