Perguntas do paciente (8)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero acolher a sua dor. Viver em um relacionamento marcado por conflitos constantes, mágoas e perda de respeito é emocionalmente muito desgastante.
Pela perspectiva da psicanálise, os relacionamentos também carregam nossa história emocional, nossas feridas e a forma como aprendemos a amar e a lidar com as perdas. Muitas vezes, permanecemos em vínculos que nos fazem sofrer não apenas pelo amor, mas também pelo medo da solidão, da ruptura ou pela esperança de que as coisas possam voltar a ser como antes.
Quando um casal entra em um ciclo repetitivo de brigas e ressentimentos, é comum que ambos tenham dificuldade de enxergar a própria participação na dinâmica da relação. Isso não se trata de buscar culpados, mas de assumir responsabilidade pelos próprios sentimentos e escolhas.
A perda de respeito merece uma escuta cuidadosa. Mais importante do que perguntar “devo ficar ou ir?” é se perguntar: “O que essa relação está me mostrando sobre mim e o que me mantém nesse lugar?”.
A psicanálise não diz se alguém deve permanecer ou se separar. Ela oferece um espaço para compreender os padrões que se repetem, fortalecer a autoestima e fazer escolhas mais conscientes.
E algo importante: os filhos não são impactados apenas pela separação, mas também pela convivência em um ambiente de conflitos constantes. Cuidar da saúde emocional dos pais também é uma forma de cuidar deles.
Um processo analítico pode ajudá-lo a olhar para essa história com mais clareza, compreender suas dores e encontrar caminhos mais coerentes com aquilo que deseja viver nos seus relacionamentos.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero acolher a sua dor. Perder uma companheira de 13 anos é perder uma presença, uma rotina e uma forma de amor muito profunda.
Na psicanálise, não existe uma maneira certa de viver o luto. Cada pessoa atravessa a perda de uma forma singular, porque cada vínculo também é único. Por isso, a culpa, a sensação de que poderia ter feito mais ou de que o tempo vivido foi pouco podem aparecer nesse processo.
A psicanálise não oferece respostas prontas para a dor, mas um espaço de escuta e elaboração, onde é possível dar lugar a esse sofrimento e, aos poucos, construir um sentido para essa ausência.
Permita-se sentir e respeite o seu tempo. O tamanho da sua dor também fala da grandeza do amor que existiu entre vocês.
E, se em algum momento você sentir que está difícil sustentar tudo isso sozinha, a terapia pode ser um espaço de acolhimento e cuidado. Tenho alguns horários disponíveis caso sinta que esse é o momento de buscar ajuda.
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que estou entendendo, você está se referindo a uma relação com traços narcísicos. É importante dizer que o álcool pode, sim, aumentar a impulsividade, diminuir o controle emocional e intensificar comportamentos como ciúmes e agressividade. Nesse sentido, reduzir ou interromper o consumo de álcool pode trazer alguma melhora.
No entanto, quando esses comportamentos fazem parte de uma dinâmica mais profunda da personalidade, apenas deixar de beber não costuma ser suficiente. Um processo terapêutico pode ajudar a pessoa a desenvolver maior consciência sobre seus padrões e elaborar questões emocionais, mas mudanças mais profundas dependem do desejo genuíno de se implicar no próprio sofrimento e de sustentar esse processo ao longo do tempo.
Mas talvez exista uma outra pergunta igualmente importante: o que faz você permanecer nessa relação? O que você espera que mude? O que esse vínculo sustenta em você e o que torna tão difícil se afastar dele?
Na psicanálise, muitas vezes o foco não está apenas em compreender o outro, mas também em olhar para aquilo que, em nós, nos mantém em determinados vínculos. É nesse espaço de elaboração que novas possibilidades de escolha podem surgir.
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Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você conseguir reconhecer a sua insegurança e o seu ciúme já é um passo muito importante, porque toda transformação começa quando algo em nós deixa de fazer sentido e passa a gerar sofrimento.
Na psicanálise, a personalidade não é algo que surge pronto. Ela é construída ao longo da vida, a partir das nossas experiências, dos vínculos, das perdas, das formas de amor que conhecemos e das maneiras que encontramos para nos proteger emocionalmente. Muitas vezes, aquilo que chamamos de “eu sou assim” é também uma forma que a nossa história encontrou para se organizar.
Por isso, é possível mudar, mas nenhuma mudança acontece por imposição ou apenas pela vontade racional de ser diferente. Todo processo de transformação exige abertura para olhar para si, questionar verdades que foram sustentadas por muito tempo e, em alguns momentos, entrar em contato com dores que talvez tenham participado da construção desses padrões.
A pergunta talvez não seja se você consegue mudar quem é, mas se está disposta a compreender por que se tornou quem é e o que a sua insegurança e o seu ciúme estão tentando proteger.
A análise não promete uma nova personalidade, mas oferece a possibilidade de elaborar a própria história e, a partir disso, construir formas mais conscientes e livres de se relacionar consigo mesma e com o outro.
E, se você sentir que esse é um momento de olhar para essas questões com mais profundidade, a terapia pode ser um caminho. Tenho alguns horários disponíveis caso deseje iniciar esse processo.
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Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Normalmente, até 50 minutos, podendo a sessão ser encerrada antes de acordo com o conteúdo do dia ou também, quando necessário, ser estendida um pouco.
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Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não
Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não tive do que reclamar, mas infelizmente acabou, apesar de ter sido bom, houve desgaste emocional e falta de propósito, estávamos vivendo no automático, eu tinha o objetivo de casar, construir uma família, mas estava em uma fase que vivia em constantes crises depressivas, com dificuldades financeiras e problemas em casa, isso as vezes afetava o namoro, ela dizia que não sentia segurança nenhuma pra casar comigo e ter uma família, ela falava que sentia que eu ia jogar tudo pra cima dela e se o bebê chorasse, ia deixar pra ela resolver... Isso é um pensamento absurdo, porque eu nunca fui irresponsável com minhas coisas, quanto mais em relação a uma vida de uma criança que precisa de cuidado. Nós seguimos sendo amigos por um tempo mas depois nos afastamentos completamente e não temos mais vínculo nenhum. Apesar do término, da distância e do tempo, essa pessoa continua sendo um grande amor da minha vida. Ainda gosto dela e não sai da minha cabeça.
Esse 1 ano de término eu não fiquei sem fazer nada, foquei na faculdade, trabalho, academia, meus hobbys, conheci outras pessoas, tive encontros casuais, foquei nas minhas coisas. Mesmo assim ela me visita na mente todos os dias, tem dias que dói mais do que outros, e eu já não sei mais o que fazer. Faço terapia desde o início do término e venho melhorando bastante, só que a pessoa nunca sai da minha cabeça, não importa o que eu esteja fazendo, penso sempre nela. Eu sonho com ela, fico conversando internamente com ela, simulando conversas, sinto vontade de vê-la para dar um abraço e saber como ela está. Só que ela deixou claro que não queria absolutamente contato nenhum, então eu não insisti e respeitei o espaço dela.
Só queria superar isso e esquecer... Quais seus conselhos? Confesso que sinto um profundo desejo de um dia retomar o relacionamento, eu a amo bastante e já me conheci o suficiente para saber que isso que sinto não é apego. Só não sei o que fazer, talvez ela esteja com outro... Talvez não... Mas eu realmente me sinto muito triste por não tê-la mais em minha vida. Eu sou um cara sozinho e com poucos amigos, ela tem uma família enorme, um ciclo social gigantesco, tem irmãos, pais, avós... Eu não tenho absolutamente ninguém, moro sozinho e não tenho família, meu único ciclo social é a academia e o pessoal da faculdade, e mesmo assim, não são pessoas próximas com quem eu posso contar verdadeiramente. Acho que todo homem está fadado a viver sozinho e aceitar isso sem reclamar... não sei mais o que dizerRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Cada ser um humano carrega uma singularidade muito particular e é justamente aí que acredito que nossa essência seja sagrada. Para se entender melhor, o processo da análise, pode auxiliá-lo a revisitar sua história com segurança, reconhecendo a origem das suas emoções e poder, caso queira, escolher novos caminhos.
A trajetória é individual, mas você não precisa caminhar sozinho. A psicanálise pode ajudá-lo.
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Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da m
Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da minha idade ou menos que conhece mulheres bem facilmente e consegue se conectar, vejo que a maioria deles não tem boa aparência ou é bem financeiramente sucedido, eu falando assim isso se mostra claramente uma comparação mas a pergunta ficar: porque ninguém se interessa por mim? Essa pergunta costuma asoitar em minha mente mas tento apagar. As tento por meu esforço abordar mulheres de meu interesse e não dá em nada, pessoas falam "que trabalhe em vc e elas virão"e nada flui. Na sua visão oq pode tá acontecendo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise não promete milagres rápidos, mas oferece algo poderoso: entender de verdade o que está travando suas conexões.
Ela ajuda a iluminar padrões inconscientes que você repete sem perceber, medos antigos, crenças sobre si mesmo, formas de se proteger que acabam afastando em vez de aproximar.
Ao dar voz ao que fica calado dentro de você, surge espaço para se sentir mais inteiro, menos na defensiva, mais presente.
E quando você se conhece melhor, o jeito de se relacionar muda, naturalmente.
A trajetória é individual, mas você não precisa caminhar sozinho. A análise pode ajudá-lo muito nisso.
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Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem empre
Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem emprego a mim eu sinto uma resistência muito forte e como aceito não passo muito tempo nesse trabalho, vc acha que e preguiça ou tem outra coisa nisso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa resistência que surge quando o emprego chega mostra que algo dentro de você quer ser ouvido com carinho, sem julgamento. Na psicanálise a gente faz exatamente isso: escutar juntos, no seu ritmo, o que essa barreira protege e o que ela quer te mostrar da sua história.
Aos poucos, se conhecendo melhor, você ganha mais liberdade pra escolher caminhos que fluem de verdade, sem tanto peso.
Você já sente que tem algo mais profundo aí… isso já é “uma luz”. Se quiser explorar isso, num lugar seguro, a psicanálise pode contribuir. Um passo de cada vez, confiando no processo, q tendência é que suas escolhas sejam cada vez mais conscientes.
Perguntas frequentes
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Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já
Entendo seu desânimo; passar por vários psiquiatras, experimentar muitos…