Perguntas do paciente (7)
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Fraturei a fíbula e tive que imobilizar com gesso durante 8 semanas. Tirei o gesso a 2 dias, o médic
Fraturei a fíbula e tive que imobilizar com gesso durante 8 semanas. Tirei o gesso a 2 dias, o médico disse que eu já podia ir tentando andar aos poucos, porém, continuo sentindo dor no local e embaixo do calcanhar quando estou andando. Isso é normal? Também sinto muita rigidez para movimentar o pé. O que poso fazer de exercícios em casa para me ajudar a melhorar até minha consulta com fisioterapeuta? Tem algum medicamento indicado a tomar para dor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após 8 semanas de imobilização, é bastante comum sentir:
Dor ao apoiar o pé
Rigidez no tornozelo e no pé
Dor embaixo do calcanhar ao andar
Sensação de fraqueza e insegurança
Dificuldade para colocar o pé totalmente no chão
Isso acontece porque o período de gesso causa:
perda de mobilidade articular,
encurtamento muscular,
diminuição da circulação,
perda de força,
e sensibilidade aumentada na sola do pé e no osso que ficou sem carga por semanas.
A dor no calcanhar costuma acontecer porque o pé ficou muito tempo sem receber carga normal, além da rigidez da panturrilha e da fáscia plantar.
O importante é observar alguns sinais de alerta:
dor muito intensa piorando a cada dia,
aumento importante do inchaço,
vermelhidão/calor excessivo,
febre,
incapacidade total de apoiar,
dor muito forte na panturrilha.
Se tiver algum desses sinais, precisa avisar o médico.
O que costuma ajudar nessa fase:
1. Movimentos leves do tornozelo
Faça devagar, sem forçar dor forte.
puxar o pé para cima e para baixo
fazer círculos com o tornozelo
Pode fazer 3 vezes ao dia.
2. Mobilidade da panturrilha
Com uma toalha:
sente-se,
passe a toalha na planta do pé,
puxe suavemente até sentir alongar atrás da perna.
Segure 20–30 segundos.
3. Apoio progressivo
Se o médico liberou carga:
comece apoiando parcialmente,
use apoio se necessário,
aumente aos poucos conforme tolerado.
Evite tentar “andar normal” de uma vez.
4. Exercícios simples para ativar musculatura
apertar uma toalha com os dedos do pé,
elevar e abaixar o calcanhar sentado,
transferir peso de um pé para o outro segurando apoio.
5. Elevação
Quando descansar, mantenha o pé elevado para ajudar no edema.
Sobre medicamentos:
Os mais usados nessa fase costumam ser analgésicos simples e, em alguns casos, anti-inflamatórios, mas isso depende:
do tipo de fratura,
do seu histórico de saúde,
do que você já usa,
e da fase de consolidação óssea.
Por isso, o ideal é não iniciar medicamento por conta própria sem orientação médica, principalmente anti-inflamatório, porque em algumas situações eles podem interferir na consolidação óssea.
A fisioterapia ajuda muito nessa etapa para:
recuperar mobilidade,
reduzir dor,
melhorar a marcha,
recuperar força,
e evitar compensações futuras.
A tendência é melhorar gradualmente nas próximas semanas, mas após 8 semanas de gesso é esperado que o tornozelo fique “travado” no início.
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Eu dormir com o coturno no pé, fiquei com o pé virado e ficou dolorido, fiz uma ecografia e deu mode
Eu dormir com o coturno no pé, fiquei com o pé virado e ficou dolorido, fiz uma ecografia e deu moderado derrame articular, já faz um mês e ainda está inchado e sinto dor, já estou no quinto dia de fisioterapia, essas dores vão e volta isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Um derrame articular moderado significa que houve irritação/inflamação dentro da articulação, e mesmo uma torção “boba” durante o sono pode provocar:
estiramento ligamentar,
irritação da cápsula articular,
sobrecarga de tendões,
e edema persistente.
É relativamente comum, principalmente no primeiro mês, que:
o inchaço ainda esteja presente,
a dor oscile (“vai e volta”),
alguns movimentos piorem os sintomas,
e o pé fique mais dolorido no fim do dia ou após esforço.
Além disso, você está apenas no quinto dia de fisioterapia. Nessa fase inicial o corpo ainda está reagindo ao processo inflamatório e adaptação dos tecidos.
O que costuma acontecer:
melhora alguns dias,
piora um pouco após caminhar mais,
melhora novamente com repouso e tratamento.
Isso não significa necessariamente que algo esteja errado.
O que geralmente ajuda nessa fase:
evitar longos períodos em pé,
evitar torções e pisos irregulares,
usar calçado firme,
gelo 15–20 min após esforço,
elevar o pé quando possível,
manter a fisioterapia regularmente.
Uma coisa importante: edema articular pode demorar semanas para reduzir totalmente, principalmente no tornozelo/pé, porque é uma região que acumula líquido com facilidade.
Mas alguns sinais merecem reavaliação médica:
inchaço piorando progressivamente,
pé muito quente/vermelho,
dor forte mesmo em repouso,
sensação de instabilidade importante,
dificuldade grande para apoiar,
formigamento,
dor na panturrilha,
ou ausência de melhora ao longo das próximas semanas.
Na fisioterapia, normalmente vão trabalhar:
controle do edema,
mobilidade,
fortalecimento,
equilíbrio/propriocepção,
e estabilização do tornozelo.
É muito comum o paciente achar que “já devia estar bom” com 1 mês, mas tecidos ligamentares e articulares podem levar várias semanas — às vezes alguns meses — para normalizar completamente, principalmente se ainda há derrame articular.
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Boa tarde... Cortei os três últimos dedos da mão direita há 3 anos atrás, fiz a cirurgia reparadora
Cortei os três últimos dedos da mão direita há 3 anos atrás, fiz a cirurgia reparadora p religar o tendão que havia rompido, após fiz fisioterapia mas n obtive resultados. Os dedos ficaram fechados e com pouco movimento, n consigo estender, será
que outra cirurgia iria resolver? Ou fisioterapia pode resolver?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de 3 anos da lesão e da cirurgia do tendão, ainda existe possibilidade de melhora, mas depende muito do que está limitando os dedos hoje. Quando os dedos ficam “fechados”, rígidos e sem conseguir estender, as causas mais comuns são:
aderências do tendão (o tendão “gruda” nos tecidos)
retração/capsulite das articulações
encurtamento muscular e ligamentar
lesão nervosa associada
ruptura parcial do reparo
deformidades instaladas ao longo do tempo
Nesses casos, somente a fisioterapia convencional muitas vezes não resolve totalmente, principalmente após tanto tempo. Porém isso não significa que não exista tratamento.
O ideal é ser avaliado por um cirurgião de mão. Dependendo do exame físico, ele pode indicar:
nova fisioterapia especializada em mão
órteses dinâmicas ou seriadas
terapia ocupacional de mão
liberação cirúrgica de aderências (tenólise)
reconstrução tendínea
alongamento/correção articular
em alguns casos, artrodese ou transferência tendínea
A cirurgia pode ajudar bastante quando existe bloqueio mecânico importante, mas normalmente o resultado depende MUITO da reabilitação depois. Sem fisioterapia intensiva específica de mão no pós-operatório, a rigidez tende a voltar.
O que costuma indicar que apenas fisioterapia talvez tenha pouco resultado:
dedos muito rígidos há anos
articulações “travadas”
ausência quase total de movimento passivo
deformidade fixa
O que sugere que ainda pode melhorar bastante com reabilitação:
dedos ainda conseguem movimentar passivamente
existe algum ganho quando força
a rigidez varia ao longo do dia
não há deformidade óssea importante
Procure um especialista em cirurgia da mão e, se possível, um fisioterapeuta/terapeuta ocupacional especializado em reabilitação de mão. Muitas vezes o melhor resultado vem da combinação: cirurgia + reabilitação adequada.
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Quando respiro fundo sinto o osso das costas estalar, isso é normal?
Quando respiro fundo sinto o osso das costas estalar, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na maioria das vezes, um “estalo” nas costas ao respirar fundo não é algo grave, principalmente se:
acontece ocasionalmente
não causa dor forte
não vem acompanhado de falta de ar
parece um “clique” ou “crepitação” na região das costelas ou coluna
Isso pode acontecer por:
movimentação das articulações das costelas com a coluna (articulações costovertebrais)
tensão muscular
rigidez torácica
postura
gases/articulações semelhantes ao “estalo” dos dedos
hipermobilidade
As costelas se movimentam bastante quando você inspira profundamente, então algumas articulações podem estalar.
Mas vale investigar se houver:
dor persistente
falta de ar
dor no peito
sensação de travamento
estalos após trauma
febre
tosse persistente
dor que piora muito ao respirar
Também pode ocorrer em pessoas com:
escoliose
disfunção costal
inflamações articulares
tensão na musculatura intercostal e dorsal
Alguns exercícios que costumam ajudar:
mobilidade torácica
alongamento peitoral
exercícios respiratórios
fortalecimento postural
mobilização da coluna torácica
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Quebrei meu dedão do pé eo segundo dedo e tbm o quarto fiquei 3 meses de gesso e tirei dia 06 desse
Quebrei meu dedão do pé eo segundo dedo e tbm o quarto fiquei 3 meses de gesso e tirei dia 06 desse mês e tem 3 dias que tô começando a fz fisioterapia e normal fica meio Roxo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser relativamente comum o pé e os dedos ficarem meio arroxeados após retirar o gesso, principalmente nas primeiras semanas, ainda mais depois de 3 meses imobilizado. Isso acontece porque:
a circulação ainda está se readaptando
existe edema/inchaço residual
os músculos ficaram enfraquecidos
o retorno venoso fica mais lento quando coloca o pé para baixo
a fisioterapia aumenta temporariamente o fluxo sanguíneo e pode deixar mais roxo após os exercícios
Além disso, depois de muito tempo sem movimentar, os tecidos ficam rígidos e sensíveis.
O que costuma ser considerado esperado:
roxinho leve ou moderado
melhora ao elevar o pé
sensação de peso
inchaço no fim do dia
dor tolerável ao apoiar
pele mais fria ou diferente temporariamente
Sinais de alerta para procurar o ortopedista rapidamente:
roxo muito intenso ou piorando
pé muito frio
perda de sensibilidade
dor forte fora do normal
falta de circulação nos dedos
inchaço excessivo
vermelhidão quente
febre
falta de ar ou dor na panturrilha (importante descartar trombose)
Depois de 3 meses de gesso, é comum a recuperação ser lenta. A fisioterapia normalmente trabalha:
mobilidade dos dedos e tornozelo
redução do edema
reativação muscular
treino de marcha
propriocepção
ganho progressivo de carga
A coloração costuma melhorar gradualmente nas próximas semanas. Elevar o pé, evitar ficar muito tempo pendente e fazer os exercícios orientados ajudam bastante.
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sofri uma fratura pequena no ossinho entre o pé e o tornozelo, quanto tempo após a retirada do gesso
sofri uma fratura pequena no ossinho entre o pé e o tornozelo, quanto tempo após a retirada do gesso posso voltar a andar normalmente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende de qual “ossinho” foi fraturado (tálus, navicular, maléolo, cuboide etc.), do tipo de fratura e do tempo de imobilização, mas após retirar o gesso é comum ainda levar algumas semanas ou meses para voltar a andar normalmente.
Em geral:
primeiras 2–4 semanas após retirar o gesso:
marcha mancando
dor ao apoiar
rigidez
inchaço
fraqueza
dificuldade para descer escadas
entre 6–12 semanas:
costuma haver melhora importante da marcha
apoio mais natural
menos dor e menos edema
recuperação mais completa:
pode levar 3–6 meses, às vezes mais, principalmente em fraturas próximas ao tornozelo ou no tálus
Como você ficou imobilizado, o corpo perde:
mobilidade articular
força muscular
equilíbrio/propriocepção
resistência do tendão e da panturrilha
Por isso a fisioterapia é fundamental para voltar a andar “normal” sem compensações.
Os fatores que mais influenciam o tempo:
qual osso fraturou
se precisou cirurgia
idade
tempo de gesso
presença de dor/inchaço
aderência à fisioterapia
quantidade de carga liberada pelo ortopedista
Um erro comum é tentar “forçar” a marcha cedo demais. Isso pode aumentar inflamação e atrasar a recuperação.
Sinais de boa evolução:
consegue apoiar mais peso a cada semana
diminuição do inchaço
melhora da mobilidade
menos claudicação (mancar)
Sinais para reavaliar:
dor forte persistente
piora do inchaço
sensação de instabilidade
dificuldade grande para apoiar mesmo após semanas
roxo intenso ou calor excessivo
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Olá quebrei a tíbia e tenho uma placa com 7 parafusos, e fez um ano hoje que tenho um tornozelo mais
Olá quebrei a tíbia e tenho uma placa com 7 parafusos, e fez um ano hoje que tenho um tornozelo mais inchado que o outro, nunca mais vou ver meus ossinhos?
No local da cirurgia é fundo?! Normal?
É capaz de recuperar 100% a movimentação? Ele é meio duro por favor se puderem me responder aqui onde moro não temos condiçõesRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, muitas coisas que você está sentindo podem acontecer mesmo após 1 ano de uma fratura de tíbia com placa e parafusos, principalmente quando houve lesão próxima do tornozelo.
O inchaço persistente é muito comum porque:
a circulação e drenagem do tornozelo ficam alteradas por bastante tempo
houve trauma importante nos tecidos
a mobilidade reduzida dificulta o retorno venoso
pode existir rigidez articular residual
Muita gente relata que o tornozelo “nunca mais ficou igual ao outro”. Em alguns casos os “ossinhos” do tornozelo voltam a aparecer mais conforme o edema diminui, mas em outros fica um leve aumento permanente.
Sobre o local da cirurgia ficar “fundo” ou afundado:
isso também pode acontecer. Após cirurgia pode haver:
perda de massa muscular
aderência da cicatriz
alteração do tecido subcutâneo
acomodação ao redor da placa
Então um aspecto mais “fundinho” perto da cicatriz pode ser normal.
Quanto à movimentação:
é possível melhorar MUITO mesmo após 1 ano, principalmente se ainda existe rigidez e sensação de “duro”. O tornozelo costuma perder:
dorsiflexão
mobilidade articular
elasticidade muscular
força da panturrilha
propriocepção
Nem todo mundo recupera 100% do movimento, mas muitos conseguem chegar perto disso com reabilitação adequada e constância.
O que mais ajuda nessa fase:
mobilidade do tornozelo diariamente
alongamento de panturrilha
fortalecimento gradual
treino de equilíbrio
caminhada progressiva
liberação de cicatriz e tecidos moles
exercícios de dorsiflexão
Alguns sinais de alerta para voltar ao ortopedista:
dor forte constante
calor/vermelhidão
piora do inchaço
sensação de instabilidade
limitação muito severa
dor em cima dos parafusos
Às vezes, quando a consolidação já ocorreu completamente, alguns pacientes melhoram após retirada da placa/parafusos — mas isso depende do caso e não é indicado para todos.
Pelo que você descreveu, ainda parece existir espaço para melhora funcional, principalmente na mobilidade e rigidez. O tornozelo pode continuar evoluindo mesmo após 1 ano.
Perguntas frequentes
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Neném com nuca 2,5 d 12 semanas d gestação e normal esse valor?
A translucência nucal de 2,5 mm com 12 semanas não deve ser interpretada…