Perguntas do paciente (39)
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Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de
Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Quando estamos dentro de uma situação de sofrimento nossa capacidade de pensarmos em soluções e nos lembrarmos de que a vida é feita de momentos transitórios é visivelmente afetada. Temos a experiência de que o tempo é lento ao sofrermos, e nossas certezas sobre se um dia isso será diferente são abaladas. Dar um nome ao que você está sentindo pode ser um primeiro passo para identificar onde buscar ajuda. Por exemplo, se o que sinto se parece com uma "ansiedade", logo um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra podem me ajudar. Mas é importante frisar que apenas dar um nome genérico a isso resolve pouco os problemas. Dizer que o que se sente é "ansiedade" tira de jogo inúmeras questões que dizem respeito à sua história. O que é essa ansiedade? Como você a sente? Quando começou, o que a causa? São essas perguntas que aos poucos abrirão sua história pessoal e permitirão, aos poucos, elucidar o que está acontecendo e inventar saídas possíveis.
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Estou tomando antidepressivo escitalopram 10 mg, e de uns dias pra cá, parece que não adianta, sinto
Estou tomando antidepressivo escitalopram 10 mg, e de uns dias pra cá, parece que não adianta, sinto vontade de tomar a cartela de remédios , fico chorando de madrugada , me sinto inútil, sem auto estima. Preciso ir ao psiquiatra novamente conversar com ele sobre isso ? Tomar outra coisa pra ajudar ? O que eu faço? Só não aguento mais .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitos pacientes que começam a tomar medicamentos para questões de saúde mental logo se frustam por não perceberem mudanças significativas rápidas, ou pela incidência de efeitos colaterais que afetam seu cotidiano. A maioria desses medicamentos levam algumas semanas ou meses para terem seu pleno efeito. Retornos ao psiquiatra são importantes para se acompanhar os efeitos do tratamento e possíveis mudanças na dosagem ou no tipo de medicamento utilizado. O tratamento complementar psicoterapêutico é sempre muito bem vindo para se dar voz e ouvidos ao que esse sofrimento diz sobre sua história e, a partir disso, se construir nossas atitudes.
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Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t
Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...
E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..
Algum conselho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
Qualquer conselho que seja oferecido sem antes estar amparado por uma escuta, é um equívoco. Trabalhar com generalizações é não apostar na singularidade de cada sujeito e na sua capacidade de criar formas únicas de lidar com seus conflitos. Sua pergunta me lembra a frequente "dificuldade de se falar" nas sessões de psicoterapia. Muitas vezes temos inúmeras coisas em mente, mas não conseguimos transmiti-las. O terapeuta reconhece essas dificuldades e faz o convite para que se fale sobre elas, dentro das possibilidades do momento. Cada pessoa terá seu próprio tempo para colocar seus conflitos em fala.
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Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na m
Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na minha vida ultimamente,porém apaixonei pela minha terapeuta e não tenho coragem nenhuma de falar para ela. O que eu devo fazer? Mudar de terapeuta? preciso de uma ajuda!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação é natural, e até mesmo esperada pelo psicoterapeuta/psicanalista. Como alguns colegas já mencionaram, chamamos ao conjunto de sentimentos e fantasias que um paciente deposita em seu terapeuta de Transferência. Esses sentimentos podem ser de amor e atração, como os que você descreveu, mas facilmente se convertem em raiva e frustração, dentre tantas outras gamas de possibilidade. É importante dizer que a Transferência não é algo que ocorre apenas na psicoterapia: ela acontece em outras relações com nossos próximos (e é justamente sobre essa repetição que o tratamento deve incidir). Uma explicação teórica acerca do assunto pode confortá-lo na medida em que lhe faça não se sentir sozinho nessa situação. Mas não resolve os sentimentos muitas vezes constrangedores que se experimenta. O fato de uma Transferência ter sido realizada é um ótimo indício para o tratamento. Sabemos, como terapeutas, que quando o paciente consegue (com suas palavras, no seu tempo) falar sobre esses sentimentos, há grandes avanços e descobertas. O profissional deve estar preparado para sustentar a Transferência de seu paciente e auxiliá-lo a atravessar essa forma relacional.
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Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigado pela sua pergunta. É muito grande a chance de, ao colocar-se à disposição de todos para acolher o sofrimento alheio, você sentir-se de alguma forma afetada e mobilizada por isso. Até mesmo profissionais que trabalham cotidianamente com o sofrimento de outras pessoas (como é o caso dos profissionais de saúde) precisam tomar precauções contra os efeitos de tal exposição. Sua pergunta ao final, no entanto, pode ser trocada por outra um pouco mais interessante. A questão não é saber se deve-se parar de ajudar pessoas ou não. A questão é saber se você sente que DEVE ajudar a todas as pessoas, que isto lhe soe como um imperativo que não pode ser flexibilizado, nem mesmo quando você está em risco emocional. Responder a essa questão pode levá-la a entender melhor o que motiva tua escolha em ajudar os outros.
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Da pra fazer terapia e acompanhamento com psiquiatra escondido da familia? Envolve auto mutilação profunda
Da pra fazer terapia e acompanhamento com psiquiatra escondido da familia? Envolve auto mutilação profunda e pensamentos de morte. Sou adulta. Minha família não sabe que sou assim. Queria buscar ajuda mas sem que ninguém saiba.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado pela sua pergunta.
Como outros profissionais já disseram, sendo você uma adulta, não é obrigatório que tenha a permissão ou o conhecimento de algum familiar para buscar ajuda. Mas isso seria o ideal? Sem dúvida buscar a ajuda de outras pessoas, e especialmente da família, nem sempre é fácil, pois corremos o risco de não sermos compreendidos ou acolhidos da maneira que precisamos. Ou pior, podemos ser alvo de algum estigma. No entanto, levando-se em conta a importância do que você compartilhou conosco, me parece importante pensar se não seria apropriado buscar pessoas de confiança que possam lhe ajudar nessas questões - mesmo que não sejam familiares. O isolamento social ou familiar é sempre um fator de risco em situações de sofrimento.
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Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade
Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade de falar com ninguém, porque essa Angústia que sinto, essa vontade de explodir e pelo contrário me implodo? Porque nunca término nada que começo, porque tenho tanto medo de conflito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado pelo seu relato. Como alguns parceiros acima já lhe disseram, o processo psicoterapeutico é de muita valia para questões de angústia como essas que você mencionou. É claro que existem muitas formas de auxílio emocional, como o pertencimento a uma fé, poder confiar em um parceiro que seja um bom ouvinte em momentos difíceis, dentre outras. Muitas dessas formas, no entanto, se baseiam no oferecimento de respostas que não foram construídas necessariamente por você. A psicoterapia tem como premissa oferecer um suporte para que você consiga encontrar respostas e soluções para esse seu mal estar. Caso seja algo que esteja comprometendo sua vida, permita-se se oferecer essa ajuda.
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Minha filha de 6 anos tem epilepsia. Como saber se ela tem algum tipo de autismo. Exame genético, de
Minha filha de 6 anos tem epilepsia.
Como saber se ela tem algum tipo de autismo. Exame genético, de sangue? Eu ja passei por 5 médicos e 3 psicologos. Cada um diz uma coisa. Quero algo concreto, um exame.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde e obrigado pela pergunta.
Infelizmente o diagnóstico para Autismo não é simples e na maioria das vezes envolve a participação de vários profissionais. Há vários motivos para a dificuldade em se diagnosticar esse transtorno, dentre elas a possibilidade de se tratar de outros problemas de desenvolvimento da criança (transtornos de linguagem ou deficiências intelectuais, por exemplo), e pelo fato de não haverem exames ou testes que apontam com absoluta certeza a presença do autismo. Assim, o diagnóstico ocorre com a observação clínica do paciente, a escuta de seus familiares, e a aplicação de testes e exames que possam aumentar a certeza de que se trata de um Transtorno do Espectro Autista.
É importante buscar profissionais qualificados e familiarizados com esse tipo de condição, afim de aumentar as chances de um diagnóstico bem elaborado e o consequente início de tratamento e medidas adequadas.
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Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional. As vezes tenho
Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional.
As vezes tenho vontade de fazer uma faculdade mas alguns dias depois quero ser empreendedor, ja desejei
ser palestrante, mas nunca consigo tomar uma decisão. O eu que faço?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia e obrigado pela sua pergunta. A angústia e a indecisão sobre os caminhos profissionais que devemos seguir é recorrente nas pessoas que buscam ajuda psicológica. Em parte isso se deve ao amplo leque de escolhas profissionais possíveis em nossos dias: você pode valorizar a carreira acadêmica, se especializar em alguma função, ou até mesmo ser autônomo e trabalhar apenas pela internet. Essa grande quantidade de caminhos muitas vezes nos deixam confusos sobre o que de fato queremos (estabilidade, desafios, trabalhos criativos, etc). Do ponto de vista pessoal, é sempre importante discernir as idealizações profissionais que carregamos, e em que medida elas nos ajudam ou atrapalham a colocar nossos planos em prática. Essas idealizações podem ter se originado da família, de amigos ou de pessoas que nos servem como referência. Seja como for, o processo psicoterapêutico seria um espaço adequado para lhe ajudar a tomar decisões e identificar obstáculos.
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Eu tomo Escitalopram e Desvenlafaxina. Mas tenho ansiedade igual e compulsão noturna .Como até não
Eu tomo Escitalopram e Desvenlafaxina. Mas tenho ansiedade igual e compulsão noturna .Como até não aguentar mais.Depois provoco vômito.Me vejo no espelho cada vez maior.Que posso fazer para a compulsão alimentar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá e obrigado pela sua pergunta. Em certa medida seu relato se assemelha ao de muitas outras pessoas que, apesar de realizarem tratamento medicamentoso, não observam melhoras expressivas em seu sofrimento. Isso em parte pode se justificar pelo tempo que alguns medicamentos levam para fazer seu efeito, ou até mesmo pelo processo progressivo de encontrar o melhor medicamento para o seu caso. No entanto, para além desses incômodos físicos, você parece relatar um desconforto e estranhamento com sua própria imagem corporal. Nesse sentido, é importante buscar ajuda profissional qualificada, e acredito que uma Psicoterapia seria muito relevante na investigação dos fatores pessoais que estejam envolvidos nesses sintomas.
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Tenho 41 anos, não falo com a minha família, só mãe, cortei com irmãos por incompatibilidades, sempre
Tenho 41 anos, não falo com a minha família, só mãe, cortei com irmãos por incompatibilidades, sempre fui muito desapegada por natureza, será porque saí de casa aos 12 anos e só via a família às vezes? Não sinto saudades, talvez por ser tão diferente deles, não me identifico...e questiono porquê?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado pelo seu relato. Desde pequenos muitos de nós fomos educados afim de acreditarmos que os laços familiares são obrigatoriamente indestrutíveis, ou fontes de amor incondicional. Isso nem sempre é verdade. Por vezes, os laços afetivos mais significativos de nossas vidas são construídos com pessoas que estão fora de nossas famílias - o que alguns poderão chamar até de família expandida. Entretanto, penso eu, se essa questão envolvendo seus laços familiares não fosse em certa medida algo que lhe causa questionamentos e dúvidas, você não a teria compartilhado conosco. Sendo assim, é importante dar escuta a isso que é particular da sua relação com seus familiares, afim de compreender o quanto você está adequada ou intrigada com essa situação que lhe acompanha por muitos anos.
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Quais os principais sintomas de uma depressão severa ?
Quais os principais sintomas de uma depressão severa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A Depressão é um estado emocional que tem ampla influência em vários aspectos do cotidiano, tendo como marca principal uma sensação de profundo e prolongado desinteresse pela vida. Trabalho, estudo, relações, lazer: todas as áreas da vida perdem a capacidade de causar satisfação. Não só o interesse pelas atividades cotidianas é prejudicado, como também o interesse por si mesmo, sendo muito frequentes pensamentos de desprezo, ódio e as ideações suicidas. A pessoa relata a si mesma como alguém desprezível, não merecedora ou capaz de qualquer contentamento. Também é muito comum que pessoas com Depressão relatem que se sentem "fora do mundo", ou seja, não conseguem mais partilhar das alegrias coletivas. É preciso ter em mente que a vida é feita de entradas e saídas em períodos depressivos. Mas o prolongamento desses períodos e os prejuízos que podem causar à fruição das atividades e relações diárias é um alerta de cuidado. Acompanhamento psiquiátrico e psicológico é indispensável.
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estresse causa problemas intestinais?
estresse causa problemas intestinais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sistema digestivo é uma zona muito sensível às nossas emoções. Os tão conhecidos "frios na barriga" causados pelo medo ou pela ansiedade, ou até mesmo as "borboletas no estômago" que as paixões nos causam, são sensações que confirmam a sensibilidade desta zona. Para o stress e tantos outros sofrimentos psíquicos não é diferente, sendo muito comum a melhora quando nos atentamos às causas desses problemas.
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Olá, sou homem, tenho 26 anos tenho tido muita dor de cabeça nem sei quando começou estou tendo problemas
Olá, sou homem, tenho 26 anos tenho tido muita dor de cabeça nem sei quando começou estou tendo problemas de pressão alta, estou triste , desanimado, não durmo bem estou desatento no trabalho não sei o que fazer? Só chego em casa quando me deito só consigo chorar e ficar isolado da família ????
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Há uma série de incômodos e dilemas na vida que pelos mais variados motivos postergamos sua resolução. Achamos que o tempo e nossa própria resiliência serão suficientes para atravessarmos os desafios que aparecem. Mas muitas vezes isso se mostra insuficiente, principalmente quando os problemas que se apresentam tocam em questões fundamentais de nossa história pessoal. Infelizmente é apenas quando o corpo "grita" com seus sintomas e sofrimento que nos damos conta de que é necessário algum cuidado consigo. Não é tarde para ouvi-lo. Nunca será.
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O que pode estar por trás de um surto psicótico?
O que pode estar por trás de um surto psicótico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A definição de Psicose é bastante vasta e varia a depender do referencial teórico assumido por cada profissional. Já quanto ao surto psicótico existe um maior consenso com relação às suas manifestações: alucinações, delírios, prejuízos cognitivos e de linguagem, dentre outros sintomas. Estudos mostram que variáveis genéticas e o uso de algumas substâncias podem favorecer esses episódios, além de episódios traumáticos ou de stress elevado. Trata-se, portanto, de uma confluência de fatores que precisam ser avaliados e que demandam cuidado multiprofissional.
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Em minha psicoterapia sempre tive sonhos com minha psicóloga (abordagem psicanalítica). Um dia contei
Em minha psicoterapia sempre tive sonhos com minha psicóloga (abordagem psicanalítica). Um dia contei para estes sonhos a ela e esperava receber ao menos algumas perguntas que me ajudassem a interpretá-los, mas ela ficou em total silêncio. Só ficou me olhando e eu olhando para o lado. Isso é comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por sua questão, pois através dela podemos falar de algo muito importante da clínica: o silêncio. Há uma ideia muito comum que diz que os psicólogos que atuam com uma ou outra abordagem são mais ou menos adeptos ao silêncio. É preciso que se diga com todas as letras: que um terapeuta fique quieto ou seja falante não tem absolutamente nenhuma relação com a linha teórica que este exerça. Evidentemente que existem formas de trabalho que são mais diretivas e menos investigativas do que outras, o que faz com que o terapeuta fale mais sobre os procedimentos a serem realizados, ao invés de escutar vários aspectos da história do paciente. Mas não há embasamento algum que justifique um psicanalista mudo - assim como também não há para terapeutas que não fecham a boca. Em suma, o que interessa a uma psicoterapia não é que haja silêncio ou falação. Mas que se sinta que é você, e não o terapeuta, que tem o protagonismo ao falar.
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Tenho pavor de ficar em lugar fechado , ou onde há aglomeração de pessoas . Tenho vontade de sair
Tenho pavor de ficar em lugar fechado , ou onde há aglomeração de pessoas . Tenho vontade de sair correndo... Isso é doença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado pela sua pergunta. Em psicologia e psiquiatria, apesar de existir um extenso número de diagnósticos e transtornos (como claustrofobia e agorafobia, por exemplo), o principal critério para constatar se algum comportamento ou sensação se trata de uma doença é o prejuízo funcional que isso traz à vida de uma pessoa. Portanto, caso esse pavor esteja prejudicando seu cotidiano, seu trabalho ou sua sociabilidade, não tenha dúvidas de que é aconselhável uma ajuda terapêutica. O trabalho psicológico elucida pouco a pouco as razões que determinam este e tantos outros sentimentos e atitudes que muitas vezes não entendemos o motivo de sua persistência e repetição.
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Por que atualmente está havendo maior números de pessoas com depressão do que antigamente?
Por que atualmente está havendo maior números de pessoas com depressão do que antigamente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é relevante e representa a inquietação de muitas pessoas. Afinal, se hoje falamos tanto sobre depressão, seria isso o resultado da maior importância que damos a ela ou um aumento real de sua incidência? As respostas são muitas: causas hereditárias, sociais, culturais, psicológicas. E como você pôde ver, não há consenso que esgote essa questão. Por outro lado, quem sabe possamos colocar uma pergunta mais interessante: "porquê uma pessoa está em depressão?".
Debaixo de um mesmo diagnóstico assistimos a uma infinidade de razões que levam alguém à depressão. Uma tentativa de responder à todas elas não muda o fato de que cada pessoa terá que encontrar as próprias razões de seu sofrimento.
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quem tem transtorno depressivo pode ter alucinações?
quem tem transtorno depressivo pode ter alucinações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As alucinações são eventos mais comuns do que julgamos, nem sempre ligadas aos quadros de adoecimento mais severos. Trata-se da percepção de algum estímulo (visual, sonoro, tátil, gustativo) que não está de fato presente. Apesar de frequentemente ser assimilada aos quadros psicóticos, a Depressão, a privação de sono, ou até mesmo uma situação de stress significativa podem causar alucinações.
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Perguntas frequentes
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Existe a possibilidade de contrair raiva ou seria uma exposição de risco após comer alimento que um
A situação descrita não é considerada uma exposição habitual de risco para…