Perguntas do paciente (3)

  • Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar...(clitóris) comecei a mim mas

    Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar...(clitóris) comecei a mim masturbar ainda virgem, desde meus 12anos d idade, e quando perdi minha virgendade nao sentir absolutamente NADA... E nao quero mais ficar mim masturbando, além d ser tbm um pecado.. Fico muito triste por isso, Quero sentir prazer cm a penetracao! o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antônio Vieira Da Silva

    Olá!

    Não só a masturbação é um ato prazeroso como deve ser saudável, mas como qualquer outro ato de conduta de vida, deve-se levar em consideração os fatores correlacionados ao ato que estão gerando sofrimento, tipos de pensamentos, sentimentos e o próprio ato em si. Como síntese a masturbação pode vincular-se a experiências saudáveis ou doentias (que geram sofrimento).

    Quanto a idade, a masturbação é um ato íntimo e não há uma idade mínima ou máxima para a pessoa iniciar os prazeres autoeróticos (masturbação ou outros prazeres), vários fatores podem interferir, mas é esperando que tal processo ocorra com a maturidade sexual, que pode ser nesta faixa etária que você mencionou, e que também é o início da adolescência, um segundo momento de desenvolvimento psicossexual, no caso da masturbação de mulheres, e dependendo da família envolvidas, o assunto pode ser tabú ou constrangedor, em outras é visto como algo natural.

    Quanto ao fato da não sentir nada, pode está relacionado ao tipo de fantasias sexuais que antes lhe causavam excitabilidade e podem não ocorrer no momento. O gozo em um relacionamento consigo mesmo, com outra ou mesmo outras pessoas, é peculiar a cada natureza humana (exemplo, há pessoas que gostam de homens, outras de mulheres e outras de homens e mulheres, temos também pessoas que se sentem bem com mais de um homem, mais de uma mulher, ou mais homens e mulheres).

    Quanto ao fato da masturbação ser pecado, esse não é um interesse da psicologia, e sim da teologia. Mas, o seu sentimento de culpa pode acarretar sofrimento, se tal culpa gera sofrimento deve-se buscar ajuda.

    Sobre sua necessidade de sentir prazer com a penetração, isso ocorrerá quando houver a penetração, se for necessário, da forma que você se sente a vontade e deseja, nem sempre o problema está na penetração e sim na forma como você orienta o seus desejos sexuais para a pessoa com quem você está, através de palavras ou atos, caso tenha essa abertura de dialogo com a pessoa com que se relaciona, veja se ela tem a disponibilidade de lhe satisfazer da forma como você imagina que deva ser uma relação sexual, sem crítica e sem culpa.

    Sempre vale a pena conversar sobre sexo com a pessoa com quem você se relaciona, afinal, a sexualidade deve ser prazerosa para ambos. Não há uma formula mágica, isso deve ser construído todos os dias, junto ao desejo sexual de ambos.

    Se tal sofrimento extrapola o que você considera normal e saudável, busque ajuda profissional.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antônio Vieira Da Silva

    Olá, escutar pode ser um desejo, uma necessidade ou uma ferramenta, neste ultimo caso é o que ocorre com os profissionais da psicologia. Em caso de adoecimento deve-se procurar ajuda profissional médica e psicológica. Escutar o outro não faz a gente adoecer, doente e que por vezes nos colocamos ao escutar o outro sem o devido suporte. Se algo não está lhe fazendo bem, reveja sua decisão, se faz necessário mudança de atitude (pensamento, sentimentos e ações).


  • fui diagnosticada por um psiquiatra com transtorno dissociativos e por outro psiquiatra fui diagnosticada

    fui diagnosticada por um psiquiatra com transtorno dissociativos e por outro psiquiatra fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide e depressão recorrente sendo que os mesmos prescreveram a msm medicação e agora devo procurar um outro profissional qual a semelhança entre esses transtornos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Antônio Vieira Da Silva

    Olá, estes diagnósticos que você mencionou não são compatíveis, é um direito seu buscar sempre a opinião de um outro profissional de sua confiança, o diagnóstico é por exclusão de tipo de personalidade, o que pode levar tempo para o devido diagnóstico, e de como está provoca sofrimento, o transtorno transtorno dissociativos vem associado a perdas de consciência e há sentimento de uma outra personalidade no controle, já na esquizofrenia paranoide há sentimentos de perseguição, e na depressão recorrente pode há alteração de humor como características mais marcantes. Mas apenas um profissional em consulta ou consultas podem dar o devido diagnóstico. Um médico lhe auxiliará no diagnóstico e no controle via medicação, já um profissional da psicanálise ou psicologia lhe ajudará a lidar com o diagnóstico e como este pode interferir na sua qualidade de vida para melhoramento da condição de sofrimento. Para os diagnóstico citados não há cura, mas há tratamento e acompanhamento para uma melhor qualidade de vida, não é recomendado o abandono do acompanhamento se não em comum acordo com os profissionais que lhe acolheram. Escolha bem o profissional com o qual irá se relacionar como cliente, usuária ou paciente, já que, poderá ter um vínculo duradouro com ele por meses ou anos.


Perguntas frequentes

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