Perguntas do paciente (20)
-
O que fazer quando o seu analista oferecer o divã? Eu estou há cerca de 6 meses com a minha anali
O que fazer quando o seu analista oferecer o divã?
Eu estou há cerca de 6 meses com a minha analista atual, tentando me engajar em um processo de cuidado devido quadro de ansiedade generalizada e depressão. Bom, na minha última sessão eu estava muito tensa, travada, em pânico e sem conseguir dizer muitas coisas, estava com os pensamentos acelerados, confusos.
Em certo momento, minha analista me perguntou se eu gostaria de "deitar" para tentar me sentir mais relaxada, já que estava muito tensa e me sentindo invadida. Na hora, só consegui balançar a cabeça e dizer "não". Fiquei um pouco medrosa.
O que isso significa? De fato seria uma possibilidade de transição para o divã?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Após os atendimento iniciais, é comum que os analistas proponham o uso do divã, dependendo do caso de cada paciente.
Convidamos os pacientes para ir para o divã para favorecer a associação livre (articulação de ideias, pensamentos que ocorre em uma sessão). A posição (deitado) favorece o relaxamento, além do fato de que o paciente poderia sentir-se menos observado, uma vez que o olhar do analista não está presente. Ou seja, resumidamente, a resistência do paciente fica mais baixa e isso favorece as manifestações inconscientes.
-
Se eu já entendo racionalmente meus problemas, por que ainda sofro?
Se eu já entendo racionalmente meus problemas, por que ainda sofro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Compreender racionalmente não é a mesma coisa de conseguir atravessar o que causa o sofrimento. O sofrimento não se resolve no nível do entendimento.
Caso você não esteja em uma psicoterapia/análise, faço uma sugestão de que procure por atendimento. Desta forma, você poderá reavaliar seu sofrimento, as causas dele, vai poder elaborar esse sofrimento e mudar sua forma de lidar em relação a ele.
-
Olá, bem, ultimamente venho percebendo que canso facilmente depois de uma interação social. Fico c
Olá,
bem, ultimamente venho percebendo que canso facilmente depois de uma interação social. Fico cansada de falar e fico olhando pro nada parada, isso é normal? E como se conversar direto me desse cansaço mental.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você contou, quando você cansa e fica olhando para o nada, é como se houvesse um cansaço mental e você precisasse “tirar um tempo” para se regular emocionalmente. Pode ser sua forma de lidar com as interações sociais nesse momento de vida.
Caso esteja gerando angústia, te fazendo evitar contato com as pessoas ou causando sentimentos que estão difíceis de lidar, pode ser interessante explorar esse cansaço em uma psicoterapia.
-
Perdi meu marido de 37 anos de casado, a dor nunca passa, vai ser isso pra sempre? faz 01 ano, nunca
Perdi meu marido de 37 anos de casado, a dor nunca passa, vai ser isso pra sempre? faz 01 ano, nunca ameniza
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Foram muitos anos de um vínculo importante em sua vida, então é totalmente compreensível que se sinta assim. Sua dor pode passar por transformações ao longo do tempo, dependendo da forma que você puder elaborar essa perda.
Acredito que seria benéfico se, caso ainda não esteja em acompanhamento psicológico, que procure por atendimento. Dessa forma, você poderá ter um espaço de fala, uma escuta diferenciada vinda de um profissional e momentos essenciais de reflexão.
-
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem algo a ver com inteligência?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem algo a ver com inteligência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O TOC não tem relação com a inteligência de uma pessoa. É um modo de funcionamento psíquico, uma forma que a pessoa encontrou de lidar com a angústia, portanto não tem nenhuma ligação com a capacidade cognitiva.
-
Estou a tomar triticum 50 ao dormir posso deixar de tomar natural mente se me sentir melhor??
Estou a tomar triticum 50 ao dormir posso deixar de tomar natural mente se me sentir melhor??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não deixe de tomar nenhuma medicação sem orientação médica, mesmo que esteja se sentindo melhor. Procure o profissional que te receitou essa medicação para tirar suas dúvidas.
-
Tenho uma emetofobia, em minha opinião, bem séria. Não consigo comer ou beber água direito, não cons
Tenho uma emetofobia, em minha opinião, bem séria. Não consigo comer ou beber água direito, não consigo sair de casa, nem saio do banheiro direito por medo. Será que tem como resolver essa fobia? O que recomendam? Já viram outros casos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, parece que essa fobia está restringindo bastante sua vida, de forma que impacta no seu dia a dia, nos seus afazeres e relacionamentos.
É importante que você procure por atendimento psicológico e avalie junto a esse profissional, a necessidade de talvez procurar também um psiquiatra para acompanhamento.
Com tratamento, é possível reduzir e até eliminar o sintoma, mas também é importante que você possa compreender a origem dessa fobia, o que ela representa na sua história de vida e que possa lidar de outras formas com sua angústia.
-
Como posso ajudar um amigo ou familiar que sofre de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ? Q
Como posso ajudar um amigo ou familiar que sofre de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ? Quais são os limites de ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Um ponto muito importante, antes de qualquer coisa: a ajuda que você pode oferecer não é a de ocupar um lugar de quem é responsável por garantir que essa pessoa não sofra.
Você pode auxiliar de algumas formas: estar presente e escutar essa pessoa, sem julgamentos e sem ter uma postura invasiva; incentivar que ela busque tratamento; respeitar também os seus próprios limites, reconhecendo até onde pode ajudar e sem se prejudicar.
Se essa pessoa se colocar ou colocar outra pessoa em risco, você deve acionar a rede de profissionais que a acompanham. O risco que eu falo é de agressão ou suicídio, por exemplo.
Você pode entrar em contato com o psicólogo e/ou psiquiatra que acompanha essa pessoa. Na falta desses profissionais ou em situações de emergência, vá até um pronto socorro.
-
Tenho ansiedade intensa e faço uso de fluoxetina 40mg. Ultimamente, venho enfrentando uma autoestima
Tenho ansiedade intensa e faço uso de fluoxetina 40mg. Ultimamente, venho enfrentando uma autoestima muito baixa e constante, que me causa sofrimento e interfere no meu dia a dia. Me cobro e me comparo o tempo todo, o que aumenta minha ansiedade e tristeza.
Tenho pensamentos muito negativos e recorrentes, principalmente em relação a mim mesma, com uma sensação frequente de inutilidade. Quase tudo me deixa mal, cansada emocionalmente, triste e desconfortável. Em alguns momentos, esses pensamentos se tornam impulsivos e difíceis de controlar, o que intensifica meu desânimo.
Apesar disso, ainda consigo realizar algumas atividades, mas existem dias em que me sinto completamente paralisada emocionalmente. Nesses períodos mais intensos de ansiedade e tristeza, acontece algo que me preocupa, ou mesmo não acontecendo nada perco a vontade de tomar o antidepressivo, como se eu não tivesse energia ou desejo de melhorar naquele momento.
Gostaria de saber se esses sinais podem estar relacionados a um quadro depressivo associado à ansiedade, poderiam me dizer ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você relata pode, sim, estar relacionado a um quadro depressivo associado à ansiedade.
Sugiro que, caso não faça um acompanhamento com psicólogo, que procure por atendimento para poder falar e elaborar seu sofrimento. Caso já esteja em acompanhamento, comente sobre essas situações e sentimentos para que possam ser trabalhados.
Também considero importante comentar com seu psiquiatra sobre como você está nesse momento. Ele poderá avaliar se é necessário um ajuste da dosagem, mudança de medicamento ou se é necessário compor seu tratamento com outra medicação.
-
Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconfo
Qual o motivo de não gostar de ser chamada de meiga ? De sentir vergonha, constrangimento e desconforto ao ser chamada assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como não te conheço e não conheço sua história, não posso afirmar o motivo específico. Cada pessoa terá uma vivência diferente e dará um significado único para algo que foi dito ou uma situação que ocorreu. Existem alguns pontos importantes para se levar em consideração e tentar compreender a relação entre eles: a forma como você se vê, como o outro te percebe e nomeia e o que essa palavra desperta em você.
-
Terapia é só para quem tem um problema emocional ou problemas na cabeça?
Terapia é só para quem tem um problema emocional ou problemas na cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, não é somente para quem tem um problema emocional ou questões de saúde mental que sejam graves. A terapia é para qualquer pessoa que queira lidar de uma melhor forma com as questões, os conflitos que aparecem durante a vida e que, muitas vezes, não é possível (e nem precisa) dar conta disso sozinho.
Alguns motivos pelos quais as pessoas procuram por terapia: buscam uma melhora em seus relacionamentos; procuram um suporte para lidar melhor com mudanças que ocorrem na vida; gostariam de elaborar experiências passadas e etc.
Ou seja, a terapia é um espaço para que a pessoa se sinta à vontade e acolhida para falar sobre o que desejar, sejam pensamentos, sentimentos, acontecimentos...
-
Preciso falar o tempo todo nas sessões de terapia?
Preciso falar o tempo todo nas sessões de terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não, não precisa falar o tempo todo nas sessões. Silêncios também são bem-vindos e até necessários em alguns momentos.
Às vezes o paciente vai para a terapia "sem nada para dizer", mas é importante que se vá para a sessão mesmo assim. Desta forma, você pode explorar essa questão ou até mesmo falar sobre o que surgir na sua mente naquele momento, sem se planejar para abordar um determinado assunto.
-
Meu filho tem 2 anos e 3 meses. Desde que ele nasceu, sempre moramos apenas eu, ele e o meu marido.
Meu filho tem 2 anos e 3 meses. Desde que ele nasceu, sempre moramos apenas eu, ele e o meu marido. Há cerca de 6 meses, precisávamos mudar e viemos morar com a minha mãe e minha tia. Desde então, percebo que ele ainda não se acostumou completamente com elas.
Ele tem momentos em que interage bem: ri, abraça, brinca, mas são situações muito pontuais. Na maior parte do tempo, ele reage de forma arisca e desconfortável, principalmente quando elas tentam se aproximar ou até mesmo apenas olham para ele. Nessas situações, ele dá pequenos gritos, gritinhos… mas isso não acontece com frequência com outras pessoas nem conosco, os pais.
Essa resistência dele tem me deixado preocupada e triste, pois já fazem 6 meses de convivência diária e eu imaginava que, nesse tempo, ele já estaria mais adaptado. Gostaria de entender se esse comportamento pode ser considerado dentro do esperado para a idade, se pode ter alguma relação emocional ou de fase, ou se há algo que deveríamos investigar com mais atenção. Eu me sinto constantemente ansiosa sobre isso, porque nunca sei como ele vai reagir com elas.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É compreensível que seu filho esteja reagindo dessa forma, afinal é o jeito que ele encontrou de lidar com todas essas mudanças (casa, outras pessoas, configuração do grupo familiar, etc). Parece que é forma singular dele de se proteger e tentar se posicionar.
Vale observar se: o desconforto dele estiver aumentando; se perceberem prejuízo/regressão na fala, sono, alimentação, na forma de interagir e brincar; se a angústia que essa situação tem gerado nos adultos aumentar, de uma maneira que essa tensão seja transmitida para a criança. Nessas situações, acredito que é importante buscar por ajuda profissional. Em alguns casos, o suporte que um psicólogo pode oferecer para a família já tem efeitos importantes também para a criança.
-
Como o bullying e o transtorno de personalidade borderline (TPB) estão conectados ?
Como o bullying e o transtorno de personalidade borderline (TPB) estão conectados ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Respondendo sua pergunta: o TPB diz respeito à estrutura da pessoa, ou seja, como ela se vê, se coloca no mundo e como interage em suas relações. Diz respeito a personalidade daquela pessoa. Então tendo passado por uma situação de bullying ou não, alguns traços dessa estrutura poderão ser observados na pessoa, ainda que não apresente algum sofrimento que impacte na sua vida, no seu dia a dia.
Vivenciando uma situação de bullying, esse pode ser um fator que funciona como um “gatilho”, um fator disparador que agrava o que antes eram somente alguns traços perceptíveis, trazendo sofrimento. O bullying pode impactar a autoimagem e a segurança nas relações, temas que podem ser sensíveis em alguém com TPB.
-
A impulsividade pode ter benefícios? .
A impulsividade pode ter benefícios? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A resposta seria: depende. A impulsividade pode ser prejudicial ou benéfica, dependendo para onde ela está direcionada. Se for uma impulsividade que vai na direção da produção de algo, que desenvolva um lado criativo ou ainda que te impulsione a tomar uma decisão/fazer uma mudança que vá ser positiva, pode ser benéfica. Mas também pode ser prejudicial, principalmente quando são atitudes impulsivas que vão na direção de um comportamento autodestrutivo, por exemplo.
-
Como o medo existencial e o estresse se ligam às doenças autoimunes ?
Como o medo existencial e o estresse se ligam às doenças autoimunes ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A resposta para essa pergunta é: depende. Depende de cada pessoa e de qual doença autoimune estamos falando. Mas falando de uma forma geral: é compreensível que uma pessoa que vive com uma doença crônica apresente medo existencial e estresse, uma vez que podem estar presentes questões como o medo/preocupação com a doença, as mudanças que se apresentam no dia a dia por conta do trato com a doença, entre outras.
Também é importante considerar que o medo e o estresse podem ter impacto direto no surgimento e/ou piora de doenças autoimunes em pessoas predispostas. Não que esses fatores possam causar a doença autoimune de forma isolada, mas atuam como fatores de risco ou agravantes.
-
O que pode causar desequilíbrio emocional em uma pessoa?
O que pode causar desequilíbrio emocional em uma pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
As causas podem ser variadas, desde experiências que a pessoa não elaborou, traumas, perdas, conflitos vivenciados até privação de sono, estresse prolongado, entre outros.
O importante é reconhecer quando ele acontece, compreender que em alguns momentos da vida não será possível lidar sozinho com esses desequilíbrios e procurar ajuda profissional.
-
O que causa uma recaída no tabagismo? .
O que causa uma recaída no tabagismo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma recaída no tabagismo revela a volta de uma modalidade de satisfação psíquica que o sujeito sustenta. A recaída pode acontecer por diversos motivos, sejam eles algum conflito, estresse ou até mesmo uma comemoração.
O cigarro muitas vezes cumpre funções como regulador da ansiedade, marca o tempo (sujeito faz uso em pausas, início e fim de atividades), mediador social (forma de interação com os outros), apoio para situações difíceis, entre outros.
-
O que fazer se alguém próximo sofre de hipocondria?
O que fazer se alguém próximo sofre de hipocondria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando alguém próximo sofre de hipocondria, é essencial perceber que não se trata de um exagero, mas de uma angústia real, deslocada para o corpo. Portanto, é importante que as pessoas próximas não confrontem o hipocondríaco e que possam então oferecer uma escuta e acolhimento. É essencial também incentivar que a pessoa procure por acompanhamento psicológico.
-
O objeto sexual é definido na infância e não muda? Ou pode ser que alguém nunca tenha decidido seu
O objeto sexual é definido na infância e não muda? Ou pode ser que alguém nunca tenha decidido seu objeto sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Caso você se refira a objeto sexual como fetiche, então sim, é definido durante o desenvolvimento infantil. Sobre a mudança desse objeto sexual, existem algumas pessoas que tem um fetiche e esse não é substituído por outro durante sua vida. Nesses casos, a pessoa procura uma determinada característica nos parceiros que vai se relacionar, podendo observar uma repetição, uma fixação de um padrão.
Perguntas frequentes
-
roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…