Perguntas do paciente (19)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Olá! Pelo que você descreve, parece que a depressão está interferindo bastante na sua rotina e na sua capacidade de realizar até tarefas básicas. Nesse momento, talvez o mais importante não seja se cobrar para trabalhar ou “sair disso” sozinha, mas buscar um acompanhamento mais próximo e contínuo.

    A internação pode ser indicada em algumas situações, mas isso precisa ser avaliado por um profissional, considerando a intensidade dos sintomas, sua segurança e o quanto você está conseguindo se cuidar. Como você já tem contato com o CAPS, seria importante procurar a equipe novamente e contar exatamente como você está se sentindo, inclusive essa dificuldade de sair do quarto e a ideia de internação. Eles podem avaliar se é necessário intensificar o tratamento, ajustar a medicação, aumentar o acompanhamento ou considerar outras possibilidades.

    Se em algum momento você sentir que pode se machucar, que não consegue se manter segura ou que a situação ficou insuportável, procure imediatamente um serviço de urgência ou peça ajuda à sua mãe ou a alguém de confiança para ir com você.


  • A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo

    A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Pode ajudar, sim, principalmente a diminuir um pouco a intensidade do que você está sentindo naquele momento. Ficar olhando para a chama, prestando atenção na respiração e trazendo a mente de volta quando ela começa a puxar lembranças e culpa pode ajudar a sair daquele “redemoinho” de pensamentos.

    Mas ela não vai necessariamente apagar a tristeza ou a vergonha. A ideia é mais te ajudar a atravessar esse sentimento sem ser engolida por ele.

    E tem outro ponto: depois de beber, é bem comum acordar mais melancólica, ansiosa ou se julgando mais. O álcool pode mexer bastante com o humor no dia seguinte, então nem tudo que você sente nessa hora precisa ser tomado como uma verdade absoluta sobre você ou sobre o que aconteceu.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Oi! Ter pensamentos, desejos e imaginar coisas que você gostaria de ter ou de ser pode acontecer e, por si só, não significa que exista algo errado.

    O ponto que chama atenção no que você contou é esse sentimento de impulso para anotar e a ansiedade quando não faz isso ou quando sente que pode esquecer alguma coisa. Às vezes, a gente cria pequenas formas de tentar organizar ou aliviar a ansiedade, e elas acabam ficando mais frequentes do que gostaríamos.

    Tente observar menos o conteúdo do que você escreve e mais o que acontece quando você tenta não escrever: a ansiedade aumenta muito? Você sente que “precisa” fazer isso para ficar tranquila? Isso começa a ocupar muito tempo ou atrapalhar sua rotina?

    Se estiver acontecendo com frequência e te causando sofrimento, vale conversar com um psicólogo para entender melhor o que está por trás desse impulso. Não precisa esperar ficar pior para buscar ajuda.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Talvez um caminho seja ir se permitindo aparecer mais, aos poucos, em ambientes e com pessoas em que você se sente mais seguro, percebendo que nem toda reação negativa significa que há algo errado com você. E cuidar da aparência, ser dedicado ou inteligente não precisa ser motivo de vergonha.

    Se esse medo faz você se controlar demais, evitar pessoas ou deixar de ser espontâneo, pode ser interessante trabalhar isso em terapia, principalmente entendendo de onde vem essa expectativa tão forte de rejeição.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Oiie, pensa assim: o perfeccionismo é como uma voz dizendo “eu quero fazer isso do jeito certo”. Já no TOC, muitas vezes aparece algo a mais: “eu preciso ter certeza, porque se eu não tiver, não consigo ficar em paz”.
    Aí pode começar um ciclo. Surge uma dúvida “será que fiz certo?”, “será que aconteceu alguma coisa?”, “e se eu estiver esquecendo algo?” vem a ansiedade, e para aliviar essa ansiedade a pessoa sente vontade de conferir, repetir, perguntar para alguém, refazer mentalmente uma situação ou procurar alguma garantia.
    O problema é que essa garantia costuma durar pouco. É como coçar uma picada: alivia na hora, mas logo dá vontade de coçar de novo. No TOC, muitas vezes funciona assim. Você confere, se acalma um pouco, depois a dúvida volta e sente que precisa conferir novamente.
    Então eu começaria a prestar mais atenção se você percebe que essas dúvidas e comportamentos estão ficando repetitivos, difíceis de resistir, tomando bastante tempo ou fazendo você mudar sua rotina para evitar a ansiedade.
    A dificuldade de lidar com incerteza pode aparecer tanto no perfeccionismo quanto no TOC, então não é só isso que diferencia os dois. O mais interessante é entender esse “caminho”: o que você pensa, o que sente, o que faz para se sentir segura, e quanto tempo esse alívio dura.
    É por aí que a gente consegue enxergar melhor o que está acontecendo.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Oi! Sim, acho importante procurar ajuda. O que você descreve não parece ser só uma tristeza passageira, principalmente porque esse vazio, a falta de vontade e a sensação de que o futuro não tem perspectiva já estão vindo acompanhados de pensamentos de “acabar com tudo”.

    Você não precisa esperar isso piorar para buscar acompanhamento. Um psicólogo e um psiquiatra podem te ajudar a entender melhor o que está acontecendo e construir formas de lidar com esses sentimentos.

    E, principalmente: se esses pensamentos ficarem mais fortes, se você sentir que pode fazer algo contra você mesmo ou começar a pensar em como faria, não fique sozinho. Procure alguém de confiança e vá a um serviço de urgência, CAPS ou UPA. Você também pode ligar para o CVV pelo 188.

    Quando a gente está muito mal, o futuro pode realmente parecer fechado e distante, mas o que você consegue enxergar nesse estado não necessariamente é tudo o que existe pela frente.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Oi! É possível sentir essas duas coisas ao mesmo tempo, sim. Às vezes, quando a nossa própria vida já parece parada, confusa ou sem muito espaço para nós mesmos, a chegada de um filho pode aumentar a sensação de que agora tudo vai girar em torno de outra pessoa.

    Isso não significa que você não ame seu bebê ou que será uma mãe ruim. Pode significar que existe uma parte sua com medo de desaparecer ainda mais dentro das responsabilidades que estão chegando.

    A maternidade muda muita coisa, mas sua vida não precisa acabar para a do seu filho começar. Você continua sendo uma pessoa com necessidades, desejos, planos e uma identidade para além de ser mãe. Talvez, nesse momento, o primeiro passo nem seja descobrir um grande objetivo de vida, mas começar a construir pequenos espaços que sejam seus.

    Como você já percebe que está psicologicamente muito sobrecarregada, eu também buscaria acompanhamento psicológico durante a gestação e conversaria sobre isso com o profissional que acompanha seu pré-natal. Você não precisa organizar todos esses sentimentos sozinha.


  • A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    A instabilidade emocional é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como a negação do diagnóstico pode afetar a capacidade do paciente de entender e regular suas emoções? Como podemos ajudá-los a desenvolver habilidades de regulação emocional, mesmo que ainda não aceitem completamente o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    A negação do diagnóstico no Transtorno de Personalidade Borderline costuma funcionar como uma proteção diante de algo que pode ser vivido como ameaçador para a identidade. Quando o paciente não se reconhece no diagnóstico, também tende a ter mais dificuldade em compreender e organizar suas próprias emoções, que continuam sendo percebidas como intensas, imprevisíveis e muitas vezes sem sentido.

    Ainda assim, a aceitação do diagnóstico não precisa ser um ponto de partida. É possível trabalhar a regulação emocional focando na experiência concreta do paciente, ajudando-o a identificar gatilhos, nomear emoções e observar padrões de reação. As habilidades podem ser apresentadas como ferramentas para lidar com o sofrimento, sem necessariamente vinculá-las a um rótulo.

    A validação das emoções também é central, pois reduz a defensividade e favorece a aproximação da própria experiência. Com o tempo, ao desenvolver maior consciência e manejo emocional, o paciente pode passar a se compreender melhor, e a resistência ao diagnóstico tende a diminuir de forma mais natural.


  • Como os familiares podem ser envolvidos no tratamento psicológico de um paciente com linfoma?

    Como os familiares podem ser envolvidos no tratamento psicológico de um paciente com linfoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Os familiares podem ser envolvidos por meio de psicoeducação sobre o linfoma e seu impacto emocional, participação em sessões conjuntas quando apropriado e orientação sobre como oferecer suporte prático e afetivo ao paciente. Além disso, é importante acolher as demandas emocionais da própria família, promovendo comunicação aberta, redução de estresse e fortalecimento da rede de apoio ao longo do tratamento.


  • Como a psicoterapia pode ajudar a pessoa com linfoma a manter o otimismo e a motivação durante o tra

    Como a psicoterapia pode ajudar a pessoa com linfoma a manter o otimismo e a motivação durante o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    A psicoterapia auxilia o paciente com linfoma ao oferecer um espaço seguro para expressão emocional, ajudando a elaborar medos, incertezas e angústias comuns ao tratamento. Por meio de técnicas de reestruturação cognitiva, fortalecimento de recursos internos e desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, o paciente pode ressignificar a experiência da doença, mantendo maior senso de esperança, motivação e engajamento com o cuidado.


  • Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem

    Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
    Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    O mais indicado é procurar um(a) psicólogo(a), especialmente com experiência em comportamento compulsivo e sexualidade. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ajudar bastante, pois trabalha os gatilhos, os pensamentos automáticos e o controle dos impulsos.

    É importante lembrar que ter um fetiche, como a podolatria, não é um problema em si. A questão passa a merecer atenção quando vira algo automático, difícil de controlar e que causa sofrimento,como você descreve.

    Em alguns casos, também pode ser útil uma avaliação com psiquiatra, se houver muita dificuldade de controle.

    A psicoterapia pode te ajudar a ter mais consciência e escolha sobre esse comportamento, sem julgamento.


  • Existe hiperfoco emocional? .

    Existe hiperfoco emocional? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Sim, é possível falar em algo como “hiperfoco emocional”, embora esse não seja um termo técnico formal amplamente consolidado na literatura psicológica. De modo geral, essa expressão é utilizada para descrever um estado em que a pessoa direciona uma atenção intensa, prolongada e muitas vezes difícil de flexibilizar para uma experiência emocional específica, como tristeza, raiva, ansiedade ou até mesmo entusiasmo. Nesses casos, há uma amplificação da vivência emocional, acompanhada de uma tendência a permanecer cognitivamente e afetivamente “presa” naquele conteúdo, o que pode se manifestar, por exemplo, por meio de pensamentos repetitivos ou de uma dificuldade em se desligar da emoção vivida.

    Esse fenômeno pode ser compreendido à luz de conceitos já estabelecidos na psicologia, como a ruminação, que envolve a repetição persistente de pensamentos associados a estados emocionais, especialmente em quadros de ansiedade e depressão; a desregulação emocional, caracterizada pela dificuldade em modular a intensidade e a duração das emoções; e também a atenção seletiva, quando há uma tendência a focar excessivamente em estímulos emocionalmente relevantes. Vale destacar que o termo “hiperfoco” é mais frequentemente utilizado em contextos como o TDAH, referindo-se a um foco intenso em tarefas ou interesses, e não originalmente às emoções; ainda assim, por analogia, ele tem sido usado para descrever esse tipo de envolvimento emocional intenso.

    Do ponto de vista clínico, é importante observar se esse foco emocional é transitório ou persistente, se há prejuízo no funcionamento da pessoa e se ele está associado a algum transtorno psicológico. Portanto, embora “hiperfoco emocional” não seja um diagnóstico formal, ele pode ser entendido como uma forma válida de descrever um fenômeno real e observável, relacionado à maneira como atenção e emoção podem se organizar de forma mais rígida em determinados contextos.


  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Pessoas com um perfil mais rígido, muito exigentes consigo mesmas, com dificuldade de flexibilizar expectativas e tendência ao perfeccionismo, podem, sim, ter maior risco de desenvolver esgotamento.

    Isso acontece porque costumam se cobrar mais, têm dificuldade de desacelerar e, muitas vezes, mantêm um nível de esforço alto por longos períodos, mesmo quando já estão cansadas. Com o tempo, esse padrão pode levar ao desgaste físico e emocional.

    Mas é importante lembrar que o burnout não depende só da personalidade. Fatores do ambiente de trabalho, como excesso de demandas, pouca autonomia e falta de reconhecimento, também têm um peso muito grande.

    A psicoterapia pode ajudar a desenvolver mais flexibilidade, autocuidado e formas mais saudáveis de lidar com as cobranças, tanto internas quanto externas.


  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Sim, ainda há melhora possível mesmo depois de dois anos. Quadros de ansiedade com desrealização podem ser persistentes, mas não são permanentes. Muitas pessoas conseguem reduzir bastante os sintomas ou até voltar a se sentir como antes com o tratamento adequado.

    A desrealização costuma estar ligada a níveis elevados de ansiedade e a um estado de alerta constante do corpo. Por isso, o foco do tratamento geralmente envolve reduzir essa ativação, trabalhar os pensamentos associados e ajudar o organismo a recuperar uma sensação de segurança.

    Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental costumam ajudar bastante, e em alguns casos o acompanhamento com psiquiatra e uso de medicação também fazem diferença.

    Mesmo após um tempo longo, o cérebro ainda é capaz de se reorganizar. Com um cuidado consistente, é possível, sim, ter uma melhora significativa ou até remissão dos sintomas.


  • Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento

    Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento (ansiedade social)?

    Contexto: Minha depressão começou no Ensino Médio. Terminei, fiquei quatro anos definhando, e então foi dado início ao tratamento (oito anos ao todo). Veio a pandemia, mais de um ano de lockdown, e então passei a ter uma grande melhora. Minha depressão entrou em remissão tem um ano, minha ansiedade social está controlada em boa parte. Faço acompanhamento com psiquiatra e psicóloga.
    Estou recomeçando a minha vida do zero após anos e anos de isolamento. Já aprendi dois idiomas, comecei a sair mais e sozinho, voltei a ter minha autonomia, cuidado comigo, faço academia, yoga, me matei de estudar pra entrar num curso muito concorrido na federal, voltei a sair com meus amigos e até fiz novas amizades e é isso. Acontece que quanto mais eu vou melhorando, maior a minha solidão vai ficando. O meu anseio por contato humano, desejo e a libido acabam ficando muito altos. Eu não quero pagar por profissional (não sou virgem), pois eu necessito de conexão. Sou introvertido.

    Agora para a questão da pergunta: Eu estou voltando a desenvolver minhas habilidades sociais. Consigo falar com mulheres normalmente quando não envolve atração física/sexual. Como esse desejo somado a solidão tem aumentado muito, abordei minha psicóloga para ver se há maneira de eu começar a me expor de forma gradual ou de contornar isso. Não tive êxito. Meu tratamento é pelo SUS. Então comecei a puxar assunto pelo instagram e whatsapp para ir me expondo. Só que esses dias tive uma crise de pânico após estar rodeado de mulheres na mesa em um pub. Consegui contornar a crise, mas percebi que eu ainda não consigo flertar pessoalmente ou ter um date ou qualquer coisa do tipo e eu quero muito melhorar isso, pois minha mente e meu corpo estão clamando por isso, mas a minha ansiedade social nesse quesito está me bloqueando.

    Não sei qual profissional procurar ou então qual outra forma de abordar esse assunto com a minha psicóloga para que eu possa ter o acompanhamento dela, de uma profissional da saúde. Só sei que isso está acabando comigo. É algo muito novo pra mim, pois passei boa parte da minha vida sem desejo algum.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    Antes de tudo, é importante reconhecer o quanto você já caminhou. Sair de um quadro de depressão grave, retomar autonomia, vínculos, estudos e autocuidado não é pouca coisa. É natural que, com a melhora, o desejo por conexão também apareça com mais força.

    Sobre a sua dúvida, você já está com os profissionais certos, psicóloga e psiquiatra. Não é tanto uma questão de procurar outro especialista, mas de direcionar melhor o foco do trabalho terapêutico. Você pode ser bem direto com a sua psicóloga, dizendo que gostaria de trabalhar especificamente sua dificuldade de se envolver afetiva e romanticamente, com exposição gradual e manejo da ansiedade nesse contexto. Isso ajuda a alinhar o processo.

    Na prática, o caminho costuma passar por exposição gradual, mas com passos menores e mais estruturados do que você tentou. Começar sustentando pequenas interações sem objetivo de flerte, depois avançar para sinais leves de interesse e, aos poucos, para convites simples, respeitando seu ritmo. Ambientes mais intensos, com muitas pessoas e estímulos, podem mesmo aumentar a ansiedade nesse momento.

    Outro ponto importante é separar desejo de desempenho. Quando você entra na situação com muita cobrança interna, a ansiedade tende a aumentar. Trabalhar essa pressão e permitir interações mais simples e espontâneas costuma ajudar bastante.

    Se fizer sentido, abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental ou o treino de habilidades sociais podem contribuir nesse objetivo mais específico.

    O que você está vivendo não é um retrocesso, mas parte de uma fase nova. Sua mente e seu corpo estão reaprendendo a se conectar, e isso leva um pouco de tempo.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    O estresse no trabalho costuma ser mais pontual e ligado a situações específicas, como prazos, sobrecarga em determinados períodos ou conflitos. Em geral, ele melhora com descanso, fim da demanda ou organização da rotina.

    Já o burnout é um quadro mais persistente e profundo. Alguns sinais que ajudam a diferenciar são o cansaço constante, mesmo após descanso, sensação de esgotamento emocional, distanciamento ou indiferença em relação ao trabalho, queda de rendimento e, muitas vezes, sentimentos de frustração ou falta de sentido no que faz. Também podem aparecer sintomas físicos, como alterações no sono, irritabilidade e dificuldade de concentração.

    Sobre o afastamento, ele passa a ser recomendado quando o cansaço não melhora mesmo com pausas, quando há prejuízo claro no funcionamento diário ou sofrimento significativo, e quando a pessoa sente que não está conseguindo se recuperar mantendo a rotina de trabalho.

    O ideal é buscar avaliação com um profissional de saúde mental, que possa orientar esse momento e, se necessário, indicar o afastamento como parte do cuidado e da recuperação.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    O que você está vivendo é muito intenso, e sua reação faz sentido diante do medo de perder alguém importante. Ao mesmo tempo, dá para cuidar disso com mais calma agora.

    Sobre a confiança, o caminho costuma começar por assumir o que aconteceu com responsabilidade, sem se justificar demais. Você pode conversar com ela de forma simples e direta, reconhecendo que se abriu num momento de crise, que entende o incômodo dela e que respeita o fato de ela não querer que o relacionamento seja exposto no trabalho. Mostrar que você compreende o limite dela já é um passo importante.

    Também é essencial respeitar o tempo que ela pediu. A vontade de consertar tudo rápido é compreensível, mas insistir ou pressionar pode acabar afastando mais. Às vezes, recuperar a confiança passa mais por atitudes consistentes ao longo do tempo do que por uma conversa imediata.

    Um ponto importante é olhar para você nesse processo. Essas crises no trabalho, com falta de ar e choro, mostram o quanto isso está te afetando. Buscar apoio com sua psicóloga ou psiquiatra pode te ajudar a lidar com a ansiedade e a se sentir mais estável, independentemente do rumo do relacionamento.

    Sobre “não ter mais salvação”, é difícil afirmar. Situações como essa não necessariamente encerram uma relação, mas vão depender de como vocês dois conseguem lidar com o ocorrido e com o momento atual. O mais produtivo agora é focar no que está ao seu alcance: cuidado com você, respeito ao espaço dela e uma postura honesta quando houver abertura para diálogo.

    Isso não apaga o que você sente, mas te coloca em uma posição mais saudável para que, se houver retomada, ela aconteça de forma mais segura para os dois.


  • Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive

    Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    O que você está sentindo é muito compreensível. Não é só o término em si, mas a mistura de apego, rejeição e a sensação de “quase” que costuma doer ainda mais. E tem um ponto importante aqui: você mesmo reconhece, de forma bem lúcida, que os dois tinham valores e expectativas muito diferentes.

    A dor que você sente agora não significa que aquela relação era saudável ou que daria certo. Muitas vezes, ela está mais ligada à perda, ao vínculo emocional e à rejeição do que à qualidade real do relacionamento. Pelo que você descreve, havia pressão, pouca reciprocidade e até certa invalidação das suas necessidades.

    Sobre “curar” isso, o caminho não é esquecer de uma vez, mas ir **se descolando aos poucos**. Algumas coisas que ajudam nesse processo:

    Primeiro, sustentar o que você já sabe racionalmente. Você não estava confortável, não se sentia priorizado de forma saudável e estava sendo levado a abrir mão de coisas importantes para você. Voltar atrás agora por dor não muda essa base.

    Segundo, evitar se expor além do necessário. Como vocês trabalham no mesmo lugar e têm convivência em comum, isso dificulta mesmo. Mas, dentro do possível, reduza contato, evite conversas pessoais e não acompanhe a vida dela. Isso não é fraqueza, é cuidado emocional.

    Terceiro, acolher a dor sem agir impulsivamente. A vontade de implorar, de voltar atrás, de “aceitar tudo” costuma vir da angústia do momento, não de uma decisão alinhada com o que você realmente quer para a sua vida.

    E, talvez o mais importante, resgatar seu próprio valor. Um relacionamento saudável não exige que você se anule para ser aceito. O fato de você ter cogitado aceitar algo que não queria só para não perdê-la já mostra o quanto essa situação mexeu com você.

    Com o tempo, essa dor tende a diminuir, principalmente se você não continuar alimentando o vínculo. E se sentir que está muito difícil lidar sozinho, conversar com um psicólogo pode te ajudar a organizar melhor esses sentimentos e fortalecer suas escolhas.

    Você não está tentando esquecer alguém apenas, está se reconstruindo depois de uma relação que te colocou em conflito consigo mesmo. Isso leva um tempo, mas passa.


  • Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna  Carolina  Lages

    De forma geral, considera-se que uma criança com altas habilidades/superdotação apresenta um QI acima da média, geralmente a partir de 130 em testes padronizados.

    Mas é importante fazer uma ressalva. O QI é apenas um dos critérios e não define sozinho as altas habilidades. Também entram aspectos como criatividade, facilidade de aprendizagem, curiosidade intensa, pensamento mais complexo para a idade e, em muitos casos, desempenho diferenciado em áreas específicas.

    Além disso, a avaliação precisa ser feita por um profissional qualificado, usando instrumentos adequados e olhando para o funcionamento da criança como um todo, não apenas para um número.


Perguntas frequentes

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