Perguntas do paciente (20)
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum ter facilidade em interações formais (como atendimento ao público) e dificuldade nas informais, que são menos previsíveis. Isso pode estar ligado à ansiedade social, estilo comunicativo ou até a traços de personalidade/neurodivergências, como TEA.
A terapias mais indicada é a TCC (para ansiedade social e habilidades sociais).
O ideal é buscar um(a) psicólogo(a), explicar essa dificuldade logo no início e deixar que ele(a) adapte a abordagem às suas necessidades.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode sim ser uma crise de ansiedade, mesmo sem sintomas físicos como taquicardia ou falta de ar. As crises variam de pessoa para pessoa: algumas apresentam sintomas físicos intensos, enquanto outras têm predominância de sintomas emocionais e cognitivos, como angústia intensa, crises de choro, pensamentos acelerados, preocupações constantes e confusão mental. O mais importante é a intensidade do sofrimento e o impacto na vida diária; não é necessário ter sinais físicos para que seja considerada uma crise de ansiedade.
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Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao
Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar ligado a ansiedade social e também a características de TEA (Transtorno do Espectro Autista), já que há forte desconforto em interações, necessidade de se isolar e dificuldade com sons. Isso não é fraqueza — é sinal de que você precisa de acolhimento e tratamento.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é bastante indicada, pois ajuda a lidar com a ansiedade, melhorar habilidades sociais e reduzir a evitação. Se for muito difícil comparecer, o atendimento online pode ser um primeiro passo.
Sugestão: marque uma sessão e diga que sua maior dificuldade é justamente conseguir estar presente — isso já faz parte do processo terapêutico.
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eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?
eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o laudo da avaliação neuropsicológica pode ser utilizado para solicitar a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), desde que ele atenda a alguns requisitos. O documento deve:
- Conter a descrição clara do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme os critérios do DSM-5 ou CID-11.
- Ser assinado por um profissional habilitado, como neuropsicólogo, neurologista, psiquiatra ou psicólogo clínico.
- Preferencialmente, estar acompanhado do CID correspondente ao TEA (F84 no CID-10 ou 6A02 no CID-11).
Algumas prefeituras ou estados podem ter regras específicas para a emissão da CIPTEA. Então, é sempre bom verificar com o órgão responsável na sua região (geralmente a Secretaria de Saúde ou Assistência Social).
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É necessário fazer uma avaliação neuropsicológica pra chegar ao diagnóstico de autismo?
É necessário fazer uma avaliação neuropsicológica pra chegar ao diagnóstico de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, a avaliação neuropsicológica não é obrigatória para o diagnóstico de autismo. Um psicólogo clínico com experiência em TEA pode realizar a avaliação e fornecer um laudo diagnóstico. As etapas do processo diagnóstico são:
1- Entrevista clínica detalhada – O psicólogo coleta informações sobre o desenvolvimento da pessoa, histórico familiar, dificuldades e comportamentos típicos do TEA.
2- Observação do comportamento – Avaliação direta da comunicação, interação social e padrões de comportamento restritivos ou repetitivos.
3- Uso de instrumentos/escalas de avaliação
4- Análise de impacto na vida diária – Avaliação de como as características do TEA afetam a rotina, relacionamentos e trabalho/estudo.
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É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar p
É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar por um período de mania ou hipomania?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a presença de um episódio de mania ou hipomania é essencial para o diagnóstico do Transtorno Bipolar, porque é justamente essa variação extrema no humor que diferencia o transtorno de outras condições, como a depressão maior. O Transtorno Bipolar não se caracteriza apenas por episódios depressivos, mas sim por uma oscilação entre estados emocionais opostos, alternando momentos de energia intensa, impulsividade e euforia (ou irritabilidade) com períodos de desânimo e baixa energia. Essa alternância é o que define a natureza "bipolar" do transtorno.
Se uma pessoa nunca passou por um episódio de mania ou hipomania, então não há evidências de que exista essa oscilação característica do Transtorno Bipolar. Sem esse critério, o mais provável é que a pessoa esteja enfrentando um transtorno depressivo recorrente, que pode ser grave, mas não envolve os mesmos mecanismos biológicos e comportamentais do Transtorno Bipolar. Por isso, a identificação de ao menos um episódio de humor elevado ou expansivo é fundamental para diferenciar o transtorno bipolar de outras condições psiquiátricas e garantir que o tratamento seja adequado.
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Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológ
Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica não é obrigatória para o diagnóstico de Transtorno Bipolar, mas pode ser muito útil em alguns casos. O diagnóstico do transtorno bipolar é feito principalmente por um psiquiatra ou psicólogo clínico. Esse tipo de avaliação pode ser indicada nos casos em que se apresenta dificuldades cognitivas ou quando se precisa realizar a distinção entre outras condições.
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O que é espectro expandido ou fenótipo ampliado do autismo?
O que é espectro expandido ou fenótipo ampliado do autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O espectro expandido ou fenótipo ampliado do autismo se refere a pessoas que não preenchem todos os critérios para um diagnóstico formal de TEA, mas apresentam traços autistas sutis, como dificuldades leves na comunicação social, interesses restritos discretos, sensibilidade sensorial moderada e padrões de comportamento mais rígidos. Esses traços também podem aparecer em familiares de pessoas autistas, indicando uma base genética compartilhada. Em resumo, é uma manifestação mais leve ou subclínica de características do espectro autista.
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Quais os benefícios da terapia ABA para adultos autistas?
Quais os benefícios da terapia ABA para adultos autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), embora muito conhecida pelo trabalho com crianças autistas, também oferece benefícios importantes para adultos no espectro, pois foca em desenvolver habilidades funcionais e reduzir comportamentos que dificultam a autonomia.
Alguns benefícios específicos incluem:
Habilidades sociais e comunicação: melhora na interação e compreensão de sinais sociais.
Autonomia: treino de atividades do dia a dia, organização e cuidados pessoais.
Regulação comportamental: redução de comportamentos desafiadores e formas mais adaptativas de lidar com frustração.
Flexibilidade: ajuda a lidar com mudanças e situações imprevisíveis.
Habilidades cognitivas e profissionais: apoio em foco, atenção, aprendizado de tarefas e resolução de problemas.
Embora a ABA seja individualizada, no adulto costuma se concentrar em habilidades funcionais, sociais e de autonomia, respeitando interesses, preferências e objetivos de vida do indivíduo.
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Qual especialista dá o diagnóstico de autismo em adultos?
Qual especialista dá o diagnóstico de autismo em adultos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista pode ser dado por psicólogos, psiquiatras e neurologistas que possuam experiência com o transtorno e seguindo os critérios do DSM-5-TR e CID-11.
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Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?
Por que o diagnóstico tardio de autismo é mais comum em mulheres?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estudos indicam que o diagnóstico tardio de TEA em mulheres pode estar ligado a como os papéis de gênero são compreendidos socialmente. Culturalmente, espera-se que meninas sejam mais comportadas e sociáveis, o que faz com que suas dificuldades sociocomunicativas não sejam devidamente reconhecidas, contribuindo para o subdiagnóstico ou o diagnóstico tardio. As diferenças de gênero na apresentação dos sinais do autismo também são evidentes: enquanto meninos frequentemente exibem comportamentos repetitivos e estereotipados, as meninas tendem a manifestar dificuldades sociocomunicativas de maneira mais sutil. Esse padrão comportamental camuflado nas meninas dificulta a identificação dos sinais que podem ser confundidos com timidez ou ansiedade, levando a diagnósticos equivocados. Além disso, o diagnóstico tardio em mulheres é influenciado por vários fatores. A camuflagem é uma característica comum: as mulheres autistas aprendem a ser discretas e introspectivas, o que contribui para a ocultação de características típicas do TEA. Outro fator é que os critérios diagnósticos historicamente foram baseados em estudos predominantemente com homens, o que resulta na subnotificação de mulheres com autismo.
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Ola, gostaria de saber de uma forma bem clara a diferença do tratamento TCC e CT-R?
Ola, gostaria de saber de uma forma bem clara a diferença do tratamento TCC e CT-R?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC é uma abordagem psicoterapêutica bem estabelecida que se baseia na ideia de que os pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. O objetivo da TCC é identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais que levam a comportamentos problemáticos ou sofrimento emocional. A CT-R nasceu da TCC, mas ao invés de focar nos sintomas negativos, a CT-R é uma abordagem de tratamento projetada para promover o fortalecimento, a recuperação e a resiliência em indivíduos com graves problemas de saúde mental, como por exemplo, a psicose.
Principais diferenças:
- Foco terapêutico: A TCC tem como foco principal a modificação dos pensamentos e comportamentos disfuncionais. A CT-R, por outro lado, enfatiza a recuperação e a criação de uma vida significativa, mesmo na presença de sintomas graves.
- População-alvo: A TCC é usada para tratar uma ampla gama de transtornos psicológicos. A CT-R é especialmente utilizada no tratamento de indivíduos com transtornos psicóticos graves.
- Objetivos: Enquanto a TCC se concentra na redução de sintomas, a CT-R foca na promoção de bem-estar e qualidade de vida, indo além da simples redução de sintomas.
Essas duas abordagens podem ser complementares, dependendo das necessidades do paciente.
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Oi então tenho 17 anos e acho que tô sofrendo de fobia social, eu tenho entrado em pânico em ir para
Oi então tenho 17 anos e acho que tô sofrendo de fobia social, eu tenho entrado em pânico em ir para escola ou só de pensar em ir tenho tido crises de ansiedade, dor de cabeça, dor de barriga não sinto mais fome e quando eu como sinto vontade de vomitar, não tenho vontade de fazer nada nem de mexer no celular mais e também não tenho conseguido falar com meus professores, apresentar trabalhos, falar com meus amigos etc... Tenho evitado sair por medo das pessoas perceberem o que está acontecendo comigo, na escola tenho sofrido bullying também, eu tenho faltado mas já tô com muitas faltas e não sei como devo contar isso para os meus (eles não sabem de nada que está acontecendo) eles já estão ficando bravos achando que eu quero largar a escola mas eu realmente não tenho conseguido ir mesmo que eu tentei
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, primeiro sinto que você esteja passando por essa situação. Pelo o que você descreve fica claro, pelos sintomas que vem enfrentando, a presença de ataques de pânico frente e perspectiva de ir para a escola. Não é algo que vai solucionar a situação, mas para esses momentos de ansiedade intensa experimente praticar técnicas de respiração (por exemplo, inspire pelo nariz contando até 4, solte o ar pela boca também contando até 4, lembrando sempre que o que tem que movimentar durante a respiração é sua barriga não o seu peito, repita algumas vezes), essas técnicas são excelentes para gerenciar a ansiedade. Para o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Social, ou fobia social, é preciso avaliar mais algumas questões. Nesse sentido recomendo primeiro você comunicar algum adulto de sua confiança, que você tenha maior facilidade de se comunicar, para que ele ou ela possa te ajudar a falar com seus pais, caso você sinta dificuldade de falar diretamente com eles. Depois o ideal para esse momento é você passar por uma consulta com psiquiatra, visto que você tem tido muitos sintomas intensos que se manifestam fisicamente, e o acompanhamento psicológico para tratar a Ansiedade um psicólogo orientado pela Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), pois essa abordagem hoje ela é a padrão ouro no tratamento de Ansiedade,, isto é, o que tem melhor evidência de eficácia.
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A terapia ABA também é aplicável em adultos autistas?
A terapia ABA também é aplicável em adultos autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), embora muito conhecida pelo trabalho com crianças autistas, também oferece benefícios importantes para adultos no espectro, pois foca em desenvolver habilidades funcionais e reduzir comportamentos que dificultam a autonomia. Alguns benefícios específicos incluem:
Habilidades sociais e comunicação: melhora na interação e compreensão de sinais sociais.
Autonomia: treino de atividades do dia a dia, organização e cuidados pessoais.
Regulação comportamental: redução de comportamentos desafiadores e formas mais adaptativas de lidar com frustração.
Flexibilidade: ajuda a lidar com mudanças e situações imprevisíveis.
Habilidades cognitivas e profissionais: apoio em foco, atenção, aprendizado de tarefas e resolução de problemas.
Embora a ABA seja individualizada, no adulto costuma se concentrar em habilidades funcionais, sociais e de autonomia, respeitando interesses, preferências e objetivos de vida do indivíduo.
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Tenho 25 anos e acredito que eu seja autista, qual profissional procurar?
Tenho 25 anos e acredito que eu seja autista, qual profissional procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para avaliação de Transtorno do Espectro Autista na fase adulta você pode procurar por psicólogos ou psiquiatras que tenham experiência com o diagnóstico nessa fase da vida. Com o psicólogo será realizada um processo de psicodiagnóstico que seguirá às seguintes etapas:
1- Entrevista clínica detalhada
2- Observação do comportamento
3- Uso de instrumentos/escalas de avaliação para suporte do diagnóstico
4- Análise de impacto na vida diária
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Fiz uma avaliação neuropsicológica por indícios de TDAH e, durante a anamnese, a neuropsicóloga apon
Fiz uma avaliação neuropsicológica por indícios de TDAH e, durante a anamnese, a neuropsicóloga apontou "características autísticas" que ela chamou de "fenótipo autista". Confesso que fui pega de surpresa mas, após isso, comecei a pesquisar e de fato vi muita semelhança de coisas minhas em outras mulheres adultas autistas. Observei que na minha avaliação ela não chegou a fazer testes mais indicados pra investigação de autismo, só pro TDAH mesmo. Minha psicóloga e psiquiatra também concordaram que pode ser bom ser investigado um pouco mais a fundo, mas confesso que estou meio perdida já que sou um dos casos que "nem parece autista". Ouvi falar no SRS - 2, é um bom teste pra ser feito? Quais profissionais que posso procurar? Gostaria de resolver isso logo pra, caso eu seja, saber direcionar mais meus problemas do dia-a-dia. E, se não for, ter essa certeza de que de fato são só "características" mesmo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá pelo o que compreendi você passou por um processo de avaliação para o TDAH, mas restou a a dúvida para o caso de TEA, logo recomendo procurar um profissional especializado na área (psicólogo ou neurologista com experiência em TEA) para esclarecer essa possibilidade, pois nos casos adultos o comprometimento em geral é menos óbvio e os sinais e sintomas de TEA podem ficar obscuros por outras condições comórbidas, assim profissionais que não possuem experiência na área podem acabar não percebendo alguns sinais e sintomas. Sobre o instrumento SRS-2 – Escala de Responsividade Social, ele é destinado a mensurar a sintomatologia associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de fornecer dados para a classificação em níveis: leve, moderado e severo e para o planejamento de intervenções clínicas e ocupacionais. A SRS-2 é indicada para a avaliação de crianças a partir de dois anos e seis meses até adultos na idade de 74 anos.
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Quem tem pos em psicologia, pos em psicopedagogia pos em neuropsicologia pode emitir laudo de autism
Quem tem pos em psicologia, pos em psicopedagogia pos em neuropsicologia pode emitir laudo de autismo por exemplo ou encaminhar p um profissional habilitado, mas com um pré laudo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com a Lei Lei n.º 4.119, de 27 de agosto de 1962 que regulamenta a profissão do psicólogo é facultado ao profissional dar ou não o diagnóstico. Isso quer dizer o que? O profissional da Psicologia pode sim realizar diagnósticos. Contudo, é válido ressaltar que ele, assim como estabelece o Código de Ética da profissão, estar devidamente capacitada técnica e pessoalmente para isso. Se a avaliação de Transtorno do Espectro Autista foi realizada por um Psicólogo capacitada da área e foi emitido um Laudo o diagnóstico é sim válido. Frisa-se, entretanto, a necessidade de sempre haver uma boa comunicação e colaboração entre todos os profissionais que estão atuando no caso.
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Eu sofro muito com uma mania que tenho de ficar me balançando sobre as superfícies ou correndo de um
Eu sofro muito com uma mania que tenho de ficar me balançando sobre as superfícies ou correndo de um lado para o outro sem destino, quando algo me deixa empolgada, embora eu tente parar de fazer isso eu sempre acabo sedendo e volto a fazer, como eu poderia parar de fazer isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá tudo bem? O comportamento que você descreve aparenta ser característicos daquilo que denominamos estereotipia. Estereotipias são repetições de gestos, palavras ou movimentos que algumas pessoas fazem sem razão aparente. Esses comportamentos não têm um propósito claro e não são feitos para alcançar algo específico. Podem acontecer em pessoas com certos diagnósticos ou surgir sozinhos, sem motivo aparente. As estereotipias são comuns e típicas do autismo, mas também ocorrem em pessoas com outros transtornos e mesmo em pessoas sem outros sinais ou sintomas, como ações repetitivas e ritualísticas. Apenas com a sua descrição não é possível identificar qual é o seu caso, mas oriento que busque atendimento psicológico visto que esse comportamento pode estar atrapalhando de algum modo seu dia a dia.
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Porque o autista tem tanta dificuldade em lidar com a mudança de rotina?
Porque o autista tem tanta dificuldade em lidar com a mudança de rotina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno do espectro autista (TEA) é caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e padrões repetitivos de comportamento, entre outros sintomas. Esse quadro varia em diferentes graus de severidade, podendo ser leve, moderado ou severo. Para quem tem TEA, é comum enfrentar desafios com sensações sensoriais, como desconforto com certos sons, e ter interesses específicos intensos, chamados de hiperfocos. Lidar com mudanças, mesmo pequenas, pode ser especialmente difícil, causando estresse, pois a rotina permite certa previsibilidade, a pessoa com esse diagnóstico pode enfrentar dificuldades para entender um ambiente novo e adaptar suas expectativas e comportamentos, o que às vezes leva a sentimentos de confusão e frustração. Assim, sabendo o que esperar, a compreensão dos acontecimentos se torna mais fácil e também traz uma sensação de segurança.
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Sou diagnosticada TAB, ainda sem tipo. Tive apenas um episódio de mania, porém estava com muita me
Sou diagnosticada TRanstorno bipolar ainda sem tipo.
Tive apenas um episódio de mania, porém estava com muita medicação, como foi no início das consultas, é possível que a medicação tenha gerado
a mania, tudo que inclui nela e eu não seja bipolar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem! No seu relato você diz ter tido um episódico maníaco após a introdução da medicação, então, respondendo inicialmente sua pergunta, existem sim várias classes de medicamentos que podem induzir ou desencadear sintomas maníacos, especialmente naqueles que são predispostos a transtornos do humor, como o transtorno bipolar. Se você acredita que seu diagnóstico possa estar incorreto recomendo procurar uma reavaliação psiquiátrica e também o acompanhamento psicológico. O diagnóstico de Transtorno Bipolar é um diagnóstico clínico, isto é, não existem exames (por exemplo, exame se sangue ou de imagem), que irá indicar a presença ou não do transtorno, por isso se faz importante você confiar no profissional que está te atendendo e também passar por um processo de diagnóstico diferencial (processo de identificar qual transtorno específico está causando os sintomas diferenciando entre várias condições semelhantes).
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…