Perguntas do paciente (9)

  • Como identificar e controlar o comportamento impulsivo? .

    Como identificar e controlar o comportamento impulsivo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    o autoconhecimento acontece durante toda jornada da psicoterapia, concomitante com a demanda trazida, e é durante esse processo que a gente consegue investigar o que causa o comportamento ou do que ele é produto, os primeiros passos é compreender o que são esses comportamentos impulsivos e a partir daí, investigá-los, por meio de direcionamentos e de uma psicoeducação pautada na observação do próprio comportamento no dia-a-dia. O "controle" deste comportamento acontece mediante a análise conjunta entre paciente e terapeuta, de como devemos trabalhar, a partir da investigação feita. E claro, sempre com empatia e dentro de um ambiente seguro, com construção da relação terapêutica desde a primeira sessão.


  • Quais são os objetivos da psicoterapia em relação ao comportamento impulsivo?

    Quais são os objetivos da psicoterapia em relação ao comportamento impulsivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    É importante, antes de mais nada, operacionalizar, ou seja, entender, o que são estes comportamentos impulsivos para você, porque para mim, por exemplo, podem ser bem diferentes do que comumente é observados para outros. Então o primeiro passo é este, "personalizar" estes comportamentos impulsivos e, após isso, seguimos para o entendimento do que são os "gatilhos" para que eles ocorram, para enfim, entender, o porquê que eles ocorrem. De modo geral, os objetivos são entender e investigar qual é a função destes comportamentos e atuar nesta perspectiva, que pode ser compreendida, sempre, de uma forma personalizada, trabalhando a partir desta informações, seja empregando técnicas que podem envolver discussões a cerca, exposições a determinados ambientes ou não, enfim, cada pessoa recebida, é uma infinidade de contextos únicos.


  • Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho

    Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho 19 anos, ainda não trabalho, e não tive namoradas, eu tenho vontade mas não sei em qual lugar ir para conhecer pessoas novas, eu quase todo dia fico pensando nisso, eu sempre gostei de escutar músicas românticas, não sei se isso está me fazendo mal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    Olá! Relacionamentos, de forma geral, exigem exposição a lugares e circunstâncias e, pode ser difícil para quem não tem ideia de onde ir e como o fazer, como você relatou. É possível inserir novos contextos por meio de recursos adquiridos durante o processo psicoterapêutico, onde juntos a gente possa compreender os lugares de interesse, o que é a carência mencionada e , concomitante a isso, por meio do autoconhecimento, ter maior clareza do que tem te feito mal e como lidar todas essas esferas. Trata-se de um processo acolhedor e convidativo!


  • Olá o meu marido gasta de faser sexo comigo mas gosta de ver outros homen fazendo sexo comigo e depo

    Olá o meu marido gasta de faser sexo comigo mas gosta de ver outros homen fazendo sexo comigo e depois o homem faz sexo anal com nele isso é normal n me sinto confortável ver o homem fazendo sexo anal nele. Meu marido é gay

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    É muito comum a gente se perguntar sobre normalidade para aquilo que é estranho - pra gente - ou simplesmente desconhecido. Não existe resposta para a normalidade em circunstâncias tão subjetivas e particulares. Existe são os limites que temos e que estabelecemos para nós, que também não é rígido, que pode mudar de acordo com os cenários e com os combinados que a gente faz no decorrer das nossas vidas e relações.


  • Por que as pessoas são mais ansiosas hoje em dia do que antigamente?

    Por que as pessoas são mais ansiosas hoje em dia do que antigamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    Eu posso sugerir duas formas de ver esta pergunta, a primeira, é fazendo outra: "será que hoje em dia a gente é mais ansioso, ou talvez a gente saiba descrever melhor o que é sentir ansiedade hoje em dia?", partindo do princípio que a ansiedade sempre esteve presente em nossas vidas, mas que, hoje temos mais recursos de percebê-la.

    A outra forma de ver e também de responder, é que no cenário em vivemos, de 10 ou 15 anos atrás, estamos sendo expostos, cada vez mais, em circunstâncias que exigem ações rápidas, incertezas em campos da nossa vida que nos trás insegurança e portanto nos deixam ansiosos, na mesma medida que não tivemos tempo de saber como lidar. Para além disso, o advento das redes sociais e toda sua estrutura com vídeos e trocas rápidas, com certeza contribuem para um tempos onde a ansiedade é mais percebida, de maneira geral.


  • Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já

    Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já me faz querer ir embora. Como posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    Geralmente, as mudanças de comportamento envolvem exposições a eles, ou seja se envolvendo e deixando se envolver com pessoas. É importante, claro, olhar para o cenário individual de cada um, entendo o histórico, situações relacionadas pregressas ao tema, porque elas influenciam nossos comportamentos futuros e construir deste modo estratégias apropriadas para esta exposição. A psicoterapia pode contribuir para esse olhar mais intimista e pessoal, de maneira acolhedora,.


  • Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida sa

    Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida saudável…e eu vivo a mesma vida de casa para o trabalho. Fico em dúvida se quero fazer algo ou não. Se faço me arrependo de ter feito, se não faço, me arrependo de não ter feito.
    Quando meu namorado trabalha final de semana, eu fico em casa inventando o que fazer. Acho que se chamar alguém para sair, a pessoa não vai querer ou não vai gostar do que eu quero fazer. Não tenho muitos amigos, apesar de ser muito comunicativa, não consigo me aprofundar em relações com os outros. Com o meu namorado eu consigo, sempre fazemos coisas leais e que eu gosto. Tenho sofrido, pois a minha cabeça fica pensando que deveria estar fazendo algo como as outras pessoas e que deve ter algum problema comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    Olá! No seu relato, a primeira coisa que pensei foi sobre comparação. Até que ponto é uma necessidade, algo que sente vontade de fazer mais ou se, faz mais sentido: a exposição de "sucesso" e de "movimento" que as pessoas tem feito, sobretudo em redes sociais, e que pode dar essa sensação de "também preciso fazer o mesmo, pois parece o natural ou o correto". É uma dúvida genuína, que pode ser um ponto de reflexão. A psicoterapia, de qualquer forma, pode contribuir nesse acesso a reflexão, com cautela e respeito aos seus relatos e história de vidas, além de ter ferramentas para que seja possível a inclusão de novos hábitos e comportamentos em seu repertório.


  • O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (excet

    O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (exceto quando estou dormindo)? Por exemplo, eu mal acordo de manhã e já estou pensando em pelo menos umas 3 coisas diferentes contra a minha vontade. Além disso, raramente consigo fazer 1 coisa de cada vez, porque me desconcentro rápido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    eu entendo a preocupação em nomear e de fato é importante, mas imagino que para uma etapa inicial, é interessante entendermos o que faz ou quem faz a manutenção deste comportamento de ser "multitarefa". Construir um raciocínio que consigamos entender o que faz a gente fazer o que fazemos, é parte de algo imprescindível do exercício de se autoconhecer e nos dá ferramentas necessárias para tomarmos decisões do que fazemos a partir dali.


  • Devido a alguns estresses que tenho passado recentemente, ontem a noite eu chorei como não chorava e

    Devido a alguns estresses que tenho passado recentemente, ontem a noite eu chorei como não chorava em um bom tempo. A coisa é que foi muito bom chorar, e agora quero chorar o tempo todo. O gatilho do choro são pensamentos e sentimentos ruins, mas enquanto choro sinto uma sensação boa, ruim também, mas a boa é maior. Gostaria de saber o quão saudável é isso? É ruim eu cutucar esses gatilhos atrás dessa sensação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Alves Isaac

    Olá! Chorar pra você, deve estar sendo um alívio e de fato por funcionar assim. O que costumamos pensar, em Análise do Comportamento, para os nossos comportamentos, em geral, é a frequência e intensidade. Logo, o raciocínio é pensar o quanto isso tem sido importante no sentido de produzir alívio, mas em contrapartida, não ajudar produzir uma resposta que mude a situação, que, afinal de contas, faz a gente chorar. Faz sentido pra você? A psicoterapia pode ser bem relevante para construir reflexão neste cenário e ajudar projetar decisões e possíveis escolhas para um dia-dia-dia melhor


Perguntas frequentes

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