Perguntas do paciente (5)
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Como é feito o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Como é feito o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico dos transtornos de personalidade no geral é clínico, ou seja, não existem testes ou escalas diagnósticas - algumas escalas podem apenas mensurar intensidade de sintomas, como sintomas depressivos, desesperança, ansiedade, etc. O diagnóstico deve ser feito preferencialmente por profissional com experiência em atendimento ou avaliação a pacientes com transtorno de personalidade. Não existe um número de sessões ideal para avaliações desse tipo, isso vai depender da relação e vínculo que se estabelecer entre paciente e psicólogo. O que costuma acontecer é que, com maior tempo de prática clínica e atendimento a pacientes com transtorno de personalidade Borderline, o psicólogo consegue captar com maior facilidade e prontidão algumas características de personalidade típicas desses pacientes.
Resumindo: é na conversa com o paciente que o diagnóstico é feito.
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É possível tratar a alta reatividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
É possível tratar a alta reatividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que se busca em terapia (sempre alinhada a um tratamento medicamentoso com psiquiatra) é que a alta reatividade se atenue. Para isso é necessário, aos poucos, desconstruir idealizações e colocar o paciente para refletir a respeito de suas projeções. É um trabalho lento, árduo e minucioso, mas que com engajamento de ambos terapeuta e paciente pode ser realizado e mantido.
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Como a alta reatividade basal se manifesta no dia a dia?
Como a alta reatividade basal se manifesta no dia a dia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline a alta reatividade normalmente se manifesta em interpretações e distorções do ambiente do tipo persecutórias, ou seja, a pessoa tende a concluir que determinadas pessoas agem com intuito de prejudica-la, ou interpreta falas e situações como tentativas de desqualifica-la. Esse modo de funcionamento acaba por causar uma pressão interna e deixar a pessoa em um limiar muito tênue de reatividade. É importante reparar, no entanto, que essa reatividade e as distorções persecutórias não atingem todas as pessoas e situações de forma igual, normalmente a pessoa com TPB terá uma sensibilidade maior a determinados assuntos (seus pontos de maior insegurança) e direcionar sua persecutoriedade a determinadas pessoas. No dia a dia isso pode se manifestar desde comportamento de isolamento a irritabilidade exacerbada aparentemente sem explicação.
Outros gatilhos advem da relação de proximidade e/ou distanciamento com as pessoas com quem a pessoa com TPB mantem relação afetivas - sentir-se deixada de lado ou aproximações afetivas de maior intimidade podem deixar a pessoa mais reativa e propensa a comportamentos de risco. Comportamentos do tipo stalking e/ou excesso de mensagens, também podem estar presentes, advindos do medo de se sentir abandonado ou deixado de lado pelo outro.
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. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao
. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na maioria dos casos é isso que acontece. Toda a dinâmica da pessoa com TPB gira em torno do medo irracional do afastamento do outro e o temor de perder a si próprio numa aproximação mais íntima. Essa dinâmica decorre do próprio desenvolvimento emocional dessas pessoas e remonta a experiências infantis de ausências sentidas como ameaçadoras da própria existência e aproximações experienciadas como invasivas e disruptivas. A sensação que o paciente tem é como se o outro detivesse total controle sobre ele e as atuações funcionam como forma de lidar com isso e tentar manter um distanciamento e aproximações ótimos.
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Quais são os sinais de alerta da obsessão com a saúde?
Quais são os sinais de alerta da obsessão com a saúde?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um sinal de alerta importante para qualquer questão de saúde mental são os prejuízos que os sintomas trazem ao funcionamento social do indivíduo, ou seja: quanto aquilo está atrapalhando a vida daquela pessoa? Ela está sofrendo por conta desses pensamentos e comportamentos? Está deixando de fazer coisas que são importantes para ela? Esses pensamentos e comportamentos tem tido reflexo negativo em seu trabalho ou vida escolar? Em relação à obsessão com a saúde especificamente o isolamento social é um termômetro importante, além do impacto da ansiedade decorrente dos pensamentos e comportamentos obsessivos. Outro aspecto relevante é o raciocínio de "tudo ou nada", ou seja, se ela não fizer absolutamente tudo certo e ser 100% saudável isso invalida todos os "comportamentos positivos" que ela tenha tido.
Espero ter ajudado!
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Perguntas frequentes
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