Perguntas do paciente (19)

  • A tecnologia digital pode substituir a interação social real?

    A tecnologia digital pode substituir a interação social real?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Entendo que não totalmente. Na minha experiência pessoas que alegam substituir, na verdade estão tentando esconder de si mesmas um sentimento crônico de solidão e de fracasso sexual. O corpo faz parte da vida e o toque, o olhar, o cheiro e outros aspectos do encontro físico são insubstituíveis. O campo digital pode produzir amizades e relacionamentos verdadeiros, mas estará fadado aos limites corporais e espaciais.


  • Fotos antigas em preto e brancos e filmes antigos tbem em preto e branco, granulados me causam mto m

    Fotos antigas em preto e brancos e filmes antigos tbem em preto e branco, granulados me causam mto medo .O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Fotos e filmes em preto e branco remontam a uma época longínqua em que as pessoas que estavam lá, hoje já estão mortas. Nesse sentido, essas imagens podem estar lhe despertando um medo da morte, ou seja, de que a vida e as épocas passam. Nesse mesmo caminho, é muito comum a indústria de terror e mistério usar imagens preto e branco e/ou granulado para gerar medo nos espectadores. Uma vida sem cores é uma vida morta de certa maneira. Sugiro explorar essas questões com um profissional.


  • Como lidar com o tédio sem recorrer à tecnologia digital ?

    Como lidar com o tédio sem recorrer à tecnologia digital ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    O tédio decorre de um sentimento de vazio. Os vícios e compulsões em geral são tentativas de obtenção de prazeres efêmeros que buscam apaziguar o mal-estar do vazio. A ideia é buscar um propósito de vida maior com relações e interesses reais e não apenas virtuais. Desenvolver a criatividade e a espiritualidade são caminhos possíveis também. Esse é o objetivo da psicoterapia e da psicanálise.


  • Como lidar com o impacto emocional do diagnóstico de uma doença crônica mental ?

    Como lidar com o impacto emocional do diagnóstico de uma doença crônica mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Os diagnósticos (crônicos ou não) de doença mental são categorias construídas histórica e socialmente pela comunidade médica e acadêmica. Nesse sentido, servem como ferramentas de orientação do trabalho do clínico derivadas de convenções passíveis de mudanças e reformulações. Por esse motivo, não são categorias eternas e tampouco servem como rótulos. Se o diagnóstico está lhe reduzindo ou lhe afunilando isso não é sadio. Recomendo que valorize quem você é, incluindo suas relações, seus gostos, sua história de vida e, sobretudo, sua criatividade e seu caráter. Quando colocar essas coisas em primeiro lugar verá que o diagnóstico nada mais é que mais um olhar sobre você dentre tantos outros possíveis.


  • Quais são as principais consequências de não tratar uma doença crônica mental ?

    Quais são as principais consequências de não tratar uma doença crônica mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Agravamento do quadro gerando prejuízo emocional com deterioração das relações interpessoais, atividades diárias, qualidade da alimentação e do sono. Prejuízo da criatividade e do interesse geral. pela vida.


  • As doenças crônicas mentais podem ser hereditárias?

    As doenças crônicas mentais podem ser hereditárias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Sim. Contudo há um certo consenso científico de que as doenças mentais são multifatoriais. Já a singularidade do caso a caso nos revela que há algo além de causa e efeito. Nesse sentido é fundamental mapear a história pessoal e clínica do paciente para termos um panorama mais amplo do que está acontecendo e, consequentemente, elaborar um plano de ação terapêutica.


  • Como as doenças crônicas mentais são tratadas? .

    Como as doenças crônicas mentais são tratadas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Há uma ampla gama de tratamentos disponíveis. Esses tratamentos utilizam-se de diferentes perspectivas e ferramentas de atuação tais como: psicofármacos, psicoterapia individual pela palavra, práticas meditativas, terapia em grupo, ludoterapia, arteterapia, musicoterapia e além.


  • Como surgem as doenças crônicas mentais ? .

    Como surgem as doenças crônicas mentais ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    O problema da etiologia das doenças/transtornos mentais ainda é um campo envolto em mistério. A questão etiológica passa por fatores históricos, sociais, psíquicos e biológicos. Geralmente pricura-se compreender que o adoecimento é uma soma singular de cada um desses vetores. Porém é certo que crises existenciais são potencialmente desencadeadoras de adoecimento. São elas: luto, perda de emprego, doenças orgânicas, guerras, violências e abusos, adolescência, envelhecimento, falência, traições, desilusões e outros aspectos que abalam as certezas e o conforto existencial.


  • Quais são os sinais de alerta da obsessão com a saúde?

    Quais são os sinais de alerta da obsessão com a saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Alimentação radical e muito restrita ou que privilegia algum tipo de alimento específico em detrimento de muitos outros. Exercícios físicos em excesso gerando angústia caso na sejam executados em grande volume e com perfeição. Distorção da imagem corporal.


  • O transtorno de ansiedade por doenças tem cura? .

    O transtorno de ansiedade por doenças tem cura? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Sim. É necessário ouvir a história do paciente, seus traumas e sua relação com a vida, a morte e o adoecimento em sua família e demais relações interpessoais.


  • A ansiedade da morte pode levar a outros problemas de saúde mental ?

    A ansiedade da morte pode levar a outros problemas de saúde mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    A tanatofobia é uma ampliação patolológica do medo da morte que a maioria das pessoas têm como algo natural da condição humana que, até onde se sabe, é a única que se dá conta da própria finitude. A tanatofobia em níveis exagerados pode impedir a própria vida e limitar não só grandes realizações, mas também atividades diárias como dormir, comer, namorar e trabalhar. O tratamento dessa fobia vai na direção de desenvolver melhor compreensão da finitude de modo a explorar fantasias de castigo, solidão, céu e inferno, bem como traumas pessoais ligados à morte de entes queridos. Nesse sentido está ligada à compulsões, uso de drogas, vício em jogo, depressão, distúrbios do sono e além.


  • O que diferencia o medo da morte da tanatofobia? .

    O que diferencia o medo da morte da tanatofobia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    A tanatofobia é uma ampliação patolológica do medo da morte que a maioria das pessoas têm como algo natural da condição humana que, até onde se sabe, é a única que se dá conta da própria finitude. A tanatofobia em níveis exagerados pode impedir a própria vida e limitar não só grandes realizações, mas também atividades diárias como dormir, comer, namorar e trabalhar. O tratamento dessa fobia vai na direção de desenvolver melhor compreensão da finitude de modo a explorar fantasias de castigo, solidão, céu e inferno, bem como traumas pessoais ligados à morte de entes queridos.


  • A dor do luto pode ser transformada em algo positivo?

    A dor do luto pode ser transformada em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Sem dúvida alguma. O processo de elaboração sadia do luto condiz com que o ente querido continue ecoando e germinando amorosamente dentro do enlutado. Dessa forma, uma ou mais características de personalidade. gestos simbólicos, atitudes, gostos e memórias do falecido passarão a ser integrados na vida emocional do enlutado fazendo parte dele e lhe enriquecendo com isso.


  • . Como a inteligência emocional pode me ajudar a lidar com situações de conflito?

    . Como a inteligência emocional pode me ajudar a lidar com situações de conflito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    A inteligência emocional é uma noção relativamente recente na história da psicologia. Ela condiz com a ideia de que as emoções podem ser reguladas e mediadas de forma equilibrada e apropriada para cada situação. Alguém que transborda seus afetos em situações cotidianas poderá ter problemas relacionais importantes. A chave para botar sua inteligência emocional em prática é resgatar a empatia que temos pelos outros de forma a percebermos como estamos sendo vistos publicamente. Essa sabedoria relacional será a medida de referência sobre como adentrar no universo dos outros sem ser agressivo, frio ou excessivo. Esse processo aumentará a empatia dos outros sobre nós mesmos de modo que a construção da mutualidade, da criatividade e do respeito serão possíveis.


  • Como lidar com pessoas que querem ser o centro das atenções?

    Como lidar com pessoas que querem ser o centro das atenções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Uma pessoa que como seu objetivo principal precisa ser o centro das atenções possivelmente está sofrendo de traumas ligados à rejeição e abandono afetivo. Ela busca amor de forma desenfreada para aplacar sua angústia e, por esse motivo, não percebe o quão inconveniente ela se torna. Ao invés de atrair pessoas ela as afasta e acaba aumentando seus sentimentos de solidão e vulnerabilidade. O ideal é acompanhá-la com empatia lhe dando atenção e validando sua necessidade de alguma forma. Alimentar parcialmente sua carência fará com que ela lhe escute e possa rever seu comportamento perante os outros. O princípio de dar para receber se aplica aqui. Alguém que se coloca como amigo tende a ganhar novos amigos.


  • Como lidar com o desejo excessivo de ser o centro das atenções?

    Como lidar com o desejo excessivo de ser o centro das atenções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    É importante pensar a razão/carência que lhe conduz a isso. Quais os possíveis traumas relacionais que lhe fizeram se sentir inseguro a ponto de necessitar de aprovação e admiração constantes? O que precisa ser compensado na sua vida? Recomendo que olhe para dentro de si e procure um meio de se proporcionar tanto individual como coletivamente aquilo que você sente que precisa ser dado pelos outros.
    A chave da sua paz está dentro de você.


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    O psicólogo pode ajudar o paciente a repensar na vida e na forma com que cada um se relaciona consigo mesmo e com os outros. Poderá atuar em padrões de sofrimento que nem sempre são cognitivos (pensados). Mas não induzirá pensamentos com base em suas crenças e valores pessoais.


  • Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer

    Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer que é fobia social ou eu sou antissocial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Provavelmente está com receio de julgamento e condenação dos outros. Está inseguro/a quanto a poder sustentar suas habilidades. O ideal é trabalhar a origem de sua insegurança. possivelmente ela vem da infância ou de alguma crise posterior.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Hamer Roizman

    Você parece ser uma pessoa empática que quer ajudar os outros. Contudo, sua condição emocional não está lhe conferindo ferramentas para escutar e ajudar sem perder muita energia. Você está absorvendo o mal alheio como uma esponja e isso não é bom para ninguém. Recomendo psicoterapia e/ou psicanálise para você se recuperar e desenvolver seus recursos de ajuda pessoal e interpessoal.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.