Perguntas do paciente (7)

  • Fraturei a fíbula e tive que imobilizar com gesso durante 8 semanas. Tirei o gesso a 2 dias, o médic

    Fraturei a fíbula e tive que imobilizar com gesso durante 8 semanas. Tirei o gesso a 2 dias, o médico disse que eu já podia ir tentando andar aos poucos, porém, continuo sentindo dor no local e embaixo do calcanhar quando estou andando. Isso é normal? Também sinto muita rigidez para movimentar o pé. O que poso fazer de exercícios em casa para me ajudar a melhorar até minha consulta com fisioterapeuta? Tem algum medicamento indicado a tomar para dor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Após 8 semanas de imobilização, é bastante comum sentir:
    Dor ao apoiar o pé
    Rigidez no tornozelo e no pé
    Dor embaixo do calcanhar ao andar
    Sensação de fraqueza e insegurança
    Dificuldade para colocar o pé totalmente no chão

    Isso acontece porque o período de gesso causa:
    perda de mobilidade articular,
    encurtamento muscular,
    diminuição da circulação,
    perda de força,
    e sensibilidade aumentada na sola do pé e no osso que ficou sem carga por semanas.

    A dor no calcanhar costuma acontecer porque o pé ficou muito tempo sem receber carga normal, além da rigidez da panturrilha e da fáscia plantar.

    O importante é observar alguns sinais de alerta:

    dor muito intensa piorando a cada dia,
    aumento importante do inchaço,
    vermelhidão/calor excessivo,
    febre,
    incapacidade total de apoiar,
    dor muito forte na panturrilha.
    Se tiver algum desses sinais, precisa avisar o médico.

    O que costuma ajudar nessa fase:

    1. Movimentos leves do tornozelo

    Faça devagar, sem forçar dor forte.

    puxar o pé para cima e para baixo
    fazer círculos com o tornozelo
    Pode fazer 3 vezes ao dia.

    2. Mobilidade da panturrilha
    Com uma toalha:
    sente-se,
    passe a toalha na planta do pé,
    puxe suavemente até sentir alongar atrás da perna.
    Segure 20–30 segundos.

    3. Apoio progressivo
    Se o médico liberou carga:
    comece apoiando parcialmente,
    use apoio se necessário,
    aumente aos poucos conforme tolerado.
    Evite tentar “andar normal” de uma vez.

    4. Exercícios simples para ativar musculatura
    apertar uma toalha com os dedos do pé,
    elevar e abaixar o calcanhar sentado,
    transferir peso de um pé para o outro segurando apoio.

    5. Elevação
    Quando descansar, mantenha o pé elevado para ajudar no edema.

    Sobre medicamentos:
    Os mais usados nessa fase costumam ser analgésicos simples e, em alguns casos, anti-inflamatórios, mas isso depende:
    do tipo de fratura,
    do seu histórico de saúde,
    do que você já usa,
    e da fase de consolidação óssea.

    Por isso, o ideal é não iniciar medicamento por conta própria sem orientação médica, principalmente anti-inflamatório, porque em algumas situações eles podem interferir na consolidação óssea.

    A fisioterapia ajuda muito nessa etapa para:

    recuperar mobilidade,
    reduzir dor,
    melhorar a marcha,
    recuperar força,
    e evitar compensações futuras.

    A tendência é melhorar gradualmente nas próximas semanas, mas após 8 semanas de gesso é esperado que o tornozelo fique “travado” no início.


  • Eu dormir com o coturno no pé, fiquei com o pé virado e ficou dolorido, fiz uma ecografia e deu mode

    Eu dormir com o coturno no pé, fiquei com o pé virado e ficou dolorido, fiz uma ecografia e deu moderado derrame articular, já faz um mês e ainda está inchado e sinto dor, já estou no quinto dia de fisioterapia, essas dores vão e volta isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Sim, isso pode acontecer. Um derrame articular moderado significa que houve irritação/inflamação dentro da articulação, e mesmo uma torção “boba” durante o sono pode provocar:
    estiramento ligamentar,
    irritação da cápsula articular,
    sobrecarga de tendões,
    e edema persistente.

    É relativamente comum, principalmente no primeiro mês, que:
    o inchaço ainda esteja presente,
    a dor oscile (“vai e volta”),
    alguns movimentos piorem os sintomas,
    e o pé fique mais dolorido no fim do dia ou após esforço.

    Além disso, você está apenas no quinto dia de fisioterapia. Nessa fase inicial o corpo ainda está reagindo ao processo inflamatório e adaptação dos tecidos.

    O que costuma acontecer:
    melhora alguns dias,
    piora um pouco após caminhar mais,
    melhora novamente com repouso e tratamento.

    Isso não significa necessariamente que algo esteja errado.
    O que geralmente ajuda nessa fase:
    evitar longos períodos em pé,
    evitar torções e pisos irregulares,
    usar calçado firme,
    gelo 15–20 min após esforço,
    elevar o pé quando possível,
    manter a fisioterapia regularmente.

    Uma coisa importante: edema articular pode demorar semanas para reduzir totalmente, principalmente no tornozelo/pé, porque é uma região que acumula líquido com facilidade.

    Mas alguns sinais merecem reavaliação médica:
    inchaço piorando progressivamente,
    pé muito quente/vermelho,
    dor forte mesmo em repouso,
    sensação de instabilidade importante,
    dificuldade grande para apoiar,
    formigamento,
    dor na panturrilha,
    ou ausência de melhora ao longo das próximas semanas.

    Na fisioterapia, normalmente vão trabalhar:
    controle do edema,
    mobilidade,
    fortalecimento,
    equilíbrio/propriocepção,
    e estabilização do tornozelo.

    É muito comum o paciente achar que “já devia estar bom” com 1 mês, mas tecidos ligamentares e articulares podem levar várias semanas — às vezes alguns meses — para normalizar completamente, principalmente se ainda há derrame articular.


  • Boa tarde... Cortei os três últimos dedos da mão direita há 3 anos atrás, fiz a cirurgia reparadora

    Cortei os três últimos dedos da mão direita há 3 anos atrás, fiz a cirurgia reparadora p religar o tendão que havia rompido, após fiz fisioterapia mas n obtive resultados. Os dedos ficaram fechados e com pouco movimento, n consigo estender, será
    que outra cirurgia iria resolver? Ou fisioterapia pode resolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Depois de 3 anos da lesão e da cirurgia do tendão, ainda existe possibilidade de melhora, mas depende muito do que está limitando os dedos hoje. Quando os dedos ficam “fechados”, rígidos e sem conseguir estender, as causas mais comuns são:

    aderências do tendão (o tendão “gruda” nos tecidos)
    retração/capsulite das articulações
    encurtamento muscular e ligamentar
    lesão nervosa associada
    ruptura parcial do reparo
    deformidades instaladas ao longo do tempo

    Nesses casos, somente a fisioterapia convencional muitas vezes não resolve totalmente, principalmente após tanto tempo. Porém isso não significa que não exista tratamento.

    O ideal é ser avaliado por um cirurgião de mão. Dependendo do exame físico, ele pode indicar:

    nova fisioterapia especializada em mão
    órteses dinâmicas ou seriadas
    terapia ocupacional de mão
    liberação cirúrgica de aderências (tenólise)
    reconstrução tendínea
    alongamento/correção articular
    em alguns casos, artrodese ou transferência tendínea

    A cirurgia pode ajudar bastante quando existe bloqueio mecânico importante, mas normalmente o resultado depende MUITO da reabilitação depois. Sem fisioterapia intensiva específica de mão no pós-operatório, a rigidez tende a voltar.

    O que costuma indicar que apenas fisioterapia talvez tenha pouco resultado:

    dedos muito rígidos há anos
    articulações “travadas”
    ausência quase total de movimento passivo
    deformidade fixa

    O que sugere que ainda pode melhorar bastante com reabilitação:

    dedos ainda conseguem movimentar passivamente
    existe algum ganho quando força
    a rigidez varia ao longo do dia
    não há deformidade óssea importante

    Procure um especialista em cirurgia da mão e, se possível, um fisioterapeuta/terapeuta ocupacional especializado em reabilitação de mão. Muitas vezes o melhor resultado vem da combinação: cirurgia + reabilitação adequada.


  • Quando respiro fundo sinto o osso das costas estalar, isso é normal?

    Quando respiro fundo sinto o osso das costas estalar, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Na maioria das vezes, um “estalo” nas costas ao respirar fundo não é algo grave, principalmente se:

    acontece ocasionalmente
    não causa dor forte
    não vem acompanhado de falta de ar
    parece um “clique” ou “crepitação” na região das costelas ou coluna

    Isso pode acontecer por:

    movimentação das articulações das costelas com a coluna (articulações costovertebrais)
    tensão muscular
    rigidez torácica
    postura
    gases/articulações semelhantes ao “estalo” dos dedos
    hipermobilidade

    As costelas se movimentam bastante quando você inspira profundamente, então algumas articulações podem estalar.

    Mas vale investigar se houver:

    dor persistente
    falta de ar
    dor no peito
    sensação de travamento
    estalos após trauma
    febre
    tosse persistente
    dor que piora muito ao respirar

    Também pode ocorrer em pessoas com:

    escoliose
    disfunção costal
    inflamações articulares
    tensão na musculatura intercostal e dorsal

    Alguns exercícios que costumam ajudar:

    mobilidade torácica
    alongamento peitoral
    exercícios respiratórios
    fortalecimento postural
    mobilização da coluna torácica


  • Quebrei meu dedão do pé eo segundo dedo e tbm o quarto fiquei 3 meses de gesso e tirei dia 06 desse

    Quebrei meu dedão do pé eo segundo dedo e tbm o quarto fiquei 3 meses de gesso e tirei dia 06 desse mês e tem 3 dias que tô começando a fz fisioterapia e normal fica meio Roxo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Sim, pode ser relativamente comum o pé e os dedos ficarem meio arroxeados após retirar o gesso, principalmente nas primeiras semanas, ainda mais depois de 3 meses imobilizado. Isso acontece porque:

    a circulação ainda está se readaptando
    existe edema/inchaço residual
    os músculos ficaram enfraquecidos
    o retorno venoso fica mais lento quando coloca o pé para baixo
    a fisioterapia aumenta temporariamente o fluxo sanguíneo e pode deixar mais roxo após os exercícios

    Além disso, depois de muito tempo sem movimentar, os tecidos ficam rígidos e sensíveis.

    O que costuma ser considerado esperado:

    roxinho leve ou moderado
    melhora ao elevar o pé
    sensação de peso
    inchaço no fim do dia
    dor tolerável ao apoiar
    pele mais fria ou diferente temporariamente

    Sinais de alerta para procurar o ortopedista rapidamente:

    roxo muito intenso ou piorando
    pé muito frio
    perda de sensibilidade
    dor forte fora do normal
    falta de circulação nos dedos
    inchaço excessivo
    vermelhidão quente
    febre
    falta de ar ou dor na panturrilha (importante descartar trombose)

    Depois de 3 meses de gesso, é comum a recuperação ser lenta. A fisioterapia normalmente trabalha:

    mobilidade dos dedos e tornozelo
    redução do edema
    reativação muscular
    treino de marcha
    propriocepção
    ganho progressivo de carga

    A coloração costuma melhorar gradualmente nas próximas semanas. Elevar o pé, evitar ficar muito tempo pendente e fazer os exercícios orientados ajudam bastante.


  • sofri uma fratura pequena no ossinho entre o pé e o tornozelo, quanto tempo após a retirada do gesso

    sofri uma fratura pequena no ossinho entre o pé e o tornozelo, quanto tempo após a retirada do gesso posso voltar a andar normalmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Depende de qual “ossinho” foi fraturado (tálus, navicular, maléolo, cuboide etc.), do tipo de fratura e do tempo de imobilização, mas após retirar o gesso é comum ainda levar algumas semanas ou meses para voltar a andar normalmente.

    Em geral:

    primeiras 2–4 semanas após retirar o gesso:
    marcha mancando
    dor ao apoiar
    rigidez
    inchaço
    fraqueza
    dificuldade para descer escadas
    entre 6–12 semanas:
    costuma haver melhora importante da marcha
    apoio mais natural
    menos dor e menos edema
    recuperação mais completa:
    pode levar 3–6 meses, às vezes mais, principalmente em fraturas próximas ao tornozelo ou no tálus

    Como você ficou imobilizado, o corpo perde:

    mobilidade articular
    força muscular
    equilíbrio/propriocepção
    resistência do tendão e da panturrilha

    Por isso a fisioterapia é fundamental para voltar a andar “normal” sem compensações.

    Os fatores que mais influenciam o tempo:

    qual osso fraturou
    se precisou cirurgia
    idade
    tempo de gesso
    presença de dor/inchaço
    aderência à fisioterapia
    quantidade de carga liberada pelo ortopedista

    Um erro comum é tentar “forçar” a marcha cedo demais. Isso pode aumentar inflamação e atrasar a recuperação.

    Sinais de boa evolução:

    consegue apoiar mais peso a cada semana
    diminuição do inchaço
    melhora da mobilidade
    menos claudicação (mancar)

    Sinais para reavaliar:

    dor forte persistente
    piora do inchaço
    sensação de instabilidade
    dificuldade grande para apoiar mesmo após semanas
    roxo intenso ou calor excessivo


  • Olá quebrei a tíbia e tenho uma placa com 7 parafusos, e fez um ano hoje que tenho um tornozelo mais

    Olá quebrei a tíbia e tenho uma placa com 7 parafusos, e fez um ano hoje que tenho um tornozelo mais inchado que o outro, nunca mais vou ver meus ossinhos?
    No local da cirurgia é fundo?! Normal?
    É capaz de recuperar 100% a movimentação? Ele é meio duro por favor se puderem me responder aqui onde moro não temos condições

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabricia Dantas

    Sim, muitas coisas que você está sentindo podem acontecer mesmo após 1 ano de uma fratura de tíbia com placa e parafusos, principalmente quando houve lesão próxima do tornozelo.

    O inchaço persistente é muito comum porque:

    a circulação e drenagem do tornozelo ficam alteradas por bastante tempo
    houve trauma importante nos tecidos
    a mobilidade reduzida dificulta o retorno venoso
    pode existir rigidez articular residual

    Muita gente relata que o tornozelo “nunca mais ficou igual ao outro”. Em alguns casos os “ossinhos” do tornozelo voltam a aparecer mais conforme o edema diminui, mas em outros fica um leve aumento permanente.

    Sobre o local da cirurgia ficar “fundo” ou afundado:
    isso também pode acontecer. Após cirurgia pode haver:

    perda de massa muscular
    aderência da cicatriz
    alteração do tecido subcutâneo
    acomodação ao redor da placa

    Então um aspecto mais “fundinho” perto da cicatriz pode ser normal.

    Quanto à movimentação:
    é possível melhorar MUITO mesmo após 1 ano, principalmente se ainda existe rigidez e sensação de “duro”. O tornozelo costuma perder:

    dorsiflexão
    mobilidade articular
    elasticidade muscular
    força da panturrilha
    propriocepção

    Nem todo mundo recupera 100% do movimento, mas muitos conseguem chegar perto disso com reabilitação adequada e constância.

    O que mais ajuda nessa fase:

    mobilidade do tornozelo diariamente
    alongamento de panturrilha
    fortalecimento gradual
    treino de equilíbrio
    caminhada progressiva
    liberação de cicatriz e tecidos moles
    exercícios de dorsiflexão

    Alguns sinais de alerta para voltar ao ortopedista:

    dor forte constante
    calor/vermelhidão
    piora do inchaço
    sensação de instabilidade
    limitação muito severa
    dor em cima dos parafusos

    Às vezes, quando a consolidação já ocorreu completamente, alguns pacientes melhoram após retirada da placa/parafusos — mas isso depende do caso e não é indicado para todos.

    Pelo que você descreveu, ainda parece existir espaço para melhora funcional, principalmente na mobilidade e rigidez. O tornozelo pode continuar evoluindo mesmo após 1 ano.


Perguntas frequentes

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