Perguntas do paciente (4)

  • Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida sa

    Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida saudável…e eu vivo a mesma vida de casa para o trabalho. Fico em dúvida se quero fazer algo ou não. Se faço me arrependo de ter feito, se não faço, me arrependo de não ter feito.
    Quando meu namorado trabalha final de semana, eu fico em casa inventando o que fazer. Acho que se chamar alguém para sair, a pessoa não vai querer ou não vai gostar do que eu quero fazer. Não tenho muitos amigos, apesar de ser muito comunicativa, não consigo me aprofundar em relações com os outros. Com o meu namorado eu consigo, sempre fazemos coisas leais e que eu gosto. Tenho sofrido, pois a minha cabeça fica pensando que deveria estar fazendo algo como as outras pessoas e que deve ter algum problema comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Silva

    Muitas vezes, a comparação com a vida dos outros gera essa sensação de que deveríamos estar vivendo de outro jeito, fazendo mais, sendo mais. Mas cada história tem seu tempo, seu ritmo e suas necessidades.
    Essa dúvida que você sente (fazer ou não fazer, se arrepender depois) pode ser um sinal de que está faltando não “atividade”, mas sentido pessoal nas escolhas. Nem sempre preencher o tempo resolve a sensação de vazio.
    Talvez seja importante acolher esse desconforto como um convite para se conhecer melhor, em vez de se cobrar para ser como os outros.
    Se sentir que esse sofrimento tem atrapalhado seu dia a dia, saiba que a psicoterapia pode ser uma oportunidade de aprofundar esse processo de forma cuidadosa, respeitando quem você é de verdade.


  • Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Silva

    Ajudando o paciente a se instalar na realidade, aprender a contar a própria história, e a organizar os pilares do estilo de vida, mais objetivamente falando: sono, alimentação, movimento, estresse, relacionamentos... é preciso ordenar alguns aspectos para também identificar onde fica a maior dificuldade e a maior dor, para que possa ser elaborada.


  • O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Silva

    Não, o psicólogo não pode contar os seus segredos a ninguém. O sigilo profissional é um dever ético fundamental na psicologia. Tudo o que você compartilha em sessão é protegido como um direito seu.
    Existem poucas exceções, que acontecem somente em situações extremas, como:
    - Quando há risco grave e imediato para a sua vida ou para a vida de outra pessoa
    - Quando há obrigação legal de comunicação, como em casos de abuso de crianças, idosos ou pessoas vulneráveis, prevista em lei
    - Quando for exigido por ordem judicial (e mesmo assim, o psicólogo tentará preservar ao máximo o que for possível)
    Fora essas situações muito específicas, o que é dito na terapia fica na terapia.


  • O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Silva

    Quando você não souber o que falar na terapia, fale da sua vida. Conte como foi seu dia, sua semana, o que passou pela sua cabeça, o que você sentiu, o que deixou pra lá.
    Não precisa ser algo “importante” ou “inteligente”... O que parece pequeno, às vezes, revela muito.
    Uma irritação boba, uma vontade estranha, um cansaço sem explicação, tudo isso fala sobre você.
    A terapia não precisa de um “tema certo”. Confie que, a partir daquilo que parece simples, algo essencial pode surgir.


Perguntas frequentes

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