Perguntas do paciente (8)

  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Olá! Pelo que você descreve, parece ser uma reação de medo bastante intensa, especialmente por ela chegar a ficar paralisada e gritar diante desses animais. Nessa idade, alguns medos podem fazer parte do desenvolvimento, mas quando são muito intensos, causam sofrimento ou começam a limitar a rotina da criança e da família, é importante olhar com mais cuidado.

    Minha sugestão seria procurar inicialmente um psicólogo infantil, que poderá compreender melhor quando esses medos começaram, em quais situações aparecem e como sua filha reage a eles, além de avaliar a necessidade de outros encaminhamentos.

    Enquanto isso, é importante acolher o medo dela, evitando ridicularizá-lo ou forçá-la a enfrentar essas situações de maneira abrupta. Com acompanhamento adequado, é possível ajudá-la a compreender esse medo e desenvolver recursos para lidar com ele de forma mais segura.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Olá! Quando existem dúvidas sobre diferentes condições ao mesmo tempo, um bom primeiro passo pode ser procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação inicial. Esse profissional poderá compreender melhor os sintomas que você vem percebendo, sua história e o impacto dessas dificuldades na sua vida, ajudando também a definir quais avaliações ou encaminhamentos podem ser necessários.

    Como alguns sintomas podem se sobrepor ou ter diferentes explicações, é importante evitar tentar chegar a um diagnóstico sozinho. Dependendo do caso, uma avaliação neuropsicológica também pode ser indicada como parte da investigação.

    O mais importante é que você não precisa ter certeza do que está acontecendo para procurar ajuda. Levar essas suspeitas e exemplos concretos do que tem percebido já é um ótimo ponto de partida para a conversa com o profissional.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Olá! Sim, alguns profissionais utilizam recursos complementares entre as sessões, como exercícios, registros, orientações escritas, cartões de enfrentamento ou outros materiais. No entanto, essa não é uma prática obrigatória e sua utilização depende da abordagem teórica, das necessidades de cada paciente e dos objetivos do tratamento.

    Esses recursos podem ser úteis para algumas pessoas, especialmente quando ajudam a reconhecer emoções, observar padrões e colocar em prática estratégias trabalhadas durante as sessões. Entretanto, sua eficácia não está necessariamente relacionada ao fato de o material ser físico, mas à forma como ele está integrado ao processo terapêutico.

    Também considero importante que a dificuldade de lidar com a ansiedade e a angústia nos dias sem sessão seja levada para a própria terapia. Compreender o que acontece nesses intervalos pode trazer informações importantes para o tratamento. A psicoterapia pode contribuir para que, progressivamente, a pessoa desenvolva e reconheça recursos próprios para atravessar esses momentos, além de avaliar junto ao profissional quais estratégias de apoio entre as sessões fazem sentido para o seu caso.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Sentir que “tudo depende de mim” pode ser bastante desgastante, principalmente quando a pessoa assume responsabilidades que vão além daquilo que realmente está sob seu controle.

    Um primeiro passo pode ser começar a diferenciar: o que de fato é minha responsabilidade, o que posso influenciar e o que pertence às escolhas e responsabilidades dos outros? Nem tudo o que nos afeta precisa ser resolvido por nós.

    Também pode ser importante compreender de onde vem essa necessidade de dar conta de tudo e o que você teme que aconteça quando não assume esse papel. Muitas vezes, é justamente essa reflexão que permite construir novas formas de se relacionar com as responsabilidades, com os outros e consigo mesmo.

    A psicoterapia pode ser um espaço importante para investigar esse padrão e desenvolver maneiras mais saudáveis de estabelecer limites e dividir responsabilidades.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas a presença daquela pessoa, mas também uma rotina compartilhada, planos, expectativas e uma ideia de futuro que havia sido construída.

    Por isso, sentimentos como tristeza, saudade, raiva, frustração e até momentos de alívio podem aparecer e se alternar. Não existe um tempo exato ou uma maneira “correta” de passar por esse processo.

    Mais do que tentar superar rapidamente, pode ser importante permitir-se compreender e elaborar o que essa relação e esse término representam para você, retomando aos poucos outros vínculos, interesses e aspectos da própria vida.

    Quando a dor se torna muito intensa, persiste por um longo período ou começa a comprometer significativamente a rotina, o sono, o trabalho ou outras relações, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar na elaboração dessa perda e na construção de novos caminhos.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Essa diferenciação nem sempre é simples, porque a ansiedade pode produzir sintomas físicos bastante reais, como aceleração dos batimentos, falta de ar, tontura, tensão, desconforto no peito, tremores e sensação de que algo ruim está prestes a acontecer.

    Por isso, não é recomendado tentar determinar sozinho se um sintoma é apenas ansiedade ou se existe uma causa física. Quando os sintomas são novos, diferentes do habitual, persistentes ou intensos, é importante procurar avaliação médica para investigar possíveis causas fisiológicas. Alguns sinais, como dor no peito súbita ou inexplicada, dificuldade importante para respirar, desmaio ou sintomas neurológicos súbitos, exigem atendimento de urgência.

    Uma vez que possíveis causas médicas tenham sido adequadamente avaliadas, o acompanhamento psicológico pode ajudar a reconhecer os padrões da ansiedade, compreender os gatilhos e aprender a diferenciar, progressivamente, uma situação concreta de perigo daquele estado de alerta que o próprio organismo pode produzir mesmo na ausência de uma ameaça real.

    Essa sensação constante de que algo pode acontecer também é importante de ser levado para a psicoterapia, pois compreender o que mantém esse estado de vigilância pode ser uma parte importante do tratamento.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar dificuldades na autoestima da pessoa?

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar dificuldades na autoestima da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Sim, quadros com características emocionais mais intensas podem estar associados a bastante sofrimento em relação à autoestima, à forma como a pessoa se percebe e à maneira como se sente nas relações.
    Isso não significa que seja igual para todo mundo, nem que uma dificuldade de autoestima por si só indique algum transtorno específico. Cada pessoa tem uma história e um funcionamento emocional próprios. Quando esse sofrimento é frequente ou impacta muito a vida, vale a pena buscar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação cuidadosa e um acompanhamento adequado.


  • Como as pessoas ao redor de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem oferecer apo

    Como as pessoas ao redor de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem oferecer apoio eficaz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Catarina Stenders

    Pessoas ao redor podem ajudar oferecendo escuta, presença e uma relação mais estável, sem julgamentos ou críticas excessivas. Em geral, costuma ser importante acolher o sofrimento da pessoa, comunicar limites de forma clara e respeitosa e evitar entrar em dinâmicas de confronto ou invalidação.
    Ao mesmo tempo, cada caso é único, e apoiar alguém que vive um sofrimento emocional intenso pode ser desafiador. Por isso, além do apoio das pessoas próximas, a busca por acompanhamento com um psicólogo ou psiquiatra pode ser fundamental para que essa pessoa receba o cuidado mais adequado.


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