Perguntas do paciente (18)

  • Por que as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem raiva de forma tão intens

    Por que as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem raiva de forma tão intensa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    A intensidade da raiva no TPB está diretamente relacionada à desregulação emocional, que é uma das principais características desse transtorno. Essa desregulação significa que a pessoa sente emoções (como raiva, tristeza, medo) de maneira muito intensa, rápida e, muitas vezes, com dificuldade para voltar ao estado emocional basal. A psicoterapia é fundamental para esses pacientes, especialmente no desenvolvimento e fortalecimento da regulação emocional.


  • Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Não é necessário começar do zero... Na retomada, revisamos brevemente o que já foi trabalhado, atualizamos o seu momento atual e ajustamos a abordagem conforme as novas necessidades. É uma continuidade do processo, com os devidos ajustes, entendendo o que já foi trabalhado anteriormente e o que fez com que retornasse ao processo terapêutico.


  • Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Na TCC, aprendemos que a dificuldade em estabelecer limites geralmente está associada a crenças disfuncionais construídas e fortalecidas ao longo da vida. Essas crenças podem gerar sentimentos de culpa e levar a comportamentos de autoanulação. A terapia pode ajudar você a: Identificar e compreender as crenças e pensamentos automáticos que surgem quando precisa dizer “não”; avaliar, junto ao psicólogo, quais dessas crenças são baseadas em evidências e quais podem ser distorcidas ou exageradas; Desenvolver habilidades de comunicação assertiva, aprendendo a expressar suas necessidades e limites de forma clara e respeitosa, sem se sentir culpado por isso. Além do treinamento de habilidades sociais realizado em sessão, é importante desenvolver estratégias de enfrentamento para lidar com o desconforto emocional que pode surgir ao impor limites, especialmente antes de se expor a contextos sociais nos quais será necessário dizer ‘não’.


  • Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    É normal sentir dificuldade para se abrir no início da terapia. Nas sessões iniciais, vamos focar na construção do vínculo terapêutico para que você se sinta cada vez mais à vontade para trazer suas questões, de forma gradual. Na primeira sessão, conversaremos sobre como funciona o processo terapêutico, sobre aspectos do seu dia a dia e começaremos a desenvolver essa relação. Não é necessário contar tudo de uma vez, o processo é progressivo, e você pode compartilhar no seu próprio tempo.


  • O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem cura? Qual o melhor especialista que trata deste caso ?

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem cura? Qual o melhor especialista que trata deste caso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Atualmente, não falamos em “cura” do TOC no sentido de eliminar completamente as causas do transtorno, pois elas ainda não são totalmente conhecidas. O que a ciência mostra é que o tratamento pode eliminar ou reduzir significativamente os sintomas, proporcionando qualidade de vida ao paciente. O objetivo é que a pessoa aprenda a lidar com as obsessões sem recorrer às compulsões, reduzindo o sofrimento e o impacto do TOC no dia a dia. O tratamento mais eficaz, com maior respaldo científico, é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).


  • Um psicólogo ou psiquiatra pode diagnosticar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Um psicólogo ou psiquiatra pode diagnosticar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Sim, tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem diagnosticar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). O psicólogo realiza a avaliação clínica, identifica sintomas e pode fechar o diagnóstico a partir de entrevistas e instrumentos específicos. O psiquiatra também pode diagnosticar TOC e, além disso, avaliar a necessidade de medicação. Ambos são profissionais habilitados para identificar o transtorno e orientar o tratamento mais adequado.


  • Quando a autocobrança se torna patológica ? .

    Quando a autocobrança se torna patológica ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a autocobrança se torna patológica quando deixa de ser um fator de motivação saudável e passa a gerar sofrimento significativo, prejuízo funcional ou impacta negativamente a qualidade de vida do indivíduo.


  • Quais são as diferenças entre um comportamento obsessivo e um compulsivo?

    Quais são as diferenças entre um comportamento obsessivo e um compulsivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    No contexto da TCC e do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Comportamento obsessivo (Obsessão) - São pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes, indesejados e intrusivos. Causam ansiedade, desconforto ou sofrimento significativo. O indivíduo tenta ignorar, suprimir ou neutralizar esses pensamentos, mas tem dificuldade. Comportamento compulsivo (Compulsão) São comportamentos repetitivos (como lavar as mãos, checar portas) ou atos mentais (como contar, rezar) que a pessoa sente que precisa realizar. O objetivo é reduzir a ansiedade causada pelas obsessões ou evitar algum evento temido. O alívio proporcionado pelas compulsões é temporário, reforçando o ciclo do TOC e mantendo o comportamento compulsivo.


  • Qual é o papel da família na saúde mental? .

    Qual é o papel da família na saúde mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    O papel da família na saúde mental é fundamental, pois se trata do contexto no qual aquele paciente está inserido, bem como atuar como um dos principais fatores de proteção ou de risco para a condução do tratamento.


  • Como lidar com comportamentos desadaptativos e desenvolver habilidades sociais?

    Como lidar com comportamentos desadaptativos e desenvolver habilidades sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Para lidar com comportamentos desadaptativos, identificamos juntos quais comportamentos estão trazendo prejuízo e buscamos substituí-las por comportamentos mais funcionais, usando treino e experimentos práticos.

    Para desenvolver habilidades sociais, praticamos comportamentos mais adaptativos e tentamos observar quais pensamentos que dificultam essas ações, para além do contexto clinico.


  • . A ruminação da raiva é exclusiva do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    . A ruminação da raiva é exclusiva do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Não, a ruminação da raiva não é exclusiva do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Ela pode ocorrer em diferentes contextos, como ansiedade, depressão, transtornos de personalidade ou até mesmo em situações de estresse elevado. O acompanhamento em psicoterapia é importante para entender a origem desses pensamentos e desenvolver estratégias adequadas para lidar com eles.


  • Como posso lidar com a ruminação da raiva? .

    Como posso lidar com a ruminação da raiva? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Uma forma de lidar com a ruminação da raiva é identificar os gatilhos que a despertam e buscar técnicas que ajudem a interromper esse ciclo. O acompanhamento em psicoterapia é fundamental para desenvolver estratégias personalizadas e eficazes para lidar com essas emoções.


  • É possível evitar recaídas do tabaco ? .

    É possível evitar recaídas do tabaco ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Sim, é possível evitar recaídas do tabaco, mas isso exige atenção e preparo. O principal é identificar situações de risco, desenvolver estratégias para enfrentá-las e buscar mudanças no estilo de vida. Também é importante reconhecer pequenos lapsos e não desistir caso eles aconteçam. O acompanhamento psicológico é essencial nesse processo, em alguns casos, o uso de medicação podem ajudar bastante nesse processo.


  • Quais os benefícios de um "desintoxicação digital"?

    Quais os benefícios de um "desintoxicação digital"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Na TCC, entendemos que nossos comportamentos influenciam diretamente nossos pensamentos e emoções. A “desintoxicação digital” pode trazer benefícios como: reduzir a sobrecarga de estímulos que alimenta a ansiedade e a comparação social; aumentar a atenção plena, permitindo que você se conecte mais com o momento presente; melhorar o sono, já que diminuímos a exposição a luz e conteúdo antes de dormir; e favorecer hábitos mais saudáveis, substituindo tempo de tela por atividades que geram bem-estar real, como exercícios, conversas presenciais ou hobbies. Na prática, é como criar um espaço mental mais limpo, onde fica mais fácil identificar e reestruturar pensamentos automáticos negativos, além de recuperar a sensação de controle sobre o próprio tempo e rotina.


  • O medo da morte é um transtorno psicológico? .

    O medo da morte é um transtorno psicológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    O medo da morte, por si só, não é considerado um transtorno psicológico. Ele é uma emoção natural e faz parte do instinto de autopreservação do ser humano. Sentir medo diante da possibilidade de morte é esperado e adaptativo, pois nos ajuda a evitar situações de risco. No entanto, quando o medo da morte se torna excessivo, persistente, desproporcional ou começa a causar sofrimento significativo e prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida, ele pode estar relacionado a alguns transtornos psicológicos específicos. O acompanhamento psicológico é essencial nesses casos.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Dificuldade de se comunicar com um público especifico é algo que pode ser trabalhado no treinamento de habilidades sociais em terapia. Nesse processo, você aprende e pratica formas mais eficazes de se comunicar, lidar com a ansiedade e se sentir mais confiante nas interações.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    Ansiedade e estresse realmente podem se confundir, pois os sintomas são parecidos. Para diferenciar e entender melhor o que está acontecendo, é importante iniciar o acompanhamento com psicólogo, onde vamos investigar juntos seus sintomas e identificar o que está por trás desse desconforto.


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bárbara Arrivabeni Céllia

    A depressão tem tratamento e melhora bastante com acompanhamento, o processo começa com uma avaliação detalhada dos sintomas e da rotina do paciente, seguido por registro de atividades e humor, ativação comportamental e plano de ação. No transtorno bipolar, é fundamental combinar psicoterapia (como a Terapia Cognitiva-Comportamental) com o uso regular de medicação indicada pelo psiquiatra. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e prevenir recaídas, já que o transtorno bipolar é crônico e não tem cura definitiva, mas pode ser muito bem controlado. Manter o acompanhamento médico e psicológico é essencial para ter qualidade de vida.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.