Perguntas do paciente (15)

  • Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm

    Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
    O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
    Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
    É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
    Ninguém nem imagina que vivemos isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    O que você descreve é mais comum do que imagina. Quando estamos em um relacionamento marcado por brigas, humilhações e ciclos repetitivos de separação e retorno, é natural sentir confusão, vergonha e até acreditar que não há saída. Isso não significa fraqueza, significa que existe um vínculo emocional muito forte, alimentado pelo medo de perder, pela esperança de mudança e, muitas vezes, pela baixa autoestima que vai sendo desgastada ao longo do tempo.

    A “fase de negação” pode sim estar presente, não porque você não enxerga a realidade, mas porque enfrentá-la dói. É como se uma parte sua soubesse que esse ciclo te machuca, mas outra parte ainda buscasse migalhas de afeto, familiaridade ou validação.

    Para começar a sair disso, alguns passos ajudam:
    Reconhecer o ciclo de violência psicológica, que alterna humilhação e aparente reconciliação.
    Entender suas necessidades emocionais, que hoje estão sendo atendidas de forma confusa e dolorosa.
    Fortalecer sua autoestima, que foi sendo minada ao longo do relacionamento.
    Construir limites internos, que no momento estão enfraquecidos.

    Você não precisa passar por isso sozinha. O acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender por que esse vínculo te prende, reconstruir sua autoconfiança, elaborar a dor desse ciclo e te apoiar a dar passos reais em direção a uma vida mais segura e saudável emocionalmente. Há caminhos e você merece encontrá-los.


  • Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Essa dúvida é muito mais comum do que parece. Em relacionamentos marcados por altos e baixos, é natural confundir amor verdadeiro com apego aos momentos bons ou com o conforto da familiaridade.

    Alguns sinais ajudam a diferenciar:
    1. Amor envolve constância.
    Mesmo com dificuldades, existe respeito, segurança emocional e desejo mútuo de construir algo saudável. O vínculo não depende apenas de lembranças boas, mas de um presente que funciona.

    2. Apego costuma ser marcado por instabilidade.
    Você se apega mais ao que já aconteceu do que ao que acontece agora. Sente saudade da versão idealizada da relação, não necessariamente da realidade atual.

    3. No apego, o medo fala mais alto.
    Medo de ficar sozinha, medo de perder o que sobrou, medo de recomeçar. O sentimento dói mais do que acolhe.

    4. No amor, há espaço para crescer.
    Você se sente você mesma, sente paz, sente liberdade emocional e não vive em ciclos de insegurança.

    É muito difícil fazer essa distinção sozinha(o), especialmente quando existe envolvimento emocional, expectativas e história compartilhada. O acompanhamento psicológico pode ajudar a clarear sentimentos, entender os padrões que se repetem, fortalecer sua autoestima e perceber o que é amor verdadeiro e o que é apenas a necessidade de se agarrar ao que já passou.

    Você não precisa decidir isso sozinha(o). Há caminhos para entender com mais calma e segurança o que seu coração realmente sente.


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    O que você descreve é muito comum em pessoas que têm dificuldade de lidar com conversas sérias, especialmente quando sentem pressão emocional. Muitas vezes, o corpo reage antes mesmo de você conseguir organizar o que sente, por isso surgem o choro, o bloqueio e a vontade de fugir. Isso não significa falta de amor ou desinteresse: significa que seu sistema emocional está sobrecarregado.

    Quando estamos sob forte pressão, nossa mente pode entrar em um estado de hiperativação, onde os pensamentos ficam acelerados demais para serem transformados em palavras. É como se você sentisse muito, pensasse muito, mas não conseguisse “acessar” o discurso. Esse bloqueio geralmente está associado a:
    medo de conflito;
    dificuldade em expressar vulnerabilidade;
    experiências anteriores de não ser ouvida;
    baixa autoestima e insegurança;
    ansiedade em situações de confronto.

    Para começar a mudar esse padrão, alguns passos ajudam:
    Aprender a identificar seu gatilho emocional antes de chegar ao ponto do choro.
    Criar pausas durante a conversa: respirar, pedir um minuto, organizar o que sente.
    Escrever antes de falar: anotar o que deseja dizer ajuda a diminuir a confusão mental.
    Comunicar o processo ao seu parceiro: ele precisa entender que não é fuga, é ansiedade.
    Praticar comunicação assertiva, que envolve falar com calma, clareza e sem se culpar.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar muito nesses casos. Na terapia, você aprende a regular suas emoções diante de pressão, entende de onde vem esse bloqueio e desenvolve formas mais seguras de se comunicar, fortalecendo sua autoconfiança e a qualidade das suas relações. É um processo que traz leveza e liberdade emocional.


  • Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,

    Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    O que você descreve como essa sensação de “mundo cinza”, tristeza persistente, vazio sem motivo aparente e dificuldade em falar sobre sentimentos, merece atenção e acolhimento. Mesmo que você siga sua rotina e tenha momentos felizes, esses sinais mostram que algo dentro de você está pedindo cuidado. E é muito importante que você tenha percebido isso tão jovem: é um passo fundamental.

    Esses sintomas podem estar relacionados a diversos fatores emocionais, como sobrecarga, ansiedade, dificuldades de expressão emocional, questões não elaboradas ou até mesmo sinais iniciais de um quadro depressivo. Mas é importante lembrar que somente uma avaliação profissional pode esclarecer o que realmente está acontecendo.

    O profissional mais indicado para você buscar neste momento é um psicólogo.
    Na psicoterapia, você terá um espaço seguro para:
    entender essa sensação de vazio e tristeza;
    aprender a reconhecer e expressar sentimentos;
    identificar possíveis gatilhos emocionais;
    fortalecer sua saúde mental antes que o quadro se intensifique.

    Se, durante a avaliação, o psicólogo perceber que é necessário também acompanhamento psiquiátrico, ele mesmo irá orientar você. Mas o primeiro passo costuma ser começar pela terapia, especialmente quando há receio de que a situação possa evoluir.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda agora é uma forma de cuidado, maturidade e prevenção. E pode fazer toda a diferença na forma como você se sente e vive daqui pra frente.


  • Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    A fase de negação no luto do divórcio é uma reação natural da mente diante de uma mudança dolorosa. Ela surge como uma forma de proteção emocional, para que você consiga assimilar aos poucos a nova realidade. Por isso, “sair rápido” dessa fase nem sempre é possível e, muitas vezes, tentar apressar o processo só aumenta a ansiedade e a culpa.

    O que você pode fazer é tornar essa fase mais consciente e menos paralisante, permitindo que a aceitação chegue de forma gradual. Alguns passos ajudam:

    Permitir-se sentir: reconhecer a dor, a confusão e até a esperança de reconciliação como parte do processo.
    Evitar idealizar o passado: lembrar-se também das razões que levaram ao divórcio.
    Falar sobre o que está vivendo: dividir sentimentos diminui o peso emocional.
    Retomar rotinas e pequenos cuidados pessoais, fortalecendo sua autonomia.
    Criar novos significados: entender que o fim não invalida sua história, apenas abre espaço para um novo capítulo.

    O acompanhamento psicológico pode acelerar esse processo de forma saudável, ajudando você a compreender seus sentimentos, trabalhar a aceitação e reconstruir sua identidade após o divórcio. A terapia acompanha seu ritmo, sem julgamento, e te oferece ferramentas para seguir adiante com mais clareza e força emocional.


  • Como posso assumir com mais liberdade e responsabilidade pelas minhas escolhas?

    Como posso assumir com mais liberdade e responsabilidade pelas minhas escolhas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Assumir as próprias escolhas envolve reconhecer que cada decisão traz consigo tanto liberdade quanto responsabilidade. Esse processo pode ser desafiador, pois muitas vezes estamos influenciados por expectativas externas, pelo medo de errar ou pela dificuldade em lidar com as consequências.

    Alguns passos que ajudam nesse caminho são:
    Praticar o autoconhecimento: entender seus valores, desejos e limites pessoais.
    Aceitar a imperfeição: compreender que errar faz parte do aprendizado e não invalida quem você é.
    Desenvolver autorresponsabilidade: refletir sobre o que está sob seu controle e agir de forma coerente.
    Fortalecer a autoestima: acreditar em sua capacidade de sustentar as próprias decisões.

    O acompanhamento psicológico pode apoiar nesse processo, oferecendo ferramentas para lidar com inseguranças, reduzir a autocobrança e construir uma vida mais alinhada com quem você realmente deseja ser.


  • Como posso encontrar significado e propósito mesmo em meio às dificuldades?

    Como posso encontrar significado e propósito mesmo em meio às dificuldades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Encontrar significado e propósito mesmo em meio às dificuldades é um processo que envolve ressignificar as experiências e olhar para além da dor imediata. Isso não significa negar o sofrimento, mas sim buscar aprender com ele e encontrar caminhos que tragam crescimento e fortalecimento pessoal.

    Algumas formas de cultivar esse olhar são:
    Reconhecer seus valores pessoais: identificar o que realmente importa para você.
    Praticar a gratidão: perceber pequenos momentos de sentido no dia a dia.
    Transformar desafios em aprendizado: enxergar as dificuldades como oportunidades de crescimento.
    Conectar-se a algo maior: seja por meio de relacionamentos, espiritualidade, projetos ou causas que tragam realização.

    O acompanhamento psicológico pode ser um grande aliado nesse processo, ajudando a ampliar a perspectiva, fortalecer recursos internos e construir um caminho de vida mais coerente com quem você é e com aquilo que deseja alcançar.


  • O que é neuroplasticidade e como ela impacta meu projeto de vida?

    O que é neuroplasticidade e como ela impacta meu projeto de vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de se adaptar, formar novas conexões e reorganizar-se ao longo da vida. Isso significa que, mesmo diante de dificuldades, experiências desafiadoras ou novos aprendizados, o cérebro pode criar novos caminhos que favorecem mudanças.

    No seu projeto de vida, a neuroplasticidade é fundamental porque:

    Permite aprender novas habilidades e consolidar hábitos mais saudáveis.

    Favorece a superação de padrões de pensamento e comportamento que não estão trazendo benefícios.

    Ajuda a desenvolver resiliência emocional e formas mais adaptativas de lidar com situações estressantes.

    O acompanhamento psicológico potencializa esse processo, já que a terapia oferece estratégias específicas para estimular a neuroplasticidade de maneira direcionada, ajudando você a transformar pensamentos, emoções e atitudes em ferramentas práticas para construir a vida que deseja.


  • Quais são os fatores que ajudam na saúde mental e emocional?

    Quais são os fatores que ajudam na saúde mental e emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    A saúde mental e emocional é construída diariamente por meio de diferentes fatores que fortalecem nosso equilíbrio interno. Alguns dos mais importantes são:
    Hábitos saudáveis: sono adequado, boa alimentação e prática regular de atividade física.
    Rede de apoio: relações de qualidade, baseadas em respeito e afeto.
    Autoconhecimento: reconhecer sentimentos, limites e necessidades pessoais.
    Gestão do estresse: aprender estratégias para lidar com pressões do dia a dia.
    Propósito e prazer: manter atividades que tragam satisfação e sentido de vida.

    Além desses pontos, o acompanhamento psicológico é um recurso essencial, pois auxilia no desenvolvimento de habilidades emocionais, na prevenção de adoecimentos e na construção de uma vida mais equilibrada e alinhada aos seus objetivos.


  • Em que momentos da vida precisamos cuidar da saúde mental?

    Em que momentos da vida precisamos cuidar da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Se você já faz essa pergunta, é porque alguma coisa dentro de você já sinaliza a necessidade de apoio. Isso mostra que não é preciso esperar uma crise para cuidar da saúde mental.

    Assim como cuidamos da saúde física de forma preventiva, a mente também precisa de atenção constante. Alguns momentos em que esse cuidado se torna ainda mais importante são:
    Situações de mudança: início ou término de relacionamentos, nova fase profissional, maternidade/paternidade, luto.
    Quando há sobrecarga emocional: estresse intenso, ansiedade, insegurança ou sensação de não dar conta das demandas.
    Na busca por autoconhecimento: entender melhor quem você é, seus limites e seu propósito de vida.
    Para prevenção: fortalecer a mente antes que pequenos sinais se transformem em sofrimento maior.

    O acompanhamento psicológico é fundamental em todas essas fases, pois ajuda a desenvolver estratégias saudáveis, fortalecer a autoestima e construir uma vida mais equilibrada e significativa.


  • O que fazer se eu sentir que a minha saúde mental está em risco?

    O que fazer se eu sentir que a minha saúde mental está em risco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Se você sente que sua saúde mental está em risco, o primeiro passo é reconhecer esse sinal e não ignorá-lo. Sintomas como ansiedade intensa, tristeza persistente, falta de motivação, alterações no sono ou pensamentos negativos frequentes são alertas de que algo precisa de atenção.

    O que você pode fazer:
    Buscar apoio psicológico: a terapia oferece um espaço seguro para compreender o que está acontecendo e encontrar estratégias de enfrentamento.
    Fortalecer sua rede de apoio: conversar com pessoas de confiança e não se isolar.
    Cuidar do básico: manter rotina de sono, alimentação equilibrada e momentos de descanso.
    Procurar ajuda profissional com urgência, caso perceba pensamentos de autolesão ou de não querer mais viver.

    Lembre-se: cuidar da saúde mental é um ato de prevenção e autocuidado. Quanto antes buscar ajuda, mais fácil será construir novos caminhos e recuperar o equilíbrio.


  • Como identificar e lidar com a sensação de vazio ?

    Como identificar e lidar com a sensação de vazio ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    A sensação de vazio geralmente aparece quando sentimos que algo está faltando em nossa vida, mesmo que externamente “tudo pareça bem”. Ela pode se manifestar como falta de propósito, desmotivação, dificuldade em sentir prazer ou até uma sensação de estar “desconectado de si mesmo”.

    Para identificar, é importante observar sinais como:
    Perda de interesse em atividades que antes faziam sentido;
    Sensação constante de insatisfação ou “nada é suficiente”;
    Questionamentos sobre identidade ou propósito.

    Para lidar com isso, o primeiro passo é reconhecer que essa sensação tem um significado, ela pode estar sinalizando necessidades emocionais não atendidas ou padrões de vida que não estão alinhados aos seus valores. O acompanhamento psicológico ajuda a compreender a origem desse vazio e a construir novas formas de conexão consigo mesmo, ressignificando experiências e fortalecendo a autoestima e o sentido de vida.


  • Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec

    Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Oi! Primeiramente, obrigada por confiar e dividir algo tão íntimo.
    O que você está sentindo é mais comum do que parece, especialmente quando existe um histórico de traumas emocionais e relações passadas que te ensinaram a ficar em alerta.
    Quando a insegurança aparece, mesmo diante de um parceiro que te trata bem, não significa que há algo errado com você.
    Mas sim que há algo aí dentro que está pedindo atenção, proteção e acolhimento.

    Muitas vezes, o nosso sistema emocional cria estratégias de defesa que nos fazem sentir ameaçadas em situações que mexem com memórias passadas, mesmo que o contexto atual seja diferente. Ou seja: não é só ciúmes, é sobrevivência emocional.

    O primeiro passo?
    Observar, com honestidade e sem culpa, o que exatamente te incomoda nessa dinâmica.
    Pergunte a si mesma:
    • É sobre o que ele faz hoje, ou sobre o que isso desperta em mim?
    • Quais medos ou memórias estão sendo ativados aqui?
    • Eu me sinto segura comigo ou só quando sinto que o outro “prova” isso?
    E aqui entra o ponto mais importante:
    Você não precisa decidir agora se o problema é “você ou ele”.
    Você pode, sim, começar olhando pra dentro, não pra se culpar, mas pra se entender.

    A terapia te ajuda exatamente com isso: A entender de onde vem essa dor, como ela se forma e o que você pode fazer pra fortalecer a sua autoestima e construir relações com mais leveza e segurança, inclusive com você mesma.
    Você merece se sentir segura não só no relacionamento, mas dentro de você.
    E esse processo começa por você.


  • Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acor

    Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acordo mal, desanimada, com medo de ser demitida por não ser boa o suficiente, sinto que nada que eu faça está bom. Algo pequeno se torna gigante, acabo me comparando com outras pessoas da minha área e sinto que nunca vou alcançar o nível. Me sinto frustada e irritada, e super mal por não me sentir boa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Oi! Antes de tudo: obrigada por compartilhar algo tão sincero.
    O que você descreveu é mais comum do que parece, especialmente entre mulheres competentes que vivem sob pressão constante.

    E não, isso não é “normal” no sentido de saudável.
    Mas é “comum” em quem carrega níveis altos de autocrítica, medo de falhar e uma necessidade silenciosa de controlar tudo pra se sentir segura.
    Esse ciclo que você vive de insegurança, comparação, medo de não ser boa o suficiente, sensação de que algo pequeno vira gigante, costuma ser um reflexo de padrões internos que foram se construindo ao longo da sua vida.
    Você não escolheu sentir isso, mas pode escolher começar a entender e ressignificar esses padrões.
    O primeiro passo?
    Observar com mais gentileza o que está por trás dessas reações.
    Não só o que você sente , mas o que você acredita sobre si mesma quando sente isso.

    Pergunte a si mesma, com curiosidade e não com cobrança:
    • O que eu estou tentando proteger quando quero controlar tudo?
    • Em que momento comecei a achar que precisava provar meu valor o tempo todo?
    • Que voz interna está dizendo que eu não sou boa o suficiente?
    Só de começar a se fazer essas perguntas, você já sai do piloto automático e começa a se ouvir de verdade. E esse é um passo valioso.
    Na terapia, a gente aprofunda esse processo com segurança e estratégia.
    Você não precisa seguir sozinha. E não precisa “dar conta” de tudo pra merecer ajuda.
    A sua força não está em esconder o que sente. Está em começar a olhar pra isso com mais consciência e cuidado.


  • É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro

    É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
    Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
    (Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Clara dos Anjos Moreira

    Olá! O que você descreve não é incomum e merece atenção, sim.
    Sentir tristeza com frequência, ter dificuldade de aproveitar os momentos bons e carregar lembranças difíceis, como brigas em casa, pode estar ligado a feridas emocionais não elaboradas.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente entende que experiências marcantes podem influenciar a forma como pensamos, sentimos e enxergamos o futuro. E esses pensamentos, muitas vezes negativos, acabam alimentando ainda mais a tristeza.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Com apoio psicológico, é possível ressignificar o que te machuca, entender melhor o que sente e construir um futuro mais leve e esperançoso.


Perguntas frequentes

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