Perguntas do paciente (10)
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural que a forma como vivenciamos o amor mude ao longo de um relacionamento. A intensidade e a novidade do início podem diminuir com o tempo, e isso, por si só, não significa que o amor acabou.
A ansiedade também pode aumentar a necessidade de ter certeza sobre o que sentimos, fazendo surgir questionamentos constantes como “ainda amo?” ou “deveria estar sentindo mais?”. Nesse processo, pode ficar ainda mais difícil perceber os sentimentos de forma espontânea.
Talvez, antes de buscar uma resposta definitiva, seja importante compreender o que mudou em você e na relação, quais são suas expectativas sobre o amor e o que essa dúvida representa. A psicoterapia pode ajudar nesse processo, sem a necessidade de se obrigar a sentir ou decidir algo imediatamente.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa, por si só, ter ansiedade social. Um ponto importante no seu relato é perceber que, mesmo com a ansiedade, você conseguiu permanecer no trabalho, se adaptar e hoje reconhece que as interações estão mais fáceis. Isso já pode indicar mudanças importantes.
Melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, falar mais ou nunca se incomodar com comentários. O processo envolve conseguir se relacionar e viver as situações sociais com mais liberdade, sem que o medo, a ansiedade ou a preocupação com o julgamento determinem suas escolhas.
Talvez seja importante começar a diferenciar: “eu gostaria de falar mais” de “estão dizendo que eu deveria falar mais”. Você não precisa se tornar mais expansiva para que sua evolução seja válida.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em alguns casos, pesquisar sintomas repetidamente pode aumentar a ansiedade, principalmente quando a pesquisa passa a funcionar como uma tentativa de obter certeza ou confirmar o que estamos sentindo. Isso pode aumentar a atenção aos sintomas, o medo de ter uma crise e, consequentemente, comportamentos de evitação, como deixar de sair de casa.
A terapia pode te ajudar a compreender esse ciclo, identificar os pensamentos e comportamentos que estão mantendo a ansiedade e construir, gradualmente, formas mais saudáveis de enfrentá-la.
Sobre o escitalopram, é importante manter o acompanhamento com o profissional que o prescreveu, pois a resposta à medicação deve ser avaliada individualmente e pode levar algumas semanas.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando o foco diminui, é comum tentar compensar se cobrando ainda mais para “ser produtivo”, mas essa cobrança nem sempre ajuda.
Uma possibilidade é começar reconstruindo sua capacidade de atenção gradualmente: períodos menores de leitura ou estudo, uma tarefa por vez e, principalmente, dificultar o acesso às distrações durante esses momentos, por exemplo, deixando o celular longe e desativando notificações.
Também vale observar o que acontece antes de “instagramar”: tédio, ansiedade, dificuldade com a tarefa, cansaço? Muitas vezes, o celular não é apenas uma distração, mas uma forma rápida de escapar de algum desconforto.
Como você percebe que isso já está prejudicando sua vida acadêmica, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está mantendo essa dificuldade e construir estratégias adequadas à sua rotina.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo seu relato, dá para perceber o quanto tem sido difícil se sentir tão diferente de quem você costumava ser. Quando até coisas simples, como conversar, estudar, rir ou organizar os pensamentos, começam a exigir tanto esforço, é compreensível que isso assuste e traga a sensação de ter “se perdido de si mesma”.
Alguns dos sintomas que você descreve podem estar presentes em quadros de depressão e ansiedade, mas somente uma avaliação profissional poderá compreender adequadamente o que está acontecendo.
Como isso já dura cerca de dois meses, tem causado bastante sofrimento e afetado diferentes áreas da sua vida, é importante não enfrentar tudo isso sozinha. Busque acompanhamento psicológico e também uma avaliação médica/psiquiátrica para compreender o que está acontecendo e receber o cuidado adequado.
E, caso perceba uma piora importante ou sinta que não está conseguindo se manter segura, procure ajuda presencial imediatamente e compartilhe o que está acontecendo com alguém de confiança.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que você descreve pode ser uma reação bastante natural. Depois de alguns dias vivendo uma rotina prazerosa e com muita proximidade de alguém importante para você, a mudança repentina dessa dinâmica pode trazer saudade, tristeza e até essa sensação de vazio que você descreve.
Nem toda emoção desconfortável significa que existe algo errado ou que precisa ser solucionado. Às vezes, a tristeza apenas sinaliza que vivemos algo que foi importante e gostaríamos que continuasse.
Talvez, nesse momento, seja mais interessante acolher a saudade do que tentar encontrar um problema que a explique. Observe como você se sente nos próximos dias e permita-se retomar sua rotina. Se esse sentimento se tornar persistente ou começar a prejudicar outras áreas da sua vida, aí sim pode ser interessante compreendê-lo com mais atenção.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O fato de você estar se questionando já indica que existem sentimentos nessa relação terapêutica que merecem ser observados, mas não é suficiente para definir se estamos falando de transferência ou de interesse amoroso/sexual.
Inclusive, uma coisa não necessariamente exclui a outra. Mais importante do que tentar identificar sozinho(a) em qual “categoria” esse sentimento se encaixa é compreender o que ele representa para você.
Se você se sentir confortável, vale levar essa questão para a própria terapia. Esse tipo de sentimento pode ser conversado e trabalhado no processo terapêutico, respeitando os limites éticos dessa relação.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de qualquer coisa, gostaria que você pudesse olhar com mais cuidado para a forma como está se definindo: você não é uma “namorada defeituosa”. Você está descrevendo sofrimento relacionado a experiências muito difíceis que viveu ainda na infância, e suas reações atuais merecem ser compreendidas e cuidadas, não tratadas como um defeito seu.
Quando situações de intimidade despertam medo, choro, lembranças e crises, não é preciso se forçar a continuar ou tentar suportar para corresponder às expectativas de alguém. O álcool também não parece estar ajudando você a lidar com essas experiências e, pelo seu relato, tem intensificado seu sofrimento.
Procure acompanhamento psicológico para que essas vivências possam ser trabalhadas com segurança e no seu tempo. É possível construir uma relação diferente com a intimidade, mas esse processo não precisa acontecer às custas dos seus limites.
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Como a desregulação emocional se manifesta do ponto de vista cognitivo e comportamental?
Como a desregulação emocional se manifesta do ponto de vista cognitivo e comportamental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A desregulação emocional no Transtorno de Personalidade Borderline costuma se manifestar por emoções muito intensas e difíceis de regular.
Do ponto de vista cognitivo, a pessoa pode apresentar pensamentos mais extremos, dificuldade em lidar com frustrações, medo intenso de abandono e interpretações negativas de situações interpessoais.
Comportamentalmente, isso pode aparecer através de impulsividade, mudanças bruscas de humor, conflitos nos relacionamentos, dificuldade em tolerar emoções desagradáveis e tentativas de aliviar rapidamente o sofrimento emocional.
É importante lembrar que essas reações não acontecem por falta de vontade ou esforço, mas estão relacionadas à forma como a pessoa vivencia e processa suas emoções. Com acompanhamento psicológico adequado, é possível desenvolver estratégias para compreender melhor essas experiências e aprender formas mais saudáveis de lidar com elas.
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Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um indi
Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um individual também? Não quero perder a oportunidade de ter dois profissionais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
De modo geral, é possível que uma pessoa participe de terapia familiar e também realize acompanhamento psicológico individual. Inclusive, em algumas situações, esses processos podem se complementar de forma bastante positiva.
No entanto, é importante que exista clareza sobre os objetivos de cada acompanhamento e que os profissionais envolvidos atuem de forma ética, evitando sobreposição de intervenções ou conflitos na condução do caso.
Cada situação precisa ser avaliada individualmente, mas ter um espaço próprio para trabalhar questões pessoais, além do contexto familiar, costuma ser muito valioso.
Caso tenha interesse em iniciar um acompanhamento individual, recomendo conversar abertamente sobre isso com o profissional que já acompanha sua família, para que a decisão seja tomada da forma mais adequada para todos os envolvidos.
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Perguntas frequentes
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Comecei a tomar amplictil com depakene a3dias e estou sentindo muita dor de cabeça por que?
Olá. Como vai? Pode haver relação com o início do tratamento. A cefaleia…