Perguntas do paciente (10)

  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Sim, é bastante comum. Esse tipo de tristeza costuma aparecer justamente porque a convivência foi intensa e prazerosa, quase como uma saudade antecipada da rotina a dois. Não indica que algo está errado na relação, é apenas o contraste entre o momento vivido e a volta à rotina normal. Se esse sentimento persistir por muitos dias ou vier acompanhado de outras questões, uma consulta pode ajudar a entender melhor.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    É comum sentir angústia quando percebemos que ainda não vivemos algo que desejamos, mas isso não significa que exista algo errado com você. Relacionamentos profundos dependem de autoconhecimento, tempo e também de encontrar a pessoa certa, e isso não segue um cronograma fixo. Vale a pena usar esse período para se conhecer melhor, e a terapia pode ajudar a entender o que tem dificultado essas conexões e a lidar com a ansiedade sobre isso.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Isso acontece porque episódios depressivos anteriores deixam o sistema nervoso mais sensível a novos estressores, é como se o cérebro aprendesse esse caminho e ele ficasse mais fácil de ser ativado de novo. Por isso a prevenção de recaída é tão importante, com acompanhamento contínuo, rede de apoio e reconhecimento de sinais de alerta cedo. Se você já passou por isso, vale a pena manter ou retomar acompanhamento psicológico.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Sentimentos de abandono e traição, principalmente quando vêm de uma figura como a mãe, costumam ser bastante dolorosos e podem afetar a confiança em outras pessoas também. Isso não significa que a maioria das pessoas não preste, mas sim que essa experiência deixou marcas que merecem cuidado. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a processar esse sentimento e a reconstruir a confiança pouco a pouco, no seu tempo.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Sim, pode ajudar bastante. A TCC é bem indicada para entender os gatilhos por trás dessa busca constante por conteúdo e desenvolver estratégias práticas de foco e autorregulação. Terapias de base psicodinâmica também ajudam a entender o que essa fuga para novos conteúdos pode estar evitando. O ideal é uma avaliação individual para indicar a abordagem mais adequada ao seu caso.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Sim, essa técnica, parecida com mantras usados em meditação, pode ter efeito calmante tanto falada quanto mental. O que importa é o foco repetitivo, que ajuda a acalmar a mente e reduzir pensamentos acelerados. Funciona melhor falado para uns e mental para outros, vale experimentar as duas formas e ver qual traz mais relaxamento pra você.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem ter várias causas, desde ansiedade e estresse acumulado até questões de sono ou rotina. Algumas estratégias simples ajudam no dia a dia, como pausas curtas e frequentes, técnicas de respiração e organização das tarefas em blocos menores. Como esses sintomas costumam ter origens diferentes em cada pessoa, uma avaliação psicológica pode ajudar a identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Esse tipo de medo intenso na infância costuma ser chamado de fobia específica e é mais comum do que se imagina. O primeiro passo é levar sua filha a um psicólogo infantil, que pode avaliar a intensidade do medo e trabalhar com técnicas lúdicas de exposição gradual, sempre no ritmo dela. Se o pânico vier acompanhado de outros sinais, o pediatra também pode ser consultado para descartar outras questões.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Nessa idade, é importante primeiro descartar questões de desenvolvimento com o pediatra e, em seguida, buscar um psicólogo infantil, que pode avaliar se é uma fase típica de birras, comum aos 3 anos, ou se há algo mais para trabalhar em conjunto com vocês, pais. Terapias com foco em orientação parental costumam trazer bons resultados e rápidos nessa faixa etária.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Bianca Boscoli

    Sim, é bastante comum psicólogos oferecerem materiais de apoio entre as sessões, como anotações, exercícios simples ou lembretes que ajudam a reforçar o que foi trabalhado em consulta. Esse tipo de recurso pode ajudar bastante nos momentos de ansiedade fora do consultório, mas a eficácia varia de pessoa para pessoa e depende também da abordagem do profissional. Vale conversar diretamente com seu psicólogo sobre essa possibilidade, já que cada processo terapêutico é conduzido de um jeito diferente.


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Perguntas frequentes

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