Perguntas do paciente (334)

  • Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas m

    Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas mas começar outra vez antidepressivos? O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível o seu sofrimento, o desconforto físico e a angústia ao vivenciar náuseas fortes e dores de cabeça após interromper a medicação. Parar um tratamento e se deparar com esse mal-estar gera muitas dúvidas e receios sobre a necessidade de reiniciar os remédios, e faz todo sentido você buscar acolhimento e clareza para saber como agir com segurança neste momento.

    A sertralina atua aumentando a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central para regular o humor, o sono e a sensibilidade do corpo. No entanto, muitos receptores dessa mesma substância também estão presentes no estômago e no intestino. Podemos comparar o uso diário do medicamento a uma escada rolante em movimento constante, que ajuda o cérebro e o sistema digestivo a subirem juntos no mesmo ritmo suave. Quando a medicação é suspensa repentinamente, é como se os degraus parassem de forma abrupta, provocando um solavanco em todo o mecanismo. Esse descompasso temporário na circulação dos mensageiros químicos faz com que o organismo sinta a falta do estímulo regular, manifestando sintomas de descontinuação como o enjoo persistente e a pressão na cabeça enquanto tenta reencontrar o equilíbrio por conta própria.

    Como o manejo desses sintomas e a decisão sobre retomar ou ajustar o tratamento exigem uma avaliação clínica cuidadosa, é fundamental não tomar decisões por conta própria. Entre em contato o quanto antes com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso ou procure uma avaliação médica para relatar exatamente o que está sentindo. O profissional saberá orientar o melhor caminho para aliviar o seu desconforto.


  • Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo

    Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo para o próximo dia? E se for 1h depois, 3h depois, 9h depois, 12h depois? Quando sei que não é pra eu tomar outro? Porque a bula do remédio diz para tomar assim que lembrar mas também para não tomar dois "juntos" caso esqueça.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Quando utilizamos um medicamento de uso diário e contínuo, o medo de tomar uma dose em horário inadequado ou de sofrer com sintomas incômodos gera bastante ansiedade, e faz todo sentido você buscar clareza para entender a lógica biológica por trás dessas recomendações.

    A venlafaxina atua elevando a disponibilidade de serotonina e noradrenalina no sistema nervoso central para manter o equilíbrio emocional e a estabilidade dos circuitos cerebrais. Podemos comparar o nível do remédio na corrente sanguínea a uma fogueira que mantém o ambiente aquecido de forma suave e constante ao longo de vinte e quatro horas. A regra geral da medicina para esquecimentos baseia-se na proximidade da próxima tomada: se o atraso for curto, como poucas horas depois do horário habitual, costuma-se colocar a lenha esquecida para a chama não apagar. Porém, se o tempo passar muito e já estiver próximo da hora da dose seguinte, adicionar duas doses quase ao mesmo tempo criaria uma labareda perigosa e desnecessária. Nesses casos de intervalo muito avançado, a conduta mais segura geralmente é pular a dose esquecida e seguir o cronograma normal, evitando qualquer sobrecarga.

    Como a tolerância do organismo e o formato da liberação do comprimido podem variar para cada indivíduo, é fundamental alinhar essa conduta diretamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento. O profissional saberá definir com precisão uma janela segura de horário personalizada para o seu dia a dia.


  • Estou usando mirtazapina 15 mg há quase 2 semanas para ansiedade e pensamentos intrusivos. Os pensam

    Estou usando mirtazapina 15 mg há quase 2 semanas para ansiedade e pensamentos intrusivos. Os pensamentos eram minha principal queixa e ficaram mais intensos desde o início do tratamento. Também continuo com muita ansiedade e o sono não melhorou como esperado. Essa evolução é compatível com uma adaptação inicial ao medicamento ou costuma ser um sinal de que ele pode não ser a melhor opção para o paciente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A mirtazapina atua no sistema nervoso central facilitando a liberação de mensageiros químicos como a noradrenalina e a serotonina, além de interagir com receptores ligados ao descanso noturno. Uma forma simples de visualizar essa fase inicial é pensar em uma reforma na fiação elétrica de uma casa antiga. Antes que as luzes se estabilizem com uma iluminação suave e constante, a troca de cabos e disjuntores pode provocar faíscas temporárias e oscilações no fluxo de energia. Nas primeiras duas a quatro semanas, o cérebro ainda está reorganizando os circuitos neurais e recalibrando a sensibilidade das suas conexões. Por essa razão, períodos de turbulência transitória, com agitação mental ou sensação de descompasso, podem ocorrer durante a adaptação biológica, sem significar necessariamente que a substância não funcionará no longo prazo.

    É fundamental que você não interrompa e nem altere a dose por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento sobre a piora dos pensamentos e as dificuldades com o sono, pois ele saberá discernir se esse quadro reflete uma adaptação passageira ou se ajustes individualizados trarão mais conforto e segurança para você.


  • Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho ins

    Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho insônia, irritabilidade e mente acelerada, inclusive a noite. Acontece que percebi alguns lapsos de memória também, como perder as chaves, esquecer o gás ligado, dar a descarga, etc.
    Tenho 63 anos e nunca tive problemas de memória, será o efeito do bup?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Perceber esquecimentos cotidianos, como o gás ou as chaves, naturalmente gera receio e muitas dúvidas sobre a relação com a medicação que já faz parte da sua rotina há algum tempo, sendo uma atitude muito prudente buscar compreender o que o seu corpo está sinalizando.

    A bupropiona atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade de neurotransmissores estimulantes, principalmente a dopamina e a noradrenalina, substâncias que promovem energia, foco e disposição. Para visualizar esse mecanismo, pense no cérebro como o motor de um carro que recebeu um acelerador mais sensível para rodar com eficiência. Quando esse motor permanece em alta rotação, principalmente próximo ao descanso noturno, as noites mal dormidas e a irritabilidade podem sobrecarregar o painel de bordo. A falta de um sono profundo e reparador, aliada à agitação mental constante, impede que o cérebro organize as informações e arquive as lembranças com calma, o que frequentemente gera falhas de atenção e esses esquecimentos passageiros, além de ser essencial avaliar a saúde global e a faixa etária com atenção.

    Por essa razão, é fundamental que você converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento para relatar todos esses sinais com detalhes. O profissional poderá avaliar o quadro de forma integral, investigar possíveis causas para essas alterações e verificar se os horários ou o plano terapêutico continuam adequados para você, sem que faça qualquer mudança por conta própria. Desejo muita serenidade, noites tranquilas e uma excelente continuidade nos seus cuidados de saúde.


  • Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?

    Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    er essa cautela antes de misturar qualquer bebida alcoólica aos seus remédios diários demonstra uma preocupação muito legítima e responsável com a sua saúde e com o sucesso do seu tratamento.

    A sertralina atua ajustando os níveis de serotonina para regular o humor e a ansiedade, enquanto o amato, cujo princípio ativo é o topiramato, age acalmando a excitabilidade elétrica das células cerebrais. Para compreender como essa combinação funciona, imagine o cérebro como um tráfego organizado em que as medicações atuam mantendo a velocidade segura e os semáforos em pleno sincronismo. O álcool, por sua vez, entra nessa via como uma neblina repentina e imprevisível. Ele compete com os remédios pelo processamento no fígado e altera os mesmos freios e aceleradores cerebrais, podendo potencializar a sonolência, reduzir reflexos, desencadear tonturas e até diminuir a eficácia esperada do tratamento ao longo dos dias seguintes.

    Cada organismo possui um ritmo metabólico único e uma tolerância particular a esses estímulos. Por esse motivo, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso sobre a possibilidade e a segurança desse consumo no seu momento atual de tratamento, sem interromper ou ajustar suas doses por conta própria. Desejo muita saúde, equilíbrio e momentos de bem-estar na sua rotina.


  • Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje

    Tive crises de ansiedade e o psiquiatra alterou minha dosagem de fluoxetina de 30mg para 40mg, hoje completa 25 dias e também tomo 5 gotas de clonazepam todos os dias pela manhã (momento do dia que tinha crises e sinto mais tensão). As crises diminuíram, mas ainda me sinto tensa. Isso é esperado? Quanto tempo ainda devo sentir isso antes do total efeito da fluoxetina? Conseguirei saber se o efeito está completo mesmo tomando o clonazepam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Lidar com a ansiedade exige muita paciência, e ter dúvidas sobre o tempo necessário para alcançar a estabilidade plena, bem como sobre a influência de cada remédio nesse processo, é uma atitude muito legítima e natural de quem busca retomar o bem-estar por completo.

    A fluoxetina atua modulando os níveis de serotonina para regular o humor e a serenidade a longo prazo, enquanto o clonazepam age como um freio de emergência temporário, aliviando o excesso de agitação nos momentos mais vulneráveis do dia. Imagine o cérebro como um jardim que enfrentou um período de ventos fortes e terra ressecada. O aumento da medicação de base funciona como um novo sistema de irrigação que leva de quatro a seis semanas, ou por vezes um pouco mais, para hidratar o solo profundamente e fortalecer as raízes neurais. Por isso, oscilações e tensões residuais em torno do vigésimo quinto dia são esperadas, pois o terreno ainda está absorvendo a água. Conforme essa estabilidade biológica se consolida, você e seu médico perceberão de forma nítida que a mente passa a se sustentar com mais firmeza e clareza, facilitando o momento oportuno de soltar o freio de apoio.

    Cada organismo possui um ritmo próprio de cicatrização e resposta aos estímulos. Por essa razão, é fundamental continuar conversando abertamente com o seu médico psiquiatra sobre essas sensações, relatando a redução das crises e a tensão restante para que ele guie os próximos passos com segurança, sem qualquer alteração nas dosagens por conta própria.


  • Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A sertralina atua no sistema nervoso central organizando a disponibilidade da serotonina, um dos principais mensageiros químicos responsáveis por regular o humor e a ansiedade. Diferente de calmantes de tarja preta, esse medicamento não causa vício, dependência química ou necessidade de doses cada vez maiores para manter o mesmo efeito biológico. Para entender de forma simples, pense no cérebro como um jardim que estava enfrentando um período prolongado de seca. A medicação funciona como um sistema temporário de irrigação, garantindo a água necessária para que a terra se recupere e a vegetação volte a florescer com vitalidade. Quando chega o momento oportuno de encerrar os cuidados, o fluxo é reduzido gradualmente, apenas para permitir que o solo volte a reter a sua própria umidade com suavidade e sem choques bruscos.

    Cada organismo possui um tempo próprio de resposta, por isso é fundamental manter um diálogo aberto com o médico que acompanha o seu caso para esclarecer qualquer insegurança ao longo do tratamento. Jamais inicie, altere ou interrompa o uso por conta própria, garantindo sempre um acompanhamento próximo e individualizado. Desejo serenidade, confiança nesse processo e uma excelente recuperação em sua jornada de bem-estar.


  • Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no o

    Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no outro dia, o que pode estar acontecendo? Já tomo Rivotril a uns cinco anos 12 gotas e gostaria de tirá-lo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    O nosso cérebro funciona de maneira muito parecida com um motor moderno, que conta com freios e aceleradores químicos para regular o ritmo de vigília e repouso. Remédios como o Rivotril agem pisando forte no freio da atividade neural. No entanto, quando esse freio é acionado continuamente por anos seguidos, o cérebro pode se acostumar e passar a exigir um esforço cada vez maior para alcançar o mesmo resultado, fenômeno que a medicina chama de tolerância. Por sua vez, o Donaren atua na afinação de transmissores como a serotonina, ajudando a regular a profundidade e a arquitetura das fases do sono. Quando o sistema está sobrecarregado ou acostumado, essas engrenagens podem perder a sincronia fina, fazendo com que o descanso dure apenas algumas horas e não atinja a qualidade restauradora necessária para recarregar as energias.

    É fundamental que você nunca tente interromper ou diminuir as gotas do Rivotril por conta própria, pois o cérebro necessita de uma retirada gradual e planejada para evitar reações de rebote. Agende uma consulta com o médico que acompanha o seu caso para conversar abertamente sobre essa exaustão diurna e sobre a sua vontade de descontinuar a substância. O profissional poderá traçar um plano de desmame lento, seguro e confortável, reavaliando as causas do despertar precoce para devolver a tranquilidade às suas noites.


  • Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente

    Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente e com muita fobia social tinha as vezes a mania de olhar a virilha de algumas pessoas que pra mim eram atraentes porém há pouco tempo me converti ao cristianismo e parei dessas práticas homo afetivas porém um dia tive uma discussão com uma pessoa e daquele dia se que consigo ter contato visual com alguém principalmente com homens mas independente se tenho atração ou não isso é muito forte e é como se as pessoas percebessem gerando um clima de nervosismo muito forte tanto pra mim e pra a pessoa com quem estou falando e tem sido uma tortura isso pra mim.
    Há solução pra isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Viver em estado de alerta permanente, sentindo vergonha e medo do julgamento alheio em situações simples de convivência, consome uma energia enorme da mente. Acolher essa dor com gentileza e sem culpa é o primeiro passo para compreender que esse desconforto tão intenso não é falta de esforço pessoal, mas sim uma manifestação aguda da ansiedade que tem sim caminhos de melhora e solução.

    O cérebro possui um circuito interno de defesa que funciona exatamente como um alarme residencial contra invasores. Quando passamos por conflitos emocionais profundos, culpas ou discussões marcantes, esse mecanismo de proteção pode se desregular e passar a disparar na ausência de qualquer perigo real. Nesses momentos de estresse elevado, mensageiros químicos como a adrenalina inundam as conexões neurais, fazendo com que a mente interprete um simples olhar social como uma ameaça iminente de exposição. É como se a atenção ficasse presa em uma lente de aumento, focando excessivamente no próprio nervosismo e imaginando que os outros conseguem ler a sua agitação, o que realimenta o ciclo de medo e rigidez corporal durante as conversas.

    Essa resposta automática pode ser gradualmente desarmada e reorganizada com o devido cuidado. Por essa razão, é fundamental buscar a avaliação e o acompanhamento de um médico psiquiatra e de um psicoterapeuta, profissionais preparados para compreender a sua história sem julgamentos e oferecer estratégias seguras para que você recupere a sua liberdade emocional.


  • Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr

    Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível o seu desconforto, a sua insegurança e o cansaço ao vivenciar náuseas, dor de cabeça, irritabilidade e alterações no intestino logo na primeira semana de desmame da desvenlafaxina. Reduzir ou retirar uma medicação de uso contínuo mexe profundamente com o ritmo do corpo, e passar por esses sintomas físicos e emocionais gera bastante apreensão, fazendo todo sentido você procurar entender o que o seu organismo está atravessando neste momento.

    A desvenlafaxina atua aumentando a circulação de serotonina e noradrenalina, dois mensageiros químicos essenciais para o equilíbrio do humor e a regulação de funções em todo o corpo, inclusive no sistema digestivo. Podemos comparar o uso diário desse medicamento ao funcionamento de uma esteira rolante em velocidade constante, na qual o cérebro e o estômago aprenderam a caminhar juntos de forma coordenada. Quando a velocidade dessa esteira é reduzida durante o desmame, os mecanismos internos sofrem pequenos solavancos temporários antes de reencontrarem o próprio ritmo de equilíbrio. Esse conjunto de sensações faz parte do que a medicina chama de sintomas de descontinuação, um processo adaptativo que costuma ser transitório, atingindo o pico nos primeiros dias e diminuindo gradualmente ao longo de uma a três semanas conforme as conexões neurais se reorganizam.

    Como a velocidade de adaptação e a intensidade dessas reações variam bastante para cada pessoa, é fundamental manter um diálogo muito próximo com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento. Relate detalhadamente como o seu corpo está respondendo para que o profissional avalie o ritmo do desmame e garanta que cada etapa aconteça com o máximo de conforto e segurança.


  • A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se c

    A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se causa, os efeitos colaterais duram por quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua dúvida, o seu cuidado e a busca por informações claras ao avaliar o papel da buspirona no tratamento da ansiedade generalizada. Conviver com a preocupação constante e com o desgaste da mente acelerada gera muito cansaço, e ao considerar uma opção de tratamento, é natural querer saber sobre a eficácia e a possibilidade de efeitos indesejados, fazendo todo sentido você procurar entender o que esperar dessa substância.

    A buspirona atua de forma bastante específica no sistema nervoso central, modulando principalmente receptores de serotonina para ajudar a restaurar a calma nos circuitos cerebrais sem provocar sedação intensa ou dependência. Podemos comparar a ansiedade generalizada a um alarme de segurança muito sensível, que dispara diante de qualquer brisa leve na casa. A buspirona funciona como um técnico que recalibra a sensibilidade desse sensor com delicadeza, devolvendo a estabilidade ao ambiente. Por ter um perfil de tolerabilidade favorável, ela costuma provocar poucos efeitos adversos, embora algumas pessoas possam sentir tonturas leves, náuseas ou dor de cabeça no começo. Essas reações costumam ser passageiras e tendem a diminuir ou desaparecer em uma a duas semanas, período no qual o organismo completa a adaptação biológica à substância.

    Como cada organismo responde de maneira singular aos medicamentos e o tempo de resposta exige acompanhamento atento, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que orienta o seu caso. O profissional saberá avaliar a indicação correta para o seu quadro e acompanhar a sua evolução. Desejo muito sucesso, equilíbrio e serenidade em sua caminhada de cuidado.


  • Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ont

    Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ontem a noite me senti desanimado e chorei ( o que não é comum). Isso foi uma recaída mesmo tomando um comprimido de 150 mg a noite? Pode acontecer isso mesmo tomando o remédio? (Obs: a médica fez o desmame do citalopram e recentemente tirou o medicamento).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A recuperação da depressão funciona de maneira muito parecida com a reabilitação física após uma torção no tornozelo. Nos primeiros passos com o novo calçado de apoio, alguns dias apresentam passadas mais firmes e outros trazem pontadas de cansaço passageiras, sem que isso signifique uma nova lesão. No sistema nervoso central, a trazodona atua modulando a comunicação da serotonina entre os neurônios para reconstruir a estabilidade emocional, enquanto o cérebro ainda se acostuma com a recente ausência do citalopram. Essa reorganização química entre as conexões neurais leva tempo para se consolidar por completo, sendo comum que ocorram pequenas flutuações e dias mais sensíveis ao longo do primeiro mês, sem configurar necessariamente uma recaída do quadro.

    É muito importante não alterar o uso da medicação por conta própria e compartilhar essa experiência com a sua médica na próxima consulta. Como ela conduziu a retirada do citalopram e acompanha o seu histórico de perto, saberá avaliar esse momento com precisão e oferecer toda a segurança necessária para a continuidade do seu tratamento.


  • Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a

    Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a medicação e reiniciei o tratamento com 25 mg por 30 dias, aumentando posteriormente para 50 mg. Estou usando a dose de 50 mg há 23 dias.

    Há cerca de duas semanas, após uma viagem de avião durante a qual tive uma crise de pânico, passei a apresentar tontura leve, porém constante, sensação de desequilíbrio, dificuldade para lidar com excesso de estímulos visuais (como acompanhar telas com muitas informações ou mudanças rápidas), além de uma sensação de “ardência” na cabeça e ansiedade sem um gatilho aparente. Os sintomas não têm prejudicado minhas atividades diárias, mas estão presentes praticamente o tempo todo e têm me causado bastante preocupação.

    Gostaria de saber se esse tipo de sintoma pode ocorrer durante a readaptação à sertralina ou nas primeiras semanas após o aumento da dose para 50 mg, e se seria esperado aguardar mais tempo para avaliar a resposta ao tratamento antes de uma nova reavaliação com o psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Ter um histórico de anos de estabilidade, passar por uma crise aguda durante uma viagem e notar o surgimento desses sintomas físicos durante a retomada do remédio gera bastante apreensão, fazendo todo sentido você querer entender se o organismo ainda está no processo de adaptação à medicação e à sobrecarga emocional recente.

    A sertralina atua aumentando a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central para reorganizar os circuitos de humor e serenar os alarmes internos da ansiedade. No entanto, os receptores dessa substância também se conectam a vias que coordenam o equilíbrio, a visão e a percepção corporal. Podemos comparar o cérebro nesse momento a uma casa que acabou de passar por um forte abalo sísmico durante a crise de pânico e, ao mesmo tempo, recebe uma nova corrente elétrica com a volta dos cinquenta miligramas do remédio. Enquanto os disjuntores centrais tentam restabelecer a harmonia, os sensores de luz e movimento ficam temporariamente hiper-reativos, fazendo com que qualquer oscilação externa pareça intensa demais. Esse período de vinte e três dias após o aumento da dosagem ainda faz parte da janela biológica em que o sistema nervoso recalibra a fiação, e o eco do susto da crise pode manter o corpo em estado de alerta residual.

    Como cada organismo possui um ritmo singular para assentar essas conexões e sensações de desequilíbrio exigem um olhar clínico atento, você não precisa esperar sozinho com essa dúvida. É fundamental entrar em contato e conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento para relatar todos esses sinais. O profissional saberá avaliar a evolução do seu quadro com total segurança, garantindo a tranquilidade necessária para a sua recuperação. Desejo alívio rápido, muito bem-estar e serenidade em sua caminhada de cuidado.


  • Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamin

    Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamina), e a dose foi ajustada gradualmente até 150 mg.

    No final de 2025, comecei a apresentar alguns sintomas depressivos, então meu médico optou por substituir a medicação por desvenlafaxina, atualmente na dose de 100 mg.

    Acontece que ainda tenho pensamentos intrusivos quase todos os dias. Embora eu também esteja fazendo psicoterapia com uma psicóloga que utiliza a abordagem da TCC, ela acredita que talvez seja importante reavaliar a medicação.

    Minha dúvida é: mesmo fazendo uso da medicação, ainda é normal ter pensamentos intrusivos com essa frequência? Ou existem outras opções de tratamento medicamentoso que costumam ser mais eficazes para o TOC?

    Meu objetivo é melhorar minha qualidade de vida e reduzir o impacto desses pensamentos no dia a dia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    No cérebro com transtorno obsessivo compulsivo, podemos imaginar o fluxo de pensamentos como uma grande estação de rádio. As ideias intrusivas funcionam como frequências com muito chiado e alarme falso que insistem em tocar sem autorização. Os medicamentos voltados para essa condição atuam como filtros refinados nos botões de sintonia, fortalecendo a ação da serotonina nas conexões entre os neurônios para diminuir o volume e a insistência desses ruídos indesejados. Embora o remédio ajude a abaixar esse som perturbador, ele nem sempre desliga a transmissão por completo, e é aí que a terapia ensina a mente a não dar tanta atenção àquele chiado de fundo. Contudo, quando os pensamentos continuam a tocar em alto volume quase todos os dias, a medicina psiquiátrica costuma rever a estratégia, pois diferentes classes e doses de antidepressivos ou combinações moduladoras podem oferecer um filtro mais robusto para acalmar essas rotas neurais.

    É fundamental que você leve essa importante reflexão da sua psicóloga diretamente ao médico psiquiatra que acompanha o seu histórico. Esse trabalho conjunto entre a terapia e a medicina permite avaliar com precisão se a dosagem atual está cumprindo o papel esperado ou se outros caminhos terapêuticos podem proporcionar maior alívio e proteção com total segurança.


  • Estou tomando sertralina a 15 dias , Nao tenho votante de conversar com as pessoas, E nesse caso

    Estou tomando sertralina a 15 dias ,
    Nao tenho votante de conversar com as pessoas,
    E nesse caso eu sempre gostei muito de conversar
    Esse sentimento de distânciar das pessoas pode passar com tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A sertralina atua facilitando a disponibilidade da serotonina, um mensageiro químico essencial na comunicação entre os neurônios. Podemos pensar nesse início de tratamento como uma grande reforma que organiza uma casa movimentada. Durante as primeiras semanas, com móveis fora do lugar e a equipe organizando os cômodos, o ambiente fica temporariamente em compasso de espera, e o cérebro direciona a maior parte da sua energia para essa reestruturação interna. Como as conexões neurais ainda estão se calibrando para encontrar o novo ritmo de funcionamento, é muito comum surgirem sensações passageiras de amortecimento emocional, introversão e desinteresse social, que costumam suavizar e passar conforme o organismo atinge a estabilização nas semanas seguintes.

    É essencial que você mantenha o uso conforme orientado e converse abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso sobre essas percepções. Ele poderá avaliar de perto a sua adaptação individual, oferecer esclarecimentos seguros e conduzir os cuidados com todo o conforto necessário.


  • Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade O médico aumentou

    Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade
    O médico aumentou para 50,como tinha de 25 fiquei tomando 2 comprimidos,mais já estou tomando de 50 há 10 dias .comecei a sentir ansiedade
    É normal?e também tomo amitripitilina de 25 A noite

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A sertralina atua calibrando a presença de serotonina nos circuitos cerebrais, enquanto a amitriptilina oferece um suporte complementar ao equilíbrio dos neurotransmissores e ao descanso noturno. Podemos comparar o ajuste da medicação com a afinação das cordas de um violão. Quando o médico gira a cravelha para esticar a corda e atingir a nota certa, o instrumento vibra de forma mais intensa e instável antes de se assentar no tom perfeito. Nos primeiros dez a quinze dias após uma alteração de dose, os neurônios passam por esse mesmo processo de adaptação, sendo comum ocorrer uma elevação transitória da ansiedade e da inquietação até que os receptores cerebrais encontrem a nova estabilidade.

    É fundamental manter o uso conforme orientado e não alterar as quantidades por conta própria. Converse abertamente com o médico que acompanha o seu caso para relatar esse aumento momentâneo do desconforto, pois ele saberá orientar estratégias para suavizar esse período de transição com total conforto e segurança.


  • Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr

    Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    A desvenlafaxina atua no sistema nervoso central mantendo níveis mais altos de mensageiros químicos importantes, como a serotonina e a noradrenalina, nas conexões entre os neurônios. Uma forma simples de visualizar essa fase é pensar em uma escada rolante em movimento constante. Quando o ritmo dos degraus começa a diminuir para que a pessoa possa descer com segurança, o corpo precisa recalibrar o próprio equilíbrio para não tropeçar. Como esses neurotransmissores também atuam diretamente na regulação do estômago, do intestino e da sensibilidade à dor, a diminuição da substância faz com que o organismo sinta essa mudança de velocidade, gerando reações temporárias conhecidas como sintomas de descontinuação. Na maioria das pessoas, esse período de readaptação biológica costuma durar entre uma e duas semanas, suavizando à medida que o cérebro recupera a sua própria autonomia.

    É fundamental que você mantenha uma comunicação próxima com o médico psiquiatra que planejou a retirada, relatando em detalhes tudo o que tem sentido. Ele saberá avaliar se o ritmo do desmame precisa de ajustes mais suaves para amenizar o seu desconforto, garantindo que todo o processo ocorra com o máximo de segurança e tranquilidade.


  • Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona

    Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona 300 mg.

    Na primeira semana senti uma melhora importante da energia, foco e disposição para realizar minhas atividades diárias, que era justamente minha principal queixa.

    Porém, há cerca de 4 dias comecei a apresentar moleza e cansaço excessivo, mesmo dormindo bem à noite. Estou com muita dificuldade para realizar atividades simples da rotina, além de sentir necessidade de cochilos diurnos frequentes, sem melhora significativa após dormir.

    A bupropiona já estou praticamente suspendendo, e a vortioxetina passei a tomar no período da tarde, pois inicialmente pensei que ela pudesse estar relacionada aos episódios de sono e indisposição.

    Essa adaptação pode acontecer no início do tratamento com Lyberdia? Seria esperado após a retirada da bupropiona ou pode sugerir necessidade de ajuste de dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    É perfeitamente compreensível a sua preocupação, a sua frustração e a sensação de desânimo ao vivenciar essa queda súbita de energia e moleza, especialmente após ter sentido uma melhora tão animadora nos primeiros dias de tratamento. Experimentar um avanço importante no foco e na disposição e, logo em seguida, ver o corpo pedir pausas constantes traz muita incerteza, fazendo todo sentido você buscar clareza para entender o que o seu organismo está atravessando nesse processo de transição.

    O dimesilato de lisdexanfetamina, presente no Lyberdia, atua aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina para estimular a atenção e a iniciativa, enquanto a bupropiona também exercia uma sustentação importante sobre essas mesmas vias de ativação. Podemos comparar o cérebro a um veículo que vinha sendo impulsionado por um motor potente e confiável, a bupropiona. Ao iniciar a retirada gradual dessa peça fundamental, mesmo com a chegada de um novo componente de alta tecnologia como o Lyberdia, o sistema mecânico passa por um descompasso temporário de calibragem. Essa sensação de peso no corpo e necessidade de cochilos costuma refletir a saída da substância anterior, enquanto os circuitos neurais ainda estão aprendendo a responder sozinhos à nova medicação e à modulação da vortioxetina.

    Como essa dança biológica entre a retirada de um remédio e a adaptação a outro exige um olhar clínico muito atento, é fundamental relatar toda essa evolução ao médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento. O profissional saberá avaliar se esse cansaço reflete apenas uma fase passageira de descontinuação ou se haverá necessidade de recalibrar horários e dosagens com total segurança. Desejo uma recuperação sólida da sua disposição, muita saúde e serenidade em sua caminhada de cuidado.


  • Sempre perto do ciclo menstrual, cera de 10 a 7 dias antes me sinto muito mal. Faço uso de fluoxetin

    Sempre perto do ciclo menstrual, cera de 10 a 7 dias antes me sinto muito mal. Faço uso de fluoxetina para a ansiedade e as crises melhoraram bastante. Mas perto do ciclo sinto tontura, mal estar e agora dor de cabeça e formigamento na orelha, como um queimor. O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    O organismo feminino funciona como uma orquestra afinada, onde os hormônios e os neurotransmissores tocam a mesma música. A fluoxetina ajuda a manter a serotonina constante nas conexões neurais, garantindo a harmonia do humor na maior parte do mês. No entanto, na semana que antecede o ciclo menstrual, ocorre uma queda natural e acentuada de hormônios como o estrogênio e a progesterona. Essa variação funciona como uma oscilação repentina no volume do som, o que pode desregular momentaneamente o equilíbrio dos vasos sanguíneos e a sensibilidade dos nervos da cabeça e da face. Esse fenômeno, muito associado às oscilações da fase lútea, explica por que sensações térmicas e dores podem surgir de maneira cíclica, mesmo com o tratamento em andamento.

    Por isso, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha você e também com o seu ginecologista sobre essas reações periódicas. Eles poderão avaliar em conjunto a intensidade dos sintomas e estudar estratégias seguras para proporcionar o alívio que você precisa nesse período específico do mês.


  • qual a diferença entre o anafranil e anafranil SR ?

    qual a diferença entre o anafranil e anafranil SR ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Cyro Masci

    Ambas as apresentações contêm a mesma substância ativa, o cloridrato de clomipramina, que atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade de mensageiros químicos como a serotonina e a noradrenalina para reorganizar circuitos emocionais. A grande diferença está apenas na velocidade de liberação dessa substância no sangue. Podemos comparar essa distinção a duas maneiras de regar um jardim. O Anafranil comum funciona como regar as plantas com um balde de uma só vez, absorvendo de forma rápida e exigindo, muitas vezes, várias regas ao longo do dia. Já o Anafranil SR, cuja sigla indica liberação sustentada ou lenta, funciona como um sistema de gotejamento suave e contínuo, mantendo a terra úmida de forma constante por muito mais tempo. Essa tecnologia de gotejamento permite, em geral, tomar o remédio menos vezes ao dia e costuma diminuir os picos de medicação no corpo, o que pode suavizar possíveis efeitos colaterais.

    Como a escolha da versão mais adequada depende da dosagem necessária, da tolerância do seu organismo e da rotina do seu dia a dia, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento.


Perguntas frequentes

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