Perguntas do paciente (12)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar sua história. O que você descreve mostra um relacionamento marcado pelo acúmulo de mágoas, perda de confiança, desgaste emocional e repetição de conflitos. Pela perspectiva da psicanálise é importante compreender que os conflitos do casal não surgem apenas pelos acontecimentos atuais. Cada pessoa leva para o relacionamento sua história, suas feridas emocionais, expectativas e padrões de vínculo. Quando esses aspectos não são reconhecidos, eles passam a conduzir as reações e dificultam a construção de um relacionamento saudável.
Você menciona que entrou no casamento já com a confiança e a admiração fragilizadas. Esses são pilares importantes de uma relação e, quando estão comprometidos, a reconstrução exige disposição de ambos. Também percebo que sua dúvida não é apenas sobre permanecer ou se separar, mas sobre entender por que essa situação o prende e quais medos estão envolvidos, como a solidão e o impacto sobre seus filhos. Essas respostas não costumam surgir no calor do sofrimento, mas por meio do autoconhecimento.
Na minha prática clínica, acredito que existem casais que apresentam incompatibilidades importantes para o tipo de casamento que desejam construir. No entanto, antes de concluir que essa incompatibilidade é definitiva, considero essencial compreender o quanto as feridas emocionais e os padrões inconscientes estão influenciando a relação.
A terapia, seja individual ou de casal, pode ajudar a trazer essa clareza. O objetivo não é dizer se você deve permanecer ou sair do relacionamento, mas ajudá-lo a fazer uma escolha consciente, baseada na compreensão de si mesmo e da dinâmica construída entre vocês.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo profundo gerado por um animal de estimação é real, assim como o luto é real e merece ser acolhido.
Pela perspectiva da psicanálise, o luto não acontece apenas pela ausência de quem partiu, mas também pela perda daquilo que essa relação representava. Ao ler seu relato, percebo que sua dor não está apenas na despedida da sua gatinha, mas também na culpa, nos "e se...", na sensação de que nada do que fez parece ter sido suficiente. A culpa costuma aparecer com frequência no processo de luto, porque nossa mente tenta encontrar uma explicação para algo que, muitas vezes, simplesmente foge ao nosso controle. Isso não significa que você a amou pouco. Permita-se viver esse luto sem exigir de si uma recuperação imediata. Com o tempo e se necessário, com o apoio terapêutico, a dor tende a encontrar um novo lugar dentro da sua história. O amor construído entre vocês não desaparece com a perda, ele permanece como parte de quem você é, mesmo que, neste momento, a saudade fale mais alto.
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O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida
O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da psicanálise, como propôs Freud, não tratamos apenas sintomas, mas histórias. Histórias que muitas vezes carregam marcas de dor, insegurança e medo de abandono.
No Transtorno de Personalidade Borderline, essas vivências costumam ser profundas, o que faz com que o processo terapêutico precise de tempo, cuidado e constância.
Mais do que “quanto tempo vai durar”, a questão central é sobre o quanto esse espaço pode ajudar a pessoa a se compreender, se fortalecer emocionalmente e construir relações mais seguras.
A terapia não é sobre rapidez, é sobre profundidade e transformação. E, nesse caminho, não é preciso estar sozinho.
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Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi
Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua percepção é muito válida, especialmente após um tempo em tratamento e com a sensação de que algo ainda não foi totalmente elaborado.
Quando a ansiedade aparece de forma recorrente, até mesmo em horários específicos e sem um gatilho consciente claro, isso pode indicar conteúdos emocionais mais profundos, que ainda não foram acessados, algo que a psicanálise, desde Freud, se propõe a investigar.
A TCC tem um papel importante ao trabalhar pensamentos e comportamentos atuais. Já a psicanálise amplia esse olhar e pode trazer benefícios como:
* Acesso ao inconsciente, ajudando a compreender padrões que se repetem mesmo sem explicação aparente.
* Elaboração emocional mais profunda, promovendo não apenas alívio, mas transformação na forma de sentir e se relacionar com as próprias emoções.
Em alguns momentos do processo terapêutico, revisar a abordagem ou integrar novos caminhos pode ser essencial para avançar.
Aquilo que se repete, muitas vezes, não pede controle, pede compreensão. E é na profundidade dessa escuta que a mudança começa a acontecer.
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Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no
Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta já demonstra um passo importante em perceber que o passado pode estar influenciando suas relações atuais.
Na psicanálise, vimos que experiências com figuras importantes, como o pai, podem deixar marcas que se repetem de forma inconsciente.
Através da associação livre, é possível acessar essas vivências, compreender esses padrões e ressignificar essa história com a consciência de hoje, não mais com o olhar da criança que viveu essa dor.
Quando o passado é compreendido, ele deixa de ser repetido e passa a ser elaborado.
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Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb
Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, como nos aponta Freud, muitas vezes nos vemos presos em situações externas que refletem divisões internas: entre o que desejamos, o que construímos e o que de alguma forma, ainda nos falta.
Um casamento de anos pode representar estabilidade, história e vínculo. Já um envolvimento fora dele pode despertar partes suas que estavam silenciadas como desejo, validação, novidade, ou até emoções não elaboradas.
O ponto central não é “qual das duas escolher”, mas o que em você sustenta essa divisão. Porque enquanto isso não for compreendido, a tendência não é resolver o conflito é apenas mudá-lo de cenário.
Você não está preso entre duas pessoas. Está preso entre partes suas que ainda não aprendeu a integrar. E ignorar isso é o que mantém o sofrimento.
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E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p
E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito importante, e mais comum do que parece.
Na psicanálise, como propôs Sigmund Freud, o vínculo com o analista não é neutro, ele pode despertar sentimentos, incômodos ou até rejeições que fazem parte do próprio processo terapêutico, chamados de transferência.
Por isso, nem sempre “não gostar” nas primeiras sessões significa que o processo não vai funcionar. Em alguns casos, pode ser justamente um sinal de que conteúdos importantes começam a se movimentar.
Ao mesmo tempo, se não houver o mínimo de confiança ou identificação, é válido considerar outro profissional. O essencial é que exista um espaço presencial/online onde você consiga, aos poucos, se implicar e se sentir seguro para se abrir.
Nem todo incômodo é um sinal de que algo está errado, às vezes, é o início de algo que precisa ser olhado de verdade.
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Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n
Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto essa situação pode gerar frustração e até um sentimento de rejeição, principalmente quando há tentativas de diálogo que não avançam.
Quando mudanças assim acontecem ao longo do tempo na relação, geralmente não dizem respeito apenas ao comportamento em si, mas a questões mais profundas, talvez emocionais, relacionais ou até dificuldades individuais em lidar com a intimidade.
Na perspectiva da psicanálise, como já apontava Freud, a sexualidade também é atravessada por aspectos inconscientes, que muitas vezes não são facilmente verbalizados.
Quando o diálogo entre o casal não flui, pode ser importante contar com um espaço mediado, onde ambos consigam se expressar com mais segurança, compreendendo não apenas o que está acontecendo, mas o que está por trás dessa dinâmica.
Cuidar da relação também é reconhecer quando o casal precisa de ajuda para se reencontrar, porque o silêncio prolongado, com o tempo, também se torna uma forma de distância.
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taquipsiquia SPA Constante Um ano Pode causar Dificuldade extrema em Lembrar de eventos recentes e p
taquipsiquia SPA Constante Um ano Pode causar Dificuldade extrema em Lembrar de eventos recentes e passado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem! Sim, dentre vários sintomas da Síndrome do Pensamento Acelerado inclui lapsos de memória. É importante fazer junto ao profissional processo terapêutico para descortinar a realidade que se passe dentro de você. Aos poucos com processo psicanalítico ir conquistando o equilíbrio necessário para seu bem estar.
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É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo trata
É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo tratamento com Azelan. Quando o tratamento engrenou foi a época que entrei de férias no trabalho e minha pele melhorou uns 75%. Poucas semanas depois que voltei a trabalhar minha pele piorou, voltou ao que era antes. Relatei isso para minha dermatologista mas ela não deu muito crédito para essa parte emocional.
Obs: não bebo álcool, não como nada que tenha pimenta ou que seja ardido,não fumo, passo protetor solar todo dia e evito sair no sol mesmo assim, nao tomo banho quente. Me privo o máximo que posso de tudo que eu puder para evitar que piore a rosacea, mas o estresse e a ansiedade são as únicas coisas que não consigo controlar....RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem! Com recorrência vejo na prática clínica alguns sintomas de doença na pele provocadas por reações geradas por questões emocionais. É sabido que as emoções em desequilíbrio podem desenvolver uma doença física ou mesmo ser o gatilho para doenças já existentes na pessoa que aproveitam da fragilidade do organismo para se manifestar. Com a terapia analítica é possível descortinar muito do que está dentro de cada sujeito e trazer alívio para muitas situações relacionadas à saúde física. Porém, é necessário que se faça uma investigação junto ao médico dermatologista para diagnosticar a doença física ou descartá-la. Conte comigo, estou aqui para ajudar.
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Estou tendo amnesia não retenho novas informações, Acredito que foi depois de um assalto ano passado
Estou tendo amnesia não retenho novas informações, Acredito que foi depois de um assalto ano passado Percebi isso hoje, E possivel melhorar, estou pensando em coisas ruins contra mim perdi a qualidade de vida pois nao consigo ver filmes e lembrar, Amnesia tem tratamento e cura so tenh0 20 anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem! Aqui é @Dila Reis psicanalista.
Pelo seu relato sugere está sofrendo sintomas de estresse pós traumático, como amnesia dissociativa ou outro tipo de mecanismo de defesa, devido a experiência do assalto. A terapia psicanalítica contribuir bastante com resultados positivos para sua melhora. Contudo, é necessário procurar um medico(a) neuropsiquiatria para investigação e diagnostico em relação a memoria. Parabéns pela busca de apoio profissional, saúde mental/emocional também deve ser cuidada. Conte comigo, estou aqui para ajudar.
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Eu não sinto mais prazer na vida, não sinto mais vontade de esforçar para nada, eu gosto de fazer co
Eu não sinto mais prazer na vida, não sinto mais vontade de esforçar para nada, eu gosto de fazer coisas como jogar e assistir filmes mas a minha vida pessoal parece chata, eu tenho conversas rasas com as pessoas, não consigo evoluir relação com ninguém, um grande desânimo em tudo, a minha memória tem falhado muito, parece que não me importo mais com nada, estou apenas existindo, não parece ser depressão pois ate tristeza eu não sinto contantemente, parece mais que estou neutro a tudo, vazio, sem expressão e eu não era assim, era ate bem empático e muito emocional
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando não nos conhecemos o suficiente tudo parece mais distante, difícil, pesado, cinza. Verificando o que descreveu é perceptível que experiências não tão satisfatórias aconteceram com você e que alguma situação/eventos foram minando o que acreditava em sua vida, resultando nessa mudança que antes era empático e muito emocional, hoje se vê e sente-se neutro e indiferente as questões que te ocorrem. Contudo é necessário dar atenção aos seus sentimentos e até mesmo a falta deles. Todas as respostas que você precisa estão dentro de você. É primordial você passar pelo seu processo de autoconhecimento auxiliado por um profissional, se descobrir, reconectar com você e assim descobrirem seu proposito de vida. Como disse o grande mestre Freud “Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer” para desbravar a vida. Pode até ser difícil se reconhecer e reconectar, mas é libertador.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…