Perguntas do paciente (18)

  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Dentro da psicologia não podemos estimar o prazo de cura, precisamos identificar junto a pessoa os sintomas, como a pessoa vivencia, o histórico, é um acompanhamento para além do diagnóstico. Pode ser também necessário a realização em rede com outros profissionais de sua confiança. A psicoterapia acaba sendo um espaço de construir o caso a caso para avaliar melhor com você e construir esse cuidado. O tempo depende de cada pessoa, não tem como estimar exatamente.


  • Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Quando você inicia terapia, você pode passar por um contato inicial, as entrevistas iniciais que identificam o que você tem como demanda e você organizar esses pontos que gostaria de conversar. Cada psicólogo é único e tem uma metodologia própria. Comentando um pouco sobre essas entrevistas iniciais, meu objetivo é ir fazendo esse acolhimento de forma a entender o que a pessoa tenha de questões e o próprio desenrolar da conversa pode auxiliar com uma anamnese e perguntas mais estruturadas também caso você sinta muita dificuldade. Se você já está em terapia, você pode sinalizar essa dúvida e ele irá te dar uma devolutiva, realizar redes com outros profissionais caso necessário a fim de intervir de forma a orientar e cuidar dessas questões.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    A apreensão com o futuro, sentimentos físicos como: fadigas, falta de ar, pressão ou aperto no peito (podendo sinalizar algo como uma angústia). Esse são os principais sintomas diagnósticos. Porém, sempre precisamos ter em mente que cada pessoa é única. A ansiedade é uma emoção que está presente no nosso cotidiano e que move nosso comportamento. Exemplo: ela te impulsiona para a realização de atividades Porém, existem situações que pela aceleração do nosso cotidiano ocasiona em sofrimentos, quando já notamos que causa certos impasses, dilemas, paralisações e situações que precisem pensar junto com uma pessoa. Para além só de sintomas físicos, a psicoterapia sempre é uma possibilidade de olhar mais para si, cuidar de si, pois olhamos a pessoa total, não apenas o diagnóstico ou quadro ansioso. Caso necessário, é possível trocar com um profissional de sua confiança para averiguar a sua situação em especifico. Lembrando que cada caso é um caso, e único.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Depende muito do nível dessa ansiedade, o que ela ocasiona, como é o contexto da pessoa. Geralmente o psicólogo consegue orientá-lo e até mesmo fazer essa rede com o psiquiatra caso necessário, fazendo uma avaliação e orientação. Existem níveis de ansiedade em que é possível um psiquiatra indicar algo medicamentoso e tendo o auxílio do psicólogo para trabalhar as questões. Existem pessoas também que pelo nível poderia fazer psicoterapia apenas e, posteriormente, entrar com recurso indicado pelo psiquiatra. Cada caso precisa de uma avaliação especial de acordo com aquela realidade.


  • Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas cois

    Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas coisas, também sinto um vazio enorme. Recentemente perdi alguém muito próximo da minha família, mas não consegui sentir o luto de uma forma “normal”. Chorei no dia, mas era algo que ia e voltava rapidamente, e no dia seguinte já parecia distante. Depois disso, simplesmente parei de sentir qualquer coisa sobre o assunto. Não sinto preocupação, mas ao mesmo tempo sou muito ansiosa. Isso pode indicar algum problema emocional que eu precise procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    É muito comum no momento do luto sentir inicialmente uma negação ou até mesmo essa dificuldade para elaborar o que ocorreu. Esse vazio, sentir muitas coisas ao mesmo tempo faz parte do processo de elaborar a perda. Cada pessoa passa de uma forma por certos estágios que depende muito de cada um. Depende também do vínculo, da profundidade da relação com quem você perdeu, a forma com que se deu a causa da perda. A psicoterapia ajuda a acolher e a cuidar em um espaço seguro para você entender, ate mesmo ser acolhida em um momento delicado, lidar com as ansiedades que produzem esse sofrimento e ajudam a passar por isso com alguém especializado.


  • Por que é fundamental tratar todas as comorbidades de um paciente psiquiátrico ?

    Por que é fundamental tratar todas as comorbidades de um paciente psiquiátrico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Dentro da psicologia temos a psicossomática. As doenças físicas também necessitam de cuidado e não se dissociam da parte emocional. Ou seja, o físico e o psíquico, o corpo e mente não são partes indissociáveis. Dependendo da parte do corpo afetada, acarreta-se a pessoa como um todo e o quanto isso ocasiona em sofrimentos. A noção de saúde e doença é algo amplo dentro da psicoterapia. Muitas vezes os adoecimentos físicos estão em uma relação dentro de um contexto pessoal, sendo necessário cuidados e análise para articular com especialidades médicas, mas também das questões pessoais em conjunto na psicoterapia.


  • A maioria dos Transtornos mentais crônicos responde bem ao tratamento psiquiátrico e psicológico ?

    A maioria dos Transtornos mentais crônicos responde bem ao tratamento psiquiátrico e psicológico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    É muito importante considerar o contexto da pessoa, principalmente a história de vida e quais acompanhamentos ela realiza. Cada caso carrega uma especificidade. É possível construir uma rede com psicoterapia e também com auxílio psiquiátrico que possibilite maior cuidado com a pessoa e construir essa perspectiva terapêutica. Cada caso é único, a psicologia não permite estipular prazos ou promessas de cura de acordo com o nosso código de ética, mas é possível construir um processo terapêutico analisando cada caso e realizar um acompanhamento psicólogico para lidar com as questões e quadros diversos.


  • Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode trabalhar para ter amizades mais

    Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode trabalhar para ter amizades mais equilibradas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Uma das questões citadas sobre o transtorno de personalidade borderline é uma dificuldade nas interações sociais, porém podemos pensar na pessoa também singularmente. Entender também sobre esse o que seria esse "equilíbrio" e o que é buscado. Nenhuma pessoa acaba sendo igual, mas quando diagnosticada, pode-se trabalhar como esse diagnóstico afeta a pessoa e suas relaçoes caso seja uma queixa. Para além do diagnóstico, na psicoterapia olhamos a pessoa também, suas experiencias, suas dificuldades a fim de trabalhá-las em conjunto com a psiquiatria, por exemplo, possibilitando cuidados para alem do diagnóstico e explorando sobre as relações refletindo conjuntamente com uma profissional.


  • O tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB) ajuda a lidar com o bullying?

    O tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB) ajuda a lidar com o bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Quando iniciamos psicoterapia, nós trabalhamos diversas questões. Dentre elas, podemos trabalhar os episódios e as vivências do bullying e também como é experienciado o TPB. Cada diagnóstico é único. A psicoterapia trabalha as vivências e narrativas para além apenas do diagnóstico, então uma boa psicoterapia abarcaria não apenas essas queixas, mas toda a vivencia da pessoa, construindo cuidados e formas de lidar com o adoecimento.


  • Qual é o objetivo da terapia existencial no tratamento da impulsividade?

    Qual é o objetivo da terapia existencial no tratamento da impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    A terapia existencial no acompanhamento a demandas de impulsividade procura apreender o sentido da impulsividade, acolher e ajudar a pessoa a dar-se conta desse movimento, utilizando perguntas, questionamentos e construindo conjuntamente de forma horizontal. A impulsividade pode ter diversas finalidades, intenções e sentidos próprios. O objetivo consiste em compreender esse movimento dentro do contexto da pessoa. Não é algo necessariamente dito "negativo", mas, por vezes, pode também auxiliar na tomadas de decisões importantes e coragem para atravessamentos de crises e angústias. Cada caso é um caso. Portanto, um psicoterapeuta consegue auxiliar nessa questão singularmente.


  • A impulsividade está relacionada com a ansiedade existencial?

    A impulsividade está relacionada com a ansiedade existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Pode estar, porém, depende. É necessário identificar junto a pessoa, até mesmo como é essa impulsividade, o que é que você nomeia de ansiedade existencial. A angústia, as questões existenciais geralmente estão dentro da história vida e o sentido que a pessoa dá, dentre outros elementos, então pode estar relacionada ou não... Não é um único fator que vá determinar com precisão.


  • : O que a terapia existencial busca no tratamento da impulsividade?

    : O que a terapia existencial busca no tratamento da impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Identificar essa impulsividade, como ela se dá, observar a história de vida da pessoa e o contexto, construir conjuntamente formas de compreensão e cuidado. Umas das possibilidades é auxiliar a pessoa encontrar novas possibilidades no mundo, mas sempre entendendo esse movimento conjuntamente com questões sociais e pessoais. A psicoterapia é uma forma possível de compreensão e cuidado.


  • Como o comportamento impulsivo alivia a angústia existencial?

    Como o comportamento impulsivo alivia a angústia existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    A angústia existencial, quando trabalhada no contexto terapêutico, é um processo muito significativo. A angústia, por vezes, carrega a possibilidade de travessia das questões, a pessoa se defrontar com novos sentidos e possibilidades. A impulsivdade pode ser compreendida e trabalhada, na medida em que, pode estar atribuída ou não a essa angústia. Ela pode, inclusive, nos retirar de locais onde não faz mais sentido para nós, mas sendo necessário sempre analisar cada caso, podendo trabalhar esse processo.


  • Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar delírios de auto referência, s

    Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar delírios de auto referência, se sim, esse sintoma pode sumir com o passar do tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Quando falamos de transtornos de personalidade, precisamos considerar que cada pessoa tem uma relação com os sintomas e o diagnóstico. Pode sumir ou não com o tempo, é importante perceber quais traços aparecem mais e qual o sentido que a pessoa dá para eles, quais contextos, como está sendo os cuidados, a rede de apoio... Cada pessoa é uma pessoa, e seu processo também precisa ser considerado, então observar o caso em particular que é importante. O psiquiatra fecha o diagnóstico, mas é na psicoterapia que a gente consegue ir trabalhando as dinâmicas, as relações e o modo como a pessoa lida com o quadro. Então tem diversos traços dentro de um transtorno que acaba diferindo de pessoa a pessoa, mas de que maneira a pessoa em questão acaba desenvolvendo os sintomas ou não que acaba diferindo.


  • No começo do ano eu tive um ataque de pânico, sei que foi isso pq aconteceu na UBS e me explicaram o

    No começo do ano eu tive um ataque de pânico, sei que foi isso pq aconteceu na UBS e me explicaram o que estava acontecendo. Mas desde então eu sinto que não sou a mesma, tenho medo de sair de casa e acontecer de novo, faz meses que eu não saio inclusive, sinto diariamente uma sensação de sufocamento, até quando eu tô aparentemente calma, uma sensação estranha na cabeça, parece até que minha miopia piorou durante esses meses, eu não sinto dores, mas sinto uma tensão enorme no pescoço e cabeça que eu fico até com medo de mexer demais pq me sobe um mal estar quando faço. E eu fico paranóica achando que estou com algo grave, mas até pra ir no médico é difícil. É normal sentir esses sintomas depois de um ataque de pânico? E por tanto tempo? Já faz meses.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    As crises de ansiedade ou pânico não são sintomas isolados. Todo sintoma que sentimos, é uma forma nossa de tentar lidar com algo que possa ser muito complexo e excessivo. A ansiedade é muito de ciclos também, é importante você investigar acontecimentos, como se dá, como você pode começar a compreender todo esse processo. O que posso sugerir é ir realizando pequenos cuidados, principalmente nos locais que forem mais difíceis, solicitando ajuda de pessoas próximas e construindo uma rede também de apoio para você ir cuidando. Pequenos enfrentamentos podem ajudar, porém não substitui um acompanhamento. Porém, com toda certeza, ajuda.


  • Como posso ajudar o namorado com traumas passados?

    Como posso ajudar o namorado com traumas passados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Não é uma resposta simples. É indicado você explorar um pouco mais sobre sua pergunta, principalmente que tipo de trauma está envolvido, o nível de relação que vocês possuem, como isso acaba te afetando também no relacionamento. É importante também que você possa acolhê-lo, porém compreendendo os seus limites em relação as limitações e do quanto é possível ou não resolvermos algo. Portanto, podemos dizer que depende. É importante também fortalecer alguns diálogos, mas principalmente construindo uma relação que permita você separar as necessidades do outro e as suas próprias.


  • Perdi uma pessoa querida, não gosto de lembra porque me destrói porém não lembra parece que esqueço

    Perdi uma pessoa querida, não gosto de lembra porque me destrói porém não lembra parece que esqueço de viver a vida já faz 2 anos não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    O luto não é um processo rápido e simples. É importante considerar que fala de uma profundidade de vínculo. Dependendo do contato, é um nível tão profundo que geram diversas sensações, negações. O orientado é ir aos poucos e experimentar (caso consiga), diálogos a respeito, facilitar que esse acolhimento nesta fase seja possível através de suporte familiar, de amigos, até mesmo religioso. Caso necessário, a psicoterapia também auxilia.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila S. Medeiros

    Qualquer psicólogo pode ser trabalhado essa determinada questão.
    Porém, o que vai diferenciar é o método e a abordagem que cada psicólogo possui. Eu trabalho com a abordagem chamada Fenomenologia Existencial. A minha abordagem procura entender como é a timidez, a insegurança. Geralmente fazemos uma anamnese, ou seja, uma entrevista inicial para compreender o contexto de vida. Pode-se trabalhar de diversas formas, dependendo muito de cada caso em específico. Mas quando em clinica, observamos os sintomas e os sentidos presentes, trabalhamos os cenários da vida da pessoa, mas sempre faremos uma investigação dentro do contexto, quando isso aparece, como a pessoa compreende e trabalhamos em caminhos possíveis a partir da singularidade do caso.


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Perguntas frequentes

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