Perguntas do paciente (13)

  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Olá! Obrigada por compartilhar uma questão tão íntima. Percebo o quanto isso tem lhe causado sofrimento.

    Pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) frequentemente experimentam pensamentos involuntários, indesejados e que entram em conflito com seus valores. O grande sofrimento costuma surgir não apenas pelo conteúdo do pensamento, mas pelo significado que a pessoa atribui a ele.

    Ter imaginado, por um instante, como sua vida poderia ter sido se tivesse feito outra escolha não significa, necessariamente, que você deseje essa realidade ou que ainda exista um sentimento por essa pessoa. Nossa mente produz inúmeros pensamentos, lembranças e hipóteses ao longo do dia, e eles não representam, por si só, intenções, desejos ou verdades.

    Ao mesmo tempo, não é possível concluir, por meio de uma mensagem, se esse pensamento está relacionado ao TOC ou a outros aspectos da sua história emocional. Essa diferenciação exige uma avaliação clínica cuidadosa.

    O que chama atenção no seu relato é a intensidade da culpa e o quanto ela permanece mesmo após seu companheiro ter escolhido seguir com a relação. Quando a culpa se torna persistente e faz a pessoa questionar repetidamente o significado dos próprios pensamentos, vale a pena investigar se esse processo está sendo influenciado pelo TOC.

    A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode ajudar a compreender esse funcionamento, reduzir a necessidade de buscar certezas absolutas e desenvolver uma relação mais saudável com os próprios pensamentos. Em muitos casos, isso permite que a culpa deixe de ocupar um espaço tão grande na vida da pessoa.

    Lembre-se: pensamentos não são ações. Nem todo pensamento reflete quem somos ou aquilo que realmente desejamos. Aprender a se relacionar com eles de forma diferente costuma ser um passo importante no tratamento.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    É compreensível que essa dúvida surja, principalmente quando os sintomas parecem se sobrepor. Dificuldades de atenção, inquietação, sobrecarga sensorial, cansaço, desânimo ou isolamento podem estar presentes em diferentes condições, e apenas uma avaliação cuidadosamente permite compreender o que está acontecendo. Tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem ser um bom primeiro passo. o mais importante é iniciar a investigação com um profissional qualificado. o psicólogo realizará uma avaliação clínica detalhada, explorando sua história de vida, o início dos sintomas, seu funcionamento nas diferentes área da vida e como essas dificuldades impactam o seu dia a dia. Já o psiquiatra poderá avaliar a necessidade de medicação, quando indicada, além de contribuir para o diagnóstico diferencial. Em muitos casos, o melhor resultado acontece quando o psicólogo e psiquiatra trabalham de forma integrada. isso é especialmente importante quando há suspeita de condições como TDAH, Trantorno do espectro Autista (TEA) e depressão, já que algumas caracterísitcas podem coexistir ou até se confundir.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Sentir que "tudo depende de mim" pode ser muito desgastante. Muitas vezes, essa sensação está relacionada a um padrão de responsabilidade excessiva, em que a pessoa acredita que precisa dar conta de tudo, resolver os problemas de todos ou evitar que algo dê errado. Com o tempo, esse modo de funcionar pode levar à sobrecarga, ansiedade, culpa e dificuldade para descansar, mesmo quando não há uma demanda real. Um primeiro passo é se perguntar: "Isso realmente está sob o meu controle ou estou assumindo uma responsabilidade que não é minha?" Essa reflexão ajuda a diferenciar daquilo que pertence ao outro ou às circunstâncias. Na psicoterapia, é possível identificar as crenças que sustentam esse padrão, aprender a estabelecer limites mais saudáveis, desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesmo e construir formas de viver com menos peso e mais equilíbrio. Você não precisa carregar tudo sozinho. pedir ajuda e aprender a dividir responsabilidades também faz parte do cuidado com a saúde mental.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas uma pessoa, mas também planos, expectativas, rotinas e a ideia de um futuro que havia sido construído. É natural que nesse período, surjam emoções como tristeza, saudade, raiva, culpa, insegurança e até momentos de esperança e reconciliação. cada pessoa vivência esse processo de maneira única, e não existe um tempo "certo" para superar um término. Superar essa dor não significa esquecer o que foi vivido, mas aprender a integrar essa experiência à sua história, ressignificando o relacionamento e reconstruindo a própria vida. Esse processo envolve acolher as emoções, cuidar de si, fortalecer a rede de apoio e, aos poucos, retomar atividades e projetos que façam sentido. Quando o sofrimento é muito intenso, persiste por um longo período ou começa a comprometer o trabalho, os estudos, o sono ou a qualidade de vida, buscar ajuda psicológica pode fazer toda a diferença. A psicoterapia oferece um espaço seguro para elaborar esse luto, compreender os aprendizados da experiência e reconstruir a vida emocional de forma mais saudável. Att Cristiane


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    A tristeza que você sente é compreensível. Objetos da infância muitas vezes carregam muito mais do que um valor material: eles representam memórias, vínculos, momentos importantes da vida e partes da nossa própria história.

    Quando esses objetos são perdidos ou descartados sem a nossa autorização, é comum surgirem sentimentos como tristeza, raiva, frustração e até a sensação de que algo muito importante foi tirado de nós. Permita-se reconhecer essa perda, sem se julgar por estar sofrendo.

    Embora os objetos não possam ser recuperados, as lembranças, os significados e as experiências que eles representam continuam fazendo parte de quem você é. Resgatar fotografias, conversar sobre essas memórias ou escrever sobre o que aqueles objetos simbolizavam pode ajudar a elaborar esse processo.

    Se essa perda desperta um sofrimento intenso ou traz à tona outras experiências de desrespeito, invasão de limites ou perdas importantes da sua história, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender por que esse episódio foi tão marcante e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essas emoções.

    Em alguns momentos, não sofremos apenas pela perda de um objeto, mas pelo significado que ele carregava. E acolher esse significado é parte importante do processo de elaboração emocional.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Sim, é possível haver uma melhora muito significativa dos sintomas do Transtorno de estresse Pós-Traumático (TEPT), e muitas pessoas deixam de preencher os critérios para o diagnóstico pós um tratamento adequado. No entanto, é importante compreender que cada pessoa responde de forma diferente. O objetivo do tratamento não é "apagar" o trauma, mas fazer com que ele deixe de controlar a vida da pessoa. Com o tempo, as lembranças tendem a perder a intensidade emocional, os gatilhos tornam-se mais manejáveis e a qualidade de vida pode ser amplamente recuperada. Em algumas situações de maior estresse, é possível que determinados sintomas reapareçam temporariamente. isso não signifia que o tratamento falhou ou que a pessoa voltou ao ponto inicial. Muitas vezes, trata-se de uma resposta natural do organismo diante de novas adversidades, e a pessoa já dispões de recursos para lidar com isso de forma mais saudável.
    A psicoterapia, especialmente abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tem demonstrado excelentes resultados no tratamento do TEPT. Em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra e o uso de medicação também podem ser indicados.
    Portanto, com um tratamento adequado, é possível reduzir significativamente os sintomas, retomar atividades importantes e reconstruir uma vida com mais segurança e bem-estar.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Olá! Antes de qualquer coisa, quero dizer que sinto muito por todo o sofrimento que você descreveu. percebo o quanto essas dificuldades têm limitado sua vida e o quanto foi difícil encontrar coragem para escrever esse relato. Os sintomas que você descreve merecem uma avaliação cuidadosa. eles podem estar relacionados a um quadro de ansiedade social, entre outras possibilidades, e não significam que você seja "fraca" ou "menos capaz". A boa notícia é que esse tipo de dificuldade tem tratamento. A psicoterapia, especialmente abordagens com evidências cientificas, como a terapia Cognitiva comportamental (TCC), ajuda a compreender os pensamentos que alimentam esse medo, desenvolver novas formas de lidar com a ansiedade e retomar gradualmente a confiança nas situações sociais. Em alguns casos, também é importantes realizar uma avaliação com um psiquiatra, que poderá verificar se há indicação de medicação para reduzir a intensidade dos sintomas e facilitar o processo terapêutico. Você comentou que tem medo de procurar ajuda e não ser levada a sério. Quero tranquilizá-la pois um bom profissional está preparado para acolher seu sofrimento sem julgamentos. O fato de você ter conseguido escrever essa mensagem mostra que existe uma parte sua que ainda acredita que é possível viver de forma diferente. Não desista de buscar ajuda. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e há tratamento para que sua vida deixe de ser guiada pelo medo.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    É compreensível sentir essa frustração. Vivemos em uma sociedade que, muitas vezes, estabelece prazos para tudo: quando devemos nos formar, construir uma carreira, casar, ter filhos ou alcançar estabilidade financeira. Quando nossa trajetória não segue esse "roteiro", é comum surgir a sensação de estar atrasado.

    No entanto, vale a pena refletir: atrasado em relação a quem? Cada pessoa enfrenta desafios, oportunidades e tempos diferentes. Comparar os bastidores da sua vida com os resultados que você vê na vida dos outros costuma gerar um sofrimento desnecessário.

    Além disso, percebo que sua motivação parece estar muito vinculada ao momento em que acredita que será feliz. Mas a vida não começa quando uma meta é alcançada. Ela acontece durante o caminho. Se colocamos toda a nossa felicidade em um ponto distante do futuro, corremos o risco de deixar de viver o presente.

    Continue investindo nos seus objetivos, mas também procure reconhecer as pequenas conquistas que já fazem parte da sua trajetória. Elas mostram que você está em movimento, e não parado.

    Se essa sensação de inadequação ou fracasso persiste, a psicoterapia pode ajudar a identificar as crenças que alimentam essa percepção, fortalecer a autoestima e construir uma relação mais saudável com o próprio tempo.

    A vida não acontece na idade em que tudo dá certo. Ela acontece no dia em que você deixa de medir seu valor pela velocidade das suas conquistas.


  • Como a instabilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se assemelhar à hiperfixaç

    Como a instabilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se assemelhar à hiperfixação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    A instabilidade no Transtorno de Personalidade Borderline envolve emoções intensas e flutuantes, enquanto a hiperfixação é um foco prolongado e cognitivo.
    No Borderline, a busca é por regulação emocional; na hiperfixação, por controle e prazer no foco.


  • O que é a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que é a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o termo “hiperfixação” pode ser usado para descrever uma intensidade emocional e relacional muito forte quando a pessoa direciona toda a atenção e energia a alguém, a uma ideia ou situação.
    Essa fixação, porém, não é o mesmo que a hiperfocalização observada em condições como o TDAH ou o autismo, onde o foco costuma ser cognitivo e voltado para um interesse específico.

    No TPB, essa hiperfixação está ligada à busca por estabilidade emocional e medo de rejeição. A pessoa pode se prender a alguém ou a algo como uma forma de tentar se sentir segura, compreendida ou validada.
    É uma forma inconsciente de regulação afetiva, que alterna entre idealização e frustração, marcando o padrão de intensidade e instabilidade afetiva típico do transtorno.

    Reconhecer esse movimento é o primeiro passo para desenvolver autoconsciência e estratégias de autorregulação, fortalecendo vínculos mais saudáveis e estáveis.

    Dra. Cristiane Lorenzi Teixeira
    Psicóloga | TCC & Desenvolvimento Emocional
    Agende comigo: Doctoralia – Dra. Cristiane Teixeira


  • Como o bullying afeta os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o bullying afeta os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    O bullying pode ter um impacto profundo e duradouro nos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
    Pessoas com traços ou diagnóstico de TPB já possuem uma sensibilidade emocional elevada e uma grande dificuldade em lidar com rejeições ou críticas. Quando vivenciam o bullying seja na infância, adolescência ou vida adulta esses episódios funcionam como gatilhos emocionais, intensificando sentimentos de vergonha, raiva, solidão e medo de abandono.

    O trauma repetido do bullying pode reforçar crenças negativas sobre si mesmo (“não sou bom o bastante”, “ninguém me quer”) e aumentar os comportamentos impulsivos ou autodestrutivos, típicos do transtorno.
    Além disso, o histórico de humilhações pode dificultar a construção de vínculos seguros e a confiança nos relacionamentos futuros.

    A boa notícia é que, com acompanhamento psicológico, especialmente pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), no qual sou especialista, e abordagens focadas em regulação emocional, é possível ressignificar essas experiências, fortalecer a autoestima e reconstruir uma forma mais estável e saudável de se relacionar consigo e com o outro.

    Dra. Cristiane Lorenzi Teixeira
    Psicóloga | TCC & Desenvolvimento Emocional
    Agende comigo: Doctoralia – Dra. Cristiane Teixeira


  • Quais estratégias socioemocionais podem ajudar no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Quais estratégias socioemocionais podem ajudar no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    Estratégias socioemocionais no TOC envolvem autoconhecimento, tolerância à incerteza e regulação emocional.
    A TCC com exposição e prevenção de resposta ajuda o paciente a reduzir compulsões e fortalecer o autocontrole.

    Dra. Cristiane Lorenzi Teixeira
    Psicóloga | TCC & Desenvolvimento Emocional
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  • O que é o "vazio existencial" e como ele se relaciona com a impulsividade?

    O que é o "vazio existencial" e como ele se relaciona com a impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Cristiane Lorenzi Teixeira

    O chamado “vazio existencial” é uma sensação profunda de falta de propósito, desconexão e perda de significado na vida.
    Ele costuma surgir quando a pessoa se distancia dos próprios valores, desejos e emoções passando a viver no “modo automático”, apenas reagindo às circunstâncias.

    Essa ausência de sentido interno pode gerar tédio, ansiedade e uma busca constante por algo que preencha esse vazio.
    É justamente aí que a impulsividade aparece: como uma tentativa rápida e momentânea de aliviar a dor interna.
    A pessoa pode agir sem refletir, buscar estímulos intensos (compras, comida, relações, trabalho, redes sociais) para tentar sentir algo.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos para reconectar o indivíduo ao que dá sentido à sua vida, ajudando-o a identificar pensamentos automáticos, crenças e padrões emocionais que o mantêm preso nesse ciclo.
    Com o tempo, é possível substituir a impulsividade por ações conscientes e alinhadas aos próprios valores, preenchendo o vazio com propósito real, não com urgências momentâneas.

    Cristiane Teixeira
    Psicóloga | TCC & Desenvolvimento Emocional
    Agende comigo: Doctoralia


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