Perguntas do paciente (5)

  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise de Carvalho Lima Martinez

    A perda de um filho representa uma experiência de dor intensa e profunda, frequentemente exigindo suporte psicológico para sua elaboração. Embora o sofrimento seja subjetivo e singular, estudos na literatura científica indicam que, em média, o processo de retomada da rotina pode levar até dois anos, mesmo que as lembranças permaneçam emocionalmente significativas.

    Quando o luto se estende além desse período, acompanhado de sofrimento intenso e prejuízo funcional em áreas como a vida profissional, acadêmica ou social, pode-se considerar a presença de um Transtorno do Luto Prolongado, conforme descrito no DSM-5-TR.

    Diante do impacto emocional e das dificuldades enfrentadas, recomenda-se a busca por acompanhamento psicológico especializado para auxiliar no processo de adaptação e ressignificação dessa vivência, promovendo o bem-estar emocional e a retomada gradativa das atividades cotidianas.


  • Minha minha sogra morreu há três anos, mas meu esposo não se recuperou. Como ajudá-lo?...

    Minha minha sogra morreu há três anos, mas meu esposo não se recuperou. Como ajudá-lo?...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise de Carvalho Lima Martinez

    A perda da mãe representa uma experiência de dor intensa e profunda, frequentemente exigindo suporte psicológico para sua elaboração. Embora o sofrimento seja subjetivo e singular, estudos na literatura científica indicam que, em média, o processo de retomada da rotina pode levar até dois anos, mesmo que as lembranças permaneçam emocionalmente significativas.

    Quando o luto se estende além desse período, acompanhado de sofrimento intenso e prejuízo funcional em áreas como a vida profissional, acadêmica ou social, pode-se considerar a presença de um Transtorno do Luto Prolongado, conforme descrito no DSM-5-TR.

    Diante do impacto emocional e das dificuldades enfrentadas, recomenda-se a busca por acompanhamento psicológico especializado para auxiliar no processo de adaptação e ressignificação dessa vivência, promovendo o bem-estar emocional e a retomada gradativa das atividades cotidianas.


  • Tenho 25 anos e desde os 15 ouço de profissionais que posso ter transtorno de personalidade borderli

    Tenho 25 anos e desde os 15 ouço de profissionais que posso ter transtorno de personalidade borderline ou transtorno afetivo bipolar, também sofro com dependencia quimica e neste momento gostaria de fazer um tratamento que pudesse integrar adequadamente o tratamento e terapia para o meu transtorno, mas nunca consegui um diagnóstico fechado. Minha dúvida é, como eu posso iniciar este processo de avaliação psicologica para obter um laudo e a terapia mais adequada? Sempre peço aos profissionais que eu passo para me ajudarem com isso mas eles seguem o tratamento dos sintomas e acabo não recebendo nenhuma orientação. Também gostaria de saber se é possível de fato ter os dois transtornos simultaneamente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise de Carvalho Lima Martinez

    Boa tarde! Entendo a sua preocupação em querer obter um diagnóstico mais claro auxiliar no direcionamento para um tratamento adequado. Alguns passos podem ajudar você a iniciar esse processo:
    1. Buscar um profissional especializado em avaliação psicológica e psiquiátrica:
    o Procure um psicólogo ou psiquiatra que tenha experiência em transtornos de personalidade e transtornos de humor.
    o Explique sua intenção de realizar uma avaliação aprofundada para esclarecer qual diagnóstico é mais adequado e como isso pode orientar seu tratamento.
    2. Realizar uma avaliação neuropsicológica ou psicológica formal:
    o Testes padronizados e entrevistas estruturadas podem ajudar a diferenciar transtornos de personalidade (como o borderline) de transtornos de humor (como o bipolar).
    o Esses instrumentos fornecem dados adicionais, permitindo ao profissional fazer uma análise mais embasada.
    3. Acompanhamento psiquiátrico contínuo:
    o O psiquiatra pode avaliar a evolução dos sintomas ao longo do tempo, considerar episódios passados e realizar ajustes no tratamento com base na resposta terapêutica.
    o Certifique-se de relatar todos os seus sintomas, incluindo a presença de pensamentos extremos, comportamentos impulsivos, alterações de humor, e qualquer histórico familiar de transtornos psiquiátricos.
    4. Integração de tratamento para a dependência química:
    o Dependência química pode interferir no quadro emocional e no diagnóstico. Muitas vezes, é necessário estabilizar o uso de substâncias para que o profissional tenha um panorama mais claro do que é parte da dependência e o que é parte de um transtorno de humor ou de personalidade.
    o Um tratamento integrado em uma clínica ou serviço especializado que aborde tanto a dependência química quanto os aspectos emocionais pode ser muito útil.
    5. Manter registros dos sintomas:
    o Manter um diário de humor e comportamento pode ajudar o profissional a identificar padrões. Isso pode incluir anotações sobre mudanças de humor, impulsos, situações estressantes e o uso de substâncias.
    o Esses registros fornecem informações concretas que podem auxiliar no diagnóstico diferencial, já que a instabilidade do humor é sintoma comum tanto do Transtorno de personalidade, quanto do Transtorno Bipolar do humor.
    6. Compreender a possível comorbidade:
    o É possível que alguém apresente características de mais de um transtorno ao mesmo tempo. Por exemplo, uma pessoa pode ter um transtorno de personalidade borderline e também apresentar episódios de depressão ou hipomania/mania, característicos do transtorno bipolar.
    o O trabalho do profissional será entender qual transtorno é predominante e como ambos se inter-relacionam, ajustando o tratamento para atender a todas as necessidades.
    Em resumo, começar por uma avaliação psicológica formal, aliada ao acompanhamento psiquiátrico especializado, é a melhor maneira de obter um laudo claro. Além disso, buscar um tratamento integrado que leve em conta tanto a dependência química quanto os sintomas emocionais poderá ajudar você a encontrar uma abordagem terapêutica mais eficaz e personalizada.


  • Minha filha tem 6 anos e a uma semana relata que está tendo pensamentos de órgão sexual feminino e m

    Minha filha tem 6 anos e a uma semana relata que está tendo pensamentos de órgão sexual feminino e masculino, que tem vozes na cabeça dela querendo que ela beije alguém mais ela não quer fazer essas coisas erradas mais esses pensamentos não saem da cabeça dela, ela chora quando fica com esses pensamentos...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise de Carvalho Lima Martinez

    O objetivo aqui não é fornecer um diagnóstico específico ou substituir uma avaliação profissional, mas vou apresentar algumas orientações gerais que podem ajudá-la até que você possa buscar ajuda especializada:

    Procure ajuda profissional

    Pediatra ou Médico de Família: É importante conversar com o pediatra para descartar qualquer questão médica inicial ou ter um encaminhamento para outros profissionais.
    Psicólogo(a) infantil ou Psiquiatra infantil: Esses profissionais são capacitados para avaliar e tratar situações de ansiedade, pensamentos intrusivos e possíveis alucinações auditivas em crianças. Eles poderão orientar de forma mais direcionada e propor intervenções adequadas.
    Crie um ambiente acolhedor

    Mostre à criança que ela pode falar sobre esses pensamentos sem ser julgada ou repreendida. Explique que, às vezes, pensamentos estranhos ou incômodos surgem, mas que ter pensamentos não significa que ela vá ou queira realmente fazer o que está passando pela cabeça dela.
    Reforce que você está lá para ajudá-la a lidar com o desconforto e a angústia que ela está sentindo.
    Observe e registre mudanças

    Fique atenta a alterações de comportamento, como choro frequente, alterações no sono ou no apetite, medos novos ou intensificados, e tente anotar quando esses pensamentos costumam aparecer (em que horário, em qual situação, etc.).
    Essas anotações podem ser úteis quando você for ao profissional especializado, pois ajudam a identificar padrões ou gatilhos.
    Minimize a culpa ou vergonha

    Quando ela falar sobre as “vozes” ou os pensamentos, procure manter uma postura calma.
    Deixe claro que pensamentos que nos incomodam podem ocorrer com qualquer pessoa, mas não significam que somos culpados ou que iremos agir de acordo com eles.
    Busque compreender fatores de estresse

    Verifique se houve alguma mudança recente na vida da criança: início ou troca de escola, problemas com colegas, situações familiares difíceis (mudanças, separação, luto, etc.).
    Situações de ansiedade e estresse podem se manifestar por meio de pensamentos ou vozes que a criança não compreende.
    Não hesite em procurar ajuda de urgência se necessário

    Caso os pensamentos ou as vozes estejam gerando sofrimento intenso, crises de choro incontroláveis, pânico ou outros sinais de agravamento, considere buscar um serviço de saúde mental infantil ou emergência pediátrica.
    Importante: Somente um profissional de saúde mental (psicólogo(a) ou psiquiatra) pode avaliar a fundo o que está acontecendo e, se for o caso, indicar um plano terapêutico adequado.


  • Boa tarde! O teste de memória pode ser avaliado isoladamente em um processo seletivo do concurso da

    Boa tarde! O teste de memória pode ser avaliado isoladamente em um processo seletivo do concurso da polícia militar ? O candidato deve ir bem em todos os testes para ser considerado apto como por exemplo, personalidade, inteligência, atenção, etc... ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise de Carvalho Lima Martinez

    Boa tarde! Em um processo seletivo de concurso público, cada instituição define seus próprios critérios de avaliação psicológica e como os resultados dos testes serão interpretados. Normalmente, a avaliação psicológica é composta por um conjunto de instrumentos que podem incluir testes de memória, inteligência, atenção, personalidade, entre outros. O objetivo é formar um perfil psicológico compatível com as exigências do cargo.

    Testes de memória isolados:
    Embora um teste de memória possa ser aplicado como parte do processo, ele raramente é usado como único critério para determinar a aptidão de um candidato. O desempenho nesse teste geralmente contribui para a avaliação geral do perfil cognitivo e não é, por si só, decisivo.

    Desempenho geral em todos os testes:
    Em geral, o candidato precisa apresentar resultados satisfatórios em um conjunto de áreas (como atenção, inteligência, personalidade, raciocínio lógico, e, eventualmente, memória) para ser considerado apto. O desempenho em um único teste, mesmo que mais baixo, não necessariamente elimina o candidato, a menos que aquele aspecto específico seja considerado crucial para o cargo.

    Importância do conjunto de testes:
    A avaliação psicológica busca entender o candidato de forma integral. Portanto, o desempenho global é mais relevante do que um resultado isolado. Por exemplo, se o cargo exige alta capacidade de concentração, os testes de atenção podem ter mais peso. Se o papel envolve tomada de decisões rápidas, testes de raciocínio lógico e memória de trabalho podem ser mais importantes. É o conjunto desses fatores que leva à conclusão sobre a compatibilidade do candidato com as funções do cargo.

    Em síntese, um teste de memória pode ser uma peça importante, mas dificilmente será a única determinante. O mais comum é que o candidato seja avaliado em várias áreas e que o conjunto dos resultados seja considerado na decisão final sobre sua aptidão.


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