Perguntas do paciente (3)

  • Estou em um relacionamento a quase 3 anos, porém ontem mesmo descobri um assunto dele pessoal, que t

    Estou em um relacionamento a quase 3 anos, porém ontem mesmo descobri um assunto dele pessoal, que teve relação com uma pessoa (peguete), porém, sempre perguntei desde o início para ser aberto comigo, perguntei se teve mais relações com outras pessoas além do primeiro relacionamento passado (eu n ligo para esse). O problema disso tudo é que ele sempre escondeu, falava que não era uma pessoa desse tipo, que era tranquilo, sempre me escondeu, e pela forma que descobri sobre essa relação e que me contaram em detalhes, agora estou com nojo e raiva sabe? Porque ele sempre me negava tudo isso, batia no peito que nunca teve alguma outra relação.. é errado eu sentir tudo isso? Devo desculpar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Débora Barbosa de Deus

    Olá, bom dia!
    Sinto muito pelo mal estar que você sente e com isso, aproveito para dizer que não é errado ter suas emoções e sentimentos, elas/eles acontecem por algum motivo, o que pode ser revisto e entendido (na medida do possível) para sentir-se melhor. Qualquer decisão que você venha tomar - continuar ou não no relacionamento, falar ou não sobre este assunto, desculpar-se ou não - é exclusiva sua e eu orientaria que seu guia possa ser seu bem estar e o limite do respeito com seu parceiro e a relação que acordaram. Sim, falo em acordo, relações são combinados e quando algum combinado é descumprido pode ser necessário diálogo para resolução da questão ("será que algo precisa ser revisto e combinado de jeito diferente?"). Os combinados das relações estarão diretamente ligados aos valores das pessoas envolvidas. Então, pergunto: esse combinado que seu namorado descumpriu a incomoda em decorrência do descumprimento, de chocar com algum dos seus valores ou algum outro motivo (que por aqui não conseguimos descrever com clareza)? Esta resposta pode ser o início para você desenrolar o novelo. Auto-conhecimento é importante para que você consiga mais e melhor desenvolver o entendimento e resolução dessa questão. Para isso, a ajuda de um profissional, como o psicólogo, pode ser interessante.
    Espero que tenha ajudado de alguma forma e me coloco a disposição para conversarmos mais em outras ocasiões. Até mais :)


  • Meu filho de 10 anos Me falou q gostava de uma menina Ah 1 mês atrás Agora soube que ele disse na

    Meu filho de 10 anos
    Me falou q gostava de uma menina
    Ah 1 mês atrás
    Agora soube que ele disse na escola q gostava de um menino
    Como temos bom diálogo questionei se era verdade
    Ele disse que sim
    Mas que não gostava mais
    Com essa idade eles já sabem sobre sua orientação sexual
    Ele disse que é bissexual
    Como agir e abordar esse assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Débora Barbosa de Deus

    Olá, bom dia.
    Acho importante ressaltar o quanto a sua disponibilidade para o diálogo com o seu filho, é essencial para o melhor desenvolvimento dele.
    Sobre sexualidade, o assunto deve ser sempre considerado como algo a ser discutido desde a primeira infância, pois trata-se de um conteúdo que corresponde a questões de saúde e educação (diferente de erotização, que é preocupação de muitos pais e mães) - o desafio é entender quais conteúdos devem ser tratados em cada fase. Para esta faixa etária - 10 anos - entendo que devam ser reforçadas/conversadas (então, o adulto inicia as possibilidades de diálogo) questões como de nomeação de partes do corpo, higiene, início da puberdade e com isso introduzir questões como de gênero e orientação sexual, dentro da linguagem da criança e na medida que ela apresente dúvidas. Vale dizer que a sexualidade é construída ao longo da história de vida de cada pessoa, e a essa altura do desenvolvimento (10 anos de idade) o processo ainda está muito inicial, isto é, não existe uma definição, o que provavelmente acontece é que ele esteja entendendo o que significam os nomes (como bissexualidade), como ele gosta de ficar próximo e de quais pessoas gosta mais ou menos, mas tudo em um contexto mais amistoso. O que é relevante ressaltar para ele: criança não namora! No entanto, pode gostar de um jeito diferente de alguma pessoa e com isso passar mais tempo junto, brincando e/ou fazendo outras atividades de crianças.
    Espero ter ajudado de alguma forma.
    Caso queira conversar um pouco mais eu me coloco a disposição para agendarmos um horário. Até mais :)


  • Boa tarde, minha filha fe dez anos relatou que a amiga dela também de dez anos se declarou para ela,

    Boa tarde, minha filha fe dez anos relatou que a amiga dela também de dez anos se declarou para ela, a resposta de minha filha foi o que eu já esperava: que é hetero e que não é assunto para idade delas, desde então a amiga tem investido na minha filha e ela estar bem incomodada, mas gosta muita da amiga e não quer magoa-la.
    Minha filha conversa sobre tudo comigo temos uma relação de muito diálogo, porém ela falou que a amiga não fala com os pais sobre sexualidade e disse que tem muito medo de falar sobre os sentimentos dela.
    Minha dúvida é se eu converso com a mãe sobre o que aconteceu para que a mãe possa orienta-la ou se deixo como estar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Débora Barbosa de Deus

    Olá, bom dia.
    Um primeiro ponto importante é destacar sua disponibilidade para diálogo e manutenção de que esse aconteça sempre de maneira promissora com a sua filha. É bastante desafiador acompanhar, estar presente e aberta as tantas novidades do crescer e se desenvolver como pessoa, podemos nos deparar com a dificuldade da discordância ou desconhecido, que exige a maturidade do adulto presente. Com isso, o receio da outra criança (que se declarou para sua filha) pode estar embasado na sua realidade familiar, o que me faz pensar que pode ser mais adequado conversar com a criança colocando-se a disposição de ajudá-la a falar com a sua família - caso a criança entenda como interessante, então, entra em ação sua ideia.
    Sexualidade é um assunto complexo e importante de ser tratado desde a infância (continua ao longo de toda vida), trata-se de saúde+educação e nesta faixa etária não deve ter qualquer relação com erotização (preocupação de muitos pais). Orientação sexual e gênero podem ser discutidos em meio familiar, escolar, com responsabilidade e cuidado para entender o que é apropriado para a criança - aqui pode entrar ajuda de um profissional, como o psicólogo, para orientar famílias, escolas e as próprias crianças sobre o assunto. Falar sobre o assunto ensina sobre respeito e auto cuidado, além de poder muitas vezes prevenir situações de abuso e violência. Por isso, reforço a importância do diálogo aberto e disponibilidade para estar presente em situações como essa do seu relato.
    Espero ter ajudado de alguma forma e me coloco a disposição para conversarmos mais. Até mais :)


Perguntas frequentes

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