Perguntas do paciente (6)

  • Olá, e a pergunta é: minha mãe que já está com 85 anos, sempre vem alegando não ter vontade de comer

    Olá, e a pergunta é: minha mãe que já está com 85 anos, sempre vem alegando não ter vontade de comer, não sente fome, gostaria de saber se posso oferecer a ela Sustagen, será que faz mau? Ela já tem acompanhamento e toma remédios de pressão e colesterol, fora isso está bem. Mas como disse meio desanimada para comer, come mas sem vontade? O que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Olá! No processo de envelhecimento muitos idosos evoluem com algo conhecido como anorexia do envelhecimento, que é a perda de apetite relacionada ao envelhecimento. Problemas clínicos devem ser descartados, e a associação às grandes síndromes geriátricas é frequente. Dicas para estimular a ingesta alimentar no idoso, principalmente se outras causas já foram descartadas, são:
    - Social: Torne o momento da refeição um horário agradável, se puder, faça companhia ou alimente-se junto do idoso;
    - Preferências: Pergunte a ele preferência de alimentos que podem agrada-lo mais;
    - Adaptações: Uma ideia é aumentar a densidade calórica dos alimentos, e isso pode ser feito adicionando mel ou azeite à refeição do idoso, e até mesmo oferecer alimentos mais calóricos como abacate;
    Atente-se, pois as dicas acima não substituem a consulta com um médico, e devem também respeitar possíveis restrições de saúde que o paciente possa apresentar.


  • Minha mãe e diabética tem 69,e há algum tempo vem sentindo dificuldade au falar e ao lembrar. Que

    Minha mãe e diabética tem 69,e há algum tempo vem sentindo dificuldade au falar e ao lembrar. Que especialista eu procuro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Boa tarde!
    As dificuldades para falar e lembrar podem ter várias causas, especialmente em pessoas com condições crônicas como o diabetes. É importante investigar se há alterações metabólicas (como distúrbios da tireoide, falta de vitaminas ou outras alterações no sangue) que possam estar contribuindo. Algumas infecções também podem causar esse tipo de sintoma, e exames de imagem do cérebro, como tomografia ou ressonância magnética, costumam ajudar na avaliação.

    O ideal é procurar um médico clínico ou geriatra, que possa fazer uma avaliação inicial completa e encaminhar, se necessário, para outros especialistas. Quanto mais cedo a investigação for feita, maiores as chances de identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.


  • A aposentadoria precoce desencadeia depressão?

    A aposentadoria precoce desencadeia depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Olá! A aposentadoria — precoce ou não — é uma transição importante na vida de uma pessoa e pode, sim, impactar a saúde mental, especialmente quando ocorre de forma abrupta ou sem planejamento.

    Essa fase envolve mudanças significativas: perda de uma rotina estruturada, redução das interações sociais que antes aconteciam no ambiente de trabalho, e até mesmo questionamentos sobre propósito e identidade. Para muitas pessoas, o trabalho não é apenas fonte de renda, mas também um espaço de realização pessoal, reconhecimento e pertencimento.

    Quando a aposentadoria ocorre precocemente — por exemplo, por questões de saúde ou reestruturações no ambiente profissional — pode haver um sentimento de perda ou desvalorização, o que contribui para o risco de sintomas depressivos, especialmente se não houver outras fontes de prazer, vínculos sociais ou projetos de vida em andamento.

    Por isso, é fundamental que o aposentado, especialmente nos primeiros meses, tenha apoio para se adaptar a essa nova fase. Participar de atividades significativas (como voluntariado, cursos, grupos comunitários), redescobrir hobbies ou até iniciar novos projetos profissionais são estratégias que ajudam a manter o bem-estar emocional.

    Se houver sintomas como tristeza persistente, apatia, alterações no sono, irritabilidade ou perda de interesse por atividades antes prazerosas, é importante buscar apoio médico. A depressão pode ser tratada — e quanto antes for identificada, melhor o prognóstico.


  • Não aguento mais fica sem dormir , gostaria de saber como faço pra acabar com a insônia sem precisar

    Não aguento mais fica sem dormir , gostaria de saber como faço pra acabar com a insônia sem precisar tomar remédio ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Olá! Para conquistar um sono de melhor qualidade, algumas medidas não medicamentosas podem ser muito eficazes. Aqui vão algumas orientações práticas:

    1. Evite telas no período que antecede o sono: celulares, televisões e tablets tendem a nos deixar mais agitados e despertos. Por isso, o ideal é evitar o uso cerca de 1 hora antes de dormir. Em vez disso, você pode tomar um banho relaxante, um chá calmante (como camomila, hortelã ou erva-doce) e fazer uma leitura leve.

    2. Garanta um ambiente tranquilo para dormir: evite barulhos e luzes excessivas. Se possível, evite também dormir com os pets, pois eles podem interromper o sono, mesmo que de forma sutil.

    3. Evite bebidas estimulantes no fim do dia: como café, chá preto, chá mate e refrigerantes à base de cola. Se você costuma dormir por volta das 22h, o ideal é evitar essas bebidas a partir das 16h ou 18h.

    4. Opte por refeições leves à noite: evite alimentos muito pesados ou gordurosos antes de dormir. Refeições leves facilitam uma noite de sono mais tranquila.

    Essas orientações fazem parte da higiene do sono, que nada mais é do que o cuidado com hábitos e comportamentos básicos que favorecem o descanso.

    Uma estratégia considerada tratamento de primeira linha para insônia é a TCC-I (Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia), que envolve acompanhamento com um terapeuta especializado para melhorar tanto a qualidade do sono quanto os padrões de pensamento e comportamento que atrapalham o descanso.

    Além dessas medidas, é importante buscar acompanhamento com um(a) médico(a) de confiança para avaliar se há outros fatores interferindo no sono e para que o cuidado seja mais completo.

    Espero ter ajudado — e desejo uma boa noite de descanso em breve!


  • O que fazer quando um idoso está deprimido, sentindo isolado e deprimido, dizendo sempre que "sua passagem

    O que fazer quando um idoso está deprimido, sentindo isolado e deprimido, dizendo sempre que "sua passagem nesta vida já encerrou"?!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Olá!

    Antes de tudo, é importante reforçar que, diante de situações como essa, a avaliação de um médico é fundamental — tanto para investigar causas clínicas e emocionais, quanto para indicar o melhor tratamento, que pode incluir ou não o uso de medicamentos.

    Sabemos hoje que ter um propósito na vida, sentir-se útil e conectado, é um dos pilares para um envelhecimento saudável. E esse propósito geralmente nasce das nossas relações: dos vínculos afetivos, das trocas, da sensação de pertencimento.

    Por isso, algumas atitudes simples podem fazer uma grande diferença no dia a dia de uma pessoa idosa que está se sentindo isolada e sem sentido:

    - Inclua essa pessoa na rotina da família: convide para as refeições, converse, peça opinião, envolva em pequenas decisões e momentos do cotidiano.

    - Reforce os vínculos sociais: encontros com amigos, grupos de convivência, atividades em grupo podem trazer leveza e motivação.

    - Estimule atividades que façam sentido para ela: um hobby, um trabalho voluntário, uma caminhada com vizinhos, cuidar de plantas ou ensinar algo que sabe fazer bem — tudo isso pode ajudar a resgatar a alegria e o valor do próprio tempo.

    Essas ações ajudam a ressignificar o cotidiano e a construir um novo olhar sobre a própria vida.

    E, claro, conte com o acompanhamento médico ao longo desse processo. Envelhecer bem é possível — e ninguém precisa fazer isso sozinho.


  • Geriatra pode ser indicado para cuidar dessa doença?

    Geriatra pode ser indicado para cuidar dessa doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Beatriz Zeitune de Souza Toledo

    Sim, o geriatra é um dos especialistas médicos capacitados para cuidar de pacientes com demências. É importante lembrar que um quadro de esquecimentos deve ser cuidadosamente avaliado pelo médico através da realização de testes e também de exames complementares. Isso é feito para que outros diagnósticos sejam descartados, e também para que a confimrmação de um possível quadro demencial possa ser feita. Após a confirmação diagnóstica, o geriatra está também capacitado para seguimento, incluindo manejo medicamentoso e não medicamentoso do quadro clínico do paciente. Espero ter ajudado!


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