Perguntas do paciente (28)

  • O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?

    O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    A Terapia de Exposição é uma técnica muito usada na Terapia Cognitivo-Comportamental para ajudar a pessoa a enfrentar, de forma gradual e segura, situações que geram medo, ansiedade ou evitação.

    A ideia não é “jogar” a pessoa direto no que assusta, mas construir passos possíveis, respeitando o ritmo dela. Com o tempo, o cérebro aprende que aquela situação pode ser enfrentada e que a ansiedade, apesar de desconfortável, tende a diminuir.

    Ela pode ser usada em casos como fobias, ansiedade social, pânico, TOC e outros quadros, sempre com avaliação e acompanhamento profissional.


  • Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcid

    Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcida, medo de ser criticado, medo de ser julgado, necessidade de agradar a todos, e o medo de jogar contra times e campeonatos grandes? Quando o atleta aprende a perder e lidar com esses medos, o desempenho e a performance sobe muito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá, tudo bem?
    A TCC pode ajudar o atleta a identificar pensamentos automáticos que aparecem em situações de pressão, como “não posso errar”, “vão me criticar” ou “preciso agradar todo mundo”. Esses pensamentos aumentam a ansiedade e podem atrapalhar a concentração, a tomada de decisão e a confiança em campo.
    No trabalho terapêutico, o jogador aprende a lidar melhor com o erro, com críticas, expectativas externas e jogos mais importantes. Também pode desenvolver estratégias de regulação emocional, foco atencional e tolerância à pressão.

    Isso pode favorecer o desempenho, porque o atleta passa a gastar menos energia tentando controlar o julgamento dos outros e mais energia no que depende dele durante o jogo. Mas performance também envolve treino físico, técnico, tático e contexto da equipe.


  • tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recent

    tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recentemente. Uma questão que me incomoda muito é uma grande fobia social. Gostaria de saber se Terapia Cognitiva Comportamental seria boa para mim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar bastante em casos de fobia social, inclusive em pessoas com TEA nível 1 de suporte e Altas Habilidades. O mais importante é que o processo seja adaptado ao seu funcionamento, respeitando suas sensibilidades, ritmo, forma de comunicação e necessidades específicas.

    Na TCC, é possível trabalhar pensamentos ligados ao medo de julgamento, estratégias para lidar com ansiedade social, habilidades de enfrentamento e exposição gradual a situações sociais, sem forçar a pessoa além do que ela consegue naquele momento.

    Também é importante diferenciar o que é ansiedade social do que pode estar relacionado ao funcionamento autista, como sobrecarga sensorial, dificuldade de leitura social ou cansaço após interações. Um bom acompanhamento pode ajudar justamente a entender essas diferenças e construir estratégias mais respeitosas e possíveis para você.


  • Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Oii, tudo bem?

    A autoimagem não é imutável. Quando uma pessoa passa muito tempo se enxergando de forma negativa, essa visão pode parecer uma verdade absoluta, mas ela pode ser compreendida e trabalhada.
    Na TCC, buscamos entender como essa imagem de si foi construída e quais pensamentos, crenças e experiências continuam reforçando essa percepção. Aos poucos, a pessoa aprende a olhar para si com menos autocrítica e mais equilíbrio.
    Não é sobre “pensar positivo” ou negar dificuldades, mas sobre construir uma forma mais justa e cuidadosa de se enxergar.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! Imagina o quão difícil é essa situação pra você :(
    O que você descreve parece causar um sofrimento muito intenso e merece ser levado a sério, sim. Medo intenso de interações sociais, crise de ansiedade, choro, tremores, evitação e prejuízo profissional são sinais importantes de que vale buscar ajuda.

    Você pode procurar um psicólogo para iniciar um processo de avaliação e tratamento. A psicoterapia pode ajudar a entender como esse medo se formou, trabalhar a vergonha e o medo de julgamento, e construir estratégias graduais para que você consiga se expor socialmente com mais segurança.

    Em alguns casos, também pode ser indicado passar por um psiquiatra, principalmente quando os sintomas estão muito intensos ou limitando muito a vida. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! O primeiro passo você já deu: perceber que esse padrão pode estar te prejudicando. Às vezes, a necessidade de estar certo pode funcionar como uma forma de defesa, especialmente quando mudar de opinião parece sinal de fraqueza, erro ou perda de controle.
    Na psicoterapia, é possível entender de onde vem essa rigidez, quais emoções aparecem quando alguém discorda de você e como desenvolver mais flexibilidade nas relações. Melhorar isso não significa deixar de ter opinião, mas aprender a escutar, negociar e se posicionar sem transformar toda diferença em disputa.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! Essa sensação pode ser muito dolorosa, principalmente quando você se compara com outras pessoas e sente que está “atrasado”. Mas a vida não acontece no mesmo ritmo para todo mundo, e conquistar algo mais tarde não torna sua trajetória menos válida.
    Talvez o ponto principal seja separar “minha vida ainda não está como eu gostaria” de “minha vida só vai começar depois”. A psicoterapia pode ajudar a trabalhar essa comparação, a raiva de si mesmo e a construir metas possíveis sem transformar o futuro em uma sentença. Você ainda está vivendo agora, não apenas esperando a vida começar.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Sim, é possível reconstruir o respeito em alguns casos, mas isso depende de alguns fatores importantes: os dois precisam reconhecer o problema, assumir responsabilidade pelas próprias atitudes e estar dispostos a mudar a forma como se comunicam.

    Quando há anos de conflitos e ofensas, não basta “seguir em frente” como se nada tivesse acontecido. É preciso reconstruir segurança, limites e confiança aos poucos. A terapia de casal pode ajudar nesse processo, desde que ainda exista disposição real dos dois lados. Porém, se houver violência, humilhação constante ou medo, a prioridade deve ser proteção e segurança emocional.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! Sentir tristeza intensa, vontade de se isolar e chorar com frequência merece atenção, principalmente quando isso aparece junto da sensação de não ser compreendida ou de precisar “pisar em ovos” para se expressar. Não dá para dizer se é “normal” sem entender melhor o contexto, mas seus sentimentos são importantes e não devem ser ignorados. A psicoterapia pode ajudar a entender de onde vem essa tristeza, como esse relacionamento te afeta e quais limites ou mudanças podem ser necessários.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! Quando há discussões frequentes, ofensas e sofrimento dos filhos, é importante olhar para a relação com seriedade. Um relacionamento ainda pode ser reconstruído quando os dois reconhecem sua parte, aceitam mudar padrões e conseguem construir diálogo com respeito. Quando há exaustão, baixa autoestima, medo, agressividade constante ou impacto importante nas crianças, um afastamento temporário pode ser uma alternativa para reduzir danos e pensar com mais clareza. A terapia individual ou de casal pode ajudar nessa avaliação.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! Relações parassociais podem gerar sentimentos reais, especialmente quando existe identificação, admiração e conexão emocional intensa. Isso pode ficar ainda mais forte quando a vida social está mais parada, porque aquele vínculo passa a ocupar um espaço afetivo muito grande. Pode se acalmar com o tempo, mas se isso está gerando sofrimento, choro frequente e pensamentos difíceis de controlar, vale buscar psicoterapia. O objetivo não é invalidar seu carinho pelo grupo, mas entender o que essa conexão representa e ampliar outras fontes de vínculo na sua vida.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! A ansiedade pode causar mente acelerada, sensação de ameaça, medo de que algo ruim aconteça, palpitações, falta de ar, tensão e outros sintomas físicos. Mas nem sempre é possível diferenciar sozinho ansiedade de uma condição fisiológica, especialmente quando os sintomas são novos, intensos ou frequentes. Por isso, é importante fazer uma avaliação médica para descartar causas físicas. Se estiver tudo bem clinicamente, a psicoterapia pode ajudar a entender os gatilhos, reduzir a hipervigilância e lidar melhor com a sensação de perigo constante.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá! O que você descreve pode sim ter relação com ansiedade, especialmente porque, quando sua atenção estava muito focada nos sintomas, o percurso pareceu mais difícil; e quando você estava conversando, conseguiu caminhar sem perceber tanto o cansaço. Na ansiedade, a hipervigilância corporal pode aumentar a percepção de desconfortos e gerar mais medo. Ainda assim, como você não fez exames, é importante passar por avaliação médica para descartar causas físicas. A psicoterapia pode ajudar a entender esses gatilhos e reduzir o medo dos sintomas durante a caminhada.


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá, tudo bem?!
    Pelo que você descreve, parece que a sua dificuldade não está apenas em escolher um caminho, mas em lidar com a dúvida depois que a escolha foi feita. Isso pode ser muito angustiante, porque a mente continua procurando garantias, comparando possibilidades e tentando encontrar uma certeza absoluta antes de permitir que você siga em frente.

    Em momentos de ansiedade mais intensa, é comum que a dúvida ganhe muita força. A pessoa até consegue pensar racionalmente, fazer planos e reconhecer que uma escolha faz sentido, mas emocionalmente continua insegura, como se precisasse revisar a decisão o tempo todo. O problema é que, quanto mais buscamos uma certeza perfeita, mais presos podemos ficar nesse ciclo.

    Talvez a pergunta principal não seja apenas “essa é a escolha certa?”, mas sim “como posso seguir com uma escolha suficientemente boa, mesmo sem ter 100% de certeza?”. Na vida adulta, muitas decisões importantes envolvem algum grau de incerteza, e aprender a tolerar essa incerteza é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

    A psicoterapia pode ajudar a entender melhor esse padrão: o que dispara a dúvida, como a comparação com outras pessoas alimenta a angústia e quais estratégias podem ajudar você a estudar e agir sem precisar responder a todos os pensamentos que aparecem. Não é necessário esperar a dúvida desaparecer completamente para começar a se movimentar.


  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Sim, pode haver relação. Pessoas muito rígidas, perfeccionistas, que se cobram muito ou com dificuldade de delegar e descansar podem estar mais vulneráveis ao esgotamento. Isso não significa que toda pessoa rígida terá burnout, mas esses padrões podem aumentar o risco. A psicoterapia pode ajudar a reconhecer limites e construir uma relação mais saudável com o trabalho.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    O estresse comum costuma melhorar com descanso, pausas e mudanças pontuais na rotina. No burnout, o "cansaço" tende a ser mais persistente, acompanhado de esgotamento emocional, sensação de incapacidade, queda de desempenho, irritabilidade, distanciamento do trabalho e dificuldade de se recuperar mesmo descansando.
    O afastamento pode ser necessário quando os sintomas estão intensos e prejudicando a saúde ou o funcionamento diário. Nesse caso, é importante buscar avaliação profissional para orientar o cuidado o melhor tratamento.


  • A terapia existencial é a única abordagem para o bullying?

    A terapia existencial é a única abordagem para o bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Não. A terapia existencial pode ajudar muito em casos de bullying, especialmente quando a pessoa precisa elaborar sofrimento, autoestima, identidade, pertencimento e sentido diante do que viveu. Mas ela não é a única abordagem possível.
    Outras abordagens também podem ajudar, como a terapia cognitivo-comportamental, terapias contextuais, psicodinâmicas, entre outras. O mais importante é que o profissional acolha a experiência da pessoa, compreenda os impactos emocionais do bullying e ajude a construir recursos para lidar com as consequências disso.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Bom dia, tudo bem?
    A desrealização pode ser uma experiência muito angustiante, porque a pessoa sente como se o mundo estivesse estranho, distante ou “irreal”. Em muitos casos, ela aparece associada à ansiedade intensa, estresse, crises de pânico ou períodos de sobrecarga emocional. Não dá para prever exatamente quando vai passar, pois isso varia de pessoa para pessoa e depende do que está mantendo esses sintomas. O mais importante é buscar avaliação com psicólogo e/ou psiquiatra para entender o quadro e iniciar um cuidado adequado. Com acompanhamento, é possível aprender estratégias para reduzir o medo dos sintomas e recuperar mais segurança no dia a dia.


  • Como a "roupagem psíquica" se encaixa na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?

    Como a "roupagem psíquica" se encaixa na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    A expressão “roupagem psíquica” não é um conceito central ou técnico da Terapia Cognitivo-Comportamental. Na TCC, costumamos compreender o sofrimento a partir da relação entre pensamentos, emoções, comportamentos, sensações físicas e crenças que a pessoa desenvolve ao longo da vida.
    Se pensarmos nessa “roupagem” como a forma como a pessoa interpreta a si mesma, os outros e o mundo, ela pode se aproximar do que a TCC chama de crenças centrais, esquemas e padrões de pensamento. A terapia ajuda a identificar esses padrões, entender como eles influenciam emoções e comportamentos, e construir formas mais flexíveis e saudáveis de lidar com as situações.


  • Tenho sono, os olhos até doem, porém quando deito não consigo dormir, tomo remédio pra pressão alta,

    Tenho sono, os olhos até doem, porém quando deito não consigo dormir, tomo remédio pra pressão alta, mas fico sem dormir até dois dias , só com pequenos cochilos e quando levanto, tenho a sensação que nada dormi, obrigada Deus abençoe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Camila Souza

    Olá, tudo bem?
    Ficar até dois dias sem dormir, mesmo sentindo sono, merece atenção. A insônia pode ter relação com ansiedade, estresse, alterações de saúde ou até medicações. Como você usa remédio para pressão alta, é importante conversar com seu médico para avaliar isso com segurança.
    A psicoterapia pode ajudar a entender o que pode estar mantendo esse estado de alerta, identificar preocupações ou tensões que dificultam o sono e construir estratégias para aliviar os sintomas.


Perguntas frequentes

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