Perguntas do paciente (17)

  • É verdade que para tentar algo com uma moça não pode falar na primeira vez que ver ela a frase se el

    É verdade que para tentar algo com uma moça não pode falar na primeira vez que ver ela a frase se ela quer namorar isso elas não aceitam e todas só aceitam se fazer perguntas e longo tempo de conversa sutil?? A mente feminina não aceita já perguntar na hora a primeira vez se ela quer namorar? A mente delas só aceitam com um longo período de conversas e perguntas Sutil primeiro pra depois de vários dias perguntar isso é tipo uma lei da mente delas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Não existe uma “lei da mente feminina” que determine que uma mulher só possa aceitar um relacionamento depois de vários dias de conversas ou perguntas sutis. Pessoas, independentemente do gênero, variam muito na forma como estabelecem vínculos e decidem sobre relacionamentos.

    O que pode existir é uma questão de contexto e familiaridade. Para algumas pessoas, uma proposta de namoro logo no primeiro encontro pode parecer precipitada porque ainda não houve oportunidade suficiente para conhecer o outro, avaliar compatibilidade e desenvolver confiança. Para outras, uma aproximação mais direta pode ser perfeitamente aceitável.

    Na prática, não existe uma quantidade universal de dias ou perguntas que precise acontecer antes de falar sobre interesse. O mais saudável é demonstrar interesse de maneira respeitosa, observar a reciprocidade e aceitar a resposta da outra pessoa sem transformar isso em uma “técnica” para conseguir um relacionamento.


  • O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?

    O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    A terapia de exposição é uma técnica muito utilizada dentro das abordagens cognitivo-comportamentais, especialmente no tratamento de transtornos de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e outras condições relacionadas ao medo e à evitação.

    De maneira simplificada, consiste em entrar gradualmente em contato com situações, sensações, pensamentos ou estímulos que provocam ansiedade, de forma planejada e segura, reduzindo comportamentos de fuga e esquiva.


  • Uma pessoa portadora de transtorno de personalidade narcisista pode exercer carreira policial mesmo

    Uma pessoa portadora de transtorno de personalidade narcisista pode exercer carreira policial mesmo com esse diagnóstico?
    Sabe-se que algumas características de pessoas assim vão de encontro ao perfil que se exige em um agente de segurança pública mas é possível de algum modo um candidato assim ser aprovado na avaliação psicológica e entrevista com psicólogo(a) sem esconder nada de sua condição e com total transparência para com a banca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Um diagnóstico de transtorno de personalidade não determina sozinho a capacidade profissional de uma pessoa. Em uma seleção para uma carreira de segurança pública, a avaliação psicológica deve considerar os critérios estabelecidos para aquele cargo, as características avaliadas no processo seletivo e o funcionamento concreto do candidato.


  • Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad

    Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Experiências repetidas de descrédito, invalidação ou críticas durante o desenvolvimento podem contribuir para a formação de crenças negativas sobre si mesmo, como “não sou capaz”, “não posso confiar no meu julgamento” ou “provavelmente estou errado”.

    É importante identificar quais crenças foram construídas, quais situações atualmente ativam essas crenças e quais comportamentos mantêm o ciclo de insegurança.


  • Meu filho de 4 anos mostrou o pinto na escola pela segunda vez, mesmo explicando para ele que ele nã

    Meu filho de 4 anos mostrou o pinto na escola pela segunda vez, mesmo explicando para ele que ele não deveria fazer isso, como posso novamente explicar para ele de maneira correta que ele não pode fazer isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Aos 4 anos, é relativamente comum que crianças demonstrem curiosidade sobre o próprio corpo e sobre as diferenças corporais. Isso não significa, por si só, que exista algum problema.

    É importante conversar de maneira simples, calma e sem vergonha ou punição. Você pode dizer algo como:

    “O seu pênis é uma parte do seu corpo e não é errado ter curiosidade. Mas existem partes do corpo que são privadas. Na escola, não mostramos o pênis para outras pessoas. Se você tiver alguma dúvida sobre o seu corpo, pode perguntar para mim.”

    Também é importante ensinar conceitos de privacidade e consentimento de maneira adequada à idade.

    Em vez de transmitir “seu corpo é errado”, a mensagem deve ser: “seu corpo não é errado; existem lugares e situações apropriados para determinadas coisas.”

    Se o comportamento se tornar muito frequente, compulsivo, envolver outras crianças de maneira coercitiva, conhecimento sexual muito acima do esperado para a idade ou outros sinais preocupantes, vale conversar com o pediatra ou psicólogo infantil.


  • Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades

    Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades em casa e desânimo. É normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Pode acontecer de uma pessoa ainda apresentar sintomas depois de 30 dias, mas isso não significa que esses sintomas devam simplesmente ser ignorados.

    A resposta aos antidepressivos varia entre as pessoas e depende também da dose, do diagnóstico, da duração do tratamento e de outros fatores. Diretrizes recomendam acompanhar a resposta e os efeitos adversos nas primeiras semanas; quando não há resposta adequada após algumas semanas em dose terapêutica, é indicado reavaliar o tratamento.

    Como você relata ansiedade, fraqueza e desânimo, o mais adequado é conversar com o médico que prescreveu a sertralina. Ele poderá avaliar se os sintomas fazem parte do quadro, se podem estar relacionados ao medicamento, à dose ou se é necessário ajustar a estratégia terapêutica.

    Não interrompa ou altere a dose por conta própria.


  • Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc

    Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.

    Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Essa percepção pode fazer bastante sentido e não significa necessariamente que a terapia esteja ensinando que “o mundo é um lugar bom e fácil”.
    A relação terapêutica é um contexto específico, construído para que exista escuta, atenção, segurança e reflexão. É natural que uma conversa com um psicólogo seja diferente de uma conversa cotidiana.
    O objetivo da terapia também não é convencer a pessoa de que todos serão compreensivos ou de que ela precisa ter muitos amigos. O objetivo é ajudá-la a desenvolver recursos para lidar com a realidade como ela é: inclusive com pessoas indiferentes, relações frustrantes, rejeições e situações em que suas necessidades não serão atendidas.
    A terapia pode justamente ajudar a diferenciar duas coisas: “algumas pessoas não me acolhem” e “ninguém se importa comigo”. A segunda afirmação é uma generalização que pode ser investigada terapeuticamente sem invalidar as experiências dolorosas que deram origem a ela.


  • O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo

    O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo pra conseguir resolver, até tenho um posicionamento sobre e tô tentando não mexer no assunto que me angustia, mas fico com medo de não ser toc ou até ser mas eu ainda estar em risco quanto ao conteúdo, daí tudo até mesmo o mecanismos pra superar o toc eu duvido, pq pode ser que eu esteja fazendo errado e fico perdida na minha cabeça, parece que eu não tenho certeza de nada e ainda me cobro pra viver normal e sentir algum orgulho de mim, mas não consigo pq parece que eu não tô vivendo certo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    O que você descreve pode fazer parte justamente do funcionamento do TOC: surge uma dúvida, você tenta encontrar certeza, analisa o conteúdo, procura uma resposta e, mesmo depois de encontrar uma resposta, aparece outra dúvida.
    No TOC religioso, o conteúdo da obsessão pode estar relacionado à religião, moralidade, pecado, culpa ou medo de estar fazendo algo errado. Diretrizes específicas reconhecem a existência desse tipo de manifestação do TOC.
    Um ponto importante é que o tratamento não busca oferecer 100% de certeza sobre o conteúdo da obsessão. Na TCC com EPR, por exemplo, trabalha-se justamente a capacidade de tolerar a dúvida sem realizar compulsões ou rituais mentais para obter segurança.
    Isso pode ser especialmente difícil porque o próprio pensamento “será que estou fazendo o tratamento corretamente?” pode se transformar em mais uma obsessão.
    Por isso, o ideal é trabalhar isso com um profissional que tenha experiência em TOC. E, se a religião for importante para você, ela não precisa ser abandonada: o tratamento pode procurar diferenciar prática religiosa saudável de comportamentos compulsivos motivados pela necessidade de eliminar a dúvida.


  • Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido

    Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Sim. Especialmente nas primeiras sessões, é bastante comum que a pessoa ainda não consiga organizar claramente aquilo que está sentindo ou que fique nervosa diante de perguntas mais direcionadas.
    A terapia não exige que você chegue sabendo explicar exatamente o que sente. Organizar essa experiência também faz parte do processo terapêutico.
    Você pode inclusive falar isso diretamente ao seu psicólogo: “Às vezes eu fico tão nervosa tentando responder corretamente que acabo falando qualquer coisa.”
    Essa informação é clinicamente importante. O terapeuta pode adaptar a forma de perguntar, utilizar exemplos, registros, escalas, situações concretas ou simplesmente dar mais tempo para você pensar.
    Não existe uma resposta “certa” que você precise encontrar para fazer terapia funcionar.


  • Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    Olá
    É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Depende do contexto e da finalidade.
    O psicólogo pode utilizar alguma informação pessoal de maneira pontual quando isso tiver uma função clínica clara, mas a sessão não deve se transformar em um espaço em que o profissional passa a falar predominantemente sobre a própria vida.
    Por exemplo, uma autorrevelação breve pode eventualmente ser utilizada para facilitar uma reflexão, normalizar uma experiência ou estabelecer uma conexão terapêutica. Porém, ela precisa estar a serviço do paciente, e não das necessidades pessoais do terapeuta.
    Se você se sente desconfortável, pode dizer isso diretamente. A própria reação do profissional diante desse questionamento pode ser uma informação importante sobre a relação terapêutica.


  • Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcid

    Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcida, medo de ser criticado, medo de ser julgado, necessidade de agradar a todos, e o medo de jogar contra times e campeonatos grandes? Quando o atleta aprende a perder e lidar com esses medos, o desempenho e a performance sobe muito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    A TCC pode trabalhar esses problemas identificando a relação entre situação, pensamentos, emoções, respostas fisiológicas e comportamentos.
    Um jogador pode, por exemplo, interpretar um erro como “se eu errar, todos vão pensar que sou ruim”. Essa interpretação pode aumentar ansiedade, autoconsciência e comportamentos de proteção, prejudicando a atenção e a execução.
    O trabalho pode envolver reestruturação cognitiva, experimentos comportamentais, treinamento de atenção, exposição a situações de pressão, desenvolvimento de estratégias pré-competitivas e trabalho sobre crenças relacionadas a desempenho e aprovação.
    O objetivo não é fazer o atleta nunca mais sentir medo. É ajudá-lo a atuar mesmo quando ansiedade, pressão ou possibilidade de erro estão presentes.
    Quanto ao desempenho, reduzir ansiedade disfuncional e comportamentos de evitação pode contribuir para um funcionamento esportivo melhor, mas não existe uma garantia de que determinado trabalho psicológico necessariamente produzirá aumento de performance. O desempenho esportivo é multifatorial.


  • tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recent

    tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recentemente. Uma questão que me incomoda muito é uma grande fobia social. Gostaria de saber se Terapia Cognitiva Comportamental seria boa para mim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    A TCC pode ser uma opção adequada para trabalhar ansiedade social em pessoas autistas, desde que seja adaptada às características individuais da pessoa.
    Para adultos com ansiedade social, a TCC específica para esse problema é uma das intervenções recomendadas, podendo envolver exposição gradual, experimentos comportamentais, trabalho com pensamentos e crenças, atenção e comportamentos de segurança.
    No caso de uma pessoa autista, algumas adaptações podem ser importantes: maior estrutura, linguagem mais concreta, explicação explícita das regras e objetivos, recursos visuais e maior atenção às características sensoriais e comunicacionais. Essas adaptações são recomendadas nas diretrizes para intervenções psicológicas em pessoas autistas.
    Portanto, o diagnóstico de TEA não impede a utilização da TCC. Pelo contrário, pode ser importante procurar um profissional que saiba trabalhar TCC + ansiedade social + particularidades do autismo.


  • Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    A premissa de que a autoimagem é imutável não corresponde ao que observamos clinicamente.
    A maneira como uma pessoa interpreta a si mesma pode ser relativamente estável, mas não é necessariamente fixa. Na TCC, trabalhamos pensamentos automáticos, crenças intermediárias e crenças centrais relacionadas à identidade e ao valor pessoal.
    Por exemplo, uma pessoa pode ter desenvolvido a crença “sou incompetente”. O tratamento não consiste simplesmente em substituir isso por “sou incrível”, mas em investigar como essa crença surgiu, quais evidências a sustentam ou contradizem, como ela influencia o comportamento e quais experiências novas podem contribuir para uma visão mais equilibrada de si.
    Experimentos comportamentais e mudanças concretas de comportamento são especialmente importantes.
    A meta não é construir uma autoimagem exageradamente positiva, mas mais realista, flexível e baseada em evidências.


  • É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c

    É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?

    Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”

    Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Sim, é possível ter pensamentos, emoções, imagens ou reações corporais espontâneas que não correspondem àquilo que conscientemente queremos ou valorizamos.
    Um pensamento que apareceu ao acordar e um sorriso espontâneo não constituem uma prova de que você ainda gosta daquela pessoa ou deseja voltar para ela.
    O cérebro produz associações automaticamente. Uma lembrança pode surgir porque algo foi associado àquela pessoa no passado, sem que isso represente uma intenção atual.
    Um problema pode surgir quando tentamos transformar uma reação espontânea em uma espécie de “teste”:
    “Se eu sorri, então significa que ainda gosto.”
    “Se eu pensei nele, então significa alguma coisa.”
    “Preciso descobrir exatamente por que isso aconteceu.”
    Essa tentativa de obter certeza pode alimentar ruminação e ansiedade
    Sentir algo não significa necessariamente querer algo. Pensamentos e reações espontâneas não são declarações de intenção.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    Na TCC, podemos investigar a crença central ou intermediária por trás desse padrão. Por exemplo:
    “Se eu priorizar minhas necessidades, estou sendo egoísta.”
    Essa crença pode ter sido aprendida em ambientes nos quais as necessidades da própria pessoa foram pouco valorizadas.
    O trabalho não consiste em passar de “nunca penso em mim” para “só penso em mim”. O objetivo é desenvolver uma posição mais equilibrada:
    “Minhas necessidades também são legítimas e posso cuidar delas sem desconsiderar as necessidades dos outros.”
    Uma parte importante do tratamento é transformar isso em comportamento: estabelecer pequenas metas pessoais, tolerar a culpa que pode aparecer inicialmente e observar se realmente ocorre o resultado temido.
    Com o tempo, a pessoa pode descobrir que sentir culpa ao se priorizar não significa necessariamente estar fazendo algo errado.


  • Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todo

    Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todos os dias, modifica ou cria novas crenças crenças centrais e crenças intermediárias? Pois a cada pensamento e cada palavra que repetimos, cria novas conexões neurais no cérebro fazendo com que modifique ou crie novas crenças? repetir essas afirmações e esses pensamentos todos os dias, cria ou modifica essas crenças centrais e intermediárias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    A relação entre repetição, aprendizagem e mudanças no cérebro existe, mas essa afirmação costuma ser simplificada demais.
    A aprendizagem realmente envolve alterações na atividade e na conectividade neural. Entretanto, repetir uma frase positiva não significa automaticamente modificar uma crença central.
    Na TCC, crenças profundas geralmente são modificadas por meio de um conjunto de processos: identificação e avaliação de pensamentos, experiências corretivas, mudanças comportamentais, experimentos, novas interpretações e repetição de experiências coerentes com essas novas aprendizagens.
    Por exemplo, dizer diariamente “eu sou capaz” pode ter pouco efeito se a pessoa possui uma crença profundamente consolidada de incapacidade e continua vivendo experiências que reforçam essa interpretação.
    Uma frase mais útil pode ser aquela que seja crível e passível de ser testada, como:
    “Posso não conseguir fazer tudo perfeitamente, mas sou capaz de aprender e lidar com algumas dificuldades.”
    Portanto, neuroplasticidade existe, mas não devemos transformar a ideia de “novas conexões neurais” em uma explicação simplista de que repetir qualquer pensamento cria automaticamente uma nova crença.


  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Edimilson Brandão

    O fato de a depressão estar dificultando atividades básicas, sair do quarto e trabalhar indica que existe um prejuízo funcional importante e merece uma avaliação mais próxima.
    A internação pode ser necessária em algumas situações, mas não é automaticamente a melhor alternativa para toda pessoa com depressão grave. A decisão depende da avaliação clínica, principalmente da intensidade dos sintomas, funcionamento, suporte disponível e presença ou não de riscos.
    Como você já tem contato com o CAPS, é importante comunicar à equipe exatamente o que está acontecendo: “estou com dificuldade para realizar tarefas básicas, estou muito desanimada e estou considerando internação porque sinto que o tratamento atual não está sendo suficiente.”
    Isso permite que a equipe reavalie a intensidade do quadro e o nível de cuidado necessário.
    Se houver pensamentos de se machucar, planejamento ou sensação de que você não conseguirá se manter segura, procure atendimento de emergência imediatamente e não permaneça sozinha. No Brasil, o SAMU 192 e os serviços de emergência podem ser acionados; o CVV 188 também oferece apoio emocional.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.