Perguntas do paciente (13)

  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Preocupar-se com a forma como somos vistos por outras pessoas não caracteriza, por si só, uma traição. Pensamentos e comportamentos como esses podem estar relacionados à necessidade de validação, autoestima, ansiedade ou à importância atribuída ao olhar do outro.

    Mais do que buscar um diagnóstico ou se culpar pelo que sente, pode ser interessante compreender o significado dessa preocupação para você e como ela se relaciona com sua história e seus vínculos. A psicoterapia pode ajudar nessa compreensão, diferenciando pensamentos, sentimentos e escolhas.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    É comum que, ao longo de uma relação, os sentimentos mudem de intensidade e que a ausência da animação do início gere dúvidas sobre o amor. Nem sempre essa mudança significa que o vínculo terminou.

    Pelo que você relata, existem afeto, cuidado e momentos de conexão, mas também muita ansiedade em tentar compreender o que sente. Em um processo terapêutico, é possível explorar essas dúvidas sem a pressão de precisar decidir imediatamente se deve permanecer ou terminar, diferenciando o que pertence à relação, à rotina e às suas próprias expectativas sobre o amor.

    O objetivo não seria obrigá-la a sentir algo, mas ajudá-la a compreender seus sentimentos e a construir uma decisão mais consciente e coerente com aquilo que faz sentido para você.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Ser uma pessoa mais quieta ou reservada não significa, por si só, ter ansiedade social — e o objetivo de um processo terapêutico não é transformar alguém tímido em alguém extrovertido.

    Um aspecto importante do que você relata é perceber que, em seis meses, situações que antes geravam muita ansiedade hoje parecem mais possíveis. Isso pode indicar uma mudança significativa, mesmo que os comentários das outras pessoas ainda despertem insegurança.

    Talvez a questão não seja deixar de ouvir que você é “séria” ou “quieta”, mas compreender por que essas falas fazem você duvidar de si e da própria evolução. Experiências anteriores de bullying e de não pertencimento também podem influenciar a maneira como você interpreta essas situações atualmente.

    Em terapia, é possível trabalhar para que você tenha mais liberdade nas relações: conseguir se expressar quando desejar, sem precisar se tornar outra pessoa para sentir que pertence.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Quando estamos muito ansiosos, pesquisar repetidamente sobre sintomas pode aumentar a atenção às próprias sensações e alimentar um ciclo de medo, checagem e novas pesquisas. Por isso, neste momento, pode ser importante reduzir gradualmente essas buscas e evitar utilizá-las como forma de confirmar o que você está sentindo.

    As ideias negativas que você leu não precisam ser “apagadas”, mas podem ser compreendidas e ressignificadas com ajuda profissional. Como você relata dificuldade importante para sair de casa sozinho e já iniciou tratamento medicamentoso, é fundamental manter o acompanhamento médico e buscar também acompanhamento psicológico. Se a terapia online não é possível para você neste momento, considere conversar com alguém de confiança para ajudá-lo a chegar a um atendimento presencial.

    A recuperação costuma ser construída aos poucos, retomando autonomia e atividades de forma gradual e segura. Você não precisa resolver tudo de uma vez.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Pesquisar sintomas pode parecer uma forma de encontrar respostas e se sentir mais seguro, mas, quando essa busca se torna frequente, pode aumentar a atenção aos sinais do corpo e aos pensamentos de ameaça, intensificando a ansiedade e o medo de que algo aconteça.

    A terapia pode ajudá-lo a compreender esse ciclo e, principalmente, a trabalhar o medo que passou a limitar sua rotina e suas relações. O objetivo não é simplesmente “parar de sentir ansiedade”, mas recuperar gradualmente a segurança e a autonomia para retomar atividades que hoje você evita por medo das crises.

    Quanto à medicação, como você ainda não percebeu melhora, é importante manter o acompanhamento com o médico que a prescreveu, sem interromper ou modificar o uso por conta própria.

    Buscar ajuda profissional, em vez de tentar encontrar um diagnóstico nas pesquisas, pode ser um passo importante nesse processo.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Dificuldades de foco nem sempre são uma questão de falta de disciplina ou força de vontade. Atenção e concentração podem ser influenciadas por diversos fatores, como ansiedade, estresse, qualidade do sono, excesso de estímulos e hábitos desenvolvidos ao longo do tempo.

    Quando atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, passam a exigir muito esforço e isso começa a prejudicar a vida acadêmica, vale compreender o que mudou e quais fatores estão contribuindo para essa dificuldade.

    Algumas estratégias podem ajudar, como reduzir distrações durante o estudo, estabelecer períodos menores de concentração e diminuir gradualmente o acesso às redes sociais nesses momentos. Porém, se a dificuldade persiste e traz prejuízos importantes, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender melhor suas causas e definir estratégias mais adequadas ao seu caso.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Os sintomas que você descreve mostram um sofrimento emocional importante e já estão afetando diferentes áreas da sua vida, como estudos, relacionamentos, memória, concentração e interesse pelas coisas.

    Alguns desses sintomas podem estar presentes em quadros depressivos e ansiosos, mas não é possível estabelecer um diagnóstico apenas por esse relato. Alterações de memória e concentração também podem ocorrer quando estamos sob intenso sofrimento emocional, mas precisam ser avaliadas adequadamente.

    Mais importante do que tentar descobrir sozinha “o que você tem” é buscar ajuda profissional neste momento. Uma avaliação psicológica e, se necessário, médica poderá compreender melhor o conjunto dos sintomas e indicar o cuidado adequado.

    E, caso essa vontade de permanecer deitada evolua para pensamentos de não querer mais viver ou de se machucar, procure ajuda imediatamente e compartilhe isso com um adulto ou pessoa de confiança. Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Olá! Sim, essa tristeza pode acontecer sem significar que exista algo errado com você ou com o relacionamento. Depois de alguns dias compartilhando não apenas momentos especiais, mas também pequenas experiências da rotina, a despedida pode tornar a ausência mais perceptível.

    A saudade também fala da importância que uma relação ocupa em nossa vida. O ponto de atenção não é sentir tristeza ao se despedir, mas observar como você lida com essa ausência: se consegue, aos poucos, retomar sua própria rotina, seus interesses e outros vínculos, sem depender da presença do namorado para se sentir bem.

    Relacionamentos saudáveis envolvem proximidade e conexão, mas também a capacidade de sustentar a individualidade quando o outro não está presente. Se essa tristeza for passageira, permita-se sentir saudade sem necessariamente transformá-la em um problema.


  • Existe a possibilidade de fazer avaliação neuropsicológica em uma criança de 2 anos que não fala?

    Existe a possibilidade de fazer avaliação neuropsicológica em uma criança de 2 anos que não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Sim, é possível realizar avaliação com pacientes não verbais.


  • Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .

    Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Depende da idade da pessoa avaliada. Para crianças a validade é um ano, e para os adultos são 2 anos.


  • Olá! Gostaria de um conselho, tenho bastante dificuldade em conversar com as pessoas, não consigo fa

    Olá! Gostaria de um conselho, tenho bastante dificuldade em conversar com as pessoas, não consigo fazer amizades, isso tem me atrapalhado muito, principalmente em meus estudos, não consigo me aproximar de ninguém da sala, e nos trabalhos em grupo eu sempre fico de lado, sempre tenho problemas quando tenho que apresentar algum trabalho. Gostaria de saber o que posso fazer pra mudar essa situação,isso me entristece muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Você sempre sentiu dificuldade em se relacionar com as pessoas ou é algo recente? Sugiro compreender que pensamentos vem a sua mente ao se aproximar das pessoas. Existe algum medo ou incômodo? Reflita sobre isso, talvez te traga um caminho para pequenas mudanças.


  • O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lu

    O que fazer quando a culpa vem de mãos dadas com o luto? Minha vó faleceu ontem a tarde depois de lutar quase 3 meses contra um câncer. Não consigo superar, sei que ela agora descansa mas sinto que não passei tempo com ela porque estava muito mais ocupada mofando em meu quarto para tirar 15 minutos do meu dia para ir visitar ela quando ela ainda estava bem, eu tinha tantas coisas para falar para ela, eu prometi que, quando ela melhorasse, iria ir morar junto de mim e os meus pais, que eu a levaria na igreja como ela tanto queria, que faria um café do bom pra ela... Não vou poder mais ver ela, falar com ela, abraçar ela, falar o quanto eu a amava e cumprir as minhas promessas... Sinto como se meu coração estivesse se despedaçando e não tem nada que diminua a minha dor. O pior de tudo é que eu tive que ouvir do meu irmão e da minha mãe que agora eu estava chorando mas, quando ela estava viva, eu não me importava e isso só ajudou a me corroer por dentro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Sinta-se abraçada e acolhida diante de tanta dor! Cuide de você, respeite a sua dor e o seu momento. Quando estamos fragilizados não conseguimos pensar, por isso é necessário dar o seu tempo. Sua avó deixou um legado, você pode homenageá-la por meio desse legado, indo em busca de como ela gostaria de te ver! Cuide de você!


  • O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Chemim

    Existem vários fatores que podem desencadear uma crise existencial. É importante que o indivíduo se sinta pertencente ao contexto em que ele vive, que se sinta engajado nos vários papéis de sua vida. Quando nos sentimos inseguros, vulnerável, é mais fácil de perdermos o contato com aquilo que é real, e assim ficamos expostos à uma crise existencial. Por isso, é importante ter o apoio de profissionais qualificados, conte comigo para ajudá-lo!


Perguntas frequentes

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