Perguntas do paciente (3)

  • Quando o psicológico faz o encaminhamento ao psiquiatra. Deve constar no encaminhamento a hipótese

    Quando o psicológico faz o encaminhamento ao psiquiatra.
    Deve constar no encaminhamento a hipótese diagnóstica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ericka Tormes

    Quando um profissional de saúde mental, como um psicólogo, encaminha um paciente a um psiquiatra, é útil incluir informações relevantes sobre a condição do paciente e as preocupações que motivaram o encaminhamento. Isso pode incluir uma hipótese diagnóstica, se houver uma suspeita clara com base na avaliação psicológica.

    No entanto, é importante notar que a hipótese diagnóstica pode ser apenas isso - uma hipótese. O psicólogo pode ter uma ideia preliminar do que pode estar acontecendo com o paciente com base em suas observações e avaliações, mas o o psiquiatra contribui do forma essencial para o diagnóstico final, após uma avaliação detalhada, considerando fatores como histórico médico, sintomas atuais e resultados de exames, se aplicável.

    O encaminhamento pode incluir informações sobre os sintomas apresentados pelo paciente, a gravidade desses sintomas, o impacto na vida diária do paciente e qualquer tratamento ou intervenção psicológica que já tenha sido tentada. Quanto mais informações o encaminhamento fornecer, melhor o psiquiatra poderá avaliar e entender as necessidades do paciente.

    Psiquiatra e Psicólogo trabalham em conjunto a fim de alcançar o objetivo principal do trabalho prestado por ambos, que o paciente receba a avaliação e o tratamento mais apropriados para suas necessidades.




  • Gostaria de saber se Citalopram interfere no líbido mulher?

    Gostaria de saber se Citalopram interfere no líbido mulher?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ericka Tormes

    Alterações na função sexual, incluindo diminuição do desejo sexual (libido), dificuldade em atingir o orgasmo e diminuição da sensibilidade genital, são efeitos colaterais comuns associados ao uso de ISRSs, incluindo o citalopram.

    Esses efeitos podem variar de pessoa para pessoa e nem todas as mulheres que tomam citalopram experimentarão uma diminuição da libido. No entanto, é uma possível reação adversa a ser considerada ao iniciar o medicamento.

    Se uma mulher estiver experimentando efeitos negativos na libido ao tomar citalopram ou qualquer outro antidepressivo, é importante discutir esses sintomas com seu médico, que deve ser um psiquiatra. Ele pode ajustar a dosagem do medicamento, prescrever um medicamento alternativo. No entanto, é importante ressaltar que o acompanhamento psicoterápico é fundamental para acompanhar de perto os efeitos da medicação na prática, no comportamento. Compreender como seu corpo reage as substâncias e acima disso, como a mulher se relaciona com seu próprio processo, é essencial. Por acompanhar mais de perto a paciente, o psicólogo pode contribuir com outras estratégias de tratamento que possam ajudar a minimizar os efeitos colaterais e melhorar a saúde mental geral.


  • Recentemente tive um relacionamento tóxico no qual a pessoa confessou que ela própria já se machucou

    Recentemente tive um relacionamento tóxico no qual a pessoa confessou que ela própria já se machucou durante episódios de muito estresse. Além de ser abusiva, aplicar gaslight, e muito instável emocionalmente. Contudo, ela não confessava o transtorno borderline. Dizia ser depressão, estresse pós traumático, TDAH, mas não borderline. É possível a pessoa ter um sintoma de se auto-agredir e não ser borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ericka Tormes

    O sofrimento se manifesta de diversas formas para diferentes pessoas, mesmo dentro de uma mesma classificação de transtorno. Então, sim, é possível uma pessoa se envolver em comportamentos autolesivos sem necessariamente ter transtorno de personalidade borderline (TPB). Comportamentos autolesivos podem ser manifestações de uma variedade de condições mentais, incluindo transtornos de humor, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e até mesmo depressão grave.

    O transtorno de personalidade borderline é frequentemente associado a comportamentos autolesivos, mas nem todas as pessoas que se envolvem em comportamentos autolesivos têm esse transtorno. Esses comportamentos podem ser uma forma de lidar com o estresse, emoções intensas ou trauma passado.

    É importante destacar que, mesmo que alguém não tenha o diagnóstico de TPB, isso não invalida o impacto dos comportamentos abusivos, manipuladores ou instáveis em um relacionamento. Se existe prejuízo e sofrimento, é fundamental buscar apoio e considerar formas de proteger sua própria saúde e bem-estar, assim como de alguém próximo a você. Isso pode incluir estabelecer limites saudáveis, desenvolver mecanismos apropriados de proteção. Geralmente essa é uma tarefa difícil de realizar sozinho, portanto o suporte profissional é fundamental. O psicólogo e o Psiquiatra são os especialistas capacitados para auxiliar.

    Lembre-se, independente do transtorno, sofrimento ou dor, é possível resignificar e ter qualidade de vida, se devidamente acompanhado.




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Perguntas frequentes

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