Perguntas do paciente (3)

  • Tenho 14 anos, e sempre tive algumas "manias", ou tiques nervosos. Sempre achei que era normal, pois

    Tenho 14 anos, e sempre tive algumas "manias", ou tiques nervosos.
    Sempre achei que era normal, pois de vez em quando eu ficava com algumas manias, como balançar a cabeça, piscar os olhos, forçar os músculos involuntariamente, porém, essas anias sempre passavam em torno de 4 dias e paravam, e ficavam meses sem aparecer.

    Mas estou com a mania de balançar a cabeça já tem em torno de 17 dias.
    Estava pesquisando e os sintomas bateram com Síndrome de Tourette, isso seria possível?

    A qual médico eu deveria procurar? Neurologista ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Rodrigues Cavalcante

    Para compreender melhor o que esses sintomas significam, o melhor é procurar um médico, já que existem alguns quadros de saúde orgânicos que causam sintomas parecidos com Transtorno Obsessivo Compulsivo. Talvez a melhor escolha seja o clínico geral, que pode te avaliar de forma integral e verificar se há suspeita de disfunção neurológica ou psiquiátrica. Descartadas as hipóteses de disfunção neurológica ou qualquer outra condição física que pode te levar a esses sintomas, você então pode procurar um psiquiatra e um psicólogo, para que você então consiga ter um diagnóstico melhor e também adquirir mais qualidade de vida.


  • O quanto a rápida mudança cultural leis que ocorreram na ultima década grupos de internet e a maneira

    O quanto a rápida mudança cultural leis que ocorreram na ultima década grupos de internet e a maneira como o assunto é abordada nas escolas mídia também nas clinicas contribuíram para um aumento do n° de adolescentes que se identificam como transgênero sem ter qualquer traço de disforia na infancia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Rodrigues Cavalcante

    Estamos vivendo tempos novos, nos quais existem movimentos que conquistam cada vez mais espaço frente a aceitação de pessoas de natureza diferente da historicamente imposta, neste caso, pessoas atraídas emocionalmente e sexualmente por pessoas do mesmo gênero, que sentem atração por ambos os gêneros, que não sentem atração por nenhum gênero, que não se identificam com o gênero que foram atribuídas ao nascer ou que não se identificam com nenhum gênero. Essas pessoas sempre existiram e sempre existirão.
    Em decorrência de leis e moral baseadas em dogmas religiosos, essa população foi invisibilizada nos últimos séculos, forçada a conviver como uma pessoa que identifica-se com seu gênero (cissexual) e que é atraída por pessoas do gênero oposto (heterossexual), e os que resistiam a isso e se expressavam sofriam diversas sanções sociais. Esse tipo de população, apesar de heterogênea, é conhecida hoje em dia popularmente pela sigla LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais/Travestis – e suas variações.
    Parafraseando o psicólogo Gustavo Barcellos, ser homossexual, portanto LGBT, é como ser um eterno estrangeiro, já que existe uma cultura paralela própria completa com costumes, linguagem, gírias, vestimenta, música, arte e mídia, mesmo assim não reconhecida e valorizada como tal, o que culmina nos mesmos julgamentos xenofóbicos que aplicamos a imigrantes, especialmente de países com cultura menos valorizada que a nossa.
    Conforme os movimentos sociais igualitários começaram a surgir movidos como reação aos abusos sofridos e, conforme reconhecidos e validados progressivamente em constante luta, a iniciar pela garantia por leis de igualdade racial (movidos pelos genocídios africanos, escravidão, apartheid e movimentos migratórios) e pela igualdade entre homem e mulher (movidos pelo ingresso da mulher no mercado de trabalho e pela decisão da gravidez passar a pertencer a mulher pelo uso de anticoncepcionais), organizou-se o movimento LGBT depois do massacre de Stonewall. A luta pela garantia de direitos entre LGBT e heterossexuais e pela representatividade acontece a duras penas e, conforme o espaço vai se validando, a sociedade médica deixa de considerar sexualidades diferentes da heterossexualidade e identidades de gênero diferentes de cissexualidade como doença e o poder judiciário descriminaliza a expressão de travestilidade e transexualidade como prostituição, assim como discute-se a garantia à vida e integridade física da população LGBT com a formalização do crime de homofobia. Com maior segurança formal e lugar social progressivamente mais sólido, mais pessoas que viviam em natureza diversa das suas foram se assumindo para si e para a sociedade.
    Logicamente, não é por conta da mídia que as pessoas estão se tornando LGBT. Não se trata de uma escolha tornar-se LGBT, visto que não é possível moldar a orientação sexual ou de gênero de ninguém por vias comportamentais, mas é uma escolha assumir-se como tal. A mídia na realidade, oferecendo representatividade, portanto validando a natureza LGBT como legítima, encoraja as pessoas a assumirem-se, "saírem do armário" e conviverem em sociedade como elas são na verdade.


  • Ao ler textos extensos, me perco ao final das linhas, pulando-as. É difícil identificar erros de grafia

    Ao ler textos extensos, me perco ao final das linhas, pulando-as. É difícil identificar erros de grafia e troco palavras como "correto" e "concreto". Tenho dificuldade em me concentrar, escutar música alta ajuda. Que doença posso ter? E que tipo de profissional devo procurar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Daniel Rodrigues Cavalcante

    A dificuldade de concentração e troca de letras podem indicar muitas disfunções possíveis, desde estresse até problemas neurológicos, auditivos ou de visão. Uma avaliação médica pode indicar quais as fontes desses problemas. No caso de estresse, o psicólogo pode te ajudar muito para organizar sua vida e encontrar formas de lidar com os momentos estressantes. O neurologista, oftalmologista e o otorrinolaringologista podem verificar a saúde de sua audição, visão e processamento, enquanto o fonoaudiólogo pode te ajudar se detectada alguma alteração de audição ou de processamento de palavras. O psicopedagogo pode te ajudar a adaptar-se para estudar melhor.


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