Perguntas do paciente (7)

  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    O que você descreve revela não apenas um estado de ansiedade, mas também uma crise existencial, um conflito entre corpo, mente e alma. Quando o corpo parece estar em alerta mesmo diante de exames normais, muitas vezes é a alma que está pedindo para ser ouvida.
    A ansiedade, em sua raiz mais profunda, não é apenas medo, é o desejo intenso de continuar vivendo. O medo da morte, da perda de controle ou daquilo que não se pode prever é, na verdade, o reflexo da necessidade humana de reencontrar sentido e segurança interior.
    A espiritualidade (em qualquer forma que faça sentido para você) pode ser um caminho de reconciliação. Ela pode devolver ao coração a confiança de que há algo maior sustentando a vida, mesmo quando a mente tenta racionalizar o inexplicável.
    Continue com seu acompanhamento psicológico e psiquiátrico, eles são os pilares que ajudam a restaurar o equilíbrio neuroquímico e emocional. Mas também permita-se cuidar do espírito: com oração, silêncio, arte, contato com a natureza ou o que te conecta ao divino.
    A serenidade nasce quando o corpo descansa, a mente silencia e a alma confia.


  • Quais são os principais componentes das Funções Executivas?

    Quais são os principais componentes das Funções Executivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    Olá! Nossas funções executivas "são nossos centros de comandos", envolvendo nossos planejamentos, atenção, foco, memória para o trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental.


  • Como a Deficiência Intelectual pode impactar as Funções Executivas ?

    Como a Deficiência Intelectual pode impactar as Funções Executivas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    Impacta dificultando processos de nosso cérebro ligados à organização, planejamentos, tomadas de decisões. Pode fazer com que tenhamos mais dificuldades para iniciar tarefas, se organizar, manter a atenção, adaptar-se à mudanças e até na autonomia diária.


  • Como apoiar pessoas com deficiência intelectual e disfunções executivas?

    Como apoiar pessoas com deficiência intelectual e disfunções executivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    Essas pessoas precisam de apoio para desenvolver a autonomia no dia a dia, incluindo rotinas claras, lembretes, treino de habilidades, acompanhamento próximo da família...
    Os profissionais mais indicados de início são: Terapeutas Ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos comportamentais e talvez na sequência o acompanhamento de médicos psiquiátricos e ou neurologistas.


  • Quais são os tratamentos para disfunção executiva? .

    Quais são os tratamentos para disfunção executiva? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    Costuma-se combinar a Psicoterapia, Treinos cognitivos, Terapia Ocupacional*, e sim, Hábitos de vida saudável como evitar sedentarismo, priorizar uma alimentação sem o potencial inflamatório, reduzindo processos que atrapalham a atenção, priorizando alimentos naturais, uso de vitaminas, ômegas, minerais, evitando ultraprocessados, excesso de açúcares e gorduras ruins.


  • Qual é a fase mais difícil do luto? .

    Qual é a fase mais difícil do luto? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    Para Frankl, o mais desafiador não é a perda em si, mas o reencontro com o sentido da existência depois da perda. Por isso, a fase mais difícil não é necessariamente a negação ou a raiva, mas o momento em que a realidade da ausência se instala, quando o mundo segue, mas o coração ainda está preso ao que foi.
    É nesse ponto que o sofrimento se torna transformador ou destrutivo.
    Frankl nos lembra: A dor cessa de ser dor no momento em que encontramos um sentido para ela.
    Quando o amor que se perdeu é transformado em valor, em algo que permanece vivo dentro do que se faz, cria ou acredita, o luto se converte em testemunho de amor.
    Mas quando não há transcendência, a ausência se cristaliza em desespero.


  • Quando o luto se transforma em doença? .

    Quando o luto se transforma em doença? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Estela Cristina Parra

    O sofrimento é uma dimensão inevitável da existência, ele faz parte da vida tanto quanto o amor e a alegria. O luto, portanto, não é uma patologia, mas uma expressão natural do vínculo e do amor que se perdeu.
    Contudo, ele pode se transformar em doença quando a dor deixa de ter direção e sentido.
    Frankl dizia que o ser humano pode suportar quase tudo, desde que encontre um “porquê” para continuar. O luto se torna patológico quando esse “porquê” desaparece — quando o indivíduo não consegue mais enxergar propósito na própria vida após a perda, e a dor se torna um vazio existencial.
    Isso pode ocorrer, por exemplo, quando:
    - O sofrimento é negado (a pessoa tenta “não sentir”);
    - O vínculo perdido se torna a única razão para existir;
    - A culpa ou a revolta substituem o amor e a gratidão;
    - A vida se reduz ao passado, e o futuro parece inconcebível.
    Nesse ponto, o luto deixa de ser um processo e se transforma em estagnação da alma, um aprisionamento dentro da própria dor.


Perguntas frequentes

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