Perguntas do paciente (13)
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto isso te gera desgaste e o quanto é cansativo, essa sensação de tensão, como se nunca fosse possível relaxar de verdade. Mas existe algo muito importante aí, qu enão tem como ser perfeito dentro de um mundo todo imperfeito. O perfeccionismo, ansiedade pode sim estar muito perto da busca por padrões obsessivos, mas isso não significa um TOC. O que precisa de atenção é verificar se estes padrões estão ocupando espaços em sua vida, gerando sofrimento, culpa, exaustão ou fazendo você passar a acreditar mais que precisa controlar tudo para ficar bem. Muitas vezes por trás do perfeccionismo existe uma pessoa que foi ensinada a isto, seria muito bom buscar um espaço de confiança para avaliar isto, que pode ser tornar uma dor muito solitária. Saib aque não está sozinho (a) e que não precisa piorar para buscar ajuda, o sofrimento que você sente hoje já é suficiente para ser levado a sério.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim casal, é muito possível que psicoterapeutas (psico) de casasis, com formação (pós graduação) estejam totalmente prepardos para recebê-los. Sou da àrea e posso afirmar que conflitos e escolhas como estas, sejam parte integrante dos caminhos naturais dos pensamentos dos casais, um bom psicólogo certamente se depara no dia a dia com tais questões, questões familiares são vistas e esperadas desde a formação.
Na psicoterapia de casais o foco não deve determinar relações monogâmicas como certas ou não, o que importa no casal é vínculo, ato unitivo, como lidam com ciúmes, inseguranças, limites, pertencimento dentro da relação. Todas as relações podem trazer conflitos, não são formatos que irão reduzi-las. Considero muito que entendam os tipos de "terapeutas" que temos disponíveis atualmente, pois já carregam uma insegurança de talvez não serem compreendidos, a psicologia é ética, a postura clínica orientada, a personalidade deste profissional deve ser forte para seguir sem julgamentos. O espaço terapeutico deve permitir que sejam quem são realmente, antes de falar sobre o que está doendo. Espero que compreendam o local de escuta que tentei lhes mostrar aqui. Com carinho.
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 3 aninhos essa criança ainda está construindo e entendendo conceitos como o tempo, permanência e irreversibilidade da morte. Por isso não vejo necesário esperar uma idade certa, mas sim a idade que a mãe ou cuidadora ali sente como necessária. As respostas precisam trazer simplicidade, precisam ser verdadeiras e de forma que a criança entenda com a condição dela atual. Nessa idade explicações longas confundem, devem ser frases curtinhas, preferencialmente de forma lúdica por meio de livros e historinhas, e essa criança tende a ir compreendendo e juntando com o tempo, conforme amadurece.
O mais importante é que não vire um segredo, sempre seja com naturalidade e leveza, a criança muitas vezes sente mais das emoções que ressoa da mãe,do que das palavras.
O pai biológico não deve ser colocado em disputa com o padrasto, a criança pode conhecer sua história e ao mesmo tempo amar e reconhecer como pai quem está ao seu lado, presente em sua vida.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você já parou para refletir que nem sempre o amor acaba quando a paixão diminui? Muitas relações começam com intensidade, euforia e com o tempo entram em um vínculo sereno de confiança, cuidado, intimidade, escolha. Isso não significa permanecer por carência ou costume, o amor maduro nem sempre aparece como intensidade.
Pelo que você descreve, parece exitir afeto, cuidado e conexão, mas aparece uma ansiedade diante desta mudança de status da relação e do sentimento, talvez seja importante conhecer que tipo de amor está presente hoje e o que essa relação representa.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando estamos ansiosos ou em crise de pânico, nosso cérebro tende a procurar mais sinais de perigo para se preparar e se proteger. Neste estado você entra em ciclos de medo/pesquisa/mais informações ameaçadoras e mais medo. Agora tendo essa experiência, você ja tem a consciência necessária e o primeiro cuidado seja realmente sair daqui das telas, busque referências e pessoas reais, de confiança.
Não enfrente isso sozinha, em seus silêncios, busque uma psicóloga que sinta que pode se abrir, que confie.
E se lembre que o que você leu na internet não determina o que você é, nem determina seu futuro. Acalme seu cérebro, seu coração com suas mãos, com sua respiração calma, pausada, e se possível todos os dias vá ou olhe para algum lugar de natureza, com árvores, terra, verde. É um processo gradual de reconexão que pode te curar, assim como pessoas reais. Busque um acompanhamento adequado, você vai se recuperar, acredito em você, acredite também.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua mensagem deve ser levada a sério, nem toda tristeza vem do nada, muitas vezes isso aparece como resposta básica ao meio ambiente onde você não é realmente ouvida, mas precisamos observar com cuidado o efeito que essa dinâmica está tendo sobre você.
Em relações saudáveis não precisamos concordar o tempo todo, deve existir um espaço para ser, para se colocar, para existir emocionalmente.
Quando você começa a se calar para evitar conflitos, muitas vezes não é somente a comunicação que está sofrendo, se houver condições do casal passar por acompanhamento seria o melhor, mas caso não, busque de forma individual uma sessão de orientação psicológica, será muito rico.
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Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u
Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve revela não apenas um estado de ansiedade, mas também uma crise existencial, um conflito entre corpo, mente e alma. Quando o corpo parece estar em alerta mesmo diante de exames normais, muitas vezes é a alma que está pedindo para ser ouvida.
A ansiedade, em sua raiz mais profunda, não é apenas medo, é o desejo intenso de continuar vivendo. O medo da morte, da perda de controle ou daquilo que não se pode prever é, na verdade, o reflexo da necessidade humana de reencontrar sentido e segurança interior.
A espiritualidade (em qualquer forma que faça sentido para você) pode ser um caminho de reconciliação. Ela pode devolver ao coração a confiança de que há algo maior sustentando a vida, mesmo quando a mente tenta racionalizar o inexplicável.
Continue com seu acompanhamento psicológico e psiquiátrico, eles são os pilares que ajudam a restaurar o equilíbrio neuroquímico e emocional. Mas também permita-se cuidar do espírito: com oração, silêncio, arte, contato com a natureza ou o que te conecta ao divino.
A serenidade nasce quando o corpo descansa, a mente silencia e a alma confia.
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Quais são os principais componentes das Funções Executivas?
Quais são os principais componentes das Funções Executivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Nossas funções executivas "são nossos centros de comandos", envolvendo nossos planejamentos, atenção, foco, memória para o trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental.
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Como a Deficiência Intelectual pode impactar as Funções Executivas ?
Como a Deficiência Intelectual pode impactar as Funções Executivas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Impacta dificultando processos de nosso cérebro ligados à organização, planejamentos, tomadas de decisões. Pode fazer com que tenhamos mais dificuldades para iniciar tarefas, se organizar, manter a atenção, adaptar-se à mudanças e até na autonomia diária.
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Como apoiar pessoas com deficiência intelectual e disfunções executivas?
Como apoiar pessoas com deficiência intelectual e disfunções executivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essas pessoas precisam de apoio para desenvolver a autonomia no dia a dia, incluindo rotinas claras, lembretes, treino de habilidades, acompanhamento próximo da família...
Os profissionais mais indicados de início são: Terapeutas Ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos comportamentais e talvez na sequência o acompanhamento de médicos psiquiátricos e ou neurologistas.
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Quais são os tratamentos para disfunção executiva? .
Quais são os tratamentos para disfunção executiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Costuma-se combinar a Psicoterapia, Treinos cognitivos, Terapia Ocupacional*, e sim, Hábitos de vida saudável como evitar sedentarismo, priorizar uma alimentação sem o potencial inflamatório, reduzindo processos que atrapalham a atenção, priorizando alimentos naturais, uso de vitaminas, ômegas, minerais, evitando ultraprocessados, excesso de açúcares e gorduras ruins.
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Qual é a fase mais difícil do luto? .
Qual é a fase mais difícil do luto? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para Frankl, o mais desafiador não é a perda em si, mas o reencontro com o sentido da existência depois da perda. Por isso, a fase mais difícil não é necessariamente a negação ou a raiva, mas o momento em que a realidade da ausência se instala, quando o mundo segue, mas o coração ainda está preso ao que foi.
É nesse ponto que o sofrimento se torna transformador ou destrutivo.
Frankl nos lembra: A dor cessa de ser dor no momento em que encontramos um sentido para ela.
Quando o amor que se perdeu é transformado em valor, em algo que permanece vivo dentro do que se faz, cria ou acredita, o luto se converte em testemunho de amor.
Mas quando não há transcendência, a ausência se cristaliza em desespero.
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Quando o luto se transforma em doença? .
Quando o luto se transforma em doença? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sofrimento é uma dimensão inevitável da existência, ele faz parte da vida tanto quanto o amor e a alegria. O luto, portanto, não é uma patologia, mas uma expressão natural do vínculo e do amor que se perdeu.
Contudo, ele pode se transformar em doença quando a dor deixa de ter direção e sentido.
Frankl dizia que o ser humano pode suportar quase tudo, desde que encontre um “porquê” para continuar. O luto se torna patológico quando esse “porquê” desaparece — quando o indivíduo não consegue mais enxergar propósito na própria vida após a perda, e a dor se torna um vazio existencial.
Isso pode ocorrer, por exemplo, quando:
- O sofrimento é negado (a pessoa tenta “não sentir”);
- O vínculo perdido se torna a única razão para existir;
- A culpa ou a revolta substituem o amor e a gratidão;
- A vida se reduz ao passado, e o futuro parece inconcebível.
Nesse ponto, o luto deixa de ser um processo e se transforma em estagnação da alma, um aprisionamento dentro da própria dor.
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Perguntas frequentes
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Estou querendo tomar chá de unha de gato e uxi amarelo porem tomo sertralina. Posso tomar ?
Não existem estudos clínicos de boa qualidade que garantam a segurança da…