Perguntas do paciente (9)
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Cada pessoa tem seu próprio tempo e trajetória. Comparar sua vida com a dos outros costuma gerar mais sofrimento do que "motivação", porque desconsidera as diferenças de história, oportunidades e desafios que cada um enfrenta/ou.
Tente lembrar que sua vida não começa quando você atingir uma determinada idade ou conquista. Ela está acontecendo agora (e aos poucos), enquanto você constrói seu caminho.
Se essa angústia e autocobrança têm sido frequentes, buscar terapia (com psicólogo, psicanalista) pode ajudar a compreender melhor essas expectativas e a desenvolver uma relação mais saudável (e possível) com seu próprio tempo. Cuidar da saúde mental também é aprender a respeitar a singularidade da própria trajetória para além da idade cronológica.
Busque ajuda especializada caso julgues necessário!
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível, mas depende menos do amor e mais da capacidade de ambos assumirem responsabilidade pela relação (e os conflitos que nela perdura).
Do ponto de vista psicológico, o respeito pode ser reconstruído quando o casal consegue interromper as ofensas, reconhecer os danos causados e desenvolver novas formas de diálogo.
Num viés psicanalítico, o respeito reaparece quando o outro deixa de ocupar o lugar do inimigo e volta a ser reconhecido como um sujeito, diferente de si, com desejos, limites e singularidades próprias.
No entanto, há casos em que o desgaste se torna tão profundo que o desprezo se cristaliza. Nesses casos, a questão não é mais como salvar a relação, mas como evitar que o sofrimento continue se repetindo.
O respeito pode ser reconstruído, mas exige trabalho, tempo e desejo de mudança de AMBAS (o par quer reconstruir?) as partes.
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela psicanálise, quando uma relação é marcada por conflitos frequentes, mágoas e perda de respeito, é importante olhar para além da dúvida entre permanecer ou se separar. Muitas vezes, esse sofrimento está ligado a questões mais profundas da história, dos medos e da forma como cada pessoa constrói seus vínculos amorosos.
Por isso, buscar um psicólogo de orientação psicanalítica ou um psicanalista pode ser um passo muito importante. A terapia (podendo ser de casal) oferece um espaço seguro de escuta e reflexão para compreender melhor o que você está vivendo, fortalecer sua saúde mental e ajudá-lo a tomar decisões com mais clareza, consciência e cuidado consigo mesmo e com seus filhos.
Considere buscar um profissional especializado para olhar com tempo e calma para tudo que necessitas, se julgares necessário é claro!
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O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psicanalítica ?
O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psicanalítica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo viés psicanálico o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido a partir do conceito de paciente-limite.
O paciente-limite apresenta dificuldades para manter uma imagem estável de si mesmo e dos outros, vivendo relações marcadas por intensa oscilação emocional, medo de abandono, sentimentos de vazio e grande sensibilidade às frustrações.
Para Hegenberg, o sofrimento central não está apenas nos sintomas, mas na fragilidade da organização psíquica e na dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos das pessoas e de si próprio. Por isso, o paciente pode alternar rapidamente entre idealizar e desvalorizar alguém.
De forma simples, o paciente-limite vive constantemente no limite entre o desejo de proximidade e o medo de ser abandonado ou ferido, o que gera intenso sofrimento emocional e dificuldades nos relacionamentos.
Busque ajuda especializada caso julgue necessário.
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O que diferencia defesas primitivas de defesas maduras?
O que diferencia defesas primitivas de defesas maduras?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a principal diferença está no grau de elaboração psíquica que a defesa permite.
Defesas primitivas são mais arcaicas e rígidas. Elas surgem quando a pessoa tem dificuldade de tolerar conflitos, frustrações ou emoções dolorosas. Exemplos são a cisão ("a pessoa é totalmente boa ou totalmente má"), a negação e a identificação projetiva. Essas defesas tendem a distorcer mais a realidade para proteger o sujeito da angústia.
Defesas maduras são mais flexíveis e permitem maior contato com a realidade e com as próprias emoções. Exemplos são a sublimação, o humor, a antecipação e a repressão. Elas ajudam o sujeito a lidar com os conflitos sem precisar romper com a complexidade das situações.
De forma simples: As defesas primitivas protegem a pessoa ao custo de uma maior distorção da realidade; as defesas maduras protegem sem perder tanto a capacidade de pensar, simbolizar e sustentar as ambiguidades da vida.
Pesquise mais e se julgar necessário busque um profissional especializado para tirar mais dúvidas!
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Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o estresse pode sim contribuir significativamente para o surgimento de transtornos mentais (adoecimento psíquico) quando ultrapassa a capacidade do sujeito de elaborar suas experiências e emoções.
Quando a angústia não encontra espaço para ser simbolizada (p.ex. falada), conflitos psíquicos podem emergir ou se intensificar, manifestando-se por meio de sintomas, sofrimento emocional ou desorganização psíquica.
Assim, o estresse não é necessariamente a causa de um adoecimento (transtorno), mas pode funcionar como um desencadeador de fragilidades psíquicas já existentes.
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A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Na perspectiva contemporânea da saúde mental, ela não pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais.
A saúde mental envolve também cuidado, prevenção, promoção de bem-estar, qualidade dos vínculos, capacidade de lidar com desafios da vida, reconhecer emoções e buscar recursos internos para enfrentar o sofrimento quando necessário.
Do ponto de vista psicológico e psicanalítico, saúde mental não significa ausência de conflitos e/ou angústias, mas a possibilidade de elaborá-los, atribuir-lhes sentido e encontrar formas singulares de viver e se relacionar. Trata-se de um processo contínuo de cuidado, e não apenas da ausência de adoecimento psíquico.
Busque ajuda especializada se julgares necessário!
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Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?
Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na compreensão dos transtornos mentais, o contexto sociocultural é fundamental, pois o sofrimento psíquico não ocorre isoladamente do mundo em que a pessoa vive.
Embora um mesmo acontecimento possa afetar diferentes pessoas, cada sujeito será atravessado de forma singular por sua história, seus recursos psíquicos e suas condições de vida. Aspectos como condições econômicas, acesso à saúde, educação, alimentação, trabalho e moradia influenciam diretamente a forma como o sofrimento é vivido e elaborado.
Na perspectiva psicanalítica, é importante considerar que o sujeito é constituído em relação ao seu contexto. Assim, situações de vulnerabilidade social, insegurança alimentar, dificuldades de acesso a serviços básicos ou moradia precária podem intensificar o sofrimento psíquico e limitar as possibilidades de (auto)cuidado.
Por isso, compreender os transtornos mentais exige olhar não apenas para o indivíduo, mas também para as condições sociais (coletividade), culturais e econômicas que atravessam sua experiência de vida de maneira única e singular.
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O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?
O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O "vazio crônico" pode ser uma importante fonte de sofrimento psíquico.
Para autores psicanalíticos que estudo e utilizo como referencial para clínica do vazio; algumas pessoas não sofrem apenas por conflitos ou sintomas, mas por uma sensação profunda de vazio, falta de sentido e dificuldade de se conectar consigo mesmas, com os outros e com a vida.
Mas Lacan nos lembra que existe uma falta que faz parte da condição humana. Não somos completos, e é justamente essa falta que movimenta nossos desejos e projetos.
O sofrimento surge quando essa falta natural passa a ser vivida como um vazio constante e doloroso, gerando sensação de desamparo, solidão e perda de sentido. Por isso, a psicanálise não busca "preencher" o vazio, mas ajudar o sujeito a construir uma nova relação com ele e com seu desejo.
Busque ajuda especializada, caso julgue necessário!
Perguntas frequentes
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Neném com nuca 2,5 d 12 semanas d gestação e normal esse valor?
A translucência nucal de 2,5 mm com 12 semanas não deve ser interpretada…