Perguntas do paciente (10)

  • Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de pers

    Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de personalidade paranóica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    O diagnóstico do transtorno de personalidade paranoide não acontece em uma única consulta. Geralmente é algo observado ao longo do tempo, através da história de vida, padrões de relacionamento e da forma como a pessoa percebe os outros e o mundo. Em alguns casos podem ser necessários meses de acompanhamento para uma avaliação mais cuidadosa e responsável.


  • O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    Uma pessoa com tendências depressivas costuma ter maior facilidade para cair em tristeza, desânimo, pessimismo e autocrítica. Isso não significa necessariamente depressão clínica, mas uma vulnerabilidade emocional maior para esses estados. Fique bem!


  • Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?

    Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    Sim. Repetir o mesmo texto por cerca de 1 hora pode gerar relaxamento, porque a repetição tende a acalmar a mente e diminuir a agitação dos pensamentos.
    Isso acontece muito com mantras, orações, meditações e textos acolhedores. Quando o conteúdo transmite segurança e calma, o cérebro entra em um ritmo mais estável e contemplativo. Fique Bem!


  • O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    O “erro de atribuição de intenção” acontece quando a pessoa interpreta atitudes neutras ou pequenas mudanças no comportamento dos outros como se houvesse rejeição, crítica, abandono ou algo negativo direcionado a ela. No TPB isso pode ocorrer em momentos de maior sensibilidade emocional, gerando sofrimento intenso e mal-entendidos nos relacionamentos.
    Fique bem!


  • O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    Vínculo é a conexão emocional que criamos com outras pessoas. Ele influencia como sentimos confiança, afeto, segurança, medo, proximidade ou afastamento nas relações. Nossos vínculos, especialmente os vividos desde cedo, costumam moldar a forma como nos relacionamos ao longo da vida. Fique Bem!


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    No TPB, a confiança pode funcionar de forma “tudo ou nada” porque existe uma grande sensibilidade ao medo de rejeição, abandono e traição. Assim, a pessoa pode idealizar alguém como totalmente seguro em um momento e, diante de uma frustração ou sensação de afastamento, passar a sentir intensa desconfiança. É uma forma emocional mais extrema e instável de perceber os relacionamentos. Fique bem!


  • . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    O efeito iatrogênico acontece quando uma abordagem terapêutica, intervenção ou até a forma de comunicação acaba piorando o sofrimento do paciente em vez de ajudar.
    No TPB, isso pode ocorrer, por exemplo, quando o paciente se sente invalidado, excessivamente rotulado, rejeitado ou mal compreendido durante o tratamento. Essas experiências podem aumentar a desconfiança, a instabilidade emocional e até o afastamento da terapia. Fique Bem!


  • Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o terapeuta? Como o terapeuta pode garantir uma relação de confiança enquanto o paciente nega seu diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    No TPB, a negação do diagnóstico muitas vezes não é “má vontade”, mas uma forma de proteção emocional. O paciente pode sentir vergonha, medo de abandono, sensação de ser “defeituoso” ou receio de ser julgado. Isso pode gerar desconfiança, testes constantes na relação terapêutica e até afastamentos do tratamento.

    A confiança costuma surgir quando o terapeuta evita confrontos rígidos e prioriza acolhimento, escuta e validação do sofrimento. Em vez de focar apenas no rótulo do diagnóstico, ajuda mais trabalhar os sentimentos, os padrões emocionais e o sofrimento concreto da pessoa. Quando o paciente se sente compreendido, e não reduzido ao diagnóstico, a resistência tende a diminuir aos poucos. Fique Bem!


  • O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida

    O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    O tratamento do TPB varia muito de pessoa para pessoa. Alguns pacientes apresentam grande melhora em alguns anos de terapia, enquanto outros podem precisar de acompanhamento por períodos mais longos. Isso depende da intensidade dos sintomas, da presença de traumas, do apoio social, da regularidade do tratamento e do vínculo terapêutico. Mesmo quando os sintomas melhoram bastante, algumas pessoas escolhem manter acompanhamento ao longo da vida como forma de cuidado emocional e prevenção de recaídas. Fique bem!


  • Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente excl

    Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente exclui da minha vida sem mais nem menos (nao houve nada), mas por vezes me veem esses impulsos e acabo que nao consigo manter relaçoes com pessoas, acabo me afastando, ignorando e muitas vezes sumindo real, trocando de numero, para não ter mais que falar com tais pessoas, e desde sempre foi assim, não tenho amigos, nenhum com 26 anos apenas, tenho uns 3 virtuais, e depois de alguns meses, sumi, inclusive estão preocupados, me mandando email e tudo, mas nao sinto esgotamento nem nada, só vontade de ficar isolada mesmo, e quando esse sentimento acaba, acabo sentindo falta dessas pessoas, mas com vergonha de procura las novamente, e mais algumas questoes que me fazem crer que eu tenha algo, algum transtorno...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Enrique Daniel Tosi Bentancur

    O que você descreve parece trazer um padrão de afastamento emocional e isolamento que realmente pode causar bastante sofrimento interno, mesmo quando a vontade de ficar só parece “natural” no momento. E o fato de depois surgir saudade, culpa ou vergonha de retomar contato mostra que provavelmente não é simples indiferença. Isso pode acontecer por muitos motivos diferentes: dificuldade em sustentar vínculos, medo de intimidade, sensação de invasão, necessidade intensa de isolamento, experiências emocionais antigas, traços evitativos, depressivos, traumáticos ou até alguns funcionamentos de personalidade mais específicos. Mas não dá para concluir um transtorno apenas por esses relatos isoladamente. O mais importante é perceber que esse padrão é repetitivo, antigo e interfere nas relações e na sensação de pertencimento. Quando algo acompanha a pessoa desde cedo e começa a gerar dúvidas profundas sobre si mesma, costuma valer muito a pena olhar isso em um processo terapêutico cuidadoso e sem pressa. Fique bem!

    E uma coisa importante: pessoas que se afastam assim nem sempre deixam de sentir afeto. Muitas vezes elas apenas não conseguem sustentar a proximidade emocional por muito tempo, e acabam desaparecendo como forma de proteção, regulação interna ou necessidade de recolhimento.


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