Perguntas do paciente (10)

  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    Oie.
    Então, morder o próprio lábio de forma intencional e repetitiva para lidar com emoções difíceis pode ser considerado uma forma de autolesão, tudo vai depender do contexto e da função (motivo) que esse comportamento tem para você.
    Observe se você faz isso automaticamente ou de forma intencional, o que estava sentindo imediatamente antes (ansiedade, tédio, vazio, irritação, tristeza, tensão) e o que você sente imediatamente depois (alivio, distração, culpa, sensação de controle, alguma outra mudança ou nada).
    Se o comportamento de morder os lábios já causou dor, feridas ou machucados recorrentes, pode ser considerado uma forma de autolesão devido ao prejuízo físico, mas tudo vau depender do contexto e do motivo.
    A psicoterapia pode te ajudar a desenvolver outras formas de lidar com a ansiedade e desconforto emocional, te ajudar a compreender o que esse comportamento está comunicando, identificar os gatilhos emocionais e situações para assim não continuar repetindo o padrão.


  • Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?

    Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    O contexto sociocultural influencia como o sofrimento psicológico é vivenciado, interpretado, expresso e tratado. Por exemplo, fatores sociais podem aumentar ou reduzir o risco de adoecimento, a pobreza, violência, discriminação, desigualdade e/ou exclusão social, insegurança alimentar, dentre outros estão associadas a maiores taxas de sofrimento psicológico e transtornos mentais.
    Na visão da Terapia Cognitivo-Comportamental, as cognições não surgem isoladamente, elas são construídas ao longo da vida a partir das experiências do indivíduo em seu ambiente familiar, social e cultural.


  • Qual a importância da avaliação psicológica na identificação de transtornos mentais?

    Qual a importância da avaliação psicológica na identificação de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    A Avaliação Psicológica permite compreender de forma sistemática e científica o funcionamento psicológico de uma pessoa, indo além da observação dos sintomas. Esse processo contribui para determinar se os sintomas configuram um transtorno mental ou uma reação esperada diante de determinadas circunstâncias.


  • Como os fatores sociais podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais?

    Como os fatores sociais podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    Se olharmos a partir do modelo biopsicossocial, a saúde mental resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, de modo que as condições de vida e as relações interpessoais podem aumentar ou reduzir a vulnerabilidade ao sofrimento psíquico.
    A exposição prolongada a dificuldades financeiras, insegurança alimentar, moradia precária e falta de acesso a serviços básicos pode gerar estresse crônico, aumentando o risco de transtornos como ansiedade e depressão. A exposição constante a situações de ameaça pode afetar a percepção de segurança e o funcionamento emocional. Além disso, essas condições podem limitar o acesso ao cuidado em saúde mental.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    É porque eu corpo gastou energia de verdade com esse conflito.
    Uma emoção forte não é só "sentimento", é o sistema nervoso inteiro entrando em alerta, o cortisol sobe, coração acelera, os músculos ficam tensos. Mesmo que o conflito tenha durado dez minutos, o corpo reagiu como se fosse uma ameaça real e depois que a ameaça passa, ele precisa se recuperar.
    Depois que o pico de ativação cai, você fica no negativo por um tempo antes de voltar ao neutro. É fisiológico, não fraqueza.
    Tem outra camada que também pode acontecer se sua mente fica ruminando. Mesmo que o conflito tenha sido resolvido, se alguma parte de você fica relendo a cena, pensando no que disse, no que poderia ter dito diferente, esse movimento consome energia cognitiva sem que você perceba e o desânimo é parcialmente o resultado dessa mente que não desligou.
    O "sempre acontece depois" que você descreveu faz sentido, algumas pessoas têm um sistema nervoso que leva mais tempo pra regular depois de uma ativação intensa. É um padrão que dá pra entender e trabalhar.
    O que ajuda de verdade nessas horas é sinalizar pro corpo que o perigo passou como realizar uma atividade física, tomar uma água, comer algo ou simplesmente sair do ambiente onde aconteceu o conflito. Faça coisas físicas, concretas, pequenas :)


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    O que o psicólogo faz é ajudar você a perceber padrões de pensamento, entender como esses pensamentos influenciam suas emoções e comportamentos e, aos poucos, construir formas mais realistas, equilibradas e menos dolorosas de interpretar as situações.
    Na depressão, é comum que a mente fique mais focada para o negativo, não porque você quer, mas porque o próprio funcionamento emocional e cerebral está afetado.
    Portanto, não é mudar quem você é, e sim te ajudar a ter mais flexibilidade, menos sofrimento e mais liberdade nas suas escolhas.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    Oie, o mais indicado é procurar um psicólogo que trabalhe com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pois ajuda a identificar padrões como medo do julgamento, insegurança, evitação, autocrítica excessiva, é trabalhado técnicas para desenvolver habilidades sociais, ensina, aos poucos, formas mais seguras de lidar com as situações do dia a dia e te ajuda a entender melhor seus pensamentos, suas emoções e seus comportamentos
    Além disso, dependendo da intensidade, a timidez pode estar relacionada à Ansiedade Social, e a TCC também é considerada tratamento de primeira linha nesses casos.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    Lidar com ansiedade intensa ou estresse constante pode ser bem desgastante mesmo. O ideal é procurar um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

    Muitas vezes, ansiedade e estresse se misturam, e pode ser difícil diferenciar sozinho. De forma geral, o estresse costuma estar mais ligado a situações específicas (como trabalho, rotina ou sobrecarga), enquanto a ansiedade tende a ser mais persistente, com preocupações frequentes, antecipação de problemas e até sintomas físicos, como tensão, coração acelerado e dificuldade para relaxar.

    Mas mais importante do que “dar um nome exato” é entender como isso está acontecendo em você. Isso é feito através de uma avaliação profissional, onde o psicólogo vai olhar para seus sintomas, a frequência, a intensidade e também identificar possíveis gatilhos e padrões.

    Com essa avaliação, conseguimos entender melhor se estamos falando de ansiedade, estresse ou até uma combinação dos dois e, principalmente, como cuidar disso da melhor forma.

    Se os sintomas estiverem muito intensos, como crises frequentes, dificuldade para dormir ou impacto no dia a dia, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra junto com a psicoterapia com psicólogo, para um cuidado mais completo.


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    Pensamentos intrusivos podem ser realmente muito assustadores, ainda mais quando aparecem em um momento tão sensível como a gravidez, mas eles são mais comuns do que parecem, especialmente em fases de grande mudança hormonal e emocional.
    Muitas mulheres relatam isso nesse período, e isso não significa que você queira esses pensamentos ou que vá agir sobre eles.

    Dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC),algumas estratégias iniciais podem ajudar, como por exemplo:
    - Não lutar contra o pensamento: tentar expulsar ou “bloquear” costuma fazer ele voltar com mais força
    - Não dar significado excessivo: ter um pensamento não define quem você é
    - Observar sem reagir: deixar o pensamento passar, como se fosse uma nuvem, sem precisar responder a ele

    Se esses pensamentos estão frequentes, causando muita angústia, é muito importante buscar ajuda profissional para avaliação. Um psicólogo irá te ajudar a entender o que está acontecendo e desenvolver estratégias para lidar com eles. Você não está sozinha e isso tem cuidado.


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Dehbora Scoralich

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode ser muito angustiante, especialmente quando envolve rituais com muitas regras, mas não há problema em não refazer o ritual, na verdade, dentro do tratamento, isso costuma ser um passo importante dentro do tratamento realizado em psicoterapia.
    No TOC, esses rituais/compulsões dão um alívio momentâneo, mas acabam “ensinando” o cérebro que você precisa deles para se sentir seguro. Com o tempo, isso mantém e até fortalece o ciclo da ansiedade.

    Deixar de fazer um ritual/compulsão costuma gerar bastante ansiedade no começo e você não precisa enfrentar isso sozinho. Um psicólogo pode te ajudar a fazer isso de forma mais segura, estruturada e respeitando seus limites, de forma gradual.


Perguntas frequentes

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