Perguntas do paciente (10)
-
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que essa mensagem lhe encontre bem. Vejo que você quer um ponto de vista da psicanálise sobre o que está acontecendo, mas isso só seria possível dentro de um trabalho de análise, com um(a) analista. A psicanálise é categórica em dizer que o trabalho só acontece no um a um, na relação entre paciente e analista, pois o que leva você a permanecer nessa relação é algo só seu, da sua história, dos seus arranjos e rearranjos psíquicos. A psicanálise não tem uma resposta pronta e genérica que sirva para mais de uma pessoa. Mas há perguntas que você pode se fazer: por que você decidiu entrar nesse casamento mesmo inseguro e desconfiado? O que realmente faz com que você permaneça nele? (não acredito que o motivo seja apenas os filhos). O que te fez seguir em frente com o casamento mesmo com o respeito e a admiração já abalados? São perguntas que parecem já terem uma resposta, mas que num trabalho analítico, elas podem encontrar outras perguntas e enveredar para outros lugares passíveis de serem analisados, avaliados, reorganizados, revisitados. Boa sorte!
-
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por esse momento tão doloroso que você está passando agora. Perder um animal de estimação, que estava com você a tanto tempo, que era companhia e fonte de alegria, é realmente muito difícil. É um luto. E o luto precisa de tempo e acolhimento. Um espaço que você possa falar sobre essa dor, essa angústia, esse momento complicado, talvez possa te ajudar. Alguém que possa te ajudar a passar por essa fase tão difícil, a elaborar essa perda, para que em algum momento a dor não seja tão dilacerante assim. Não que a dor vá deixar de existir, mas ela pode ficar menos dilacerante.
-
É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç
É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Normal não é, mas isso pode ser uma consequência de vários fatores juntos. Valeria uma investigação. Pelo que eu já vi na clínica, normalmente esse estado surge quando não estamos dando conta de algo, seja de lidar com os pensamentos, com os sentimentos, com a pressão. Pode ser um modo de não lidar com alguma dor, insatisfação, frustração, ou com a sobrecarga da rotina, obrigações, e cobranças. O mais "normal" é que tenhamos algum desejo pela vida, por fazer algo, que tenhamos sonhos, vontades, prazeres. Se for possível, seria interessante conversar com um profissional sobre isso
-
Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz
Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.
E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse pesoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Apesar de não te conhecer e nunca ter podido te ouvir sobre tudo isso, me parece que ter um lugar de escuta, para você poder entender o que está te travando, o que você não está suportando, o que você tanto procura e do que tanto foge, pode te ajudar a ter uma melhor visão dessa situação, e quem sabe encontrar uma boa saída para você! Me parece que há um terreno bem fértil aí para um trabalho analítico, que pode te ajudar nessa busca por essa resposta que você está a tanto tempo procurando. Talvez você já tenha a resposta, só não consegue ouvi-la, enxergá-la, AINDA.... pode ser que você esteja procurando o problema em outro lugar
-
Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por
Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que essa mensagem te encontre bem. O desejo sexual não é algo engessado, mas passível de mudanças, rearranjos, experimentações... O prazer não é algo rotulável, estabelecido. Mas algo a ser explorado. O que não quer dizer necessariamente que ele tenha ou esteja desenvolvendo desejo sexual por outros homens. Até mesmo por que o homem pode sentir muito prazer na região anal quando estimulada, devido a proximidade com a próstata. Eu acredito que vale ter uma conversa sincera com ele sobre isso, até para você poder ficar mais tranquila.
-
Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu
Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que essa mensagem te encontre bem. Você já tentou conversar com ele sobre isso? Pode ser que esses sonhos digam de uma insegurança sua, talvez não só sobre essa relação em si, mas sobre relações afetivas e o medo do abandono dentro dessa relações. É difícil dizer com poucas informações, mas acredito que num trabalho de análise, ou até mesmo de terapia, você consiga falar sobre essa possível angústia de ter uma relação encerrada pelo outro.
-
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O ciúmes no relacionamento pode aparecer por diversos motivos. E ele pode trazer muito sofrimento pra quem o sente. Se você já identificou como algo seu, o interessante talvez fosse pensar a que serve esse ciúmes, em resposta a que ele aparece? Ele pode surgir como uma resposta secundária a um outro sentimento, à insegurança, ao medo. De que parte da sua personalidade ele surge, e para que? E quem sabe ao tentar responder essas perguntas e fazer outras, você possa sentir esse ciúmes de uma maneira diferente.
-
Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Você tentou essa técnica? Funcionou para você? Acredito que cada pessoa relaxe de uma forma particular, e muitas vezes a forma de relaxar pode nem fazer muito sentido pros outros. O relaxamento aparece quando há prazer na atividade realizada, de preferência uma atividade que te traga pro presente e te faça pensar apenas no aqui e agora. Se ler o mesmo texto repetidamente por 1 hora te der prazer e te aterrar no aqui-agora, vale como relaxamento para você.
-
Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand
Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa etapa dos dois anos é um momento complexo, de mudanças para a criança e para o ambiente. Ele está deixando de ser um bebê que necessitava e recebia atenção focada o tempo inteiro dos pais como centro da vida deles, para se tornar uma criança com mais independência e menos foco de atenção. É natural que ele reclame pelo montante de atenção que recebia antes. Mas tem questões que merecem uma melhor avaliação, como: ele foi para a escola/creche agora? Esse comportamento acontece apenas lá, ou em casa também? Ele é filho único ou tem irmãos?
O que pode ser um recurso para lidar com isso é acolhe-lo e ajuda-lo a dizer o que ele está sentindo. Frases como "parece que você queria receber mais atenção, mas agora você está em um lugar com outras crianças que também querem atenção", "parece que você queria ser a única criança da creche/escola, mas agora você precisa dividir esse espaço com outras crianças que podem virar suas amigas", "será que você queria a atenção da professora só pra você? Pena que ela não é só sua professora igual sua mãe é só sua mãe, ela precisa dividir a atenção dela com mais gente, igual a mamãe precisou deixar você na creche para dar atenção pro trabalho dela, mas mesmo assim ela continua te amando muito e lembrando de você e sentindo sua falta." Essas frases podem ajudar ele a lidar com os próprios sentimentos.
-
Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no
Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no momento me encorajei e fiz a consulta mesmo assim, porque estava precisando muito de atendimento. Na consulta me abri, contei minha história, tive momentos de desatenção, perdi a paciência, conversei sozinha em voz alta... agi com impulsividade em alguns momentos, inclusive naquela consulta fui diagnosticada com TDAH, porém, minha mente começou a ruminar sem para... repetir aquele dialogo dia pós dia na minha mente, me causando exaustão, tenho a ansiedade generalizada e depressão leve, essa ruminacao virou hábito, era automatica, eu chegava a passar dia todo repetindo, revivenciando aquele momento em minha cabeça, durmia e acordava com isso, minha cabeça se programou pra fazer isso dia pós dia, a imagem do médico, alunos, diálogo, tudo se repetindo todod santo dia,,, comecou a me trazer prejuízos em todas areas da minha vida... tenho necessidade de repetir pensamentos de maneira compulsiva na minha mente... repetir e analisar cada passo que eu mesma dou, duvidar de coisas que eu mesma faço, não por esquecimento, mas pq de fato fico duvidando , me questionamdo se realmente fiz aquilo e voltando na mesama ação 1 dezena de vezes para aliviar a ansiedade... vivo me automonitorando, se esqueci, se errei, voltando, repetindo, repetindo e repetindo comportamentos, analisando cada passo meu, me trás desgaste, cansaço mental, mas simplesmente não consigo parar, essa noite estou ruminando muito, nao consigo desligar a mente, se eu não me conter ou entrar em exaustão passoa noite revivendo dialogos, experiências passadas na minha cabeça... não consigo calar a ruminacao, já acordo com imagens na minha cabeça, o dia já amanhece com a ruminacao em primeiro lugar, não consigo controlar e quando tento conter, me da ansiedade, em 90% das vezes é essa experiência que tive com meu antigo psiquiatra, se repentindo de maneira compulsiva na minha mente... e detalhe, ja se passaram 11 meses do ocorrido, meu cérebro não aceita, está preso naquele dia... O que eu poderia fazer, nesse caso seria já medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que esteja passando por isso. Você já faz terapia? Acredito que os remédios são recursos importantes para nos ajudar, mas falar sobre isso em terapia pode ser importante. Falar da repetição, trazer a linha dos pensamentos, toda essa cadeia de significantes e significados. Me pareceu que os pensamentos, essa ruminação como você chamou, estão rígidos num sentido único. Talvez fosse interessante abrir possibilidade para outros sentidos.
Perguntas frequentes
-
Fiz uma cirurgia da bacia pelve com parafuso no acetábulo 38 dias após sinto estalos e dor quando pa
Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…