Perguntas do paciente (4)
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando um hábito passa a acontecer de forma repetitiva, difícil de controlar e começa a gerar sofrimento ou prejuízos, vale a pena procurar ajuda. A psicoterapia pode ser um caminho para explorar a função que essas compulsões passaram a ocupar na sua vida. Me chama atenção a clareza com que você localiza o momento em que esses comportamentos começaram. Investigar o que a gravidez da sua esposa representa para você e compreender como essa fase do relacionamento e a parentalidade que está por vir o afetam pode lançar luz sobre o que está por trás dessas compulsões.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acredito que mais importante do que um material pré-elaborado é compreender, junto com o psicólogo, quando essa angústia costuma aparecer, e a que ela pode estar relacionada. A partir disso, é possível pensar em estratégias que façam sentido para a sua realidade e que possam ajudar a atravessar esses momentos entre uma sessão e outra. Ao longo do processo, a expectativa é que você vá construindo recursos próprios para lidar com esses momentos. Se essa ansiedade tem sido muito intensa nos dias sem sessão, vale a pena conversar sobre isso diretamente com o seu psicólogo. Em alguns casos, aumentar a frequência dos encontros por um período pode ser uma possibilidade, justamente para que esse sofrimento possa ser acompanhado mais de perto.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível que essa seja uma decisão difícil. Mudanças importantes na vida costumam despertar sentimentos contraditórios, mesmo quando fazem sentido para nós. Eu te perguntaria como tem sido possível conversar com sua mãe e com sua namorada sobre essa transição. Também me parece importante olhar para o lugar que essas relações ocupam na sua vida e para o que essa mudança representa para você. Essa dor no coração e essa ansiedade provavelmente dizem respeito a algo que vai além da decisão de sair de casa. Entender o que elas expressam, como se relacionam com sua história e com a forma como você vive essas relações pode ajudar a atravessar esse momento com mais clareza.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve me parece ser um sofrimento muito intenso e que está tendo um impacto profundo em muitas áreas de sua vida. Penso sobre o que disse desse pavor não existir na infância. Algo parece ter acontecido na passagem para a adolescência para que essa timidez fosse ganhando a dimensão de um medo tão intenso. Compreender esse percurso talvez permita que esse medo deixe de ocupar um lugar tão central na sua vida. A adolescência pode ser uma fase difícil para muita gente, mas é importante pensar como é a sua história, em particular. Explorar as experiências e os sentidos que esse medo foi adquirindo ao longo da sua história pode ser um caminho importante para compreendê-lo e, aos poucos, encontrar outras formas de lidar com ele. Algo que me chamou atenção no seu relato foi o receio de não ser levada a sério. Esse medo merece tanto cuidado quanto os sintomas que você descreve. Encontrar um profissional com quem você consiga construir uma relação de confiança faz parte do tratamento e pode ser um primeiro passo importante.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…