Perguntas do paciente (9)

  • Como o transtorno de personalidade borderline (TPB) pode interagir com o bullying ?

    Como o transtorno de personalidade borderline (TPB) pode interagir com o bullying ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    A experiência do bullying pode ser especialmente dolorosa para quem tem transtorno de personalidade borderline. Isso porque a pessoa já lida com emoções muito intensas e uma grande sensibilidade a críticas ou rejeições. Nesse contexto, o bullying pode intensificar sentimentos de vergonha, raiva, medo de abandono e até levar a comportamentos de autoagressão ou isolamento.
    Ao mesmo tempo, a forma de reagir pode variar: algumas pessoas podem responder com explosões emocionais, outras com retraimento ou dificuldade em confiar novamente nos relacionamentos.
    A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar essas experiências, fortalecer estratégias de regulação emocional e desenvolver recursos para lidar de maneira mais saudável com situações de conflito ou rejeição. Esse cuidado faz diferença para transformar a dor em aprendizado e construção de relações mais seguras.


  • Quais são sintomas do transtorno de personalidade borderline (TPB) associados ao Bullying ?

    Quais são sintomas do transtorno de personalidade borderline (TPB) associados ao Bullying ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    Quando uma pessoa com transtorno de personalidade borderline passa por situações de bullying, alguns sintomas podem se intensificar. Entre eles:
    • Medo intenso de rejeição ou abandono, reforçado pelas experiências de exclusão.
    • Oscilações de humor muito rápidas, passando da euforia para tristeza ou raiva em pouco tempo.
    • Impulsividade em tentar se defender ou reagir de forma desproporcional.
    • Sentimentos de vazio e baixa autoestima, que ficam mais fortes diante das críticas ou humilhações.
    • Comportamentos de autoagressão, em alguns casos, como forma de lidar com a dor emocional.
    É importante lembrar que esses sintomas não surgem apenas por causa do bullying, mas a experiência pode servir como um gatilho que os amplifica.
    A terapia pode ser um espaço essencial para acolher essas dores, trabalhar estratégias de regulação emocional e construir recursos internos que ajudem a lidar de forma mais saudável com os impactos do bullying.


  • Como o bullying afeta a percepção de mundo de alguém com transtorno de personalidade borderline (TPB

    Como o bullying afeta a percepção de mundo de alguém com transtorno de personalidade borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    O bullying pode intensificar a sensação de insegurança e desconfiança em quem tem transtorno de personalidade borderline. A pessoa pode passar a enxergar o mundo como hostil e imprevisível, reforçando o medo de rejeição e a dificuldade em confiar nos outros. A terapia pode ajudar a reconstruir essa percepção, trazendo mais segurança emocional e abrindo espaço para relações mais saudáveis.


  • Como o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (deficiência intelectual) l agrava os efeitos do bu

    Como o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (deficiência intelectual) l agrava os efeitos do bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    O transtorno do desenvolvimento intelectual pode tornar a experiência do bullying ainda mais desafiadora, pois muitas vezes a pessoa encontra dificuldades adicionais em compreender, reagir ou se defender diante das agressões. Isso pode aumentar sentimentos de insegurança, isolamento e baixa autoestima. Além disso, o bullying pode interferir diretamente no processo de aprendizado e no desenvolvimento social, que já pedem um cuidado maior.
    Por isso, é fundamental oferecer apoio especializado, criar ambientes seguros e favorecer redes de suporte que validem as emoções e fortaleçam recursos internos. A terapia pode ser um espaço importante para acolher essas vivências, desenvolver estratégias de enfrentamento e fortalecer habilidades socioemocionais.


  • Terminei há 5 meses um relacionamento abusivo com alguém com borderline e desde então tenho sofrido

    Terminei há 5 meses um relacionamento abusivo com alguém com borderline e desde então tenho sofrido muito com pensamentos intrusivos, ruminação e sintomas de TOC. Tenho lido sobre ‘trauma bonding’ (ou vínculo traumático / dependência emocional), e sinto que isso descreve bem meu apego e a dificuldade de seguir em frente. Procuro um(a) psicólogo(a) que tenha experiência tanto em TOC quanto em questões de dependência emocional / vínculos abusivos.

    Minha dúvida é: existe alguma linha de terapia que trabalhe de forma integrada esses dois aspectos (TOC e vínculo traumático)? Qual abordagem seria mais eficaz nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    Primeiro, quero reconhecer a força que existe em buscar compreender o que você viveu e em colocar em palavras a sua dor. O término de um relacionamento abusivo, especialmente quando há vínculo traumático, costuma deixar marcas emocionais muito profundas. É comum que pensamentos intrusivos, ruminação e até sintomas de TOC se intensifiquem nesse contexto, porque mente e corpo ainda estão em estado de alerta e tentando dar sentido ao que aconteceu.

    Existem, sim, abordagens terapêuticas que trabalham de forma integrada tanto os sintomas obsessivos quanto as questões ligadas à dependência emocional e vínculos traumáticos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem protocolos eficazes para o tratamento do TOC e, ao mesmo tempo, recursos para trabalhar padrões de apego, crenças disfuncionais e o impacto de relações abusivas. Dentro dela, técnicas como a Exposição com Prevenção de Resposta (para o TOC) podem ser combinadas com estratégias de reestruturação cognitiva e fortalecimento emocional, que ajudam no processo de libertação do vínculo traumático.

    Além disso, terapias de terceira onda, como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e a Terapia Comportamental Dialética (DBT), podem auxiliar tanto na regulação emocional quanto no desenvolvimento de novas formas de se relacionar consigo e com os outros.

    O mais importante é que você não precisa passar por esse processo sozinho(a). O espaço terapêutico pode ser um lugar de acolhimento, reconstrução e fortalecimento, para que pouco a pouco seja possível retomar sua autonomia emocional e viver relações mais seguras e saudáveis.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    A desrealização pode ser uma experiência muito angustiante, como se o mundo ao redor perdesse a familiaridade ou parecesse distante. É importante saber que, embora os sintomas sejam desconfortáveis, eles não significam ‘perda de sanidade’, e sim uma resposta do corpo e da mente a situações de estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional.
    O tempo de duração varia de pessoa para pessoa: para alguns, os episódios são breves; para outros, podem se repetir em períodos mais longos. O que faz diferença é compreender os gatilhos, aprender estratégias de regulação emocional e trabalhar o manejo da ansiedade de forma estruturada.
    A psicoterapia pode ser um espaço seguro para investigar essas causas, reduzir a frequência e a intensidade dos episódios e construir caminhos para que você se sinta novamente presente na própria vida.


  • É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú

    É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    É normal sentir dificuldade em manter interações sociais, mesmo sendo alguém comunicativo em outros contextos. Isso acontece porque as relações interpessoais (especialmente com colegas, amigos ou familiares) envolvem variáveis menos previsíveis. A insegurança sobre quanto falar, como se posicionar ou como ser ouvido pode gerar ansiedade e até afastamento.
    Terapias baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ajudam a identificar pensamentos automáticos que alimentam a insegurança, além de treinar habilidades sociais e comunicação assertiva. Outras abordagens, como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e a DBT, também oferecem recursos para lidar com a ansiedade social, regular emoções e fortalecer vínculos mais saudáveis.
    A terapia pode ser um espaço seguro para praticar, refletir e construir confiança nas relações, favorecendo uma forma de se conectar que seja mais leve, autêntica e alinhada ao que você deseja viver.


  • Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    A euforia no transtorno da personalidade borderline e a hipomania, presente no transtorno bipolar, podem até se parecer em alguns aspectos, mas têm origens e características diferentes.
    No borderline, a euforia costuma estar muito ligada a contextos relacionais e emocionais imediatos. É uma oscilação de humor mais reativa, intensa e de curta duração, por exemplo, sentir-se extremamente animado e confiante após uma mensagem ou encontro significativo, mas ver essa sensação desaparecer rapidamente diante de uma frustração.
    Já a hipomania é um estado de humor elevado ou expansivo que dura mais tempo (pelo menos alguns dias seguidos), acompanhado de sintomas como energia excessiva, sono reduzido sem cansaço, fala acelerada, pensamentos rápidos, aumento de produtividade ou de comportamentos de risco. Diferente da oscilação rápida do borderline, a hipomania tem um padrão mais contínuo e menos diretamente dependente de um evento específico.
    Em ambos os casos, os impactos podem ser desafiadores no dia a dia, mas compreender a diferença é essencial para direcionar o cuidado. A psicoterapia pode ajudar tanto na regulação emocional e no manejo das relações (quando falamos em borderline), quanto no reconhecimento precoce de sinais e estratégias de estabilização (quando falamos em bipolaridade).


  • Recentemente tive um relacionamento tóxico no qual a pessoa confessou que ela própria já se machucou

    Recentemente tive um relacionamento tóxico no qual a pessoa confessou que ela própria já se machucou durante episódios de muito estresse. Além de ser abusiva, aplicar gaslight, e muito instável emocionalmente. Contudo, ela não confessava o transtorno borderline. Dizia ser depressão, estresse pós traumático, TDAH, mas não borderline. É possível a pessoa ter um sintoma de se auto-agredir e não ser borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Erick Silva

    Sim, é totalmente possível que uma pessoa apresente comportamentos de autoagressão sem ter o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. A autolesão pode aparecer em diferentes condições psicológicas, como em quadros de depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, TDAH, TEA, entre outros.
    No caso do borderline, a autoagressão geralmente está relacionada a dificuldades intensas de regulação emocional, medo de abandono e necessidade de aliviar uma dor psíquica muito forte. Mas é importante lembrar que o sintoma isolado não define o transtorno. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica criteriosa, considerando um conjunto de padrões emocionais, cognitivos e relacionais ao longo do tempo.
    Por isso é essencial compreender o que aquele comportamento está comunicando: muitas vezes, a autolesão é uma forma de lidar com emoções insuportáveis quando ainda não se tem recursos mais saudáveis disponíveis.
    A terapia pode ser um espaço seguro tanto para quem vivencia diretamente essas dores quanto para quem conviveu com elas em uma relação. Entender os impactos emocionais, ressignificar experiências e fortalecer estratégias de cuidado pode ser um passo importante no processo de recuperação e autonomia emocional.


Perguntas frequentes

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