Perguntas do paciente (24)

  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O sentimento de culpa pode continuar mesmo depois que a outra pessoa perdoa, principalmente quando nós mesmos temos dificuldade em aceitar o que aconteceu. Na psicologia, entendemos que, muitas vezes, tentar buscar repetidamente a confirmação de que "está tudo bem" pode trazer um alívio momentâneo, mas acaba mantendo o ciclo de ansiedade.
    Essa necessidade constante de revisar o que aconteceu, acrescentar detalhes ou pedir reafirmações pode estar presente em diferentes quadros, incluindo transtornos de ansiedade e, em alguns casos, no TOC. Mas não é possível fazer essa associação apenas com esse relato, é preciso uma avaliação cuidadosa para compreender o contexto e a função desse comportamento.

    A boa notícia é que esse padrão pode ser trabalhado. Na terapia, buscamos compreender o que mantém essa culpa tão intensa, desenvolver uma relação mais saudável com os próprios pensamentos e fortalecer a capacidade de lidar com a incerteza, sem depender constantemente da confirmação do outro.
    Você não precisa carregar esse sofrimento sozinha. Buscar ajuda é um passo importante para aprender a acolher sua história, assumir a responsabilidade pelo que aconteceu e, aos poucos, construir também o seu próprio perdão.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Essa é uma dúvida muito importante. E sim, dependendo da abordagem e das necessidades de cada paciente, é bastante comum que o terapeuta utilize materiais para serem usados entre as sessões.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, entendemos que grande parte das mudanças acontece justamente no dia a dia. Por isso, podem ser utilizados registros de pensamentos, exercícios, técnicas de respiração, cartões de enfrentamento com frases personalizadas, lembretes ou outras estratégias que ajudem o paciente a colocar em prática o que foi trabalhado na sessão.
    Esses recursos não substituem a terapia, mas podem servir como um apoio nos momentos de maior ansiedade ou angústia, ajudando a lembrar das estratégias aprendidas e a responder às dificuldades de forma mais funcional.
    O mais importante é que esses materiais façam sentido para aquela pessoa. O que ajuda um paciente pode não ser útil para outro, por isso eles costumam ser adaptados às necessidades individuais.

    Se você percebe que os dias entre as sessões são especialmente difíceis, vale a pena conversar sobre isso com seu psicólogo. Juntos, vocês podem construir estratégias para que você se sinta mais amparado ao longo da semana e fortaleça sua autonomia no enfrentamento das dificuldades


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Antes de tudo, sinto muito pela sua perda. O luto por um animal de estimação é uma dor real e tão intensa quanto a perda de qualquer outro vínculo importante.

    Pelo que você relata, além da saudade, parece existir um sentimento de culpa muito presente, com pensamentos como "eu poderia ter feito mais". Na Psicologia, entendemos que, durante o luto, é comum nossa mente tentar encontrar explicações ou imaginar diferentes cenários, como uma forma de tentar dar sentido ao que aconteceu. Mas esses pensamentos nem sempre refletem a realidade e podem acabar prolongando o sofrimento.
    Também é natural que, nesse momento, ver outras pessoas com seus animais desperte tristeza e aumente a sensação de perda. Isso não significa que você não está evoluindo no luto, mas que esse vínculo ainda é muito significativo para você.

    O luto não significa esquecer quem partiu, e sim aprender, aos poucos, a conviver com a saudade sem que ela impeça você de seguir vivendo. Esse processo leva um tempo diferente para cada pessoa.

    Se você sente que essa dor continua muito intensa e está dificultando sua vida, buscar apoio psicológico pode ser um espaço seguro para acolher essa perda, elaborar a culpa e encontrar formas mais gentis de atravessar esse momento. Você não precisa passar por isso sozinha.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Essa sensação pode ser muito desgastante. Quando sentimos que tudo depende de nós, é comum vivermos em estado de alerta, com ansiedade, culpa e dificuldade para descansar.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), costumamos investigar os pensamentos por trás dessa sensação. Perguntas como: "O que eu acredito que pode acontecer se eu não der conta?", "Estou assumindo responsabilidades que realmente são minhas?" ou "Eu me cobraria dessa forma se fosse outra pessoa?" podem ajudar a enxergar a situação de maneira mais equilibrada.
    Também é importante lembrar que assumir responsabilidade por tudo não significa ter controle sobre tudo. Existem situações que dependem de nós, mas muitas outras envolvem fatores que estão fora do nosso controle.

    Se essa sensação é frequente, vale a pena buscar ajuda psicológica. Com o acompanhamento adequado, é possível identificar essas crenças, diminuir a autocobrança e construir uma relação mais saudável consigo mesma, sem carregar um peso que não precisa ser só seu.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Sim, um término de relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não perdemos apenas uma pessoa, mas também os planos, expectativas, a rotina compartilhada e a ideia de futuro que havíamos construído.
    É natural sentir tristeza, saudade, raiva, culpa ou até alívio em alguns momentos. Essas emoções fazem parte do processo e tendem a diminuir à medida que a perda é elaborada.
    Não existe uma fórmula ou um tempo "certo" para superar um término. O mais importante é permitir-se viver esse processo com gentileza, investir em autocuidado, manter sua rede de apoio e evitar a cobrança de "já deveria ter superado".

    Se você perceber que essa dor continua muito intensa ou está impedindo você de seguir com sua vida, buscar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse momento de forma mais saudável. Na Terapia Cognitivo Comportamental, trabalhamos para acolher essas emoções, compreender os pensamentos que intensificam o sofrimento e, aos poucos, reconstruir a rotina e o sentido da vida para além daquele relacionamento. Você não precisa passar por isso sozinho(a).


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Antes de tudo, quero dizer que sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo seu relato, é possível perceber o quanto esse sofrimento tem impactado sua vida, e ele merece ser levado a sério.

    O que você descreve vai muito além de ser "tímida". Quando o medo das interações sociais é tão intenso a ponto de causar sintomas físicos, sofrimento emocional e prejuízos na vida pessoal e profissional, é importante buscar uma avaliação com um psicólogo e, se necessário, também com um psiquiatra.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para compreender os pensamentos que alimentam esse medo, reduzir a autocrítica e desenvolver, de forma gradual e respeitando o seu ritmo, estratégias para enfrentar essas situações. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado para ajudar no manejo dos sintomas.

    Quero destacar algo que você escreveu: "Tenho medo de não levarem a sério o que sinto." Esse medo é compreensível, mas o seu sofrimento é real e merece acolhimento. Um bom profissional não vai julgar você por isso, mas buscar entender o que está acontecendo e construir um plano de tratamento junto com você.

    A boa notícia é que esse tipo de dificuldade tem tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente o sofrimento e recuperar a qualidade de vida. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Sim, em alguns casos é possível reconstruir o respeito, mas isso depende do compromisso e da disposição de ambos. Não existe uma técnica que, sozinha, restaure um relacionamento quando anos de conflitos e ofensas se acumularam.
    Na psicologia, entendemos que o respeito é construído por meio de comportamentos consistentes: comunicação mais saudável, responsabilidade pelos próprios erros, disposição para reparar os danos e mudanças que se mantenham ao longo do tempo. Pedir desculpas é importante, mas as atitudes são o que realmente reconstrói a confiança e o respeito.
    Por outro lado, também é importante reconhecer que nem todos os relacionamentos podem ou devem ser reconstruídos. Quando há violência, abuso ou um dos parceiros não demonstra interesse em mudar, insistir na relação pode gerar ainda mais sofrimento.

    Por isso, o primeiro passo é entender se ambos estão realmente dispostos a mudar e a construir uma dinâmica diferente. A terapia individual ou de casal pode ser um espaço importante para avaliar essa possibilidade e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar.
    Reconstruir o respeito é possível, mas exige tempo, compromisso e mudanças concretas de ambos os lados.


  • Porque não me sinto conectada as pessoas? Não consigo me sentir presente nos bons momentos que passo

    Porque não me sinto conectada as pessoas? Não consigo me sentir presente nos bons momentos que passo com meus amigos e família , tudo parece chato e desinteressante e vazio.tanto que afeta minha vida social por que faço piadas maldosas só pra ter uma reação negativa dos meus amigos porque isso me faz sentir algo diferente, mesmo que seja negativo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O que você compartilha revela um nível de consciência muito importante. Reconhecer esse vazio e esse distanciamento emocional, mesmo em situações que "deveriam" ser prazerosas, não é fácil. E mais: isso não é frescura, exagero ou ingratidão. É um sinal de que algo precisa ser olhado com carinho e profundidade.
    Sentir-se desconectada, desinteressada, apática, ou como se os momentos bons fossem "neutros ou vazios" pode estar relacionado a vários fatores, entre eles, sintomas de esgotamento emocional, traumas não elaborados, depressão etc..
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que os nossos pensamentos, emoções e comportamentos formam um ciclo. E às vezes, quando estamos distantes das próprias emoções, o comportamento pode buscar estímulos mais intensos ou mesmo negativos (como provocar reações nos outros) para sentir algo, porque até o desconforto pode parecer melhor do que o vazio. E isso não é maldade ou imaturidade: é uma tentativa de se reconectar de algum jeito.
    Esse tipo de funcionamento merece ser acolhido, não corrigido. A pergunta importante aqui não é “por que eu sou assim?”, mas sim: “O que esse vazio está tentando me mostrar?” ou “O que eu precisei bloquear para me proteger?”
    Com apoio adequado, é possível reconstruir essa conexão emocional: com o corpo, com as experiências, com os vínculos. Na TCC, trabalhamos para identificar os pensamentos e padrões que estão por trás desse distanciamento, resgatar sentido e reaproximar você de quem é, com afeto e autonomia. Assim, caso ache necessário, procure um profissional, pois pedir ajuda também é uma forma de se reconectar com sua história, com o que sente, e com o que deseja viver de verdade.
    Espero ter ajudado!


  • Olá, eu estou a 2 anos em um relacionamento e algumas atitudes do meu parceiro tem me afetado bastan

    Olá, eu estou a 2 anos em um relacionamento e algumas atitudes do meu parceiro tem me afetado bastante, porém ele diz que não tem nada de errado na forma que ele me trata, e me faz achar que é exagero meu.
    Ele controla minhas ações, controla meu relacionamento com minha família ( as vezes não me deixa conversar com minha família), não me deixa trabalhar onde eu quero (diz que eu só vou trabalhar se for no mesmo local que ele), até quis me obrigar a mudar de curso na faculdade, ele quer mandar em tudo e não se importa com o que eu quero e com o que seria melhor para mim. Eu sinto que perdi totalmente o controle da minha vida, que não tenho direito de escolher e nem decidir nada, parece que só estou vivendo para servir essa pessoa e estou me anulando.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O que você está vivendo merece ser olhado com muito cuidado, respeito e acolhimento. Quando um relacionamento começa a nos fazer sentir anuladas, sem voz ou escolha, é importante parar e refletir com carinho sobre o quanto isso tem afetado seu bem-estar, sua autonomia e sua autoestima.
    Esse é um momento importante para olhar para si com mais gentileza e se perguntar: o que eu preciso agora para me cuidar? Buscar rede de apoio e apoio psicológico pode ser um passo valioso para reconstruir sua autonomia, fortalecer sua autoestima e entender com mais clareza o que está acontecendo, sem culpa, sem pressa e com o acolhimento que você merece.


  • Eu não tenho problema em falar em público, mas se alguém ficar me observando, avaliando, e eu estive

    Eu não tenho problema em falar em público, mas se alguém ficar me observando, avaliando, e eu estiver fazendo algo manual no trabalho, fico super nervoso. Tenho tremor na mão, sudorese, etc. Como explica isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O que você descreve é mais comum do que parece e, sim, tem explicação. Mesmo que falar em público não te cause desconforto, a situação de estar sendo observado de perto, especialmente enquanto realiza uma tarefa manual, pode acionar pensamentos automáticos ligados à autoavaliação, ao medo de julgamento ou à possibilidade de falhar sob o olhar do outro.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreendemos que reações físicas como tremor, sudorese, tensão muscular ou “branco” podem acontecer como respostas do corpo a pensamentos que, muitas vezes, passam rápido e nem sempre são conscientes, como “e se eu errar?”, “vão achar que sou incapaz” ou “estão me avaliando o tempo todo".
    Esses pensamentos ativam o sistema de alerta do cérebro, como se houvesse uma ameaça, mesmo que racionalmente você saiba que está tudo bem. A diferença entre falar em público e ser observado em uma tarefa mais detalhista é que, nessa segunda situação, para você PODE (não necessariamente) haver uma percepção maior de risco de erro visível e, consequentemente, de julgamento.
    Isso pode ser trabalhado com a TCC, a partir da identificação desses pensamentos, desenvolver estratégias de enfrentamento e, aos poucos, reduzir os sintomas físicos. Isso envolve autoconhecimento, prática de habilidades de regulação emocional e exposição gradual a essas situações.
    Espero ter ajudado!


  • Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter u

    Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter uma rotina de sono mais saudável?como estipular um horário para deixar as telas antes de dormir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    É comum que o sono seja afetado pela rotina, pelo estresse acumulado e também por hábitos que mantemos ao longo do dia, especialmente no período da noite.
    Algumas orientações iniciais:
    1. Entenda que o sono começa durante o dia.
    Níveis elevados de estresse, excesso de estímulos e falta de previsibilidade impactam diretamente na qualidade do sono. Regular horários de alimentação, exposição à luz natural e pausas para descanso são passos importantes.
    2. Estabeleça um horário regular para dormir e acordar.
    3. Sobre o uso de telas: crie um "ritual de desligamento".
    As telas (celular, TV, computador) atrapalham a produção de melatonina, o hormônio do sono. Tente escolher um horário fixo (idealmente 1h antes de dormir) para se desconectar. Você pode usar alarmes como lembrete e criar alternativas relaxantes: leitura leve, banho morno, música calma ou técnicas de respiração.
    4. Não force o sono.
    Ficar na cama tentando dormir, sem sono, pode aumentar a ansiedade. Se após 20 minutos o sono não vier, levante-se e faça uma atividade tranquila até sentir sono de novo. Isso evita que o cérebro associe a cama com frustração e apenas com dormir. Dica extra: utilize a cama apenas para dormir e manter relações.
    5. Se necessário, considere um acompanhamento psicológico com foco em sono.
    Na TCC, investigamos os pensamentos e comportamentos que estão mantendo o padrão de insônia, e criamos estratégias personalizadas para retomar o equilíbrio.

    Espero ter ajudado!


  • Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Sim, é possível diminuir a ansiedade, mesmo convivendo com um diagnóstico como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
    Esse transtorno, apesar de ser desafiador, não define quem você é, e existem diversos caminhos para aprender a lidar com ele e melhorar sua qualidade de vida. Com o tratamento adequado, que pode incluir psicoterapia (especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental), mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, o uso de medicação, muitas pessoas conseguem reduzir bastante os sintomas, entender melhor seus gatilhos e retomar uma rotina com mais leveza e presença.
    Trabalhar a ansiedade não significa eliminá-la totalmente (até porque ela é uma emoção natural), mas sim aprender a reconhecê-la, acolhê-la e responder de forma mais equilibrada quando ela aparecer.


  • Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me se

    Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me sentia insegura e não ouvida — às vezes ela usava o celular durante as sessões, o que me lembrava situações dolorosas da infância. Isso é antiético?

    Além disso, tenho muita dificuldade com a associação livre e isso me faz pensar se a psicanálise é mesmo adequada para mim.

    Devo buscar outra abordagem? Como lidar com essa frustração para não perder a confiança na terapia?

    Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O que você viveu é compreensivelmente doloroso e merece ser validado com muito respeito. Sentir-se insegura e não ouvida dentro de um espaço terapêutico, que deveria ser acolhedor e seguro, pode gerar frustração, decepção e até abalar sua confiança no processo.
    A primeira coisa importante a dizer é: você não está errada em sentir isso. E sua percepção tem total validade.
    Sobre o uso do celular em sessão, em geral, é antiético sim, a menos que haja uma justificativa clara, previamente combinada (como uso clínico ou emergência), o uso do celular durante a sessão pode ser considerado antiético e desrespeitoso. Mais do que uma regra profissional, trata-se de preservar o vínculo terapêutico, baseado em presença e confiança. E quando esse vínculo é rompido ou fragilizado, como no seu caso, pode reativar memórias emocionais dolorosas do passado, como você relatou e isso tem um impacto real. A terapia precisa ser um espaço seguro.
    Seu relato mostra um olhar maduro, consciente e corajoso. Você não apenas percebeu seus limites, como também está em busca de algo mais saudável e verdadeiro para você. Isso é precioso.
    Vou listar algumas práticas que podem ajudar de como lidar com a frustração e reconstruir a confiança: 1) Permita-se sentir essa frustração sem se julgar. Ela vem de uma expectativa legítima de cuidado e confiança. 2) Reforce para si mesma que foi um caso pontual, e não uma falha de todas as terapias. 3) Lembre-se: mudar de abordagem ou de profissional não é desistir, é se respeitar. 3) Na próxima experiência terapêutica, você pode expressar desde o início o que precisa, valoriza e teme, criando um vínculo mais alinhado desde o começo.
    Espero ter ajudado!


  • Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples qu

    Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples que não exigem muito esforço, e coisas que eu gostaria de fazer. Estou querendo fazer algo por 1 mês já, nem cheguei a começar ainda, mesmo tendo ideia de como fazer. Me deixa ansiosa demais. Sinto como se a minha mente estivesse me prendendo. Como posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Esse sentimento de querer muito fazer algo e, ao mesmo tempo, se sentir bloqueado(a), pode estar relacionado a ansiedade, autocrítica, medo de falhar, perfeccionismo ou até um esgotamento emocional mais profundo. Às vezes, o problema não é falta de força de vontade, e sim o peso emocional que está sendo colocado sobre a tarefa, o que torna difícil até dar o primeiro passo.
    Assim, seria importante avaliar o que causa esse bloqueio para poder ter um melhor direcionamento, mas uma boa forma de começar a lidar com isso é acolher sua experiência com compaixão, em vez de se cobrar ou se julgar. E algumas sugestões que podem te ajudar a destravar esse processo:
    1) Divida a tarefa em partes menores
    2) Permita-se fazer mal feito
    3) Observe os pensamentos automáticos que surgem
    4) Técnicas de regulação de ansiedade
    5) Se achar necessário, procure um profissional.


  • MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS. Olá! Tenho 22 anos, sexo feminino e

    MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS.

    Olá!

    Tenho 22 anos, sexo feminino e desde sempre apresento alguns comportamentos de mania de limpeza com organização e traços perfeccionistas.

    Apresento uma espécie de medo inconsciente de sujeira e contaminação. Limpo um mesmo lugar várias vezes, quando um ambiente está sujo e desorganizado, sinto angústia. Quando as pessoas chegam na minha casa, a primeira pergunta que faço na minha cabeça, é: "a casa está limpa?", "o que elas podem achar e sair falando se não a encontrarem limpa?".

    Se erro uma letra numa mensagem de texto, me sinto mal. Se a cama fica mal forrada... Se o tapete está torto... Etc e etc. Estranhamente esses comportamentos estão relacionados a sentimentos depressivos, pois quando os apresento tenho essa sensação.

    Esses comportamentos estão associados a uma única coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    O que você descreve faz muito sentido e revela o quanto essas atitudes de limpeza, organização e perfeccionismo não são apenas hábitos, mas sim comportamentos que vêm carregados de tensões emocionais profundas, como angústia, medo e até tristeza.
    A partir da perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esses comportamentos podem estar ligados a padrões de pensamento automáticos, crenças centrais e esquemas de funcionamento que se formaram ao longo da sua vida. Não estão associados a “uma única coisa”, mas sim a um conjunto de fatores emocionais, cognitivos e comportamentais que se retroalimentam.
    O que pode estar por trás dos seus comportamentos?
    1) Crenças centrais rígidas;
    2) Medo de julgamento e de perda de controle;
    3) Perfeccionismo como estratégia de regulação emocional;
    4) Ciclo disfuncional entre pensamento – emoção – comportamento
    Mas cada caso deve ser avaliado com cuidado. O mais importante é que você já está consciente desses comportamentos e do impacto emocional que eles causam, o que é um grande passo. Caso ache necessário, procure um profissional.
    Espero ter ajudado!


  • De acordo com a psicologia , incesto é um transtorno psicológico ou doença mental?

    De acordo com a psicologia , incesto é um transtorno psicológico ou doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Não. O incesto em si não é classificado como um transtorno mental ou doença psicológica. Mas que pode estar relacionado a um transtorno.


  • Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a

    Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a 23 dias sem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, dependendo da sua relação emocional, psicológica e fisiológica com a sexualidade. A masturbação pode funcionar como alívio de tensão, regulação emocional, liberação de neurotransmissores como dopamina, oxitocina e endorfinas, que ajudam a reduzir o estresse e promover bem-estar, entre outros. Mas pode-se conseguir estas consequências por meio de outras atividades também para que diminua a frequência da ansiedade, se a abstinência (ficar sem a masturbação) for um objetivo importante!
    Espero ter ajudado!


  • Como faz para ter uma mente melhor? E Melhorar a atenção nas aulas?

    Como faz para ter uma mente melhor? E Melhorar a atenção nas aulas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Seria importante avaliar o que causa a desatenção na aula, ou seja, os motivos que atrapalham sua atenção, para poder traçar um plano específico (podendo ser neurológico, comportamental, psicológico etc.). Mas de forma geral, hábitos que podem ajudar são: dormir bem, alimentação, exercício físico, diminuir distrações externas (como o uso do celular) e rotina de estudo.
    Espero ter ajudado!


  • A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também

    A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também induz ondas cerebrais lentas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    Na meditação, o foco de atenção não necessariamente é a respiração, mas pode ser sons, sensações corporais, ancoragem no presente, imagens mentais, entre outros, que podem levar a indução de relaxamento mais profundo. Mas quando a prática é realizada sem uma estrutura, simplesmente permanecendo parado, com olhos fechados, já há alteração a atividade cerebral para um padrão mais lento do que o estado de alerta ativo, podendo levar a um relaxamento leve a moderado.
    Espero ter ajudado!


  • Quantos minutos em média leva para entrar na primeira fase de sono leve N1 transição entre acordado

    Quantos minutos em média leva para entrar na primeira fase de sono leve N1 transição entre acordado e dormindo ?

    demora menos tempo que chegar no sono de fase 3 e 4 e REM??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Miho  Matsumoto

    A fase N1 (também chamada de estágio 1 do sono) é a primeira fase do ciclo do sono e ocorre logo após você fechar os olhos e começar a relaxar. Leva, em média, cerca de 5 a 10 minutos para entrar nessa fase, desde que a pessoa esteja em ambiente propício e com sono. Após 10 a 20 minutos do N1, há o N2 (sono leve mais profundo). O N3 (sono profundo) ocorre de 30 a 45 minutos após adormecer. E o sono REM (sono com sonhos vívidos) ocorre de 80 a 120 minutos após adormecer.
    Espero ter ajudado!


Perguntas frequentes

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