Perguntas do paciente (4)

  • Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Kesselring

    Lidar com a falta de compreensão da família em relação ao sofrimento emocional pode ser desafiador. Muitas vezes, observo resistências e tabus para conversar sobre saúde mental, em familias que trazem o preconceito por gerações. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar:

    Comunicação Aberta: Tente conversar com sua família de forma clara e calma sobre como você se sente. Use exemplos específicos para explicar seu sofrimento. Mas, não insista nisso se perceber muita resistência.

    Educação sobre Saúde Mental: Às vezes, a falta de compreensão vem da falta de conhecimento. Compartilhar recursos, como artigos ou vídeos sobre saúde mental, pode ajudar a abrir a mente dos familiares..

    Busca de Apoio Externo: Considere procurar apoio de amigos, grupos de apoio ou profissionais de saúde mental. Ter um espaço onde você se sinta compreendido pode ser muito benéfico.

    Expresse suas Emoções: Mantenha um diário ou use outras formas de expressão, como arte, para processar seus sentimentos. Isso pode ajudar no manejo emocional.

    Defina limites: Se for muito difícil lidar com a falta de apoio, pode ser necessário estabelecer limites nas interações com sua família. proteja-se!

    Procure ajuda profissional, como terapia: Um profissional de saúde mental pode fornecer apoio, espaço e ferramentas para ajudar a lidar com o que você está passando.

    Lembre-se, seu sofrimento é válido, e é importante buscar o apoio que você precisa.


  • Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Kesselring

    O transtorno afetivo bipolar pode ocorrer em diferentes momentos da vida de uma pessoa, mas não é considerado algo com que se "nasce" no sentido literal. O transtorno, de acordo com referências bibliográficas em publicações em psiquiatria, é resultado de uma interação complexa entre fatores genéticos, bioquímicos e ambientais.
    Dentre os fatores genéticos, se considera que ter um histórico familiar de transtornos bipolares pode aumentar o risco de desenvolvimento do TAB.
    Os fatores ambientais que podem aumentar a probabilidade do sujeito desenvolver o transtorno afetivo bipolar, estão os traumas ou as mudanças significativas na vida que podem contribuir para a manifestação do transtorno.
    Se você ou alguém que você conhece está convivendo com sintomas de TAB, é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.


  • Existe alguma forma de prevenir a ansiedade patológica?

    Existe alguma forma de prevenir a ansiedade patológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Kesselring

    Olá, boa tarde! Segundo o referencial psicanalítico (no qual se estrutura minha clínica), vemos a ansiedade como uma resposta do inconsciente frente a conflitos internos. Pela psicanalise, a ansiedade não é apenas uma resposta ao ambiente, mas um sinal de que algo está fora de equilíbrio no mundo interno do sujeito. Durante o tratamento, é importante que se compreenda quais são os conflitos não resolvidos entre desejos inconscientes e as pressões que vem do senso de moral e normas sociais. Essa compreensão é gradual e passa pelo processo de trazer à consciência para as questões reprimidas. Pela exploração da história pessoal pode se ter "pistas" para entender a origem da ansiedade e a função dela sobre o psiquismo. O processo psicanalítico é profundo e permite uma transformação mais duradoura, pois ajuda a pessoa a desenvolver uma relação mais consciente com as próprias emoções e conflitos.


  • Quais são as comorbidades de uma criança que teve paralisia cerebral neonatal, além do atraso do des

    Quais são as comorbidades de uma criança que teve paralisia cerebral neonatal, além do atraso do desenvolvimento neuropsicomotor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Kesselring


    Olá! Ao ler sua pergunta, reflito sobre como a mãe, o pai e os cuidadores vivem o cotidiano ao lado de uma criança com várias comorbidades que demanda cuidados ininterruptos. Se vc tem um filho ou filha nesta condição, em primeiro lugar, receba meu abraço. Atendo famílias com crianças atípicas e sei como é difícil e desgastante tanto física como emocionalmente. Dedique tempo para se cuidar para, assim, poder cuidar de seu filho (a), da melhor maneira que puder. E, se precisar, estou aqui para te ouvir em sessões presenciais ou online.


Perguntas frequentes

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