Perguntas do paciente (7)
-
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder alguém importante, especialmente de forma repentina, pode provocar um impacto profundo. O luto não segue um tempo exato ou linear, e é comum que algumas pessoas sintam que, depois dos primeiros meses, o sofrimento se torna até mais intenso, quando a ausência começa a se tornar mais concreta no dia a dia.
Sentimentos como tristeza profunda, saudade, culpa e sensação de vazio podem fazer parte do processo de luto. No entanto, quando esses sentimentos permanecem muito intensos ao longo do tempo e começam a interferir de forma significativa na vida cotidiana — como dificuldade para trabalhar, falta de prazer nas atividades ou um cansaço constante — pode ser importante olhar para isso com mais cuidado.
Às vezes, o que a pessoa está vivendo ainda faz parte do processo de elaboração do luto. Em outros casos, o luto pode se tornar mais complicado e vir acompanhado de sintomas depressivos. A diferença nem sempre é simples de identificar sozinho, por isso conversar com um profissional pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e encontrar formas de atravessar esse momento com mais apoio.
A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para falar sobre a perda, elaborar os sentimentos envolvidos e, aos poucos, reconstruir sentidos para a vida após essa ausência.
-
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bastante comum. Nem todas as pessoas que vivem ansiedade precisam necessariamente de medicação, mas em alguns casos a avaliação psiquiátrica pode ser útil.
O psicólogo trabalha principalmente com o acompanhamento psicoterapêutico, ajudando a compreender os fatores emocionais envolvidos na ansiedade e a desenvolver novas formas de lidar com ela no dia a dia.
Já o psiquiatra é o médico responsável por avaliar se existe indicação de tratamento medicamentoso. Em algumas situações, o acompanhamento conjunto entre psicoterapia e psiquiatria pode ser bastante benéfico.
O mais importante é lembrar que cada pessoa tem uma história e necessidades diferentes. Buscar ajuda profissional pode ajudar a entender qual tipo de cuidado faz mais sentido para o seu caso.
-
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade social pode trazer exatamente esse tipo de impacto na vida das pessoas: dificuldade de manter relações, sensação de isolamento e muito desconforto em situações sociais.
Pelo que você descreve, parece que essa experiência se tornou ainda mais difícil depois de um relacionamento em que suas amizades acabaram se afastando. Quando isso acontece, muitas pessoas se veem com uma rede de apoio reduzida, o que pode aumentar a sensação de solidão.
O uso de medicação pode ser um recurso importante no tratamento da ansiedade e, em muitos casos, ajuda a reduzir a intensidade dos sintomas. Ao mesmo tempo, a psicoterapia pode contribuir para compreender melhor essas dificuldades nas relações, trabalhar a confiança para se expor socialmente e reconstruir, aos poucos, formas mais seguras de se conectar com outras pessoas.
O desejo de conseguir enfrentar a ansiedade sem depender apenas da medicação também é algo bastante compreensível, e pode ser explorado com cuidado junto aos profissionais que acompanham o tratamento.
A sensação de solidão que você descreve é dolorosa, mas ela não precisa ser enfrentada sem apoio.
-
Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,
Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A forma como você descreve essa sensação — como se o mundo estivesse em preto e branco, sem brilho — é algo que muitas pessoas relatam quando estão passando por períodos de sofrimento emocional.
Nem sempre a tristeza aparece apenas como choro ou desânimo intenso. Às vezes ela se manifesta como uma sensação de vazio, perda de interesse pelas coisas ou dificuldade de sentir prazer, mesmo quando a rotina continua funcionando aparentemente “normal”.
O fato de você ainda ter momentos felizes não invalida o que está sentindo. Experiências emocionais podem ser complexas e não precisam se encaixar perfeitamente em um diagnóstico para merecer atenção.
Buscar um psicólogo pode ser um primeiro passo importante para explorar melhor essas sensações e entender o que pode estar acontecendo. Caso seja necessário, esse profissional também pode orientar uma avaliação com psiquiatra. O mais importante é não precisar lidar com tudo isso sozinho.
-
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O videogame pode ser, para muitas pessoas, uma forma legítima de descanso, diversão ou até de conexão com histórias e personagens que despertam interesse e identificação. Em si, gostar de jogar ou passar parte do tempo livre em jogos não significa necessariamente que exista um problema.
No entanto, quando o videogame passa a funcionar quase exclusivamente como uma forma de escapar da realidade — especialmente quando há sensação de vazio, insatisfação com o trabalho ou dificuldade de se conectar com outras pessoas — pode ser importante olhar para isso com mais atenção.
Pelo que você descreve, parece haver também um sentimento de isolamento e de pouco sentido nas outras áreas da vida. Nesses casos, o jogo pode acabar se tornando um espaço onde é mais fácil encontrar envolvimento, pertencimento ou alívio momentâneo.
Isso não significa, necessariamente, que você esteja em depressão. Mas o fato de sentir que a vida fora dos jogos se tornou um “marasmo” pode ser um sinal de que algo na sua experiência cotidiana merece cuidado e compreensão.
Conversar com um profissional pode ajudar a explorar com mais calma essas sensações, compreender o papel que o videogame ocupa na sua vida hoje e pensar em formas possíveis de construir uma rotina que também traga interesse, conexão e sentido fora do mundo virtual.
-
Como diferenciar preguiça "normal" de procrastinação ou outro problema do tipo? Eu sentia uma 'preg
Como diferenciar preguiça "normal" de procrastinação ou outro problema do tipo?
Eu sentia uma 'preguiça' de forma constante.. enrolava pra tudoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas pessoas descrevem suas dificuldades com tarefas usando a palavra “preguiça”, mas na prática nem sempre é isso que está acontecendo.
A chamada preguiça, no sentido mais simples, costuma ser algo pontual — momentos em que a pessoa prefere descansar, adiar uma tarefa ou simplesmente não tem vontade de fazer algo específico. Isso faz parte da experiência humana.
Quando a dificuldade se torna constante, porém, e começa a afetar diferentes áreas da vida — como trabalho, estudos ou tarefas do dia a dia — pode ser útil olhar para isso com mais atenção. Em muitos casos, o que parece preguiça pode estar relacionado a outros fatores, como ansiedade, cansaço emocional, perfeccionismo, medo de errar ou até sobrecarga.
A procrastinação, por exemplo, muitas vezes não acontece por falta de vontade, mas por uma dificuldade de lidar com o desconforto que certas tarefas provocam.
Quando esse padrão se torna frequente e começa a gerar sofrimento ou sensação de estar “travado”, conversar com um profissional pode ajudar a compreender melhor o que está por trás dessa dificuldade e encontrar formas mais gentis e possíveis de lidar com ela no cotidiano.
-
Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com
Que especialista trata compulsão alimentar? É por consulta semanal apenas com tratamento verbal com conversa ou tem que tomar algum remédio? Ou é tratamento multidisciplinar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A compulsão alimentar costuma envolver episódios em que a pessoa sente uma dificuldade muito grande de controlar a quantidade de comida ingerida, muitas vezes acompanhados de culpa, vergonha ou sensação de perda de controle.
Quando isso acontece com frequência, é importante olhar para a situação com cuidado, porque a compulsão alimentar raramente está relacionada apenas à comida em si. Muitas vezes ela aparece associada a fatores emocionais, como ansiedade, dificuldades na relação com o próprio corpo ou formas de lidar com sentimentos difíceis.
O tratamento pode envolver diferentes profissionais. A psicoterapia costuma ter um papel importante para compreender o que está por trás desses episódios e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções. Em alguns casos, também pode ser indicado acompanhamento com nutricionista e, quando necessário, avaliação psiquiátrica para considerar o uso de medicação.
Cada caso é único, por isso buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender melhor o que está acontecendo e encontrar um caminho de cuidado que faça sentido para você.
Autor
Perguntas frequentes
-
Pra quem tem ansiedade, existe diferença entre cloridrato de bupropiona 12h e Zetron XL? Estou fazen
Sim, existe diferença entre as formulações de bupropiona de liberação prolongada:…