Perguntas do paciente (5)

  • Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?

    Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Edith Aguiar

    Olá!
    Alterações do pensamento podem ocorrer em diversos contextos, como transtornos mentais, uso de substâncias, quadros neurológicos ou situações de estresse intenso. Os sinais e sintomas variam conforme o tipo e a gravidade da alteração, mas alguns dos mais comuns incluem:
    Fuga de ideias: os pensamentos mudam rapidamente de um tema para outro, dificultando a compreensão. Ex: em mania ou hipomania.
    Desorganização do pensamento: o discurso da pessoa fica confuso, incoerente, com perda da lógica interna. Ex: em quadros psicóticos.
    Bloqueio de pensamento: interrupção súbita do raciocínio, como se "desligasse" no meio de uma fala.
    Tangencialidade: a pessoa se desvia do assunto principal e não retorna a ele.
    Circunstancialidade: a pessoa dá voltas para chegar ao ponto principal, com muitos detalhes irrelevantes.
    Perseveração: repetição insistente de uma ideia ou palavra, mesmo que o assunto mude.
    Ecolalia: repetição automática das palavras ou frases ditas por outra pessoa.
    Neologismos: criação de palavras novas sem sentido claro.

    Quando se preocupar?
    Se essas alterações:
    • Interferem no trabalho, relações ou autocuidado;
    • Aparecem subitamente ou se agravam rapidamente;
    • Estão associadas a risco (de suicídio ou agressividade);
    • Estão acompanhadas de isolamento ou prejuízo da realidade (ex: delírios ou alucinações)...
    É essencial buscar ajuda profissional, especialmente de um psiquiatra ou psicólogo.


  • Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles? Antes eu

    Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles?
    Antes eu sofria demais com esses pensamentos, eles me davam ataques de pânico, ansiedade. Agora percebo que eles nao me causam tanto medo, e por causa disso eu fico me questionando direto se eu concordo com eles ou não

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Edith Aguiar

    Olá!
    Essa é uma dúvida muito comum entre pessoas que sofrem ou já sofreram com pensamentos intrusivos, especialmente em quadros de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
    A resposta é: não, o fato de eles não te causarem mais tanto medo não significa que você concorda com eles.
    Os pensamentos intrusivos são justamente isso — intrusivos. Ou seja, pensamentos indesejados, involuntários e muitas vezes contrários aos seus valores e desejos. O sofrimento que eles causam costuma ser um sinal de que eles não fazem parte do que você acredita ou quer.
    Com o tempo, à medida que você entende melhor esses pensamentos e aprende a não reagir a eles com medo ou culpa, é natural que a intensidade emocional diminua. Isso é um sinal de progresso, e não de concordância. Você está aprendendo a não se identificar com os pensamentos, e isso é uma conquista no processo de saúde mental.
    A mente humana produz inúmeros pensamentos ao longo do dia — nem todos fazem sentido, nem todos merecem atenção. Aprender a observar esses pensamentos sem julgá-los nem lutar contra eles é uma habilidade que reduz o sofrimento e não compromete quem você é ou o que acredita.
    Se esse tema ainda causa angústia, falar sobre isso em psicoterapia pode te ajudar a aprofundar esse entendimento e aliviar ainda mais o desconforto. Você não está sozinha(o) nisso.


  • Qual é a diferença entre deficiência intelectual e inteligência limítrofe ?

    Qual é a diferença entre deficiência intelectual e inteligência limítrofe ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Edith Aguiar

    Olá!
    Essa é uma dúvida muito comum e importante. A deficiência intelectual e a inteligência limítrofe são condições que envolvem o funcionamento cognitivo, mas com diferenças significativas em seus critérios diagnósticos e impacto na vida cotidiana.
    Deficiência Intelectual é caracterizada por:
    • Funcionamento intelectual significativamente abaixo da média (QI abaixo de 70);
    • Dificuldades importantes no desempenho de atividades adaptativas, como comunicação, autocuidado, habilidades sociais e escolares;
    • Início no período do desenvolvimento (geralmente antes dos 18 anos).
    Já a Inteligência Limítrofe, também chamada de funcionamento intelectual limítrofe, se refere a:
    • Um funcionamento intelectual abaixo da média, mas não tão baixo a ponto de ser considerado deficiência (QI entre 70 e 84);
    • Pode haver dificuldades de aprendizagem e desafios em situações mais complexas, mas a pessoa consegue ter uma vida relativamente autônoma;
    • Não atende aos critérios formais para diagnóstico de deficiência intelectual.
    Em resumo, a principal diferença está no grau de comprometimento intelectual e adaptativo. A inteligência limítrofe está em uma “zona intermediária” — não é considerada uma deficiência, mas pode trazer dificuldades que merecem atenção e apoio.
    Se você tem dúvidas sobre isso para si ou para alguém próximo, buscar uma avaliação psicológica pode ser um ótimo caminho para compreender melhor e oferecer o suporte necessário.


  • Boa noite!tenho um filho sexo masculino com 5 aninhos e ele vive com a mão na

    Boa noite!
    tenho um filho sexo masculino com 5 aninhos e ele vive com a mão na boca, isso de alguma forma seria algo para analisar ou é completamente normal? Ele tem hábito de ficar comendo as unhas e com a mão na boca o tempo todo. Me deixa agoniada , queria saber como mudar isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Edith Aguiar

    É comum que bebês e crianças pequenas coloquem as mãos na boca, especialmente durante os primeiros meses de vida. Isso geralmente faz parte da chamada “fase oral”, que ocorre por volta dos 2 a 3 meses de idade e pode durar até cerca de 2 anos. Durante essa fase, os bebês exploram o mundo ao seu redor usando a boca, o que é essencial para o desenvolvimento de habilidades motoras e sensoriais.
    Para uma criança de 5 anos, colocar a mão na boca de forma excessiva pode indicar algumas questões que merecem atenção. Tente conversar com a criança a fim de entender se há algo que está incomodando ou causando ansiedade.
    Se o comportamento persistir ou se houver sinais de alerta, é importante consultar um especialista para uma avaliação mais detalhada.
    Se precisar de mais informações ou tiver outras dúvidas, estou aqui para ajudar!


  • Olá. Em grande parte da minha vida minha aparência física me gerou e ainda gera um grande desconfort

    Olá. Em grande parte da minha vida minha aparência física me gerou e ainda gera um grande desconforto. Quais as consequências disso para minha saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Edith Aguiar

    A autoestima é algo que construímos desde a infância e que é influenciada pelas opiniões e incentivos que recebemos por parte de pais e pessoas mais próximas a nós ao longo da vida. Mas, à medida que nos conhecemos melhor podemos trabalhar a autoestima com pequenas ações no dia a dia, visando melhorar cada vez mais e conquistar autoconfiança. Quando a autoestima é muito baixa e temos dificuldade em trabalhar as questões que a envolvem, o indicado é procurar a ajuda de um psicólogo.
    Durante as sessões de terapia com o profissional você poderá trabalhar algumas frentes que te apoiará nessa construção e melhora de sua auto imagem, tais como:
    - Descobrir quais emoções e lembranças te influenciam na sua autoestima;
    - Avaliar se existem preconceitos e paradigmas muito arraigados em sua mente que te influenciam negativamente;
    - Desmistificar o que te faz ter uma opinião ruim a respeito de si mesma;
    - Através de técnicas, trabalhar esses pontos e ressaltar aquilo que você tem de melhor;
    - Aumentar o seu nível de consciência e autoconhecimento levando a ter mais autoconfiança;
    - Entre outros.
    Espero ter contribuído.
    Abs


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.