Perguntas do paciente (334)
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Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido
Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido a sonolência. Desde então, sinto ansiedade extrema e depressão grave (como se o remédio fosse água). Acordo às 2h da manhã com sintomas fortes de abstinência. Além disso, tentei reduzir o Rivotril de 10 para 8 gotas (com quetiapina 25mg à noite) e piorei muito. Essa piora na madrugada é pela mudança de horário da paroxetina ou o remédio pode ter perdido a eficácia aos 60 anos? Como estabilizar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Passar décadas com um tratamento estável e de repente sentir uma desregulação tão marcante após pequenas alterações de horário e de dose traz muito cansaço físico e mental, e faz todo sentido você buscar respostas para entender o que o seu corpo está atravessando.
A paroxetina atua aumentando a disponibilidade de serotonina no sistema nervoso central para manter o equilíbrio do humor e silenciar os alarmes do cérebro, possuindo um tempo de permanência no sangue relativamente curto. Além disso, medicamentos como o clonazepam, presente no Rivotril, atuam como um amortecedor potente nos circuitos de ansiedade. Podemos comparar o seu organismo a um relógio suíço de altíssima precisão que funcionou exatamente no mesmo ritmo por trinta anos. Quando ocorrem simultaneamente a mudança no horário da tomada principal e a redução do amortecedor noturno, é como se as engrenagens sofressem um descompasso momentâneo. Essa alteração no fluxo constante da substância pela corrente sanguínea pode criar janelas de vulnerabilidade na madrugada, manifestando-se como sensações parecidas com a abstinência antes que o sistema encontre um novo ponto de equilíbrio.
Para recuperar a estabilidade com segurança, nunca faça novas alterações de horário ou de dose por conta própria. O passo fundamental e urgente é entrar em contato com a sua médica psiquiatra para relatar detalhadamente essa piora na madrugada e as tentativas de ajuste do Rivotril. A profissional saberá avaliar a sincronia dos horários, recalibrar as doses necessárias e devolver a sua tranquilidade com total segurança. Desejo melhoras rápidas, muita força e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t
Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando aumentamos um medicamento para tratar pensamentos obsessivos e percebemos uma energia acima do habitual, é natural nos perguntarmos se essa vitalidade faz parte da adaptação aos novos níveis da substância ou se reflete o alívio da própria mente ao se desvencilhar de preocupações antigas.
A sertralina atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade da serotonina, um neurotransmissor fundamental para regular os circuitos de ansiedade, humor e repetição mental. Podemos comparar os pensamentos obsessivos a um freio de mão que permanecia constantemente puxado enquanto o carro tentava andar. Esse processo consumia uma quantidade gigantesca de energia mental sem que você percebesse. Ao soltar gradualmente esse freio com o novo ajuste de dose, a força que antes ficava presa na mente agora fica livre para o corpo utilizar no dia a dia. Além disso, a cada mudança de dosagem, os circuitos neurais passam por um período inicial de reacomodação que pode gerar uma sensação passageira de aceleração até que o organismo encontre o seu ritmo basal e equilibrado.
Como a evolução do tratamento exige uma observação cuidadosa da qualidade dessa energia, é fundamental relatar essa percepção à médica psiquiatra que acompanha o seu caso na próxima consulta. Ela avaliará se essa disposição está harmoniosa e sustentável, garantindo que o tratamento siga com total tranquilidade e segurança. Desejo muito sucesso, equilíbrio e serenidade em sua caminhada.
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Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa. Tomou varios medicamentos e não estava evol
Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa.
Tomou varios medicamentos e não estava evoluindo , precisou ser internado e começou a ter uma melhoria.
Está tomando divalproato de sodio de 500 mg e olanzapina de 10 mg a noite.
E pela manhã Setralina metade comprimido 50 mg a 12 dias e recentemente o comprimido completo 4 dias.
O medico mandou aumentar para 2 comprimidos de 50 mg apartir de de segunda agora 2 comprimidos de 50 mg.
Ter confusões mentais , pensamentos desconexos da realidade ainda é normal ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Cuidar de um familiar em um momento tão delicado gera muita insegurança, e faz todo sentido você procurar clareza sobre como o organismo dele está reagindo a essa fase de recuperação e ajuste dos remédios.
A combinação de medicações como o divalproato de sódio, a olanzapina e a sertralina atua em diferentes circuitos cerebrais, equilibrando neurotransmissores essenciais como a serotonina, a dopamina e o gaba para estabilizar o humor e reorganizar o fluxo das ideias. Em quadros depressivos muito profundos e durante transições recentes de dosagem, o cérebro pode ser comparado a um computador potente que está reiniciando após uma sobrecarga severa e instalando vários programas importantes ao mesmo tempo. Enquanto os novos comandos químicos ainda estão se calibrando na rede neural, é possível que o sistema apresente instabilidades temporárias, lentidão ou ruídos no processamento da realidade antes de alcançar a clareza e a estabilidade plenas.
Como qualquer oscilação de pensamento e lucidez precisa de monitoramento atento, especialmente na faixa dos 64 anos e em períodos de progressão de dosagem, é fundamental relatar esses episódios detalhadamente ao médico psiquiatra que acompanha o seu pai antes de realizar o próximo aumento programado. O profissional saberá avaliar a segurança dessa evolução clínica e conduzir o tratamento com total tranquilidade. Desejo uma recuperação sólida para o seu pai, muita força e serenidade para toda a família.
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Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althai
Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althaia está com um bom desconto. Terá diferença no tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É perfeitamente compreensível a sua dúvida e a preocupação em relação ao impacto da troca de laboratório na continuidade do seu tratamento. Quando encontramos uma opção mais acessível financeiramente, é muito natural querer saber se a resposta terapêutica e a segurança da medicação continuarão as mesmas no dia a dia, e faz todo sentido buscar clareza sobre esse assunto.
A fluvoxamina é uma substância que atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade da serotonina, um neurotransmissor essencial para a regulação do humor e o controle de pensamentos repetitivos e da ansiedade. No Brasil, medicamentos com o mesmo princípio ativo e na mesma dosagem passam por rigorosos testes de qualidade e bioequivalência exigidos pelos órgãos reguladores para garantir que liberem a substância de forma equivalente no organismo. Podemos comparar essa escolha a duas chaves de fabricantes diferentes feitas para abrir exatamente a mesma fechadura: embora o formato externo do chaveiro ou a marca gravada no metal possam variar levemente, o segredo da chave possui o mesmo desenho e cumpre com eficácia a mesma função de abrir a porta.
Embora em termos farmacológicos a substância ativa seja a mesma, a sensibilidade individual aos componentes secundários de cada fórmula pode variar de pessoa para pessoa. Por isso, é sempre recomendável conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento antes de realizar qualquer alteração na apresentação do remédio. Ele poderá orientar a transição com total tranquilidade e acompanhar a sua resposta de forma segura. Desejo muito sucesso, equilíbrio e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a ten
Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a tensão não. Foi mantida a dose e mudado para Daforin. Há chances de melhora com essa troca?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina, que é o princípio ativo presente também no Daforin, atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade da serotonina, um neurotransmissor essencial para o equilíbrio do humor e o alívio dos alarmes da ansiedade. Podemos comparar o medicamento a uma chave feita com precisão para abrir uma porta específica no cérebro. Embora o segredo principal de metal seja rigorosamente o mesmo em ambas as marcas, a composição externa, como os componentes que dão forma ao comprimido ou à cápsula, pode apresentar pequenas variações de absorção em cada organismo. Em alguns casos, essa diferença sutil na forma como o corpo assimila a substância ao longo do dia pode ajudar o sistema a encontrar um ritmo mais estável, favorecendo o relaxamento dos circuitos que ainda sustentavam essa tensão residual.
Como a resposta a qualquer ajuste farmacológico é individual e depende de uma avaliação médica contínua, é fundamental relatar essa persistência da tensão física ao médico psiquiatra que acompanha o seu caso. Ele saberá avaliar a sua evolução com a nova marca e orientar as melhores condutas com total tranquilidade e segurança. Desejo muito sucesso, alívio e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Boa tarde, prezados ! Faço tto para sd do pânico desde 2019. Vinha mto bem da ansiedade. Após uma n
Boa tarde, prezados !
Faço tto para sd do pânico desde 2019.
Vinha mto bem da ansiedade. Após uma nova crise, foi mantida a medicação de base (effexo 225mg q já usava há > 2 anos) e adc um alpraz 0,25 2x ao dia.
Após 30d ainda tinha mtos sintomas ansiosos e foi adc o Quetros 25mg, fiz por 16d. porem ainda persistiram sintomas dissociativos desconfortáveis (desper/desrealizacao), sensação de automatismo, ansiedade antec., oscilações diurnas (ex: impossibilidade de cochilar durante o dia)… Apesar de melhora em relação a apetite, sono, funcionalidade apesar do ruído de fundo / desconforto.
Médica aumentou a quet para 50mg.
O aumento da dose leva o mesmo para apresentar resultado? 2-4 sem. em média ou tende a ter uma resposta mais rápida ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É perfeitamente compreensível a sua dúvida, a sua busca por respostas e o cansaço ao conviver com sintomas desconfortáveis como despersonalização, desrealização e ansiedade residual, mesmo após ter alcançado avanços no sono e no apetite. Manter um tratamento estável por anos e passar por um momento de ajuste e reaparecimento de sensações estranhas traz bastante insegurança, e faz todo sentido você querer entender o tempo necessário para sentir os benefícios mais plenos e consistentes com o aumento da medicação.
A venlafaxina atua como base elevando neurotransmissores essenciais como a serotonina e a noradrenalina, enquanto a quetiapina, presente no Quetros, entra como um reforço estratégico para calibrar vias de dopamina, serotonina e histamina. Podemos comparar o sistema nervoso central a uma orquestra afinando os instrumentos após uma turbulência: a medicação principal sustenta a harmonia central, enquanto o Quetros funciona como um filtro delicado na mesa de som. Quando a dosagem sobe para 50 mg, o organismo já possui uma familiaridade com a substância, permitindo que certos alívios no relaxamento e na contenção da agitação surjam de forma mais ágil, mas a consolidação biológica mais profunda e o silenciamento dos ruídos de fundo ainda costumam amadurecer ao longo de duas a quatro semanas de uso contínuo.
Como cada organismo possui um tempo singular para estabilizar essas conexões neurais, é fundamental relatar toda a sua evolução diária à médica psiquiatra que acompanha o seu caso. A profissional saberá avaliar a resposta clínica com precisão e conduzir cada passo com total tranquilidade e segurança. Desejo uma recuperação sólida, muito bem-estar e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente apó
Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente após uma separação de matrimônio notei que ela voltou. Porém todos os dias pela manhã já acordo trêmula e bem fraca, com leves tonturas. Ao final da noite começa a me dar muita crise de pânico com corpo queimando, braço dormente, enfim. A ansiedade nesse momento quadro pode fazer com que eu todo dia sinta esses tremores e essa fraqueza constantemente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Passar por uma separação matrimonial representa um impacto emocional gigantesco na nossa vida, e faz todo sentido o seu corpo manifestar essa sobrecarga através de sintomas físicos tão desconfortáveis e assustadores.
A ansiedade e o pânico ativam de forma intensa o sistema de alerta do organismo, liberando substâncias como a adrenalina e o cortisol na corrente sanguínea. Podemos comparar o seu corpo a um carro cujo alarme de segurança ficou travado no volume máximo e disparado sem parar. Mesmo quando o veículo está na garagem pela manhã, o motor elétrico continua gastando bateria e girando em alta rotação, o que explica essa sensação de esgotamento, fraqueza matinal e tremores constantes. Ao cair da noite, com o acúmulo desse estresse ao longo do dia, os circuitos cerebrais sobrecarregados interpretam essa exaustão como um novo sinal de perigo, desencadeando as sensações de queimação, formigamento nos braços e crises agudas de pânico.
Como esse momento de transição de vida exige um cuidado dedicado e seguro para restaurar o equilíbrio do seu organismo, é fundamental agendar uma consulta com um médico psiquiatra para reavaliar o seu quadro de forma personalizada. O profissional saberá indicar as melhores estratégias para desarmar esses alarmes e devolver a sua estabilidade com tranquilidade. Desejo melhoras rápidas, muita força e serenidade em sua caminhada de recuperação.
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Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno
Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando lemos o termo antipsicótico na bula ou ouvimos falar sobre o seu uso clássico na esquizofrenia, é muito natural nos perguntarmos por qual motivo essas substâncias também atuam com tanta eficácia na estabilização do humor e no transtorno esquizoafetivo, e faz todo sentido você buscar clareza sobre essa lógica biológica.
Os antipsicóticos atípicos atuam modulando de forma combinada e flexível importantes mensageiros químicos no sistema nervoso central, principalmente a dopamina e a serotonina. Em condições como o transtorno bipolar e o transtorno esquizoafetivo, o cérebro enfrenta oscilações intensas nesses circuitos, ora acelerando demais as engrenagens do humor e do pensamento, ora gerando ruídos na percepção da realidade. Podemos comparar o cérebro a um sistema de som moderno com um equalizador avançado: enquanto os medicamentos antigos apenas abaixavam o volume geral de forma rígida, os antipsicóticos atípicos atuam como um técnico que ajusta os botões de agudos e graves de maneira inteligente. Eles diminuem a transmissão onde há excesso de ruído para conter a euforia ou a agitação, ao mesmo tempo em que equilibram outras vias para prevenir quedas profundas de energia, sustentando uma harmonia contínua no funcionamento da mente.
Como cada quadro clínico possui nuances específicas na dosagem e na escolha da substância mais adequada, é essencial conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o tratamento. O profissional saberá avaliar a resposta do organismo e conduzir a estratégia terapêutica com total tranquilidade e segurança. Desejo muito sucesso, estabilidade e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?
Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O nosso cérebro pode ser comparado ao mar, em que as marés representam as oscilações naturais e biológicas do nosso humor ao longo do tempo. Na ciclotimia, essas marés sobem e descem em ondas frequentes e moderadas, alternando entre períodos de ânimo elevado e fases de desânimo leve ou moderado, sem atingir a profundidade de uma depressão profunda. Pelos critérios médicos tradicionais, a presença de um episódio de depressão grave costuma direcionar o diagnóstico para outras categorias do espectro do humor, como o transtorno bipolar ou o transtorno depressivo maior. No entanto, como a mente é dinâmica e os circuitos neurais podem apresentar diferentes fases de sensibilidade ao longo da vida, os especialistas frequentemente reavaliam o histórico completo para calibrar o diagnóstico de acordo com a evolução individual de cada quadro.
Como cada pessoa possui uma trajetória biológica única, o diálogo detalhado com o médico psiquiatra é o caminho ideal para compreender essa linha do tempo de sintomas. Converse abertamente com o profissional que faz o acompanhamento para esclarecer essas dúvidas e direcionar o tratamento com total precisão e segurança.
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Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca,
Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca, e, apesar da atividade mental normal, parece que estou falando mais devagar. Será que isso passa? Tem como minimizar? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A bupropiona atua no sistema nervoso central aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina, dois mensageiros químicos essenciais para a motivação, o foco e a energia. Podemos comparar o organismo no início do tratamento a um carro recebendo uma nova afinação no motor: enquanto os circuitos principais de pensamento já funcionam em plena capacidade, as vias secundárias que controlam a salivação e a modulação da musculatura da fala estão passando por uma fase temporária de calibragem. Por isso, a boca seca pode dar uma falsa impressão de lentidão ao articular as palavras, um desconforto que costuma diminuir gradativamente conforme as conexões neurais se acomodam à substância. Para minimizar o ressecamento, pequenos goles frequentes de água, manter boa hidratação ao longo do dia e estimular a salivação com balas ou gomas sem açúcar costumam ajudar bastante.
Como cada organismo possui um tempo singular de adaptação, é fundamental relatar essas sensações ao médico psiquiatra que acompanha o seu caso. O profissional saberá acompanhar a evolução dos seus sintomas e orientar o tratamento com total tranquilidade e segurança. Desejo muito sucesso, equilíbrio e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Boa noite ! Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como s
Boa noite !
Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como sono, apetite, funcionalidade etc, e outros terem “piorado”, como sintomas dissociativos?
Ou é apenas a percepção q se volta mais para esses sintomas residuais após a melhora de outros, portanto se tornam mais evidentes ou dao a sensação de terem se intensificado ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando saímos de uma crise aguda e vemos o corpo retomar o ritmo básico, é muito natural nos perguntarmos se esses sintomas residuais realmente se intensificaram ou se a mente apenas passou a enxergá-los com mais nitidez após o silenciamento do alarme principal.
Os sintomas após uma crise de pânico envolvem circuitos neurais que se recuperam em velocidades distintas. Podemos comparar essa experiência ao término de uma tempestade muito forte em uma casa. Durante o temporal, com trovões altos e risco de alagamento, a nossa atenção fica totalmente voltada para proteger as portas e janelas principais, o que equivale à perda imediata do sono e do apetite pelo excesso de adrenalina. Quando a chuva forte passa e o silêncio volta, pequenos gotejamentos no teto, que antes passavam despercebidos pelo barulho ensurdecedor da tempestade, tornam-se o único foco do nosso olhar e parecem muito mais altos do que realmente são. Além disso, o cérebro ainda está desarmando lentamente os mecanismos de proteção, o que pode manter sensações passageiras de descolamento da realidade enquanto as conexões neurais se reorganizam por completo.
Como a interpretação desses sinais faz parte do processo de recuperação, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu tratamento sobre essas sensações dissociativas. O profissional saberá avaliar a sua evolução clínica e conduzir os próximos passos com total segurança e tranquilidade. Desejo uma recuperação sólida, muito bem-estar e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar. Posso parar sem problemas?
Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar.
Posso parar sem problemas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina atua aumentando a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central para regular o humor e as emoções, e tem como característica marcante uma eliminação muito lenta pelo organismo. Podemos comparar essa medicação a um hóspede que chega de viagem com bagagens pesadas. Mesmo após apenas três dias de hospedagem, quando ele decide ir embora, leva um tempo para que todas as suas coisas sejam retiradas da casa e o ambiente volte ao estado de antes. Por ter sido usada por um período tão curto, a substância ainda não chegou a alterar profundamente a estrutura dos circuitos neurais, mas o corpo ainda levará alguns dias para processar e eliminar completamente os resíduos da medicação que circulam na corrente sanguínea.
Embora o tempo de uso tenha sido breve, qualquer decisão sobre interromper ou modificar o tratamento deve ser alinhada com o médico psiquiatra que prescreveu a receita. Esse diálogo é fundamental para definir alternativas mais confortáveis para o seu caso com total segurança e tranquilidade. Desejo muito sucesso, bem-estar e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h
Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sexualidade e o prazer são dimensões fundamentais do bem-estar, e perceber alterações na resposta íntima do corpo ao começar novas medicações gera insegurança, fazendo todo sentido você buscar clareza sobre como o seu organismo está reagindo a essa fase inicial.
A duloxetina atua aumentando a disponibilidade de serotonina e noradrenalina no sistema nervoso central para regular o humor e a ansiedade, mas o aumento rápido da serotonina também pode exercer um freio temporário nos circuitos neurais ligados ao clímax e à sensibilidade física. Por outro lado, a bupropiona e a trazodona modulam vias de dopamina e receptores específicos que muitas vezes ajudam a proteger a função sexual. Podemos comparar o cérebro nesse momento a uma orquestra recebendo vários instrumentos novos ao mesmo tempo: nos primeiros dias, os músicos ainda estão afinando o ritmo e ajustando a harmonia, o que pode deixar algumas respostas do corpo dessincronizadas. Por estar apenas no terceiro dia de uso, essa dificuldade pode ser um reflexo passageiro do período de adaptação biológica, enquanto as conexões neurais se acomodam aos novos níveis das substâncias.
Como a resposta sexual varia de pessoa para pessoa e tende a se estabilizar com a continuidade do tratamento, é fundamental conversar abertamente com o médico psiquiatra que acompanha o seu caso sobre essa experiência. O profissional saberá acompanhar a evolução dos seus sintomas e orientar os próximos passos com total tranquilidade e segurança. Desejo muito sucesso, bem-estar e serenidade em sua caminhada de cuidado.
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Olá. Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias. Os pensamentos acelerados parece que diminuíram,
Olá.
Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias.
Os pensamentos acelerados parece que diminuíram, porém, enfrento outro problema. O estranhamento dentro do próprio corpo. É como se houvesse algo estranho acontecendo comigo, mas sem estar ou enxergar o que. Como se eu estivesse no corpo errado. Essa sensação começou após este período da Sertralina. Tenho consulta de retorno com a psiquiatra. Gostaria de saber se isso pode acontecer e há melhora ou é um sinal de necessidade de aumento de dose?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Passar por esse tipo de experiência, muitas vezes descrita como despersonalização ou estranheza perceptiva, gera bastante insegurança, e querer entender o que está acontecendo nesse primeiro mês de tratamento é uma atitude muito natural e prudente.
O cérebro pode ser comparado a uma estação de rádio que está ajustando a sintonia para eliminar os ruídos e a estática dos pensamentos acelerados. A sertralina atua elevando gradualmente a circulação de serotonina, um mensageiro químico essencial para harmonizar esses circuitos emocionais. No entanto, enquanto a frequência perfeita ainda está sendo calibrada, o sistema nervoso central pode passar por uma fase de reorganização dos seus sensores internos. Essa mudança na percepção pode criar uma sensação temporária de descompasso entre a mente e o corpo físico, funcionando como um efeito passageiro da adaptação neural antes que o equilíbrio se consolide por completo.
A necessidade de manter a dosagem, aguardar a estabilização natural do organismo ou realizar qualquer ajuste depende exclusivamente da avaliação clínica detalhada da sua evolução. Como a sua consulta de retorno já está agendada, aproveite esse espaço para relatar minuciosamente essa sensação à sua psiquiatra, permitindo que ela oriente os próximos passos com total clareza e segurança.
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Tenho insuficiência mitral discreta. Posso tomar antidepressivo?
Tenho insuficiência mitral discreta.
Posso tomar antidepressivo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação; ao receber o diagnóstico de insuficiência mitral, é natural ficar receoso sobre a segurança de outros tratamentos. Em muitos casos, pessoas com insuficiência mitral discreta podem usar antidepressivos, mas a decisão depende do tipo de medicamento, dos sintomas cardíacos, do resultado do ecocardiograma, da presença de arritmias e de outros remédios em uso.
Os antidepressivos atuam principalmente na comunicação entre as células nervosas, ajudando a regular substâncias como serotonina e noradrenalina — como se ajustassem o volume de determinados circuitos do cérebro. Alguns medicamentos podem, em situações específicas, alterar pressão, frequência cardíaca ou o intervalo elétrico do coração, enquanto outros tendem a ter menor impacto cardiovascular. Por isso, “antidepressivo” não é uma categoria única, e a escolha deve ser individualizada, considerando também possíveis interações e o risco de sangramentos quando há uso de anticoagulantes ou antiagregantes.
Converse abertamente com o psiquiatra e informe também ao cardiologista todos os medicamentos e suplementos que utiliza. Não inicie, suspenda ou modifique doses por conta própria. Se surgirem desmaio, palpitações persistentes, dor no peito ou falta de ar importante, procure atendimento imediatamente. Desejo que encontre um tratamento seguro e adequado para sua saúde emocional e cardíaca.
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Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro consta
Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro constante sem apetite pode ser que o remédio não esteja fazendo efeito teria que diminuir aumentar ou trocar por outro ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sertralina pode levar algumas semanas para apresentar o efeito completo, mas a ausência de melhora importante após esse período, especialmente usando 200 mg, deve ser comunicada ao psiquiatra que prescreveu.
Pense no tratamento como um ajuste gradual de uma estação de rádio: o medicamento ajuda a regular determinados circuitos de comunicação do cérebro, mas o resultado depende da dose adequada para aquela pessoa, do diagnóstico, do tempo de uso, da regularidade, de outros medicamentos e também de fatores como sono, alimentação e estresse. Em algumas situações é necessário aguardar mais, ajustar a estratégia ou considerar outra abordagem, mas isso precisa ser decidido individualmente. Não diminua, aumente nem troque a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem causar sintomas de retirada ou piora do quadro.
Entre em contato com seu psiquiatra o quanto antes para relatar exatamente esses sintomas, incluindo quando começaram, se houve alguma melhora parcial e como está sua alimentação e seu sono. Se tiver pensamentos de morrer, de se machucar, não conseguir se alimentar ou cuidar de si, procure imediatamente um pronto-socorro; no Brasil, também pode ligar para o CVV pelo 188.
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É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio a
É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio aconteceu só uma vez)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo tendo acontecido uma única vez, desmaiar durante o uso de bupropiona não deve ser considerado simplesmente uma reação normal de adaptação. O medicamento pode causar tontura, queda ou elevação da pressão e, mais raramente, alterações do ritmo cardíaco ou convulsões, mas o desmaio também pode ter outras causas, como desidratação, jejum, pressão baixa, anemia ou problemas cardíacos.
É importante avisar o psiquiatra que prescreveu a bupropiona o quanto antes, descrevendo o que estava fazendo, se sentiu sinais prévios — como escurecimento da visão, náusea ou suor frio —, quanto tempo ficou desacordado e se houve queda, palpitações, dor no peito ou movimentos involuntários. Não aumente, reduza ou suspenda o medicamento por conta própria. Até ser avaliado, tenha cuidado ao levantar-se, mantenha boa hidratação, evite álcool e não dirija se estiver apresentando tontura ou sensação de desmaio.
Procure imediatamente um pronto-socorro se o desmaio se repetir, ocorrer durante esforço, vier acompanhado de dor no peito, falta de ar, palpitações, confusão, fraqueza em um lado do corpo, convulsão, ferimento importante ou se você não se recuperar rapidamente. Uma avaliação médica, que pode incluir verificação da pressão, exames e eletrocardiograma, ajudará a esclarecer a causa e a manter o tratamento com segurança.
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tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de
tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de longa data, n modificada) + quetiapina 25mg (adc há 13 dias) + alprazolam 0,25mg duas vezes ao dia (em programação de desmame qnd estabilidade e período sem sintomas ansiosos) . Permaneço com sintomas q incomodam princ. desrealização / despersonalização, sensação de estar indo no piloto automático, ansiedade antecipatória, medo de “perder o controle” ou n dar conta etc. Apesar da melhora em mts fatores: apetite, sono, ausência de novas “crises” de fato ou angústia, to vindo trabalhar apesar do desconforto…
Minha psiq orientou esperar um pouco mais antes de pensar em ajustar a quetiapina. Vou ter q esperar mais ou menos 4 semanas novamente pra avaliar resposta? Até agr a quet me ajudou no sono q está continuo e na redução da ansiedade diurna. Mas durante o dia ainda tenho essas oscilações e sintomas q citei.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você estar conseguindo trabalhar e não ter novas crises importantes sugere algum benefício, embora a recuperação nem sempre ocorra de forma uniforme.
Com apenas 13 dias, ainda pode ser cedo para concluir o efeito completo da quetiapina sobre a ansiedade. O tempo de avaliação varia conforme o objetivo do uso, a dose, sua sensibilidade e a resposta clínica; por isso, não é obrigatório que todos esperem exatamente quatro semanas, mas é compreensível que sua psiquiatra prefira observar mais alguns dias ou semanas antes de decidir. A desrealização e a despersonalização podem funcionar como um “modo automático” do cérebro diante de ansiedade prolongada: mesmo quando o alarme diminui, o sistema nervoso pode levar mais tempo para voltar plenamente ao estado habitual. Não aumente, reduza ou interrompa a quetiapina, a venlafaxina ou o alprazolam por conta própria. Anote diariamente a intensidade dos sintomas, sono, sedação, funcionamento e possíveis efeitos adversos para levar à consulta. O desmame do alprazolam deve ser feito somente conforme o plano médico.
Procure sua psiquiatra antes do prazo se houver piora acentuada, sedação incapacitante, confusão, desmaio, agitação incomum, redução importante da necessidade de dormir ou pensamentos de morte.
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Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?
Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora possa ocorrer por ansiedade, desidratação ou outras causas, o lítio pode afetar a condução elétrica e a função da tireoide, e a lamotrigina raramente pode influenciar o ritmo cardíaco, sobretudo em pessoas com doença cardíaca prévia ou outros fatores de risco.
O coração funciona como uma “central elétrica” com ritmo próprio. Esses medicamentos geralmente não provocam aceleração persistente, mas alterações nos níveis do lítio, desidratação, interações medicamentosas ou mudanças na tireoide podem desregular esse sistema. Avise o psiquiatra que prescreveu o tratamento o quanto antes; pode ser necessário verificar pulso, pressão, eletrocardiograma e exames de lítio, rim e tireoide. Informe também se houve tremores intensos, náuseas, vômitos, diarreia, confusão, sonolência excessiva, fraqueza ou dificuldade para caminhar, que podem sugerir toxicidade pelo lítio.
Não suspenda nem altere as doses por conta própria, mas procure um pronto-socorro imediatamente se a taquicardia for intensa ou persistente, ou vier acompanhada de dor no peito, falta de ar, desmaio, confusão, palpitações muito irregulares ou piora importante. Até ser avaliado, evite excesso de cafeína, energéticos e álcool, e mantenha hidratação habitual.
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Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?
Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação de fluvoxamina e vortioxetina não é automaticamente proibida em pessoas tratadas com lamotrigina, mas não deve ser iniciada ou ajustada sem acompanhamento próximo do psiquiatra e do neurologista. Antidepressivos podem, em algumas circunstâncias, reduzir o limiar para convulsões, embora isso dependa do medicamento, das doses, do controle da epilepsia e de outros fatores individuais.
Podemos imaginar o cérebro como uma rede elétrica que precisa permanecer estável. A lamotrigina ajuda a reduzir descargas excessivas relacionadas às crises, enquanto fluvoxamina e vortioxetina modificam a comunicação da serotonina. A combinação dos dois antidepressivos aumenta essa atividade serotoninérgica e a fluvoxamina pode interferir no metabolismo de outros medicamentos, potencialmente elevando seus níveis e efeitos adversos. Por isso, o médico pode optar por uma transição cuidadosamente planejada ou por evitar a sobreposição, conforme o caso. Fique atento a agitação intensa, tremores, suor excessivo, febre, diarreia, rigidez muscular, confusão ou piora das crises; esses sinais exigem pronto-socorro. Qualquer erupção cutânea nova, especialmente com febre ou feridas na boca, também deve ser avaliada imediatamente durante o uso de lamotrigina.
Converse com os médicos que acompanham sua epilepsia e seu tratamento psiquiátrico antes de qualquer mudança, informando todos os medicamentos, suplementos e a data da última crise. Não suspenda nem altere as doses por conta própria.
Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…