Perguntas do paciente (16)

  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Compreendo o quanto essas vivências traumáticas podem afetar sua intimidade e suas emoções, e o quanto isso impacta na sua vida amorosa.
    As reações que você descreve são comuns em quem passou por abusos, mas não significam que você seja "defeituosa", e acredito que seu parceiro não a verá dessa forma.
    Experimenta conversar com ele, mas principalmente, pense na possibilidade de buscar apoio psicológico, pois a psicoterapia pode ajudar a elaborar essas memórias, reduzir o medo e fortalecer sua segurança emocional.
    Acredite: Você não precisa enfrentar isso sozinha; buscar apoio é um passo importante para seu bem‑estar.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Posso entender como essas experiências podem gerar sentimentos intensos de abandono e traição, especialmente vindo da mãe, pois tinha expectativa que ela o acolhesse.
    Reconhecer e validar o que você está sentindo, já é um passo importante.
    Uma dica para ajudar, é observar como essas emoções aparecem no dia a dia e dar nome a elas, sem se julgar e nem julgar a sua mãe.
    A psicoterapia pode ajudar a elaborar essas vivências e reconstruir um senso de segurança emocional, e seguir em frente.
    Buscar apoio é um gesto de cuidado consigo.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Sim, tanto a TCC quanto outras abordagens de psicoterapia podem ajudar muito com impulsividade, dificuldade de foco e perfeccionismo.
    Uma dica inicial é observar pequenos padrões do seu dia, como perceber quando a vontade de começar outro curso aparece e fazer uma pausa consciente antes de agir, pois esse tipo de treino já abre espaço para mudanças, e a terapia pode aprofundar esse processo, ajudando você a construir estratégias mais consistentes para organizar sua rotina e reduzir a autossabotagem.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Lamento pela postura do profissional que a atendeu, e entendo o quanto essa situação tem sido difícil, e acontece que sentimentos de culpa e angústia podem surgir após contato com conteúdos que lhe causam mal.
    Um ponto importante é que essa situação e esses sentimentos não definem quem você é, procure reconhecer essas emoções sem se punir, busque nomear o que sente, pois ajuda a aliviar parte do peso, e jamais sinta-se culpada.
    Eu costumo dizer aos meus pacientes para que sejam generosos consigo mesmos.
    A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar essas experiências e reconstruir sua relação com a sexualidade de forma cuidadosa.
    Não sofra mais sozinha, buscar apoio é um passo importante para se sentir melhor.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Acredito que viver com essa culpa e a necessidade de confirmação é muito doloroso, mesmo após o perdão do seu parceiro.
    Esses pensamentos repetitivos costumam estar ligados sim, à ansiedade e à dificuldade de se perdoar.
    Gosto de dar uma dica para meus pacientes: praticar pequenos gestos de auto generosidade.
    Lembrar que, naquele momento, você fez escolhas tentando lidar com algo da melhor forma que conseguia. O auto perdão é essencial para curar essas feridas e seguir em frente com mais leveza.
    A psicoterapia pode ajudar a trabalhar essa culpa, fortalecer sua autocompaixão e reduzir essa necessidade de reafirmação, e acredite, buscar apoio é um passo importante para deixar esse peso para trás.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Com certeza o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de alguém que ocupava um espaço afetivo importante na sua vida.
    Essa dor que surge costuma misturar tristeza, angústia, confusão e até dúvidas sobre si, impactando nas suas atividades diárias.
    Experimente permitir-se sentir sem tentar acelerar o processo: reconhecer a dor já ajuda a aliviar parte do peso.
    A psicoterapia pode apoiar na elaboração desse luto, na reconstrução da autoestima e na criação de novos sentidos para seguir em frente com mais leveza, busque ajuda.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Sim, quando o Transtorno do Estresse Pós Traumático é tratado de forma adequada, ele tem uma melhora muito significativa, pois os sintomas deixam de dominar a vida e a pessoa passa a viver com mais segurança emocional.
    Em algumas situações que possa ocorrer ao longo da vida dessa pessoa, pode gerar gatilhos emocionais, reativar lembranças dolorosas, mas isso não significa voltar ao sofrimento de antes. A auto generosidade, a auto-observação e o cuidado contínuo são parte importante do processo.
    A psicoterapia especializada ajuda a reorganizar essas memórias e fortalecer recursos internos para seguir com mais leveza


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Lamento que sua família esteja passando por esse momento tão desafiador, e compreendo o quanto esse desgaste tem afetado seu bem-estar emocional e de todos em sua casa, pois conflitos frequentes e dificuldade de diálogo realmente fragilizam o vínculo e impactam os filhos.
    Do ponto de vista psicológico, a relação tende a melhorar quando há abertura para escuta respeitosa, em que há o reconhecimento das próprias atitudes e disposição para mudanças de ambos os lados.
    Experimente observar-se nas conversas e discussões, veja se existe espaço real para responsabilidade mútua, já que esse é um sinal importante de possibilidade de reconstrução.
    A psicoterapia pode ajudar você a organizar seus sentimentos, fortalecer sua autoestima e compreender com mais clareza quais caminhos favorecem sua saúde emocional e a da sua família.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    A ansiedade é uma resposta natural do nosso corpo em relação a algo que vai acontecer, e em alguns casos, costuma gerar uma sensação de alerta constante, mente acelerada e sintomas físicos que aparecem e desaparecem: tensão, coração acelerado ou dificuldade de relaxar.
    Mas existem os sinais fisiológicos de risco, que tendem a ser mais específicos e não melhoram quando você se acalma.
    Observar se o desconforto diminui quando você respira mais fundo ou muda o foco, isso geralmente indica ansiedade, medo de algo que vem acompanhado de pensamentos intrusivos. A psicoterapia pode ajudar a diferenciar melhor esses sinais e reduzir o medo de que algo grave esteja acontecendo.


  • Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?

    Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Com certeza, a respiração lenta e profunda pode, sim, induzir uma sensação de relaxamento que muitas vezes é percebida como sonolência, pois quando você respira de forma mais lenta e profunda, está ativando uma area do cérebro responsável por promover estados de calma, descanso e recuperação do organismo, reduzindo a frequência cardíaca, a tensão muscular e sinalizando ao corpo que ele pode “desacelerar”.

    Por isso, é comum que, após alguns minutos de respiração consciente, surja uma sensação de tranquilidade, relaxamento profundo e até vontade de dormir, especialmente se a pessoa já estiver cansada ou em um ambiente mais silencioso.

    Essa técnica é muito utilizada para reduzir a ansiedade, controlar o estresse e melhorar a qualidade do sono.

    Mas um ponto importante é que se ainda assim não resolver sua questão com o sono, pode haver alguma questão emocional que o impede de relaxar, como por exemplo excesso de preocupação, muitos pensamentos que vem a mente quando se deita para dormir.

    Se essa sensação vier acompanhada de tontura, desconforto ou mal-estar, é importante avaliar a forma como a respiração está sendo feita e, se necessário, buscar orientação profissional.

    Estou à disposição para ajudar.


  • Por que a avaliação neuropsicológica é importante na fibromialgia?

    Por que a avaliação neuropsicológica é importante na fibromialgia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Sim, a avaliação neuropsicológica é importante no diagnóstico e estratégia de tratamento para fibromialgia, porque ajuda a entender como a dor crônica, o cansaço e o sono não reparador impactam na vida do paciente, afetando atenção, a memória e o raciocínio.

    Muitas pessoas relatam a chamada “névoa mental”, e através da avaliação é possível identificar o que está realmente comprometido e quais estratégias podem ajudar no dia a dia.

    Com essas informações, é possível orientar intervenções mais eficazes e personalizadas, contribuindo para uma rotina mais organizada e com melhor qualidade de vida.


  • Quais são os transtornos de personalidade associados a traumas passados?

    Quais são os transtornos de personalidade associados a traumas passados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Antes de tudo, eu gosto de esclarecer o que considero trauma, uma vivência muito ameaçadora ou dolorosa, que ultrapassa a capacidade de lidar naquele momento e pode deixar impactos emocionais e também no corpo.
    Em alguns casos, traumas passados podem estar associados a transtornos de personalidade, especialmente Borderline, Evitativa, Dependente e, às vezes, Antissocial.
    Ainda assim, é essencial lembrar que trauma não é a única causa, ele funciona como fator de risco, junto com temperamento e ambiente, influenciando o desenvolvimento do quadro.
    E um cuidado fundamental: evite se autodiagnosticar. Buscar apoio profissional ajuda a entender sua história com acolhimento, clareza e direcionamento adequado.


  • Onde surge o medo existencial no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Onde surge o medo existencial no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença imprevisível e que causa muitas mudanças, e o medo existencial no LES nasce disso. Percebe-se como se o corpo falasse sobre essas incertezas, limites, bem como dos sustos que chegam inesperadamente.
    Do ponto de vista emocional, é como perder um pouco do chão, e precisar reconstruí-lo aos poucos, e por isso, a busca pelo acolhimento psicológico ajuda a devolver segurança, significado e esperança diante de uma realidade tão desafiadora.


  • Por que surge ansiedade existencial no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Por que surge ansiedade existencial no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença imprevisível e que causa muitas mudanças, e nesse sentido, a ansiedade existencial surge dessas incertezas que a doença traz, seja em relação ao corpo, futuro e os limites pessoais que passa a ter. É viver em alerta, tentando entender e controlar o que virá a seguir, gerando sintomas desagradaveis. Emocionalmente, isso gera medo, vulnerabilidade e muita tensão interna, percebo que o apoio psicológico ajuda a organizar essas emoções e a recuperar segurança e esperança, e principalmente, a enfrentar melhor a doença.


  • Que tipo de problemas interpessoais as doenças autoimunes podem gerar?

    Que tipo de problemas interpessoais as doenças autoimunes podem gerar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Pode acontecer que pessoas acometidas de doenças autoimunes sofram conflitos e desgaste em suas relações, pela dificuldade de compreensão de seus sintomas, em alguns casos pelas limitações, e pelas oscilações emocionais, levando a um possível isolamento, gerando tensão e falhas de comunicação.
    O acompanhamento psicológico auxilia na expressão emocional, no fortalecimento das relações e no manejo mais saudável desses desafios.


  • Como o meu ambiente e as minhas experiências passadas influenciam as minhas decisões de carreira pro

    Como o meu ambiente e as minhas experiências passadas influenciam as minhas decisões de carreira profissional, de acordo com o cérebro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Daumichen

    Acredite, nosso cérebro toma decisões de carreira a partir das referências que acumulou: seja no ambiente familiar, nas experiências escolares, nos modelos de sucesso que você tem, nas críticas recebidas ao longo da vida, nos incentivos e até como a pessoa aprendeu a lidar com as situações de medo ou frustração.
    È fato que tudo isso molda crenças, expectativas e percepções de risco, influenciando escolhas profissionais muitas vezes de forma automática, e por isso buscar acompanhamento de um profissional é importante, pois ajuda a identificar esses padrões, ampliar a consciência e fazer escolhas mais alinhadas ao que realmente faz sentido para você hoje.


Perguntas frequentes

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