Perguntas do paciente (11)

  • Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma ex

    Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma experiência bastante exaustiva de auto cobranças por uma seleção de pós graduação. Fico me vigiando pra ver se consigo controlar pensamentos, tento provar que x y pensamento não faz sentido. Mas quanto mais faço isso mais fico remoendo e mais sinto falta de controle. Passei a entender que meu problema é que estou com uma ideia muito rígida de controle mental e que ela não falta de capacidade emocional, estou no caminho certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Sim, você está no caminho certo e essa percepção já é terapêutica em si.
    O que você descreve é um padrão bem conhecido: quanto mais você tenta controlar um pensamento, mais atenção direciona a ele, e mais ele persiste. É o efeito do "não pense em um elefante rosa" a tentativa de controle alimenta exatamente o que você quer eliminar.
    A ideia rígida de controle mental parte de uma premissa falsa: a de que pensamentos e emoções deveriam ser domados pela razão. Mas o objetivo saudável não é controlar é observar sem se fundir. Deixar o pensamento existir sem tratá-lo como verdade absoluta ou como ameaça que precisa ser neutralizada.
    A vigilância constante que você descreve é esgotante porque transforma sua própria mente em um campo de batalha. E batalhas internas não têm vencedor.
    Você já faz acompanhamento terapêutico? Abordagens como ACT e TCC têm ferramentas muito específicas para esse padrão.


  • O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    O núcleo psicopatológico central é a disfunção de base que gera todos os outros sintomas do transtorno a raiz, não os galhos.
    No TPB, esse núcleo é composto por:

    Desregulação emocional intensa — emoções avassaladoras, difíceis de modular
    Instabilidade da identidade — senso de si fragmentado, difuso
    Medo crônico do abandono — terror de ser rejeitado ou descartado
    Déficit de mentalização dificuldade de compreender os próprios estados mentais e os do outro, especialmente sob estresse

    Tudo o mais impulsividade, automutilação, relacionamentos caóticos, splitting são consequências desse núcleo.


  • Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são hipersensíveis a micro-sinais

    Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são hipersensíveis a micro-sinais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    As razões principais:
    1. Hiperatividade da amígdala
    A amígdala (detector de ameaças do cérebro) é estrutural e funcionalmente hiperreativa no TPB. Ela dispara respostas de alarme diante de estímulos que a maioria das pessoas nem processa conscientemente um tom de voz levemente diferente, um silêncio, uma expressão facial ambígua.
    2. Córtex pré-frontal com regulação comprometida
    Que normalmente "freia" a amígdala e avalia o contexto, tem menor ativação. Então o alarme dispara, mas o freio não funciona bem. O micro-sinal vira uma certeza emocional.
    3. História de ambiente invalidante/traumático
    O cérebro aprendeu, muitas vezes desde a infância, que sinais sutis predizem perigo real rejeição, abandono, humilhação. Essa hipervigliância foi adaptativa naquele contexto. No presente, continua operando mesmo sem a ameaça real.
    4. Déficit de mentalização sob estresse
    Quando ativados emocionalmente, perdem a capacidade de considerar outras interpretações. O micro-sinal não é uma hipótese é uma verdade. "Você demorou para responder = você está me rejeitando."

    Em resumo

    O paciente com TPB não está sendo dramático ele está lendo o ambiente com um sistema calibrado para o pior cenário possível. O problema não é a sensibilidade em si, mas a ausência de filtro regulatório entre o sinal e a resposta.


  • O que são "micro-sinais" na saúde mental? .

    O que são "micro-sinais" na saúde mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    São estímulos sutis, muitas vezes imperceptíveis conscientemente, que o cérebro capta e interpreta como informação emocional ou social relevante.
    Exemplos: uma pausa levemente longa antes de responder, um tom de voz minimamente diferente, um contato visual que durou um segundo a menos, uma sobrancelha que subiu, uma mensagem sem emoji quando normalmente tem.
    Para a maioria das pessoas, esses sinais passam despercebidos ou são descartados. Para quem cresceu em ambientes imprevisíveis ou emocionalmente inseguros, o cérebro aprendeu a rastrear exatamente esses detalhes porque antecipar o humor do outro, a rejeição, o perigo, era uma forma de se proteger.
    O problema é que esse sistema não distingue passado de presente. Ele continua lendo micro-sinais como ameaças mesmo quando o ambiente já é seguro gerando interpretações intensas a partir de informações mínimas e, muitas vezes, neutras.


  • Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida

    Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Crescer sem apoio emocional e ainda carregar a dor de não ser aceito por quem você é pela própria família é um peso real e faz todo sentido sentir que as coisas são mais difíceis, porque de fato foram.
    A ausência de apoio familiar não significa que você não merece apoio. Significa que você precisará construir, com mais intencionalidade, uma rede afetiva que te veja e te acolha de verdade amigos, comunidade, e especialmente um espaço terapêutico. A terapia pode ser o primeiro lugar na sua vida onde você existe inteiro, sem precisar se esconder ou se justificar. Isso tem um impacto profundo em quem aprendeu a sobreviver sozinho.
    Continuar não exige que sua família mude. Exige encontrar pessoas e espaços que te confirmem que você vale a pena porque você vale.
    Se "desistir de tudo" inclui pensamentos de se machucar, por favor busque apoio agora. O CVV atende 24h pelo número 188 ou pelo chat em cvv.org.br.


  • Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç

    Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Essa é uma situação delicada, e percebo que você já teve coragem de ser honesta com ele o que não é pouco.
    O que você descreve é um relacionamento que migrou do amor romântico para uma parceria de vida: companheirismo, respeito, projeto em comum, segurança mútua. Isso existe e funciona para algumas pessoas desde que os dois estejam cientes e de acordo com o que a relação é.
    O ponto que merece atenção é exatamente esse: ele não acredita quando você diz que não ama. Isso significa que vocês estão vivendo relações diferentes dentro do mesmo relacionamento. Ele pode estar investindo emocionalmente em algo que para você já tem outro significado e isso, com o tempo, pode gerar sofrimento para ele e culpa para você.
    Não há resposta certa sobre continuar ou não. Mas há uma pergunta importante: ele tem o direito de escolher essa parceria sabendo exatamente o que ela é?
    Seria interessante explorar isso com um profissional tanto individualmente quanto em terapia de casal para que essa conversa aconteça de forma mais clara e segura para os dois.


  • sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve

    sempre tive que pensar em tudo

    como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática

    por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões

    por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"

    " você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "

    " o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "

    isso é extremamente cansativo

    tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir

    fico exausto demais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    O que você está descrevendo tem nome e é importante que você saiba disso.
    Isso se chama hipervigilância, e é uma resposta que o cérebro desenvolve quando, por muito tempo, o ambiente não foi seguro o suficiente para relaxar. Quando você não teve quem regulasse suas emoções por você na infância, seu sistema nervoso aprendeu a fazer esse trabalho manualmente consciente, exaustivo, incessante.
    O problema é que o cérebro deveria terceirizar grande parte dessas funções para o automático. Quando isso não acontece, tudo vira tarefa. Monitorar o rosto, calibrar a voz, antecipar perigos, gerenciar a própria ansiedade em tempo real tudo isso junto, o tempo todo.
    É claro que você está exausto. Você está fazendo o trabalho de dois sistemas com apenas um.
    A boa notícia é que isso não é permanente e não é quem você é é o que seu sistema nervoso aprendeu a fazer para sobreviver. E com o suporte certo, especialmente terapêutico, é possível retreinar esse sistema para confiar mais, monitorar menos e descansar.
    Você já faz acompanhamento psicológico? Seria importante para você aprender a lidar com isso


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser confundido com comportamento instrument

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser confundido com comportamento instrumental quando não é?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    O comportamento instrumental pressupõe regulação emocional suficiente para calcular. O paciente com TPB em crise não tem essa regulação disponível.
    O que parece manipulação é, na maioria das vezes, a única linguagem que esse paciente aprendeu em ambientes que só respondiam a sofrimento extremo. O efeito que o comportamento produz no outro não significa que foi planejado para produzi-lo efeito não é igual a intenção.
    Ameaças de suicídio após conflito, crises depois de limites impostos, ligações repetidas em pânico tudo isso tende a ser lido como estratégia. Mas é desespero genuíno em colapso de regulação, sem outra saída conhecida.
    Reconhecer isso não significa validar qualquer comportamento. Significa não tratar como má-fé o que é, essencialmente, sofrimento.


  • Boa noite a tadalafila ajudar ao homem ficar mais tempo sem ejacular

    Boa noite a tadalafila ajudar ao homem ficar mais tempo sem ejacular

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Oii. O Tadalafila é um princípio ativo utilizado em medicamentos prescritos para tratar dois principais problemas de saúde: Disfunção erétil: O Tadalafila é amplamente usado no tratamento da disfunção erétil (impotência sexual) em homens adultos e Hiperplasia prostática benigna (HPB). É importante enfatizar que o Tadalafila e medicamentos contendo esse princípio ativo são disponíveis apenas sob prescrição médica. Se o seu problema for de caráter psicológico sugiro que procure por um Psicologo.


  • Vivenciei uma crise terrível de bipolaridade em um parente. Vi a destruição da sua vida pessoal leva

    Vivenciei uma crise terrível de bipolaridade em um parente. Vi a destruição da sua vida pessoal levando a perda do emprego, divórcio, dívidas e
    uso excessivo de álcool... realizando o tratamento com terapia e remédios é possível que a pessoa se arrependa e busque retomar a vida que tinha e ou no mínimo o contato com seus filhos? ou essa mudança de personalidade (pessoa fria) com outros objetivos de vida permanecem ? E qual o prazo de tratamento??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Oii. É possível a pessoa ter uma vida equilibrada e até mesmo mais estável desde que faça um tratamento adequado com o uso de medicação e a psicoterapia. Sobre o tratamento, quando existe um diagnostico de transtorno bipolar frequentemente é considerado uma necessidade contínua ao longo da vida do indivíduo.


  • Me coço muito quando estou ansiosa , chego a me machucar Devo procurar ajuda e tomar remedio ?

    Me coço muito quando estou ansiosa , chego a me machucar
    Devo procurar ajuda e qual seria o especialista ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Emily Ribeiro

    Olá! Sim, seria interessante procurar ajuda de um profissional da saúde, pois se sua coceira for realmente resultado da sua ansiedade vai precisar fazer um tratamento para controla-lá. Esse tratamento deve ser feito com a psicoterapia e com o uso de medicamentos, procure um psicologo e um psiquiatra. :)


Perguntas frequentes

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