Perguntas do paciente (6)
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Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo
Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Toda avaliação médica deve ser baseada na história clínica, no exame e nas evidências científicas. Um psiquiatra não é obrigado a solicitar uma avaliação neuropsicológica apenas porque outro profissional a recomendou, assim como um psicólogo também não é obrigado a concordar com a hipótese diagnóstica de um médico.
Por outro lado, a decisão de não solicitar o exame deve ter uma justificativa clínica. O autismo, principalmente em adolescentes e adultos com bom funcionamento, pode se apresentar de formas bastante diferentes dos estereótipos mais conhecidos. Por isso, a ausência de características "clássicas" não é suficiente, por si só, para descartar a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
Quando existem dúvidas razoáveis, o mais importante é que o paciente receba uma avaliação cuidadosa e tenha espaço para discutir suas queixas. Se, após essa avaliação, persistirem dúvidas ou houver divergência entre os profissionais, buscar uma segunda opinião é uma atitude legítima e, muitas vezes, bastante útil.
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após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle
após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma situação relativamente comum. Quando uma pessoa passa muito tempo estável e enfrenta uma nova crise de ansiedade, é natural surgir a sensação de que a medicação "parou de funcionar". Na prática, muitas vezes não é isso que acontece.
Uma crise intensa pode deixar o sistema nervoso em um estado de maior sensibilidade por semanas. Mesmo depois que o pico da crise passa, podem permanecer sintomas como desrealização, sensação de distanciamento, hipervigilância e ansiedade antecipatória. Esses sintomas costumam fazer a mente interpretar que "a crise ainda está acontecendo", quando, muitas vezes, o organismo está apenas se recuperando.
A venlafaxina provavelmente continua exercendo seu efeito, mas o cérebro pode precisar de um tempo para voltar ao equilíbrio. A introdução da quetiapina também costuma levar alguns dias a algumas semanas para mostrar plenamente o benefício sobre os sintomas residuais, dependendo da resposta individual e do objetivo do tratamento.
Enquanto isso, procure não medir sua recuperação pela intensidade de cada sintoma ao longo do dia. Um sinal mais confiável é observar se, semana após semana, você está conseguindo retomar atividades, tolerar melhor o desconforto e recuperar sua rotina. A melhora costuma acontecer de forma gradual, e não de um dia para o outro.
Mantenha o acompanhamento com seu psiquiatra e evite fazer mudanças na medicação por conta própria. Se houver piora importante, crises muito intensas ou surgimento de pensamentos de autoagressão, procure atendimento imediatamente.
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em alguns casos é possível. O tratamento do transtorno bipolar tipo 2 é individualizado e depende da fase da doença, do histórico de episódios, da resposta a tratamentos anteriores e da tolerância aos medicamentos.
Alguns antipsicóticos atípicos possuem evidências para tratar determinadas fases do transtorno bipolar e, em situações específicas, podem ser utilizados como medicação principal. Em outros casos, estabilizadores do humor podem ser mais indicados ou ser associados ao tratamento.
Um ponto importante é que o objetivo não é apenas controlar os sintomas atuais, mas também reduzir o risco de novas oscilações de humor ao longo do tempo. Por isso, a escolha da medicação deve considerar o histórico completo da pessoa, e não apenas o momento presente.
Se você tem dúvidas sobre o seu tratamento, converse com seu psiquiatra. Muitas vezes, entender o motivo da escolha da medicação é tão importante quanto a própria prescrição.
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Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?
Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Embora a quetiapina seja conhecida por causar sonolência em muitas pessoas, especialmente no início do tratamento, cada organismo reage de forma diferente.
Algumas pessoas relatam um sono mais leve, aumento da lembrança dos sonhos ou sonhos mais vívidos nas primeiras semanas. Em muitos casos, esses sintomas diminuem à medida que o organismo se adapta à medicação.
Também é importante lembrar que a própria ansiedade pode aumentar a frequência de despertares e a lembrança dos sonhos, independentemente da medicação.
Se a insônia for intensa, persistir por vários dias ou vier acompanhada de piora importante da ansiedade, agitação ou outros sintomas que estejam prejudicando sua qualidade de vida, vale a pena conversar com o seu psiquiatra. Às vezes, um ajuste de horário, da dose ou até da estratégia de tratamento é suficiente para melhorar o sono.
Evite alterar ou interromper a medicação por conta própria. O acompanhamento próximo com o médico é a forma mais segura de encontrar o melhor ajuste para você.
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Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me
Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagine que sua mente é como o leme de um barco. Depois de navegar por alguns dias em uma direção, alguém gira o leme rapidamente. Em seguida, percebe que não era o melhor caminho e o coloca de volta na posição anterior. Mesmo assim, o barco não muda de direção imediatamente. Ele ainda balança por um tempo até encontrar novamente o equilíbrio.
Algo parecido pode acontecer quando uma medicação é aumentada e, poucos dias depois, retorna à dose anterior. Algumas pessoas ficam mais sensíveis durante esse período de adaptação e podem experimentar uma piora temporária da ansiedade ou sintomas físicos associados a ela.
O "nó na garganta" e a dormência podem ocorrer em crises de ansiedade, mas esses sintomas não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade ou ao ajuste da medicação, principalmente se forem intensos, diferentes do habitual, persistentes ou vierem acompanhados de fraqueza, dificuldade para falar, alteração da visão, falta de ar, dor no peito ou dificuldade para engolir. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente para afastar outras causas.
Se não houver sinais de alerta, o mais importante agora é manter contato com o médico que acompanha seu tratamento antes de fazer novas mudanças na medicação. Muitas vezes, o cérebro precisa de alguns dias ou semanas para reencontrar um novo equilíbrio, e acompanhar essa evolução de perto é a forma mais segura de atravessar esse período.
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Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo
Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagine que sua mente é como uma casa que ficou muito tempo com as janelas fechadas. Quando elas começam a ser abertas, o primeiro vento nem sempre traz apenas ar fresco. Ele também levanta a poeira que estava quieta nos cantos.
Nos primeiros dias de tratamento com a bupropiona, algumas pessoas podem sentir um aumento temporário da ansiedade, tremores ou uma sensação de inquietação. Isso não significa, necessariamente, que a medicação fará mal para você ou que esse será o resultado final do tratamento. Em muitos casos, o organismo ainda está se adaptando.
Ao mesmo tempo, é importante ouvir o seu corpo. Se os sintomas forem muito intensos, estiverem piorando rapidamente, vierem acompanhados de falta de ar importante, dor no peito, desmaio, ou se a ansiedade estiver se tornando insuportável, entre em contato com o médico que prescreveu a medicação ou procure atendimento. Pode ser necessário reavaliar a dose, o horário ou até mesmo a estratégia de tratamento.
Uma orientação importante é: não interrompa a medicação por conta própria, a menos que um profissional de saúde o oriente. Às vezes, a diferença entre desistir cedo e alcançar uma boa resposta é justamente atravessar, com segurança e acompanhamento, esse período inicial de adaptação.
Lembre-se: o início de uma jornada nem sempre revela como será o destino. O cérebro leva um tempo para aprender um novo caminho, e é esse processo que seu médico está acompanhando junto com você.
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Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…