Perguntas do paciente (13)
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de qualquer coisa, quero dizer que sinto muito que você esteja enfrentando isso há tanto tempo. Pelo seu relato, esse sofrimento parece intenso e está interferindo em diferentes áreas da sua vida, especialmente no trabalho, nas relações e na forma como você se percebe.
O que você descreve não é simplesmente "timidez". Embora apenas uma avaliação presencial possa estabelecer um diagnóstico, seus sintomas merecem ser levados a sério e investigados por um profissional de saúde mental. Existem condições, como o transtorno de ansiedade social, entre outras possibilidades, que podem provocar exatamente esse tipo de sofrimento e têm tratamento.
O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é o psicólogo, que poderá compreender sua história, identificar os fatores que mantêm esse medo e ajudá-la a desenvolver estratégias para recuperar sua autonomia. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com um psiquiatra, principalmente quando a ansiedade é muito intensa ou limita significativamente a rotina.
Dependendo do que for observado durante o acompanhamento, outros profissionais, como terapeuta ocupacional ou neuropsicólogo, podem ser indicados para complementar a avaliação ou o tratamento, quando houver necessidade.
Gostaria de destacar um ponto do seu relato que me chamou a atenção: você escreveu que tem medo de procurar ajuda porque acredita que talvez não levem seu sofrimento a sério. A boa notícia é que um profissional qualificado está preparado justamente para acolher pessoas que chegam com esse tipo de receio. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
Quando o medo começa a determinar onde você trabalha, como se relaciona e até o quanto consegue falar com as pessoas, ele deixa de ser apenas uma característica da personalidade e passa a merecer cuidado. Buscar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas o primeiro passo para recuperar a liberdade de viver.
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De forma geral, não há exigência legal de um laudo psicológico para que uma pessoa maior de idade tenha acesso à terapia hormonal. Atualmente, a conduta é baseada no modelo de cuidado afirmativo e no consentimento informado, sendo a avaliação realizada pela equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.
Da mesma forma, não existe um tempo mínimo obrigatório de acompanhamento psicológico antes do início da terapia hormonal. O acompanhamento psicológico pode ser recomendado quando a própria pessoa deseja um espaço para refletir sobre o processo, lidar com dúvidas, fortalecer recursos emocionais ou enfrentar desafios relacionados à vivência de gênero, mas não deve ser entendido como uma etapa obrigatória para validar sua identidade.
Cada caso deve ser avaliado individualmente pela equipe assistente, considerando as necessidades, a capacidade de tomada de decisão e as condições de saúde da pessoa.
Independentemente do motivo que leva alguém a procurar um psicólogo, um bom acompanhamento não tem como objetivo dizer quem a pessoa é, mas ajudá-la a compreender sua própria experiência, tomar decisões conscientes e atravessar momentos importantes da vida com mais segurança emocional.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que tristeza, choro e momentos de maior recolhimento fazem parte da experiência humana. Sentir essas emoções, por si só, não significa que exista algo "errado" com você.
No entanto, ao ler sua pergunta, chamou minha atenção um aspecto importante: você relata que sente dificuldade para expressar seus sentimentos no relacionamento, tem a sensação de precisar "pisar em ovos" ao falar e percebe que, em outros momentos, suas emoções não foram validadas.
Quando nos sentimos constantemente incompreendidos ou evitamos dizer o que pensamos por medo da reação do outro, é natural que isso gere sofrimento emocional. Com o tempo, a tristeza pode se tornar mais frequente e até surgir a vontade de se isolar.
Isso não significa, necessariamente, que o relacionamento seja a única causa do que você está sentindo, mas indica que vale a pena olhar com atenção para essa dinâmica e para a forma como ela tem impactado sua saúde emocional.
Buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender de onde vem esse sofrimento, reconhecer suas necessidades emocionais e desenvolver formas mais saudáveis de se posicionar nas relações.
Às vezes, a tristeza não aparece porque somos frágeis. Ela aparece porque, durante muito tempo, deixamos de dar espaço para aquilo que sentimos. Compreender essa história costuma ser o primeiro passo para construir relações mais leves, inclusive com nós mesmos.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a forma como a pessoa percebe o futuro?
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a forma como a pessoa percebe o futuro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta significativamente a percepção do futuro. Indivíduos com TPB frequentemente vivenciam uma "falha de continuidade" temporal, caracterizada por emoções intensas e um senso fragmentado de identidade.A seguir, veja como essa condição altera a visão de futuro:
Predomínio do Presente (Foco no "Agora"): Durante crises ou picos de desregulação emocional, a percepção de tempo pode se estreitar. O presente torna-se avassalador, dificultando a projeção de longo prazo ou a avaliação de consequências futuras.
Impulsividade e Recompensas Imediatas: Devido à dificuldade de manter uma autoimagem estável e à sensação crônica de vazio, há uma tendência maior a desvalorizar recompensas futuras em prol de alívio ou gratificação imediata.
Sentimento de Vazio e Desconexão: Para muitos, imaginar o futuro não gera apenas otimismo ou pessimismo, mas uma sensação de vazio ou irrealidade. É difícil conceber estabilidade quando a vida emocional é descrita como uma "montanha-russa"
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Há relação entre alterações nos processos neuropsicológicos e a velocidade de remissão dos sintomas
Há relação entre alterações nos processos neuropsicológicos e a velocidade de remissão dos sintomas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, há uma relação direta. Déficits neuropsicológicos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) estão associados a prognósticos mais reservados e a uma velocidade de remissão mais lenta.Indivíduos que apresentam maiores disfunções em domínios cognitivos específicos enfrentam desafios maiores no processo de recuperação
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"A redução da sintomatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)segue um curso semelhant
"A redução da sintomatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)segue um curso semelhante em todos os pacientes diagnosticados?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, o curso clínico não é idêntico para todos os pacientes. A evolução do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) varia significativamente entre os indivíduos, dependendo de fatores como intervenções precoces, presença de comorbidades e rede de apoio. No entanto, evidências longitudinais demonstram que a maioria dos pacientes apresenta melhora substancial com o tempo.
Remissão e Recuperação: Estudos de longo prazo, como os do McLean Study of Adult Development (MSAD), mostram que altas taxas de remissão são alcançadas. Cerca de 85% dos pacientes deixam de preencher os critérios diagnósticos do DSM-IV após 10 anos.
Velocidade de Remissão Variável: Nem todos os sintomas desaparecem ao mesmo tempo. Sintomas agudos e comportamentais (como automutilação e impulsividade) tendem a remitir mais rapidamente com tratamento. Em contraste, sintomas afetivos e cognitivos (como sentimentos crônicos de vazio e medo de abandono) exigem mais tempo de manejo.
Sazonalidade: O curso do TPB é frequentemente caracterizado por flutuações, com recaídas ocasionais, embora longos períodos de estabilidade sejam a regra.Impacto do Tratamento: A psicoterapia estruturada, com destaque para a Terapia Comportamental Dialética (DBT), o Bom Manejo Clínico (GPM) e a Terapia Baseada na Mentalização (MBT), acelera e estabiliza a redução de sintomas em comparação ao acompanhamento sem tratamento específico.
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Quais hábitos podem ajudar a reduzir o risco de regressão no Transtorno de Personalidade Borderline
Quais hábitos podem ajudar a reduzir o risco de regressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A adesão contínua à psicoterapia e o uso de medicações prescritas são os pilares para a estabilização. Práticas diárias como estabelecer uma rotina previsível, praticar mindfulness e fazer exercícios físicos ajudam a gerenciar a vulnerabilidade emocional e prevenir recaídas.
Para entender como esses hábitos ajudam, confira a divisão abaixo:
1. Rotina e Cuidados com o CorpoA regulação biológica é a base para o controle emocional.Higiene do Sono: Dormir de \(7\) a \(9\) horas por noite é vital, pois a privação de sono aumenta drasticamente a reatividade emocional.
Exercício Físico Regular: Atividades como caminhada, corrida ou ioga auxiliam na redução da ansiedade e na estabilização do humor.
Redução de Álcool e Drogas: O uso de substâncias atua como um gatilho para a impulsividade e piora a oscilação de humor.
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A identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrita como um sistema não l
A identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrita como um sistema não linear?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrita como um sistema não linear, frequentemente caracterizado pela instabilidade, desregulação emocional intensa e rápidas mudanças na autoimagem, valores e objetivos. A teoria dos sistemas dinâmicos ou não lineares é útil para entender como pequenas mudanças internas ou externas podem desencadear grandes respostas emocionais e comportamentais (o "efeito borboleta") no indivíduo com TPB.
Não deixe de procurar ajuda! Você não precisa passar por tudo isso sozinho!
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Como a "Propriocepção" e a "Interocepção" afetam a identidade no Transtorno de Personalidade Borderl
Como a "Propriocepção" e a "Interocepção" afetam a identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)??trackid=sp-00609:57No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a instabilidade da identidade (ou perturbação da identidade) é a dificuldade persistente de manter uma percepção coerente e constante de si mesmo.
Imagine que a maioria das pessoas tem uma "âncora" interna que diz quem elas são, independentemente da situação. No TPB, essa âncora é frágil ou inexistente, fazendo com que a pessoa se sinta como um "camaleão", mudando conforme o ambiente ou as pessoas ao redor para preencher um profundo sentimento de vazio.
Se hoje você apresenta esse transtorno, saiba que não precisa enfrentar tudo isso sozinho! Busque ajuda!
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O que significa "instabilidade da identidade" no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline
O que significa "instabilidade da identidade" no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A instabilidade da identidade é um dos critérios diagnósticos fundamentais do DSM-5 para o TPB. O tratamento geralmente envolve:
Psicolterapia: Focada em regulação emocional e autoconhecimento.
Terapia de Esquemas: Ajuda a identificar e mudar padrões de pensamento profundamente enraizados sobre si mesmo.
Psicoterapia Focada na Transferência: Trabalha especificamente a integração da identidade.
Para quem vive com TPB, a sensação é a de "atuar" em papéis diferentes o tempo todo, sem nunca saber quem é o "ator" por trás da máscara.
Busque ajuda o quanto antes!
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Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderli
Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras doenças mentais ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível uma pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outros transtornos mentais ao mesmo tempo. Essa situação é conhecida como comorbidade psiquiátrica, e é relativamente comum na prática clínica. Esses diagnósticos podem coexistir da seguinte forma:
1. Deficiência Intelectual Leve (DIL)
Envolve limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo. O QI geralmente está entre 50-70. Pode haver dificuldades na comunicação, no aprendizado e nas habilidades sociais.
Pessoas com DIL são mais vulneráveis a desenvolver outros transtornos mentais, por fatores biológicos, sociais e ambientais.
2. Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Caracteriza-se por instabilidade emocional, impulsividade, relacionamentos intensos e medo de abandono. Pode ocorrer em pessoas com funcionamento intelectual normal ou com leve comprometimento intelectual.
Em pessoas com DIL, é mais difícil diagnosticar TPB, pois os critérios precisam ser avaliados com cautela para não confundir com comportamentos esperados da própria limitação intelectual.
3. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
Envolve obsessões (pensamentos indesejados e repetitivos) e compulsões (comportamentos repetitivos para aliviar a ansiedade).
Pode coexistir com DIL, embora o diagnóstico também exija atenção para diferenciar de comportamentos repetitivos ligados à própria deficiência.
TOC é diagnosticável mesmo em níveis leves de deficiência, desde que a pessoa consiga descrever minimamente suas obsessões ou rituais.
4. Outras Doenças Mentais Comuns
Pessoas com DIL ou TPB podem também ter:
Depressão
Transtornos de Ansiedade
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Transtornos Psicóticos
Diagnóstico: Cuidado e Avaliação Especializada
Diagnosticar múltiplos transtornos exige:
Avaliação multidisciplinar (psiquiatra, psicólogo, neuropsicólogo).
Entrevistas clínicas detalhadas, preferencialmente com familiares.
Instrumentos adaptados para o nível de compreensão da pessoa.
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Quais os impactos positivos e negativos da psicologia ambiental ?
Quais os impactos positivos e negativos da psicologia ambiental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Psicologia Ambiental estuda a interação entre pessoas e ambientes físicos (naturais e construídos). Ela busca entender como o ambiente afeta o comportamento humano e como os seres humanos afetam o ambiente. Aqui estão seus principais impactos positivos e negativos:
Impactos Positivos da Psicologia Ambiental
Promoção do Bem-Estar e da Qualidade de Vida
Ambientes bem planejados (com luz natural, vegetação, conforto térmico e acústico) podem reduzir o estresse, melhorar o humor e aumentar a produtividade.
Planejamento Urbano e Arquitetura Sustentável
A psicologia ambiental colabora com urbanistas e arquitetos na criação de espaços mais humanizados, acessíveis, seguros e sustentáveis.
Estímulo a Comportamentos Sustentáveis
Promove atitudes conscientes como reciclagem, uso racional da água e energia, mobilidade sustentável (ex.: incentivo ao uso de bicicleta).
Redução de Problemas Psicossociais
Melhora a convivência social em comunidades ao planejar espaços que favoreçam encontros, lazer e pertencimento.
Educação Ambiental
Contribui para formar cidadãos mais conscientes da importância de preservar o meio ambiente.
Impactos Negativos ou Limitações da Psicologia Ambiental
Aplicação Limitada em Políticas Públicas
Apesar do potencial, muitas decisões urbanas ignoram os estudos psicológicos, priorizando interesses econômicos ou políticos.
Dificuldade de Medição Precisa
Fatores ambientais e comportamentais são complexos e multifatoriais, o que dificulta a medição exata de impactos.
Risco de Gentrificação
Melhoria de espaços urbanos baseada em critérios de conforto e estética pode levar à expulsão de populações de baixa renda (gentrificação).
Custos de Implementação
Projetos baseados na psicologia ambiental (praças, reformas sustentáveis, acessibilidade) podem ter alto custo inicial, o que desestimula gestores.
Desigualdade de Acesso aos Benefícios
Nem todos os grupos sociais têm acesso a ambientes saudáveis, o que reforça desigualdades socioambientais.
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Quais são os tipos dominantes de personalidade? .
Quais são os tipos dominantes de personalidade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os tipos dominantes de personalidade são geralmente classificados com base em diferentes teorias psicológicas. A mais conhecida e amplamente utilizada é a teoria dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade (Big Five), mas também existem modelos como o de Carl Jung/MBTI, o de temperamentos clássicos e outros. Abaixo, resumo os principais tipos dominantes de personalidade conforme essas abordagens:
1. Teoria dos Cinco Grandes Fatores (Big Five)
Esse modelo descreve a personalidade em cinco dimensões principais, não como tipos fixos, mas como espectros:
Abertura à experiência (Openness)
Criativo, curioso, imaginativo.
Baixa abertura: mais prático, convencional.
Conscienciosidade (Conscientiousness)
Organizado, responsável, disciplinado.
Baixa conscienciosidade: impulsivo, desorganizado.
Extroversão (Extraversion)
Sociável, assertivo, energizado por interações sociais.
Introversão: reservado, introspectivo.
Amabilidade (Agreeableness)
Simpático, cooperativo, empático.
Baixa amabilidade: competitivo, cético.
Neuroticismo (Neuroticism)
Emocionalmente instável, ansioso, sensível.
Baixo neuroticismo: calmo, estável.
2. MBTI (Myers-Briggs Type Indicator)
Baseado em Carl Jung, divide a personalidade em 16 tipos, a partir de 4 dicotomias:
Extroversão (E) vs. Introversão (I)
Sensação (S) vs. Intuição (N)
Pensamento (T) vs. Sentimento (F)
Julgamento (J) vs. Percepção (P)
Exemplos de tipos populares:
INTJ – Estrategista visionário
ESFP – Comunicativo e espontâneo
INFJ – Idealista e reservado
ESTJ – Líder prático e organizado
3. Temperamentos Clássicos (Hipócrates/Galeno)
São 4 tipos tradicionais de personalidade:
Colérico – Dominante, determinado, líder.
Sanguíneo – Sociável, alegre, entusiasta.
Melancólico – Analítico, sensível, perfeccionista.
Fleumático – Calmo, confiável, pacificador.
4. Tipos de Personalidade Dominante no Trabalho (Perfil DISC)
Muito usado em contextos organizacionais:
Dominância (D) – Competitivo, assertivo, decidido.
Influência (I) – Comunicativo, inspirador, sociável.
Estabilidade (S) – Calmo, paciente, colaborativo.
Conformidade (C) – Preciso, analítico, sistemático.
Resumo dos Tipos Mais Frequentes de "Personalidade Dominante"
Dependendo da abordagem, personalidade dominante pode significar:
Uma pessoa com traços fortes de liderança, decisão e assertividade (como o tipo "colérico", o "D" do DISC, ou um alto grau de "extroversão" e "conscienciosidade").
Ou um perfil psicológico prevalente entre indivíduos de um grupo (ex.: muitos profissionais da saúde são do tipo “ISFJ” no MBTI).
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