Perguntas do paciente (14)

  • Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi

    Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
    Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Faz sentido, sim, considerar a psicanálise como um espaço complementar de investigação, especialmente quando existe a sensação de que algumas questões ainda não foram totalmente compreendidas.

    Primeiro, é importante reconhecer que você já está fazendo algo muito importante: está em tratamento, medicada e em terapia, o que mostra um cuidado real com a sua saúde mental.

    Sobre a ansiedade aparecer todos os dias praticamente no mesmo horário, às vezes o psiquismo cria certos marcadores internos de tempo, ligados a experiências emocionais, memórias ou estados de expectativa que nem sempre estão conscientes. Nem sempre conseguimos identificar um gatilho claro de forma imediata.

    Na psicanálise, o foco costuma ser um pouco diferente de outras abordagens. Em vez de buscar apenas identificar o gatilho ou reduzir o sintoma, o trabalho também envolve investigar o sentido que esse sintoma pode ter dentro da história subjetiva da pessoa.

    Perguntas como, por exemplo:

    O que costuma acontecer no seu dia antes desse horário?

    Como você costuma se sentir quando se aproxima desse momento?

    Existem associações, lembranças ou estados emocionais que aparecem com frequência nesse período?

    Às vezes, algo que parece “sem motivo” começa a ganhar sentido ao longo do processo, à medida que a pessoa vai falando livremente e conectando diferentes aspectos da própria história.

    Isso não significa necessariamente abandonar a terapia atual. Algumas pessoas optam por mudar de abordagem, outras fazem a transição com cuidado, e há também casos em que a psicanálise entra como um novo espaço de escuta quando a pessoa sente essa necessidade.

    Se você sente curiosidade ou percebe que gostaria de explorar sua experiência de forma mais profunda, procurar um processo analítico pode ser um caminho válido para ampliar essa compreensão.

    Rita Seixas – Psicanalista.


  • Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no

    Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Quando existe uma ferida de abandono na infância, é comum que, sem perceber, a pessoa tente reparar essa dor nas relações da vida adulta. Muitas vezes buscamos, nos parceiros ou nas pessoas próximas, algo que na verdade pertence a uma história antiga.

    A análise não oferece “ferramentas prontas” no sentido de técnicas rápidas, mas oferece um processo de compreensão e elaboração que pode transformar a forma como você se relaciona.

    Alguns movimentos importantes que acontecem na análise são:

    1. Tornar consciente o que hoje é repetição.
    Na psicanálise chamamos isso de repetição. Muitas vezes repetimos certos padrões de relação tentando, inconscientemente, resolver algo do passado. Quando isso se torna consciente, a repetição começa a perder força.

    2. Elaborar a dor do abandono.
    Em análise, você pode falar, sentir e dar sentido a essa experiência. Não para apagar o que aconteceu, mas para que essa história deixe de dirigir suas escolhas afetivas.

    3. Separar passado e presente.
    Com o tempo, a pessoa começa a perceber quando está reagindo ao parceiro atual… ou quando está reagindo à dor antiga ligada ao pai.

    4. Construir novas formas de vínculo.
    Quando o abandono é elaborado, as relações deixam de ser uma tentativa de “consertar o passado” e passam a ser encontros mais livres, baseados no presente.

    A análise não muda o que aconteceu, mas pode mudar profundamente a forma como essa história vive dentro de você hoje.

    E, quando isso acontece, as relações deixam de ser um lugar de reparação da ferida… e passam a ser um espaço de escolha.

    Rita Seixas – Psicanalista e Mentora


  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Essa é uma pergunta muito importante e bastante comum em processos de análise.

    Quando uma criança vive uma experiência de abandono, seja físico ou emocional, ela ainda não tem recursos psíquicos para compreender aquela situação de forma racional. O que muitas vezes fica registrado internamente não é apenas o fato em si, mas a sensação de perda, desamparo e insegurança.

    Para a mente infantil, a presença das figuras parentais representa segurança e continuidade. Quando essa presença falha ou desaparece, pode se formar uma marca psíquica ligada ao medo de perder novamente quem se ama.

    Na vida adulta, essa marca pode aparecer como uma sensação constante de que o outro pode ir embora a qualquer momento, mesmo quando não existe um sinal concreto de abandono. Não é exatamente o presente que está sendo vivido, mas um sentimento antigo que continua ativo dentro da história emocional da pessoa.

    A psicanálise ajuda justamente a dar sentido a essa experiência. Ao falar sobre essa história, revisitar os afetos envolvidos e compreender como essa marca foi construída, a pessoa começa a diferenciar o que pertence ao passado do que está acontecendo no presente.

    Com o tempo, esse medo deixa de comandar as relações com tanta força. O abandono que aconteceu na história não precisa continuar determinando a forma de se vincular hoje.

    Rita Seixas – Psicanalista e Mentora


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    O que você está vivendo é uma experiência que costuma mobilizar muito intensamente o psiquismo. Quando uma traição é descoberta, não é apenas o fato em si que dói, mas tudo o que ela toca internamente.

    O fato de isso estar ocupando grande parte dos seus pensamentos mostra o quanto essa situação ainda está sendo elaborada dentro de você. A mente tenta compreender, dar sentido, revisitar cenas, buscar explicações.

    Na psicanálise, entendemos que uma dor como essa pode revelar diferentes camadas da vida emocional. Pode tocar questões ligadas à confiança, ao valor pessoal, ao medo de perda, ao lugar que você ocupa nas relações e até a experiências anteriores que, de alguma forma, são reativadas.

    Mais do que “o que fazer” imediatamente, existe um movimento importante de se perguntar: o que exatamente nessa situação mais te atravessa? É a quebra de confiança, a sensação de substituição, o impacto na autoestima, o medo de ficar só?

    Cada pessoa sente de um jeito, porque cada história é única.

    A análise pode ajudar a transformar essa dor em algo que pode ser compreendido. Ao longo do processo, você vai conseguindo diferenciar o que pertence a esse acontecimento recente e o que pode estar ligado a marcas mais antigas da sua história emocional.

    Com o tempo, essa dor deixa de ser algo que ocupa todo o espaço psíquico e passa a ser algo que pode ser elaborado, integrado e ressignificado.

    Rita Seixas
    Psicanalista


  • Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se

    Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Descobrir uma traição costuma ser uma experiência muito dolorosa, porque abala algo muito fundamental nas relações: a confiança. É natural que, depois disso, apareça o medo de que a mesma situação se repita em outros vínculos.

    Esse medo geralmente não está ligado apenas ao que aconteceu, mas também ao impacto emocional que a experiência deixou. A mente tenta se proteger de uma nova dor, e por isso pode surgir uma sensação constante de alerta ou desconfiança.

    Na análise, trabalhamos justamente para que essa experiência seja elaborada, e não carregada como uma marca que passa a definir todas as relações futuras.

    Alguns pontos importantes desse processo são:

    Elaborar a dor da traição.
    Falar sobre o que foi vivido, os sentimentos envolvidos e o impacto que isso teve em você ajuda a transformar a experiência em algo que pode ser compreendido, em vez de apenas temido.

    Diferenciar passado e presente.
    Nem toda relação repetirá a mesma história. A análise ajuda a perceber quando o medo vem da experiência passada e quando ele está realmente relacionado à pessoa ou à situação atual.

    Reconstruir a confiança em si mesma.
    Mais do que confiar totalmente no outro, é importante recuperar a confiança na própria capacidade de perceber sinais, estabelecer limites e fazer escolhas que protejam seu bem-estar.

    O objetivo não é apagar o que aconteceu, mas permitir que essa experiência não se torne uma lente através da qual todas as relações futuras sejam vistas.

    Com o tempo e com elaboração, o vínculo com o outro pode voltar a ser um espaço de encontro — e não apenas de defesa.

    Rita Seixas – Psicanalista.


  • Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb

    Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    O que você descreve é uma situação que costuma gerar muito conflito interno. Quando alguém se envolve em dois vínculos ao mesmo tempo, geralmente não é apenas uma questão de escolha racional, mas também de emoções, desejos e conflitos que nem sempre estão claros para a própria pessoa.

    O fato de você dizer que não se sente bem nessa situação e que isso está te consumindo mostra que existe um sofrimento psíquico importante aí. Muitas vezes, quando ficamos presos entre duas relações, algo dentro de nós também está dividido.

    A psicanálise pode ajudar justamente a investigar algumas questões, como por exemplo:

    O que esse novo vínculo representa emocionalmente para você neste momento da sua vida?

    O que o seu casamento significa hoje para você, depois de tantos anos de história?

    Que necessidades, desejos ou conflitos internos podem estar aparecendo através dessa situação?

    Mais do que decidir rapidamente entre uma relação ou outra, o processo analítico busca compreender o que está em jogo subjetivamente, para que a decisão que vier seja mais consciente e menos movida apenas pela culpa, pelo impulso ou pela pressão.

    Quando não entendemos o que está por trás de um conflito, ficamos presos nele. Quando começamos a compreender, surgem possibilidades de escolha mais claras.

    Se essa situação está trazendo sofrimento e sensação de estar sem saída, falar sobre isso em um processo de análise pode ser um espaço seguro para elaborar esses sentimentos e entender o que realmente faz sentido para você.

    Rita Seixas – Psicanalista.


  • Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depo

    Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depois fechar olhos deitar e dormir pra técnica ficar melhor tenho que repetir falar a frase mentalmente da pergunta até apagar? Ou o Subconsciente terá memória da escrita??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Escrever uma pergunta antes de dormir pode, sim, ajudar o cérebro a continuar elaborando aquele tema enquanto você descansa. Quando colocamos algo no papel, organizamos o pensamento e sinalizamos para a mente que aquilo é importante.

    Mas não é necessário repetir a pergunta mentalmente até “apagar”. O mais importante é escrever, refletir um pouco sobre aquilo e permitir que o descanso aconteça.

    Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas, nossa mente continua processando experiências, emoções e pensamentos do dia. Às vezes, no dia seguinte, surgem novas ideias, percepções ou até sonhos relacionados ao que estava nos preocupando.

    Então você pode fazer assim:

    Escreva a pergunta ou situação que está pensando.

    Leia com calma e deixe aquilo registrado.

    Vá dormir sem se cobrar uma resposta imediata.

    Muitas vezes a compreensão aparece aos poucos, com o tempo, através de associações, sonhos ou reflexões ao acordar.

    E vale lembrar: quando uma questão é muito importante ou recorrente, falar sobre ela em análise pode ajudar a aprofundar ainda mais esse processo de compreensão.

    Rita Seixas – Psicanalista e Mentora.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Na psicanálise não existe um tempo fixo ou pré-determinado para a duração de uma análise. Cada processo é único, porque cada pessoa tem sua própria história, suas questões e também o seu ritmo de elaboração.

    Eu trabalho com pacotes de sessões, o que ajuda a organizar melhor o acompanhamento e a continuidade do processo terapêutico. Caso tenha interesse, fico à disposição para conversar e explicar como funciona.

    Rita Seixas – Psicanalista


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Na psicanálise, a relação entre paciente e analista (que chamamos de vínculo terapêutico) é uma parte fundamental do processo. É importante que você se sinta minimamente à vontade e seguro naquele espaço.

    Nas primeiras sessões, é comum ainda existir estranhamento, insegurança ou até certa dificuldade em se abrir, porque você está começando a falar de coisas muito pessoais para alguém que ainda está conhecendo.

    Por isso, muitas vezes vale a pena dar algumas sessões para que esse vínculo possa se construir. Com o tempo, a conversa tende a fluir de forma mais natural.

    Por outro lado, se você percebe que não se sente confortável, não se sente escutado ou que não houve uma conexão mínima, também é totalmente válido procurar outro profissional. O mais importante é que você encontre um espaço em que se sinta acolhido para falar sobre a sua história.

    A análise só acontece de verdade quando existe esse espaço de confiança.

    Rita Seixas – Psicanalista


  • Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    A associação livre é um dos princípios centrais da psicanálise. Na prática, significa que a pessoa é convidada a falar livremente sobre tudo o que vier à mente durante a sessão: pensamentos, lembranças, sentimentos, sonhos ou até coisas que pareçam sem importância.

    A ideia é justamente não filtrar demais o que será dito. Muitas vezes temos o hábito de organizar ou censurar nossos pensamentos antes de falar, mas na associação livre o convite é permitir que as ideias apareçam da forma como surgem.

    Isso acontece porque, na psicanálise, entendemos que nosso inconsciente também se manifesta nessas conexões aparentemente soltas entre pensamentos, memórias e emoções.

    Ao longo das sessões, essas falas vão criando ligações entre diferentes experiências da vida da pessoa. Aos poucos, certos padrões, conflitos ou sentidos que antes não estavam claros podem começar a aparecer.

    O papel do analista é escutar atentamente essas associações, ajudar a destacar alguns pontos importantes e acompanhar o processo de elaboração que vai surgindo a partir daí.

    Não existe uma forma “certa” de fazer associação livre. O mais importante é permitir-se falar e deixar que o pensamento circule com liberdade.

    Rita Seixas – Psicanalista


  • Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vid

    Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vida, porém parece que ela perdeu o "brilho". A psicanálise costuma atuar como ferramenta para estes casos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Esse tipo de sentimento nem sempre está ligado apenas a acontecimentos externos. Muitas vezes ele tem relação com processos internos, emoções que foram sendo acumuladas ao longo do tempo ou questões que ainda não ganharam um espaço de elaboração.

    Na psicanálise, o trabalho não é apenas focado no sintoma em si, mas em compreender o que pode estar por trás dessa sensação. Ao falar sobre a própria história, sobre os sentimentos e sobre o que está sendo vivido no presente, a pessoa começa aos poucos a dar significado a esses estados emocionais.

    Muitas vezes, aquilo que aparece como desânimo ou vazio pode estar relacionado a conflitos internos, frustrações, mudanças de fase da vida ou até a desejos que ficaram silenciados por muito tempo.

    A análise oferece justamente um espaço de escuta e reflexão para que essas questões possam ser compreendidas com mais profundidade. Ao longo do processo, muitas pessoas conseguem reconectar-se com aspectos de si mesmas que estavam adormecidos e reencontrar mais sentido na própria vida.

    Rita Seixas
    Psicanalista


  • Escrever no papel algo que quero saber antes de dormir já funciona bem ou tenho que escrever e ficar

    Escrever no papel algo que quero saber antes de dormir já funciona bem ou tenho que escrever e ficar repetindo oque escreví até chegar a hipnagogia pra entregar essa mensagem para o estado hipnagogico? Ou escrever já é suficiente???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Escrever antes de dormir pode, sim, ser uma forma interessante de organizar os pensamentos. Quando colocamos algo no papel, ajudamos a mente a dar contorno para uma questão que está nos atravessando.

    Mas não é necessário repetir a frase mentalmente até entrar no estado hipnagógico. O inconsciente não funciona como um sistema em que precisamos “enviar comandos” ou reforçar uma mensagem várias vezes para que ela seja recebida.

    Muitas vezes, apenas escrever e refletir um pouco sobre aquilo já é suficiente para que a mente continue elaborando o tema durante o descanso. Durante o sono, nosso psiquismo segue trabalhando com experiências, emoções e pensamentos do dia.

    Na psicanálise entendemos que o inconsciente se manifesta de muitas formas — nos sonhos, nas associações, nas lembranças que surgem inesperadamente. Por isso, às vezes uma pergunta feita antes de dormir pode aparecer depois em forma de um insight, um sonho ou uma nova compreensão.

    O mais importante não é tentar controlar esse processo, mas permitir que a mente elabore.

    E quando uma questão se repete ou traz incômodo, poder falar sobre ela em análise costuma ser um caminho muito rico para aprofundar esse entendimento.

    Rita Seixas – Psicanalista.


  • Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?

    Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Olá!
    Sentir que nunca amou ninguém pode gerar muita dúvida e até uma sensação de desconexão, mas é importante saber que isso não significa que haja algo “errado” com você. Cada pessoa desenvolve sua forma de se relacionar e de sentir afeto, e em alguns casos, o amor pode ter sido vivido de maneiras diferentes — talvez mais racionais, cuidadosas ou até distantes.

    Às vezes, essa dificuldade em sentir amor está ligada a experiências antigas, à forma como aprendemos a confiar e a nos vincular emocionalmente. O inconsciente pode criar mecanismos de proteção para evitar dor, rejeição ou frustração, o que acaba afastando também o afeto.

    Um processo terapêutico pode te ajudar a compreender o que existe por trás dessa sensação — sem julgamentos, com espaço para entender o seu tempo e o seu modo de sentir.

    — Rita Seixas - Psicanalista


  • O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?

    O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dra. Rita Seixas

    Orientação profissional é um processo de escuta e reflexão que te ajuda a compreender melhor seus interesses, habilidades, valores e desejos em relação ao trabalho.

    Mais do que apenas indicar uma profissão, esse processo busca te ajudar a se conhecer com mais profundidade, entender o que faz sentido para você e quais caminhos estão mais alinhados com a sua história e o momento que você está vivendo.

    Muitas vezes, dúvidas profissionais não são apenas sobre “qual carreira escolher”, mas envolvem inseguranças, expectativas, medos e até pressões externas.

    A orientação profissional pode te ajudar a organizar essas questões, ampliar sua visão de possibilidades e tomar decisões com mais clareza e segurança.

    Rita Seixas
    Psicanalista


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.