Perguntas do paciente (24)
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Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, não existe um tempo único ou fechado para a duração de uma análise. Cada processo é muito singular, porque depende da história de vida, das questões que a pessoa traz e da profundidade que deseja trabalhar.
Algumas pessoas iniciam a análise para lidar com uma questão específica e permanecem por alguns meses. Outras percebem que, ao longo do processo, começam a compreender padrões mais profundos da própria história e escolhem seguir por mais tempo.
De modo geral, as sessões costumam acontecer uma vez por semana, criando um espaço contínuo de escuta, reflexão e elaboração emocional. Com o tempo, a própria pessoa vai percebendo as mudanças internas, mais clareza nas escolhas e uma forma mais consciente de se posicionar na vida.
O mais importante é que a análise respeita o seu ritmo e o seu momento de vida. É um processo de construção, onde cada passo tem seu valor.
Se desejar, será um prazer conversar com você e entender melhor o que está buscando neste momento.
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Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c
Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito importante, e muitas pessoas chegam ao consultório exatamente com esse tipo de conflito interno.
Na psicanálise, nós não partimos da ideia de forçar perdão, reconciliação ou afastamento. O foco não é dizer o que você deve fazer com a sua família. O trabalho é compreender o que essa relação despertou e ainda desperta dentro de você.
Muitas vezes a culpa aparece porque crescemos aprendendo que devemos lealdade absoluta à família, mesmo quando a convivência nos machuca. Esse sentimento pode criar um conflito interno: uma parte sua quer se proteger, enquanto outra parte se sente culpada por isso.
No processo de análise, vamos olhar para essas experiências com cuidado e profundidade, para que você possa:
compreender de onde vem essa culpa
diferenciar responsabilidade de peso emocional que não é seu
construir limites mais saudáveis sem precisar se violentar internamente
A psicanálise não exige que você perdoe ninguém. Ela oferece um espaço seguro para que você entenda sua história, organize seus sentimentos e encontre uma forma mais consciente e tranquila de se posicionar diante dessas relações.
Se fizer sentido para você, será um prazer te acompanhar nesse processo. Cada pessoa tem um tempo e um caminho próprio, e a análise é justamente um espaço para que isso possa acontecer com respeito e cuidado.
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Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca ent
Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca entender o que está por trás do sintoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito pertinente e aparece com frequência hoje em dia.
Na psicanálise, nós não negamos que existam diagnósticos como TDAH ou burnout. Eles fazem parte da linguagem da medicina e da psiquiatria e, em muitos casos, podem ajudar a organizar um entendimento inicial do sofrimento de uma pessoa.
Mas a psicanálise segue um caminho um pouco diferente.
Em vez de olhar apenas para o rótulo do diagnóstico, nós buscamos compreender o que aquele sintoma significa na história daquela pessoa. Porque dois indivíduos podem receber o mesmo diagnóstico e, ainda assim, terem histórias emocionais completamente diferentes.
Por exemplo:
uma dificuldade de concentração pode estar ligada a ansiedade, excesso de cobrança interna ou conflitos emocionais;
um estado de esgotamento pode estar relacionado não só ao trabalho, mas também a padrões de exigência, necessidade de reconhecimento ou dificuldades em colocar limites.
Ou seja, a pergunta central na psicanálise não é apenas “qual é o diagnóstico?”, mas também:
“O que esse sintoma está tentando comunicar sobre a sua história, suas emoções e sua forma de viver?”
Quando a pessoa começa a compreender isso, muitas vezes o sintoma deixa de ter a mesma força, porque aquilo que estava inconsciente começa a ganhar sentido.
Se você sente que está vivendo algo assim, a análise pode ser um espaço muito importante para olhar com calma para essas questões — sem pressa, sem rótulos apressados e com respeito à sua história.
Se desejar, será um prazer acolher sua escuta e caminhar junto nesse processo.
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É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum.
Existe uma ideia popular de que, na psicanálise, o terapeuta fica em silêncio o tempo todo — mas isso não é exatamente assim.
O que acontece é que o psicanalista **valoriza muito a escuta**. O espaço da sessão é pensado para que você possa falar livremente sobre pensamentos, sentimentos, lembranças e situações da sua vida. Quando a pessoa tem esse espaço de fala sem interrupções constantes, muitas coisas importantes começam a aparecer.
Mas isso não significa que o terapeuta não fale.
O analista participa do processo por meio de **pontuações, perguntas e interpretações**, ajudando a pessoa a perceber padrões, sentidos ocultos e relações entre o que ela vive hoje e sua história. Muitas vezes, uma intervenção no momento certo pode abrir uma reflexão profunda.
Cada profissional também tem seu estilo clínico, mas, de modo geral, a psicanálise busca um **equilíbrio entre escuta cuidadosa e intervenções que favoreçam a consciência emocional**.
Ou seja, você não fica sozinha falando — existe uma presença ativa, atenta e comprometida com o seu processo.
Se fizer sentido para você, será um prazer te acolher e explicar melhor como funciona esse espaço de análise.
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Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus
Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito importante, porque muitas pessoas buscam a psicanálise justamente quando percebem que certas experiências do passado ainda influenciam suas emoções, relações e escolhas no presente.
Na psicanálise, o processo de autoconhecimento acontece por meio da escuta profunda da sua história. Durante as sessões, você tem um espaço seguro para falar sobre lembranças, sentimentos, conflitos e situações que marcaram sua vida. Ao longo do processo, vamos compreendendo como essas experiências foram sendo registradas emocionalmente dentro de você.
Muitas vezes, aquilo que chamamos de trauma não está apenas no fato que aconteceu, mas na forma como aquilo foi vivido, sentido e guardado internamente. Quando esses conteúdos começam a ser compreendidos e elaborados, eles deixam de agir de maneira inconsciente e repetitiva na vida da pessoa.
A psicanálise pode ajudar você a:
compreender a origem de certos sentimentos e reações
identificar padrões que se repetem nos relacionamentos e nas escolhas
dar sentido a experiências que ainda provocam dor ou confusão
desenvolver mais consciência emocional e autonomia nas decisões
Com o tempo, a pessoa não apenas entende melhor sua história, mas também passa a se relacionar consigo mesma com mais clareza, maturidade emocional e liberdade interna.
Se você sente que algumas experiências ainda pesam na sua vida, a análise pode ser um caminho muito cuidadoso e profundo para trabalhar essas questões. Será um prazer acolher sua escuta e acompanhar seu processo de autoconhecimento.
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Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem empre
Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem emprego a mim eu sinto uma resistência muito forte e como aceito não passo muito tempo nesse trabalho, vc acha que e preguiça ou tem outra coisa nisso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você estivesse aqui comigo, eu começaria dizendo com clareza:
“Isso não parece preguiça.”
Quando você escolhe algo, existe foco e entrega. A resistência aparece quando o trabalho vem de fora, não de dentro.
O que acontece, muitas vezes, é um **desalinhamento entre quem você é e o lugar que ocupa**. Seu corpo reage quando sente que está apenas correspondendo a expectativas, perdendo autonomia ou sentido.
O autoconhecimento ajuda a perceber:
* onde você se anula,
* que ambientes te adoecem,
* e quais vínculos profissionais respeitam sua identidade.
O padrão não é um defeito. É um sinal.
A pergunta não é *“por que eu não fico?”*, mas *“em que lugares eu consigo permanecer sem me perder?”*
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. Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?
. Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aprender não é só absorver conteúdo. É um processo que envolve atenção, emoção, memória e sentido.
Quando ansiedade, medo de errar ou excesso de cobrança entram em cena, os processos cognitivos travam — mesmo havendo capacidade. Cada pessoa aprende de um jeito, conforme seu perfil e sua história.
O autoconhecimento ajuda a entender:
* como sua mente funciona melhor,
* o que te bloqueia ou dispersa,
* e qual ritmo te favorece.
Quando você se compreende, aprender deixa de ser esforço forçado e passa a ser **um movimento natural e possível**.
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Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmã
Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmão mais novo que é um criança, eu entro numa passagem onde ouço minha própria voz da vida real (sou mulher) passo por uma estrada onde interajo com uma pessoa que conheço que comento sobre ter encontrado o pai dela e falado muito bem dela até menciono o apelido dela que normalmente uso com ela na vida real. até então, eu entro naquela passagem que me leva ate família dessa minha amiga que me cumprimenta e lá encontro a criança que parece ser meu irmão cujo estou procurando nesse sonho, pego ele no colo e aquele grupo da família da minha amiga fala que temos todos que andar de mãos dadas para atravessar a cidade toda. pergunto pro meu irmão se ele tá com fome então solto a mão da avó da minha amiga e entro numa loja para comprar um lanche mas tudo tava caro então compro bolachas bem baratinhas e entrego pra ele e assim volto para o grupo, não lembro se seguro na mão da avó da minha amiga de novo mas sei que elas me levam numa espécie de portão onde tem fila de pessoas e tem um porteiro que faz umas pessoas sobre o que desejo ser e me dá respostas de escolhas mas dentro delas tá uma escolha "ser dos céus" lembro que eu escolho outra opção mas meu irmão que parece ter uns 2 anos de idade escolhe ser dos céus e alguém me fala que essa escolha é a morte e tento convencer meu irmão trocar a resposta enquanto algo já me puxa pela mesma passagem que entrei em busca dele enquanto o meu irmão fica no portão mas não diz nada. daí volto pra onde estava e procuro esse meu irmão e encontro ele mais velho acho que adolescente ou algo assim e fala alguma coisa que provavelmente não é minha culpa e depois some, após isso estou na aparência do homem que mencionei e interajo com umas pessoas que não conheço e depois disso não recordo o que acontece
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, especialmente em **Sigmund Freud**, o sonho é um caminho direto para o inconsciente. Ele não fala de fatos literais, mas de **conteúdos simbólicos** que pedem elaboração.
Sonhos repetidos indicam algo que ainda busca ser compreendido. As imagens de cuidado, escolha e perda mostram partes internas suas — especialmente uma dimensão infantil e vulnerável — tentando ser integrada.
Quando o sonho é escutado em análise, ele deixa de confundir e passa a **organizar sentido**, trazendo mais consciência e alívio emocional.
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Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?
Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.
Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, nós escutamos não só o que é dito, mas o que o corpo e as emoções revelam. Quando alguém mantém o vínculo nas palavras, mas se afasta no gesto e no olhar, isso costuma indicar um conflito interno — e quem recebe esse movimento sente confusão, vazio e desgaste. Nada disso é fraqueza sua.
O mais importante é perceber que algo em você sabe o caminho. Quando se desconecta das redes e volta para o corpo, para o movimento e para relações reais, a angústia diminui. Isso é a pulsão de vida buscando espaço, tentando te proteger e te reorganizar.
A terapia não te diz o que fazer, mas te ajuda a compreender por que certos vínculos doem e outros te devolvem a si mesmo. Quando isso fica claro, as escolhas acontecem com mais cuidado e menos culpa.
Se você sentir que é hora de se escutar com mais profundidade, esse processo pode te ajudar a atravessar esse momento com mais consciência e gentileza consigo.
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Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int
Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo ou psicanalista qual vou primeiro, e como melhorar esses sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve gera muito sofrimento e merece cuidado. Suspeitar e buscar ajuda já é um passo importante. Não existe uma regra rígida sobre “quem procurar primeiro”. Em geral:
* **O psiquiatra** avalia se a medicação pode ajudar a reduzir a intensidade da ansiedade e dos pensamentos obsessivos.
* **A psicanálise** trabalha o sentido desses sintomas: o que esses pensamentos tentam controlar, proteger ou evitar.
Muitas vezes, os dois cuidados caminham juntos.
Na psicanálise, não combatemos o pensamento à força. Escutamos o que está por trás dele. Com o processo, a ansiedade tende a diminuir e os sintomas perdem força.
Você não precisa passar por isso sozinho. Há tratamento e há caminho — e ele começa pela escuta.
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é normal sentir vontade de mandar mensagem para uma pessoa que gostou na época de escola, cerca de 1
é normal sentir vontade de mandar mensagem para uma pessoa que gostou na época de escola, cerca de 10 anos atrás?
Hoje estou em um relacionamento consolidado mas reencontrei essa pessoa a algumas semanas e gostaria de falar para ela o que eu sentia no passado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você estivesse aqui comigo, eu diria com tranquilidade:
Sim, isso pode acontecer. Reencontros costumam ativar **afetos antigos e partes da sua história** que ficaram sem elaboração. Muitas vezes, o impulso de falar não é sobre a pessoa em si, mas sobre **dar voz ao que ficou guardado**.
Pela psicanálise sistêmica, é importante diferenciar **sentir** de **agir**. Nem todo sentimento pede uma ação no presente — alguns pedem compreensão e integração, para não gerar conflitos nos vínculos atuais.
A terapia ajuda a entender **o que esse movimento quer completar** e a escolher com mais consciência. Quando isso se organiza por dentro, a ansiedade diminui.
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Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempr
Sempre tive problema de manter relacionamentos. Já faço análise, e percebi algumas repetições. Sempre senti ciúmes do passado. Imaginava as cenas afetivas e sexuais, isso me dava muita angústia, mas ao mesmo tempo percebi que existia um sutil prazer que se expressava na curiosidade. Quando percebi isso senti mais angústia. Isso é normal? e é possível mudar essas repetições?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Esse ciúme do passado, acompanhado de cenas imaginadas e de um prazer sutil na curiosidade, geralmente aponta para conteúdos emocionais antigos que ainda não foram integrados. Não significa que você deseja sofrer, é apenas o seu psiquismo tentando dar sentido a algo que ficou aberto na sua história.
E sim: é normal dentro de um contexto psicológico, e é totalmente possível transformar essas repetições.
No olhar sistêmico, essas cenas costumam surgir quando há vínculos antigos, padrões familiares ou lugares internos que ainda precisam de reconhecimento. Quando você começa a olhar para isso com profundidade, a ansiedade diminui e as repetições começam a perder força.
Se você sentir que é hora de compreender essa dinâmica e construir um novo posicionamento interno, posso te acompanhar nesse processo online.
É um caminho de clareza e liberdade emocional, e você não precisa caminhar sozinho.
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O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver
O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver motivo plausível pra ter medo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente não significa, necessariamente, um ciúme projetivo ou delirante. Muitas vezes, quando surge um medo sem motivo real, estamos lidando com algo interno, como experiências antigas, inseguranças ou vínculos passados que ainda não foram elaborados. O parceiro atual apenas se torna o “alvo” dessa sensação.
O ponto não é rotular, mas entender a origem: por que esse medo aparece agora, mesmo sem evidências?
Quando exploramos isso com profundidade, o medo diminui e você volta a se sentir no presente, com mais segurança emocional.
Se quiser compreender melhor essas raízes e transformar esse padrão, posso te acompanhar no processo online. É possível viver relações com mais clareza e tranquilidade.
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Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era
Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse tipo de sensação é mais comum do que parece. Quando você diz que algo ‘mordeu’ ao ver as fotos, é o seu inconsciente reagindo ao sentimento de exclusão, como se houvesse um lugar que ainda não é seu e que desperta insegurança. Isso não significa que você não está preparado para o relacionamento, mas que está se deparando com partes suas que precisam de cuidado: o medo de não pertencer, de não ser suficiente ou de perder algo importante.
Na psicoterapia, a gente trabalha justamente isso, diferenciar o que é do presente do que é memória emocional. Às vezes, o ciúme e o pensamento obsessivo não estão ligados à parceira em si, mas a experiências antigas de rejeição ou comparação.
O convite é observar sem julgar. O que esse incômodo quer te mostrar sobre você? Em vez de tentar controlar, escute o que sua emoção está pedindo: talvez acolhimento, paciência ou simplesmente tempo para construir pertencimento de verdade.
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Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada t
Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada terminou comigo um relacionamento de três anos. Reprovei em uma cadeira na faculdade, estou quebrado e sem dinheiro. Tenho pensamentos suicidas todos os dias, mas não quero fazer isso. Eu me levanto todo dia e faço o que tem que ser feito, tomo banho, cuido do corpo, vou pra academia, vou pra aula, estudo, e mesmo assim isso tudo é muito difícil, faço no automático. E todos os dias eu convivo com esse pensamentos de destruir minha própria vida. Eu já faço terapia com psicólogo, porém não faço uso de nenhuma medicação. E para completar, penso na minha ex todo dia, sinto falta dela, queria compartilhar com ela como estão sendo meus dias, o que estou fazendo. Mas ela não fala mais comigo. O término foi só por desgaste, não houve traição nem brigas feias. Levando em conta tudo isso que venho vivendo, o que eu faço pra melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você estivesse aqui comigo, eu te diria com tranquilidade:
“Isso pode acontecer, sim — e não significa que haja algo errado com você.”
Muitas vezes, a falta de sentir amor é **proteção emocional**. O afeto pode ter sido recolhido para evitar dor, especialmente quando houve insegurança ou exigência nos vínculos.
Pela **análise sistêmica**, também olhamos lealdades e papéis familiares que podem ter bloqueado o sentir.
A terapia não força emoções; ela cria segurança interna para que o afeto apareça no seu tempo. Se quiser, podemos explorar isso com cuidado, juntos.
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Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando falta sentido, o impulso tenta ocupar o lugar.
Na clínica, vemos que o comportamento impulsivo muitas vezes surge como uma tentativa rápida de aliviar um vazio — uma descarga momentânea quando o propósito ainda não está claro.
Quando a pessoa não sabe *para onde* está indo, qualquer coisa que alivie agora parece urgente. O impulso não é descontrole puro; é um pedido de direção. A busca por sentido organiza o tempo interno, dá eixo, e o corpo deixa de reagir só ao imediato.
Trabalhar propósito de vida não é criar metas prontas, é escutar:
* o que te move de verdade,
* o que te esvazia,
* e onde você se sente mais inteiro.
Quando o sentido começa a se formar, o impulso perde força — porque a vida passa a ter direção, não só reação.
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Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?
Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TOC existencial prende a mente em dúvidas sem fim sobre o sentido da vida, gerando ansiedade e angústia. Já a reflexão filosófica amplia a consciência e traz aprendizado.
Se o pensar te paralisa em vez de te expandir, é hora de buscar ajuda terapêutica.
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O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas vezes o TOC existencial surge quando a mente tenta controlar o que é impossível de controlar, as incertezas da vida. Na psicanálise, entendemos que isso pode estar ligado a experiências precoces de insegurança ou falta de acolhimento, quando a pessoa aprendeu que só estaria segura se tivesse todas as respostas. Já na visão sistêmica, esse padrão pode vir de uma lealdade inconsciente à dor de alguém da família que viveu medo, culpa ou perda, e cuja mente também buscava explicações para sobreviver à dor.
O processo terapêutico ajuda a reconhecer essas origens, trazer leveza ao pensar e permitir que a vida volte a fluir com mais presença e menos controle.
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Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtivi
Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você estivesse aqui comigo no consultório, eu te convidaria a observar com calma:
“Nem todo pensamento rápido é problema. A diferença está no efeito que ele produz em você.”
Quando o pensamento está ligado à criatividade e à produtividade, ele vem com entusiasmo, curiosidade e clareza. As ideias fluem, mas você consegue escolher, organizar e dar pausas. Há prazer, não exaustão.
Já o pensamento acelerado que pede cuidado costuma vir acompanhado de ansiedade, urgência, dificuldade de parar e sensação de perda de controle. A mente não descansa, o corpo tensiona e, em vez de criar, você se sente drenado.
Um bom sinal de diferenciação é perguntar a si mesmo:
* *Isso me expande ou me contrai?*
* *Consigo pausar sem culpa?*
* *Depois disso, me sinto mais inteiro ou mais cansado?*
Na terapia, aprendemos a escutar esse ritmo interno. Quando você reconhece seus limites e respeita seu tempo, a criatividade encontra espaço — e a aceleração deixa de comandar você.
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Quais são os tipos de projetos de vida? ;
Quais são os tipos de projetos de vida? ;
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existem muitos tipos de projetos de vida, e cada um reflete o momento interno em que a pessoa se encontra. Alguns estão ligados à carreira e realização profissional, outros à vida afetiva, espiritualidade, autoconhecimento ou até ao simples desejo de viver com mais leveza.
Na psicoterapia, entendemos o projeto de vida como um movimento da alma, um plano que nasce do que faz sentido pra você, não do que o mundo espera. Às vezes, o projeto é se reencontrar, curar uma ferida, mudar de rota ou apenas aprender a estar presente.
O mais importante é que ele seja seu: coerente com seus valores, sua história e o que te faz sentir viva.
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