Perguntas do paciente (11)

  • Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá a

    Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá anotar a minha placa e descobrir onde moro. Tenho pensamentos de que qualquer pessoa pode e vai me fazer mal por ações ou acusações contra mim. Vivo com medo e não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    O que você está descrevendo soa como um estado de vigilância e medo constantes, que vai tomando conta do seu dia a dia e restringindo sua liberdade de ser e agir no mundo.

    Querer se proteger é natural, mas quando essa sensação se torna uma prisão, é um sinal claro de que você precisa de acolhimento e apoio para retomar um sentimento mínimo de segurança existencial. A terapia pode te ajudar a reconhecer as raízes desse medo, a diferenciar perigos reais de fantasias que te paralisam, e a reconstruir, pouco a pouco, um modo de estar que seja mais leve e menos dominado por essa angústia.

    Você não precisa lidar com isso sozinho!! Estou à disposição para uma consulta, caso queira dar esse primeiro passo :)


  • Boa noite Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lid

    Boa noite
    Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lidar com essa condição dele.
    Ele fez tanta coisa que me pergunto pq ainda estou com ele?
    Ele ofende minha mãe,já quebrou a tv dela pq ela não quis dar ao meu filho.
    Não sou feliz com ele,quero me separar mas não sei como fazer isso.,tenho medo da reação dele.
    Não sinto desejo mais por ele,ele destruiu o sentimento que tinha por ele.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Olá, boa tarde!!
    Antes de tudo, quero reconhecer a dor e o peso que você está carregando. O que você relata, o esgotamento, o medo, a perda do desejo e do sentimento... são respostas compreensíveis diante de uma relação que te tem feito sofrer tanto. Na perspectiva fenomenológico-existencial, sua angústia nesse momento revela uma situação-limite: um chamado para olhar com seriedade para o que você precisa para se preservar e se reencontrar como pessoa.

    O medo da reação dele é real e merece ser considerado com todo o cuidado, inclusive buscando apoio não só psicológico, mas também jurídico ou de proteção se necessário. A separação, quando há esse tipo de violência e instabilidade, precisa ser planejada com segurança, e não vivida sozinha.

    Se você sentir que é o momento, estou à disposição para uma consulta, onde podemos pensar juntas nos primeiros passos para que você saia desse ciclo com segurança emocional e prática! :)


  • É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro

    É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
    Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
    (Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    O que você descreve revela uma experiência de sofrimento que merece ser acolhida com seriedade. Na perspectiva fenomenológico-existencial, a tristeza frequente e esse sentimento de neutralidade podem estar ligados à forma como você se relaciona com sua própria história e com as marcas deixadas por essas vivências familiares. Não se trata de algo "anormal", mas sim de um modo de estar no mundo que pede cuidado e escuta. Seria importante você poder explorar esses sentimentos num processo terapêutico, para que novas possibilidades de sentido e de futuro possam emergir.
    Na terapia fenomenológico-existencial, você teria um espaço para falar livremente sobre essa tristeza, sem julgamentos, buscando juntos compreender como ela se enraíza na sua história e no seu modo de estar hoje. O foco seria menos em "eliminar" o sentimento e mais em abrir caminhos para que você possa se apropriar da sua experiência, ressignificar as marcas do passado e encontrar novas formas de se relacionar com a vida e com seu futuro.

    Se fizer sentido para você, estou à disposição para uma consulta. Será um prazer te acompanhar nesse processo! :)


  • Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que

    Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Vejo que você está trazendo duas experiências que te causam desconforto: as crises de ansiedade e essa fome noturna que aparece antes da menstruação. Na abordagem fenomenológica-existencial, ao invés de procurar por uma "causa" direta ou uma explicação fechada, o convite seria para que a gente olhasse mais de perto como essas experiências acontecem para você, no seu corpo e na sua vida.

    Por exemplo: como você sente essa fome? Ela vem acompanhada de alguma emoção ou pensamento? Como é para você lidar com a proximidade da menstruação?
    Existem outros desconfortos, alterações no humor, ou lembranças associadas? E as crises de ansiedade: elas aparecem nesses mesmos períodos ou em outros contextos também?

    Do ponto de vista do corpo, sabemos que o ciclo menstrual pode influenciar tanto o apetite quanto as emoções, por conta das oscilações hormonais. Mas mais do que isso, cada pessoa vive esse momento de um jeito único. A proposta seria explorar com você essa vivência, dando espaço para que ela se mostre com mais clareza, sem julgamento, para que possamos compreender juntos o que ela está dizendo sobre suas necessidades e sobre como você está se relacionando com o seu próprio corpo e com o seu mundo nesses momentos.

    Se você quiser, podemos aprofundar juntas essa escuta mais atenta do seu corpo e da sua ansiedade :)


  • Eu fico pensando em coisas ruins que não quero pensar e mesmo que eu tente substituir esses pensamen

    Eu fico pensando em coisas ruins que não quero pensar e mesmo que eu tente substituir esses pensamentos eles voltam. Não sei o que fazer, me sinto uma pessoa horrível. Parece que eu vou enlouquecer a qualquer momento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Na visão fenomenológico-existencial, esses pensamentos insistentes e angustiantes não são apenas algo para ser “controlado”, mas um chamado para olharmos mais profundamente para o que está tentando se manifestar em você, mesmo que de forma dolorosa. A tentativa de afastá-los muitas vezes intensifica o sofrimento, e o caminho terapêutico seria justamente criar um espaço seguro onde possamos, juntos, compreender essa vivência sem que ela precise te esmagar ou te isolar ainda mais.
    Estou à disposição para uma consulta, onde podemos cuidar dessa sua angústia de um jeito mais próximo e humano! :)


  • Gostaria de saber qual especialidade da psicologia devo procurar em caso de trauma de uma suposta traição?

    Gostaria de saber qual especialidade da psicologia devo procurar em caso de trauma de uma suposta traição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Olá! Agradeço pela sua pergunta e pela confiança em buscar orientação. Quando falamos em “trauma” relacionado a uma experiência de traição, estamos lidando com algo que, antes de qualquer definição técnica, se manifesta de forma muito singular — como um acontecimento que marca, fere, confunde e desestabiliza profundamente o modo como alguém se relaciona com o outro e consigo mesmo.

    Na perspectiva fenomenológico-existencial, não buscamos classificar ou rotular a experiência vivida, mas sim compreendê-la a partir do modo como ela se revela no seu mundo: Como essa vivência tem te tocado? Que sentimentos têm emergido desde então? De que forma isso afetou sua confiança, sua presença no cotidiano, sua capacidade de se entregar às relações?

    O que você está vivendo merece escuta e acolhimento. Nesse sentido, mais do que buscar uma especialidade específica da psicologia, o fundamental é encontrar um profissional que esteja disposto a caminhar ao seu lado nesse processo, oferecendo um espaço seguro e ético para que você possa elaborar essa dor com liberdade, sem julgamentos ou pressa para “superar”.

    A abordagem fenomenológico-existencial pode ser especialmente sensível nesse tipo de acompanhamento, por justamente priorizar a escuta da experiência em sua profundidade e complexidade, respeitando seu tempo e o sentido que essa vivência tem em sua existência.

    Caso deseje iniciar esse processo, fico à disposição para conversarmos e, se sentir que faz sentido, podemos agendar uma sessão. Você não precisa passar por isso sozinha.


  • Olá! Gostaria de um conselho, tenho bastante dificuldade em conversar com as pessoas, não consigo fa

    Olá! Gostaria de um conselho, tenho bastante dificuldade em conversar com as pessoas, não consigo fazer amizades, isso tem me atrapalhado muito, principalmente em meus estudos, não consigo me aproximar de ninguém da sala, e nos trabalhos em grupo eu sempre fico de lado, sempre tenho problemas quando tenho que apresentar algum trabalho. Gostaria de saber o que posso fazer pra mudar essa situação,isso me entristece muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Olá! Agradeço por sua partilha tão sincera :)

    Ao escutar o que você traz, o que mais se destaca é o quanto tem sido difícil estar com os outros — não apenas pela ausência de vínculos, mas pelo modo como essa ausência tem tocado você, te entristecendo e fazendo com que a vivência dos estudos, que poderia ser também um espaço de encontro, torne-se um lugar de solidão.

    Diante disso, é importante nos perguntarmos: Como tem sido, para você, a experiência de estar entre as pessoas? O que acontece em seu corpo, em seus pensamentos, quando se aproxima de alguém? O que se revela nesses momentos de silêncio ou afastamento? Na abordagem fenomenológica, buscamos escutar essas vivências sem enquadrá-las ou reduzi-las a um diagnóstico, mas sim acolhendo o que elas mostram sobre o seu modo de ser no mundo, com sua história, seus afetos, suas dores e seus desejos.

    A dificuldade em fazer amizades ou se expressar diante da turma não é, necessariamente, um problema a ser "corrigido", mas pode ser compreendida como um modo de existir que carrega sentidos profundos — talvez ligados a experiências anteriores de não-escuta, de medo, de não pertencimento, ou até de um desejo grande de ser reconhecida, mas sem encontrar um espaço onde isso possa acontecer de forma segura.

    Por isso, mais do que propor “técnicas” ou estratégias de socialização, o convite que te faço é o de olhar para essas vivências com cuidado, junto a alguém que possa escutá-las com presença e abertura. Na psicoterapia fenomenológico-existencial, o processo se dá justamente a partir da construção dessa escuta: uma escuta que acolhe quem você é, como você é, no tempo em que puder ser. E, a partir disso, algo novo pode surgir — não como uma imposição externa, mas como um desdobramento de você mesma.

    Caso sinta que seria importante ter esse espaço para falar sobre o que tem vivido, estou à disposição para agendarmos uma sessão. Será um prazer te acompanhar nesse processo.


  • O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lu

    O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lutar quase 3 meses contra um câncer. Não consigo superar, sei que ela agora descansa mas sinto que não passei tempo com ela porque estava muito mais ocupada mofando em meu quarto para tirar 15 minutos do meu dia para ir visitar ela quando ela ainda estava bem, eu tinha tantas coisas para falar para ela, eu prometi que, quando ela melhorasse, iria ir morar junto de mim e os meus pais, que eu a levaria na igreja como ela tanto queria, que faria um café do bom pra ela... Não vou poder mais ver ela, falar com ela, abraçar ela, falar o quanto eu a amava e cumprir as minhas promessas... Sinto como se meu coração estivesse se despedaçando e não tem nada que diminua a minha dor. O pior de tudo é que eu tive que ouvir do meu irmão e da minha mãe que agora eu estava chorando mas, quando ela estava viva, eu não me importava e isso só ajudou a me corroer por dentro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Diante da perda, especialmente de alguém tão significativo como uma avó, é natural que a dor venha carregada de muitas camadas — tristeza, saudade, arrependimento, e, como você nomeia com tanta honestidade, a culpa.

    Na escuta fenomenológica, olhamos com atenção para aquilo que se mostra na experiência vivida. E o que se mostra na sua fala é uma dor profunda que não se limita apenas à ausência física de sua avó, mas também àquilo que ficou por dizer, por viver, por cumprir. A culpa, nesse contexto, não é algo que precisa ser afastado apressadamente ou corrigido, mas sim compreendido em sua profundidade: ela talvez fale do amor que você sente, da importância que sua avó tem em sua existência, e do modo como você desejava estar presente para ela.

    É importante reconhecer que, muitas vezes, não conseguimos agir da forma que gostaríamos — não por desamor, mas porque estamos atravessados por nossas próprias limitações, dores, confusões, medos, cansaços. O luto, quando vem de mãos dadas com a culpa, nos confronta com a imperfeição dos nossos gestos, com o tempo que passou, com a impossibilidade de retorno. E isso dói, sim. Muito.

    Permitir-se sentir essa dor sem tentar abafá-la ou “superá-la” rapidamente é, paradoxalmente, o que pode abrir espaço para que ela, com o tempo, se transforme. O luto não é um processo linear, nem tem prazo. É um movimento que vai e volta, às vezes silencioso, às vezes avassalador. E cada pessoa o vive de maneira única.

    Sobre o que foi dito pela sua mãe e pelo seu irmão: é compreensível que isso tenha te ferido ainda mais. Em momentos de luto, cada um expressa a dor à sua maneira, e muitas vezes os afetos se confundem e se chocam. Mas sua dor é legítima. Seu sofrimento é real. E o amor que você sente por sua avó não se apaga por não ter se concretizado da forma idealizada.

    Talvez seja importante, nesse momento, contar com um espaço de escuta onde você possa simplesmente ser — sentir, chorar, lembrar, falar dela, das promessas, dos cafés, das idas à igreja — sem ser interrompida ou julgada. A psicoterapia pode ser esse espaço. Um lugar onde a experiência do luto possa ser acolhida com o respeito e a profundidade que merece.

    Se sentir que esse acolhimento pode te ajudar, estou à disposição para caminharmos juntas nesse processo, no seu tempo, com tudo o que você carrega e é. Você não precisa atravessar isso sozinha.


  • eu tenho uma pergunta.. sentir os sintomas da ansiedade e ter paz psicológica e emocional é normal!

    eu tenho uma pergunta..
    sentir os sintomas da ansiedade e ter paz psicológica e emocional é normal!?
    eu pensei que estava ficando de virose, mas quando eu tomei o sertralina os sintomas sumiram e eu fiquei sem entender nada até hj.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Obrigada por trazer essa pergunta tão importante. O que você compartilha revela uma vivência complexa e, ao mesmo tempo, profundamente humana: sentir, ao mesmo tempo, os efeitos físicos da ansiedade e, ainda assim, ter a impressão de que internamente está em paz — ou pelo menos, sem motivos evidentes para estar em sofrimento. Isso pode gerar confusão, desconcerto, e um questionamento profundo sobre o próprio corpo e as emoções.

    Na perspectiva fenomenológico-existencial, buscamos escutar não apenas o que está acontecendo, mas como isso é vivido por você. Ou seja, o que significa, para você, essa coexistência entre sintomas ansiosos e a sensação subjetiva de tranquilidade? Como isso se mostra no seu corpo, no seu cotidiano, na sua percepção de si?

    É importante compreender que o corpo fala — muitas vezes antes mesmo que a consciência consiga nomear o que está acontecendo. Há situações em que podemos estar emocionalmente impactados por algo que ainda não foi simbolizado, ou seja, não chegou à linguagem, mas já se manifesta como um desconforto físico, uma inquietação, um cansaço, uma tensão. E isso não invalida a experiência de “paz”, mas nos convida a olhá-la com mais delicadeza: que tipo de paz é essa? É uma paz sentida ou esperada? É uma tranquilidade presente ou uma forma de afastar algo que seria difícil demais de sentir?

    A sua experiência com a sertralina também é significativa. O alívio dos sintomas pode, de fato, apontar para uma base fisiológica do que estava sendo vivido. Mas isso não elimina a dimensão existencial da sua pergunta — o fato de os sintomas sumirem com a medicação não significa que o que você viveu antes não fosse real ou válido. Ao contrário, isso mostra o quanto nosso corpo e nossa psique estão entrelaçados, e como o sofrimento pode se expressar de formas múltiplas.

    Sentir ansiedade mesmo “estando bem” é mais comum do que parece, e não deve ser visto como um sinal de fraqueza ou confusão, mas como um convite: há algo que ainda não foi dito? Há algo que seu corpo sabe antes de você compreender? Essas são perguntas que não exigem respostas imediatas, mas que podem ser exploradas com muito respeito dentro de um processo terapêutico.

    Se sentir que seria importante conversar mais profundamente sobre isso, estou à disposição para te acompanhar nesse caminho de escuta e cuidado. Às vezes, o que parece contraditório é, na verdade, um pedido silencioso por mais presença com o que se vive.


  • Já não sei mais responder algo com convicção. Em algum momento passei a responder "eu não sei" frequ

    Já não sei mais responder algo com convicção. Em algum momento passei a responder "eu não sei" frequentemente:
    O que você gosta? Hobbie favorito? Profissão que quer seguir? Comida favorita? O que te deixa feliz? Porque parou de fazer isso, cê gostava tanto? O que te aflinge? O que sente?... Acho que comecei a viver no automático, só passando tempo e aceitando o que acontece e isso me preocupa, o que pode ser/fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Muito obrigado pela sinceridade e coragem em colocar em palavras algo tão sensível. O que você traz aponta para uma vivência que, na perspectiva fenomenológica, merece ser acolhida com muito cuidado: a sensação de estar desconectado de si mesmo, como se suas respostas — e até mesmo seus desejos — tivessem se esvaziado ao longo do caminho.

    Essa dificuldade em responder com convicção, esse “eu não sei” que vai se tornando frequente, não é um simples esquecimento ou uma falta de interesse superficial. É um sinal importante de que algo no seu modo de existir está pedindo por atenção. E, talvez, seja exatamente nesse "não saber" que algo verdadeiro esteja tentando emergir.

    Na escuta fenomenológico-existencial, damos atenção àquilo que se mostra na experiência vivida tal como ela é — sem pressa para interpretar, rotular ou resolver. E o que se mostra aqui é um modo de ser que se sente adormecido, automatizado, como quem continua caminhando, mas sem sentir o chão. Isso pode acontecer após períodos de sofrimento, rupturas, sobrecarga emocional, ou mesmo diante de um mundo que constantemente nos pressiona a “ser algo”, a “saber o que quer”, sem tempo para escutar quem somos.

    O “não sei” pode ser um grito silencioso de alguém que está tentando reencontrar um caminho para dentro. Ele não precisa ser combatido, mas escutado. Ele pode estar dizendo: preciso de espaço, de pausa, de cuidado. Preciso voltar a sentir, antes de responder.

    A preocupação que você expressa também é significativa: ela mostra que ainda há algo aí dentro que pulsa, que observa, que deseja não apenas sobreviver, mas viver com presença. Isso já é um começo.

    O convite que te faço é o de olhar para esse momento com menos julgamento e mais curiosidade: o que será que essa fase está tentando te contar? O que ainda faz algum sentido, mesmo que pequenino? O que você sente, mesmo que confusamente, ao dizer que está vivendo no automático?

    A psicoterapia pode ser um espaço precioso para isso — não para te oferecer respostas prontas, mas para caminhar com você na escuta desse “não saber”, até que algo de seu comece a se mostrar novamente. A retomada de si mesma não vem de fora, nem de fórmulas. Ela nasce do encontro com aquilo que você já é, mas talvez tenha se perdido entre os ruídos.

    Se sentir que esse processo pode te fazer bem, estou à disposição para acolher esse momento com você. No tempo que for necessário, com tudo o que você traz.


  • Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria sabe

    Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria saber como destrancar isso pq só está piorando cada vez mais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Lau

    Oii, tente encontrar um ambiente que você se sinta seguro, confortável, fale sobre o assunto que o incomoda e permita-se sentir, escreva para si, caso não tenha alguém para compartilhar ou a possibilidade de realizar uma sessão de terapia, técnicas de respiração profunda e relaxamento podem ajudar também. Boa Sorte! :)


Autor

Psicólogo

Perguntas frequentes

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